
Estadão - 13:50h
03/09/2010
Queda de avião em Dubai mata dois
Boeing 747 da UPS se acidentou logo após levantar voo; autoridades acreditam em falha técnica
Associated Press
DUBAI - Um avião da companhia de carga UPS caiu nesta sexta-feira, 3, em uma área próxima a Dubai, nos Emirados Árabes, informaram as autoridades locais. Dois corpos foram retirados do local do acidente.
Há informações de que o avião teria caído sobre uma movimentada estrada a cerca de 10 quilômetros do aeroporto, mas a agência estatal de notícias WAM informou que a queda teria ocorrido em uma área não povoada. As fontes, que falaram sob condição de anonimato, não forneceram mais detalhes.
Segundo as autoridades aéreas de Dubai, o tráfego do aeroporto não foi afetado. O avião, um Boeing 747-700, viajava para Colônia, na Alemanha. A queda ocorreu pouco após a decolagem e acredita-se que tenha sido causada por falhas técnicas.
As suspeitas de que a aeronave não era comercial se confirmaram quando a UPS confirmou por meio de comunicado que um de seus aviões se envolveu em um acidente em Dubai e que estava investigando para obter mais detalhes.
Em outubro de 2009, um Boeing 707 da Azza Transport, uma companhia sudanesa, caiu em um deserto perto de Dubai, deixando seis mortos. Desde então, a empresa foi proibida de operar no país.
Site Panrotas - 10:48h
03/09/2010
Azul oferece estacionamento exclusivo em Campinas (SP)
Estadão - 09:48h
03/09/2010
Justiça ordena TAM a aumentar espaço entre poltronas
O Ministério Público (MP) obteve liminar determinando que a empresa aérea TAM aumente o espaço entre as poltronas dos aviões que vão entrar em operação. A decisão é do juiz da 34.ª Vara da Cível Claudio Emanuel Graziotto. O órgão aguarda um pronunciamento da empresa para que a distância entre os assentos possa ser revista já nas aeronaves em uso.
Na ação, o MP pedia que o espaço entre as poltronas passasse de 74 para 84 centímetros. Já a largura do encosto deve ser sempre superior a 50 cm. Além disso, o MP também queria que a empresa pagasse uma multa de R$ 50 milhões por indenização ao dano moral coletivo.
O pedido para a revisão das poltronas foi feito pelo promotor de Justiça Giovane Serra Azul Guimarães. A atual disposição dos assentos, de acordo com ele, não é segura para os passageiros, principalmente no caso de pouso de emergência.
O MP chegou a propor que a TAM assinasse um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o que foi recusado pela empresa, segundo o órgão. Com as modificações propostas, a TAM ficará com 18 assentos a menos em cada jato. Em média, os aviões da empresa têm entre 138 e 168 lugares. A TAM ainda não se pronunciou.
A Gol também foi convocada para assinar um TAC. O MP informou que aguarda uma resposta da empresa sobre o assunto. As duas empresas de aviação foram acionadas porque respondem por 90% do mercado de aviação nacional. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Site tvi24.pt
03/09/2010
Dois pilotos por voo? Ryanair acha que é um desperdício
E casas-de-banho também. Ocupam demasiado espaço
Actualmente, todos os aviões voam com dois pilotos. É uma norma de segurança: para o caso de um dos pilotos ter um problema que o impeça de pilotar (por exemplo um ataque cardíaco), há sempre outro que pode aterrar o avião.
A Ryanair acha que é um desperdício: «por que é que todos os aviões têm de ter dois pilotos? Na verdade, só é preciso um. Vamos retirar o segundo. Deixemos que o raio do computador o pilote», sugere o presidente da companhia, Michael O¿Leary.
Em declarações à Bloomberg, o polémico presidente explica que, caso algum dos seus pilotos tenha efectivamente um problema, como um ataque cardíaco, haveria sempre alguém a bordo, entre a tripulação, capaz de aterrar o avião. «Se o piloto tivesse alguma emergência, tocava o alarme, chamava a hospedeira, e ela podia assumir a situação».
Ele quer cobrar tudo
O¿Leary ficou conhecido por fazer sugestões polémicas numa tentativa de tornar as viagens de avião cada vez mais baratas, ou não fosse a Ryanair uma low-cost. O presidente já quis cobrar preços indexados ao peso dos passageiros, retirar bancos dos aviões para que algumas pessoas pudessem viajar de pé e até cobrar o uso das casas-de-banho a bordo.
Uma ideia que ainda não abandonou, a julgar pelas suas declarações à agência: cada avião tem três casas-de-banho e O¿Leary quer acabar com duas nos voos de curta duração, o que permitiria libertar espaço para transportar mais pessoas por voo. Quanto à única casa-de-banho que restaria, seria paga, claro. Um euro por utilização.
