Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 21 de Julho de 2018
16/07/2018

Avançar >   Última >>

DCI.com.br
16/07/2018

Marketplace quer revolucionar aviação executiva com compartilhamento de voos
Aplicativo da Flapper permite escolher assentos em helicópteros e jatinhos e também oferece fretamento
Raphael Ferreira • São Paulo

Aeroportos pouco ou nada utilizados para voos comerciais, mas que podem ser usados para táxi aéreo. Jatos executivos que fazem uma viagem e retornam vazios. Falta de soluções tecnológicas entre os players de aviação executiva. Essas foram as motivações para o desenvolvimento da Flapper, startup que começou a operar no fim de 2017 e já transportou mais de mil passageiros.



De um lado, a startup conta com dezenas de empresas de táxi aéreo como parceiras, para mostrar helicópteros e jatinhos disponíveis em determinado período e os assentos livres em cada um. De outro, os mais de 80 mil usuários cadastrados na plataforma podem consultar as opções de fretamento ou compartilhamento para escolher o que for mais adequado em cada situação.

Para atender exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Flapper só atua com empresas homologadas.

No caso do fretamento, a plataforma simplifica o procedimento já utilizado hoje. A diferença é que, ao invés de o interessado ter de ligar para inúmeras companhias para comparar preços, o próprio aplicativo mostra na tela as diversas opções disponíveis.

Após a conclusão do pedido, a startup oferece um serviço de acompanhamento de seus clientes, com uma sala VIP para espera e algumas mordomias na aeronave, como bebidas e frutas.

A grande novidade da Flapper é o compartilhamento, que funciona como na categoria pool do Uber. Os viajantes selecionam um assento em determinado voo e conseguem viajar por um preço mais em conta. “Uma viagem no trecho São Paulo/Rio de Janeiro pode sair por R$ 2 mil ou menos, em ofertas que chegam a custar R$ 500”, diz Paul Malicki, fundador da startup.

Expansão

Atualmente a Flapper opera em São Paulo, Rio de Janeiro, Angra dos Reis e Búzios. Dos mil usuários que já viajaram por meio da plataforma, cada um voou ao menos outras duas vezes além do trajeto inicial. Para aumentar esses indicadores, a startup aposta em duas principais medidas.

Além de um investimento de R$ 3 milhões, liderado pela gestora brasileira Confrapar, Malicki crê que a expansão virá por meio de clientes corporativos. Para isso, a Flapper firmou uma parceria com a Argo Solutions, empresa de gestão de viagens. Por meio dessa parceria, os agentes de viagens podem comprar voos executivos disponibilizados pela startup na mesma tela em que são exibidos os voos de aviação comercial da Gol ou da Latam.

De acordo com Malicki, a expectativa da empresa é começar a operar em outros destinos, como Belo Horizonte, até o fim de 2018, e atingir um faturamento de R$ 6 milhões no ano.

Concorrência

Embora não esteja mais em operação, a Edge surgiu com a mesma lógica de tornar as viagens de táxi aéreo mais acessíveis. Lançada em meados de 2016, a empresa atuava no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro e permitia a compra de assentos individuais para essas viagens.

Voltada ao mercado corporativo, a JetToGo surgiu na mesma época. Também por meio de aplicativo, os usuários podem criar seu trajeto. A startup faz a intermediação junto às empresas de táxi aéreo para ver a disponibilidade das aeronaves e fechar a transação.



Fundador da startup, Ernesto Padilha diz que o usuário final não paga nada para a empresa, já que é cobrada uma comissão das empresas de táxi aéreo que fizerem a viagem desejada. No ano passado a JetToGo faturou R$ 100 mil.

De acordo com Malicki, da Flapper, as primeiras startups voltadas à aviação executiva tiveram dificuldade em dar escala ao modelo de negócio em razão da falta de clientes corporativos. “As agências de viagens ainda centralizam muito essas vendas, por isso a parceria com a Argo é importante para nós. Muitas empresas não podem comprar diretamente pelo nosso aplicativo”, explica.

Com atuação semelhante, mas com foco em voos dentro das cidades, está a Voom. A startup, que pertence à Airbus, foi criada em 2016 e atua em São Paulo há pouco mais de um ano.

Como alternativa para o transporte terrestre, a companhia conecta passageiros a um assento livre em um helicóptero em questão de minutos. Na capital paulista são nove helipontos utilizados, em regiões como Avenida Paulista, Viracopos e Itaim Bibi.

Por meio de parceria com o aplicativo de corridas compartilhadas Cabify, os usuários da Voom conseguem se locomover entre Alphaville, na região metropolitana, e a Avenida Paulista, na área central, em nove minutos, por R$ 250.

A startup iniciou sua expansão para outras regiões do mundo neste ano, quando passou a oferecer seus serviços na Cidade do México. Além da capital mexicana, a companhia promete entrar em novos mercados ainda em 2018.

 

 

Revista Exame
16/07/2018

Gol lança startup para criar novos serviços no setor de aviação
Apesar de ter sido criado há pouco tempo, o laboratório já dá lucro e sua receita vem das melhorias que gera para os outros departamentos da empresa

A Gol acaba de lançar sua startup para criar novos produtos e serviços para a companhia. A aérea decidiu criar uma divisão independente já que não estava conseguindo lançar novidades com a velocidade que gostaria.

A Gol Labs fica dentro de um antigo depósito na sede da Gol, em São Paulo. O espaço foi reformado para se tornar um ambiente mais informal e colaborativo. No térreo ficam mesas de trabalho e no mezanino há um espaço para reuniões. Os projetos duram apenas duas semanas: se derem certo, o desenvolvimento continua e, se não, são abandonados.