O presidente da Ryanair sempre defendeu que os passageiros não são «flores de estufa» e que não precisam de ser apaparicados com almofadas grátis, cobertores e chá. «Por tarifas mais baixas, suportam tudo», diz.
Passageiros substituem carregadores de malas
Outra das ideias da Ryanair é por os passageiros a carregar malas. Em Julho de 2002, num voo para Dublin, o piloto anunciou aos passageiros que a equipa de handling tinha pouca gente e não conseguiria carregar toda a bagagem. A menos que as pessoas se voluntariassem para carregar as malas, haveria um grande atraso no voo. Pouco tempo depois, vários passageiros desceram para levar as malas para dentro.
«Os aeroportos são locais estupidamente complicados, tudo porque temos esta norma inútil de retirar as malas aos passageiros no início da viagem para a devolver novamente no final. Livremo-nos dessa treta toda. O passageiro leva a mala com ele, leva-a para a pista e carrega-a no avião», diz.
Andar de avião não é como ter sexo
O presidente da companhia discorda do princípio de que «o cliente tem sempre razão». Aliás, na sua opinião, «normalmente, o cliente não tem razão nenhuma».
O seu grande motivo de orgulho? «Finalmente desfizemos o mito de que viajar de avião era uma espécie de experiência sexual única. Não é. É apenas uma forma de chegar do ponto A ao ponto B».
Site Econômico de Portugal
03/09/2010
Ryanair quer cobrar um euro pelo uso da toilette
O CEO da companhia aérea low-cost diz que é um desperdício existirem dois pilotos e três ‘toilettes’ por avião.
Eudora Ribeiro
"Por que é que todos os aviões têm de ter dois pilotos?", pergunta Michael O'Leary, CEO da Ryanair, à Bloomberg. "A sério que só é preciso um piloto. Vamos retirar o segundo", sugere. E quando questionado sobre a possibilidade de o único piloto sofrer um ataque cardíaco, O'Leary responde que, nesse caso, um membro de todas as tripulações dos voos Ryanair estaria habilitado a aterrar o avião. Por isso, continua, "se o piloto tivesse alguma emergência, tocava o alarme para chamar a hospedeira" e ela "poderia aterrar o avião".
O CEO da companhia aérea gostaria ainda de livrar-se de duas das três casas de banho existentes em todos os voos de curta duração, o que iria permitir à Ryanair transportar mais passageiros a tarifas mais baixas. O' Leary gostaria ainda de cobrar um euro pelo uso da restante ‘toilette'.
"De muitas formas, viajar é agradável e enriquecedor", disse. "O processo físico de ir de um ponto A para um ponto B não deveria ser agradável, nem enriquecedor. Mas rápido, eficiente e seguro", defende o responsável.
Em troca de viagens a baixo custo, diz o CEO da Ryanair, os passageiros deviam pagar tudo o resto. Na companhia aérea, isso pode incluir elevadas taxas pelas bagagens, comida má e cara e os serviços mínimos a bordo, por exemplo.
Site A Notícia
03/09/2010
Treinando é que se aprende
Quem passar pelo Aeroporto de Joinville hoje pela manhã vai perceber uma cena inusitada. Equipes do terminal estão simulando práticas para atender pessoas com deficiência. “Alguns funcionários vão viver na pele as dificuldades vividas por cadeirantes, surdos, mudos, cegos, enquanto outros vão prestar o atendimento, de acordo com o que aprenderam no curso sobre políticas de acessibilidade oferecido pela Infraero”, explica o coordenador administrativo do aeroporto, Rones Rubens Heidemann.
Durante o treinamento, que começou na segunda-feira, 115 funcionários da Infraero, Corpo de Bombeiros, companhias aéreas, lojistas e empresas terceirizadas que atuam no aeroporto receberam orientações para melhor atender a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Ontem à tarde, eles tiveram uma aula prática sobre como utilizar equipamentos e como transportar pessoas da cadeira de rodas para a poltrona do avião, por exemplo. “Aprendemos que o transporte é diferente, de acordo com o tipo de deficiência”, diz o funcionário do setor de raio X de bagagens, Fabiano Estevão Silveira. “As práticas são diferentes para atender a uma pessoa com a perna quebrada, um paraplégico ou um tetraplégico”, explica o responsável pelo setor de acessibilidade da Infraero, Antônio Carlos Antunes.
O curso está sendo realizado em diversos aeroportos de todo Brasil, em cumprimento à Política de Acessibilidade da Infraero, e Joinville foi pioneira nesta ação.