A separação da Gol Labs do departamento de TI dá mais agilidade à criação de novos produtos, diz Paulo Palaia, diretor de TI. Para atualizar ou acrescentar algo ao sistema da Gol, há uma série de regras de segurança e governança que precisam ser seguidas. As mudanças também precisam ser auditadas. Todos esses procedimentos atrasam as novidades.

O sistema do laboratório é independente e não tem nenhum contato com as plataformas da Gol e, por isso, não precisa passar por toda a burocracia. Para testar certos produtos, os desenvolvedores usam um banco de dados fictício de clientes, com nomes, dados e endereços embaralhados.

Atualmente há 9 funcionários no laboratório e o objetivo é chegar a 19 até o fim do ano. A maior parte da equipe veio da própria Gol, já que para Palaia é importante que a equipe seja multidisciplinar e conheça bem a companhia. Se há um projeto que toca envolve a área financeira, por exemplo, um colaborador desse setor irá participar da equipe de desenvolvimento.

Apesar de ter sido criado há pouco tempo, o laboratório já dá lucro. A sua receita vem das melhorias que gera para os outros departamentos da empresa. Se, por conta de uma atualização, o time de marketing consegue vender mais, ou o time de aeroporto reduz o custo, essa receita extra é contabilizada no balanço da startup.
Startup interna e especializada

A Gol Labs surge em um momento em que várias empresas criam aceleradoras ou incubadoras para incorporar novas tecnologias ao negócio. Itaú e Bradesco tem seus próprios centros de empreendedorismo, Cubo e InovaBra, respectivamente.

Essas companhias trazem startups e empreendedores para perto e, eventualmente, adquirem a empresa ou sua solução. O motivo é que essas startups são mais ágeis e têm ideias fora da caixa.

Já a Gol optou por deixar essa tarefa dentro de suas paredes. “Nós olhamos bastante para o mercado, mas não existe nenhuma empresa que consiga trazer uma solução completa”, afirma o diretor da Gol.

Enquanto há uma empresa que criou uma tecnologia para balancear o peso de uma aeronave, ela não está integrada ao sistema de check-in, que pesa as malas, por exemplo. É papel da Gol fazer com que um sistema converse com o outro.

Além disso, a aviação é um dos setores mais complexos da economia, segundo o diretor. As empresas sofrem com diversas variáveis, como dólar, preço do combustível, clima, infraestrutura de aeroportos, entre outros.

Por isso, é muito difícil para uma startup jovem entrar nesse segmento, diz ele. Há algumas que trazem aplicações específicas para um ou outro segmento, como a Selfe Check In. Criada em 2016, permite o sistema usar uma selfie para evitar a fila no balcão de atendimento. A Gol contratou o algoritmo de uma startup especializada em reconhecimento facial para a criação dessa funcionalidade, que já tem mais de 500 mil clientes cadastrados.

Um dos funcionários da Gol Labs é responsável por olhar o mercado de stratups e manter contato com aceleradoras – caso algo interessante surja, a Gol pode comprar a aplicação ou firmar um contrato com a startup.

 

 

Paraiba Online
16/07/2018

PSB é condenado a indenizar moradora por acidente com avião de ex-governador

A Justiça de São Paulo condenou o PSB e dois empresários a pagarem uma indenização de R$ 10 mil por danos morais a uma moradora que teve o imóvel atingido por destroços do avião que caiu e matou o candidato à Presidente Eduardo Campos e outras seis pessoas, em Santos, em agosto de 2014.

A mulher estava no apartamento no bairro do Boqueirão quando escutou o barulho da queda da aeronave. Quando foi olhar o que havia ocorrido encontrou os destroços do avião na garagem.

Na decisão, o desembargador Pedro de Alcântara da Silva Leme Filho, levou em consideração o susto e os transtornos causados à autora do processo, à época do acidente com 76 anos.

Segundo desembargador, a mulher “teve que ficar afastada de casa por alguns dias, transtorno ainda pior para uma pessoa idosa, sem falar, ainda, das imagens chocantes dos restos mortais dos tripulantes em sua garagem que presenciou”.

Para o desembargador, os empresários e o partido político devem responder pelos danos a terceiros porque tinham a posse e a exploração direta e indireta da aeronave.

O acidente atingiu dois quarteirões do bairro do Boqueirão e ao menos 51 imóveis foram afetados, alguns com paredes e cômodos derrubados completamente. O dono de uma academia, um dos imóveis mais afetados, teve que vender bens para tentar recuperar financeiramente a empresa.

QUEDA DA AERONAVE

O avião caiu sobre um prédio na rua Vahia de Abreu, no bairro do Boqueirão, região central de Santos, no dia 13 de agosto de 2014.

A fiação de todas as vias da região do acidente foi desenergizada para facilitar o trabalho de resgate e rescaldo do incêndio provocado pela queda do avião.

Segundo a FAB (Força Aérea Brasileira), por volta das 9h50, o piloto da aeronave informou que tinha pouca visibilidade para pousar no Guarujá e arremeteu. Logo depois, a torre perdeu contato com o avião, que, em configuração padrão, tem capacidade para 12 pessoas.

Campos saiu do Rio de Janeiro em um jatinho Cessna 560XL Citation às 9h30, com destino ao Guarujá, cidade vizinha de Santos, no litoral paulista, onde cumpriria agenda com sua candidata a vice, Marina Silva.

O governador Márcio França, à época presidente do PSB-SP, disse que aguardava Campos na base aérea do Guarujá quando a aeronave arremeteu.

“Perdemos contato com o avião depois disso”, afirmou França. Depois disso, durante cerca de uma hora, houve uma troca incessante de telefonemas entre integrantes da campanha, jornalistas e autoridades aeronáuticas para tentar localizar Campos.

 

 


Avançar >   Última >>

Página Principal