Valor Econômico
03/09/2010
Integração entre TAM e LAM deve durar de dois a três anos, diz Bologna
Paulo de Tarso Lyra
O presidente da holding TAM S.A., Marco Antonio Bologna, estimou ontem que o prazo total de sinergia de operações entre a TAM e a LAM será de dois a três anos. Esse tempo começará a ser contado a partir da aprovação da fusão nas diversas instâncias governamentais - Agência Nacional de Aviação (ANAC), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Após visita de cortesia à chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, Bologna afirmou que, tão logo a fusão seja aprovada, as companhias apresentarão um planejamento estratégico mostrando novos voos, novos destinos e os planos de expansão. "Não podemos antecipar esses dados, pois eles podem ser usados pelos concorrentes."
Bologna garantiu que a fusão com a LAM não trará demissões. Pelo contrário. "Como abriremos novas rotas, a perspectiva é de contratação", declarou. A união das duas companhias representa uma empresa com pouco mais de 40 mil funcionários (25 mil da TAM e 18 mil da LAM) e 243 aeronaves em operação - outras 200 estão encomendadas.
O presidente da TAM não vê dificuldades na aprovação da fusão com a LAM, já que toda a operação foi acompanhada por especialistas tributários e jurídicos da empresa. Ele esclareceu que as aeronaves continuarão voando com as mesmas marcas atuais e que a Latam é apenas uma holding para administrar as operações conjuntas. Segundo ele, não há ainda previsão de como funcionará o sistema de milhagem das duas companhias após o aval para a união.
Bologna afirmou que a combinação entre as duas companhias independe do projeto de lei em tramitação na Câmara que aumenta de 20% para até 49% a participação de capital estrangeiro em empresas nacionais. Nesse projeto, que está pronto para ser votado no plenário da Câmara, existe um artigo prevendo a possibilidade de que esse capital estrangeiro chegue a 100% se houver reciprocidade - a companhia brasileira também tenha uma parte das ações do capital votante. "Nós somos favoráveis à reciprocidade", disse.
O presidente da TAM completou ainda que, caso o projeto não seja aprovado, não há problema. "Continuaremos com 80% do capital votante nas mãos da família Amaro, que está há quatro décadas trabalhando no setor aéreo brasileiro", completou.
O Estado de São Paulo
03/09/2010
Latam espera concluir fusão em 2 ou 3 anos
Diretor-presidente da TAM defende mudança na lei para a permissão de até 100% do capital estrangeiro no setor
Tânia Monteiro
O diretor-presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, disse ontem que a expectativa da holding Latam é que a integração da empresa brasileira com a chilena Lan esteja concluída dentro de um período de dois a três anos, depois de o processo ter sido aprovado legalmente. Esse período de aprovação legal, na avaliação de Bologna, com os aceites da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), deverá durar de seis a nove meses.
Bologna, que ontem esteve no Palácio do Planalto visitando a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, para apresentar a proposta de constituição da holding, completando um ciclo de conversas com integrantes do governo, defendeu ainda o projeto que tramita no Congresso que permite que estrangeiros detenham até 100% de uma empresa aérea nacional. "Mas desde que exista reciprocidade", ressalvou ele.
Pela legislação em vigor, estrangeiros só podem ter 20% das ações de companhias aéreas brasileiras. Está em apreciação no Congresso projeto que permite que a participação aumente para 49%. No mesmo texto, no entanto, há um parágrafo que abre a possibilidade de o Brasil fazer acordos bilaterais que permitam, mediante reciprocidade, que a participação estrangeira chegue a 100%.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, por sua vez, disse ontem que as empresas ainda não enviaram a documentação legal para aprovação. O que chegou ao ministério, até agora, foi em caráter informal.
"Tem um longo processo de análise pelas autoridades competentes para ver se foram cumpridos todos os requisitos legais", afirmou Jobim.
Sinergia. Em entrevista após a reunião com Erenice Guerra, Bologna falou da sua previsão para que a "sinergia" entre a TAM e LAN esteja completa. "Dentro de seis a nove meses teremos completado o processo de integração, com as análises da Anac, Cade e CVM. Em seguida, partiremos para o planejamento estratégico da empresa", afirmou.
Esse planejamento, que pode durar até três anos, envolve a avaliação de novos voos, novos destinos, novos contratos e os programas de milhagem. "Cada uma das empresas vai continuar voando com as marcas que têm hoje porque a Latam é apenas uma holding que vai administrar esta nova companhia'.
Depois de garantir que está confiante no sucesso do processo de fusão, Bologna avisou que a integração das empresas não levará à demissão de funcionários. Hoje, a TAM conta com 25 mil funcionários e a LAN 18 mil.