Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quinta-Feira, 25 de Maio de 2017
29/08/2009

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O Estado de São Paulo
29/08/2009

Projeto veta voos internos de aéreas estrangeiras
Renato Andrade, BRASÍLIA

O Senado deve voltar atrás na decisão de abrir espaço para que as companhias aéreas internacionais operem voos dentro do País. O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) relatório vetando a liberação que havia sido aprovada pelos integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em junho.

Dornelles manteve, entretanto, o aumento de 20% para 49% do limite de participação de estrangeiros no capital das companhias aéreas nacionais.

"Não podemos dar de graça para as empresas estrangeiras aquilo que as empresas brasileiras não têm", disse Dornelles. "As companhias brasileiras não podem ter linhas regulares entre dois pontos no exterior, então não podemos dar esse presente para as estrangeiras", acrescentou. Para o senador, a reserva de mercado é uma forma de assegurar empregos no setor, tese defendida pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA).

A liberação do transporte doméstico de passageiros por empresas estrangeiras que operam voos internacionais para o País foi incluída no relatório apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) em junho na CAE. Segundo Dornelles, o veto foi comunicado ao seu colega peemedebista, que aceitou os argumentos. A decisão do senador do PP agradou os aeronautas. "O fato de o relator vetar já é uma coisa que nos tranquiliza, principalmente se o Jucá concordou", disse Cláudio Toledo, assessor econômico do SNA.

O projeto em análise tramita em conjunto com outros dois que também propõem alterações no Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA). Ainda não há data prevista para a votação do relatório de Dornelles na comissão. O senador Tião Viana (PT-AC), autor de um dos projetos, defende o fim da restrição como forma de ampliar a oferta de voos no País e dar mais acesso a serviços de melhor qualidade e com preços mais baixos.

Para o assessor do SNA, essas justificativas não são válidas. "É piada usar o argumento da diminuição de oferta", disse Toledo. "Nos últimos seis anos, dobramos o número de transportados", acrescentou. Em 2003, o mercado doméstico de passageiros era de 25 milhões. Nos últimos 12 meses encerrados em junho, esse número atingiu 50 milhões, de acordo com dados do SNA.

INVESTIMENTOS

A mudança no limite de participação das empresas aéreas estrangeiras no capital de suas concorrentes nacionais é defendida por Dornelles como uma forma de potencializar os investimentos no setor. "É importante permitir que a empresa nacional possa ter um sócio estrangeiro sem perder o controle da companhia", afirmou.

Na avaliação do senador, a falta de investimentos é um dos principais fatores que contribuíram para as diversas crises vividas pelo setor desde a última década, quando empresas como Varig, Vasp e Transbrasil deixaram de operar. A alteração também pode fomentar negócios entre empresas aéreas da América do Sul, na avaliação do senador.

 

 

O Estado de São Paulo
29/08/2009

Voo da TAM têm problemas em Cumbica
Suposto problema em motor e falta de aeronave causam transtornos a passageiros de voo da TAM em Cumbica
Ricardo Valota, estadão.com.br

SÃO PAULO - Passageiros do voo 3500, da TAM, que deveria ter deixado às 21h15 desta sexta-feira, 28, o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica/Guarulhos, com destino a Recife(PE), aguardaram até as 2h30 deste sábado, 29, dentro da aeronave, na pista do aeroporto, para decolar rumo à capital pernambucana.

Entre os passageiros há um grupo de jovens que participou de um congresso em Porto Alegre(RS) e que deveria ter embarcado no voo das 15 horas, mas, por causa dos atrasos decorrentes do fechamento do aeroporto até as 10 horas nesta sexta-feira, em razão do forte nevoeiro da manhã, o grupo foi jogado para o voo 3500.

"Metade dos passageiros, depois da autorização do comandante, resolveu abandonar a aeronave e foi embora andando pela pista. O problema ocorreu no motor da aeronave segundo o comandante e não há outro avião. Agora fomos informados que resolveram o problema no motor. Há um 'mar de malas' na pista. É surreal. Estão separando a bagagem de quem deixou a aeronave da bagagem de quem permaneceu no avião", relatou a engenheira Maria Antonia Sabadell, que viaja a trabalho para Recife.

Ainda, segundo a engenheira, também está entre os passageiros do voo 3500 uma médica, cuja irmã se locomove de cadeira de rodas, faz tratamento de quimioterapia em São Paulo e, sem o acompanhamento da médica, foi embarcada num voo da tarde e seguiu sozinha para Recife. A médica, mesmo com passagem reservada para o voo da tarde, não entrou na aeronave por falta de poltrona disponível e só ficou ciente da situação da irmã quando esta já estava dentro do avião.

O serviço do carrinho (lanche e água) foi autorizado em terra pelo comandante duas horas antes da aeronave decolar, segundo Maria Antonia. Entre os passageiros que abandonaram a aeronave e acabaram não decolando para Recife estaria, segundo a engenheira, Dom José, arcebispo emérito de Olinda e Recife.

A reportagem do <i>estadao.com.br</i> entrou em contato por telefone com a Assessoria de Imprensa (AI) da TAM às 2h10 deste sábado, mas, segundo a assessora, que não tinha sido informada pela empresa sobre o que ocorria em Cumbica, não havia previsão para um retorno referente à confirmação e até mais informações a respeito do atraso no voo 3500.

N e v o e i r o - O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica/Guarulhos, ficou fechado na manhã desta sexta-feira, 28, por quase quatro horas segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). De acordo com a Infraero, 47 voos foram alternados para outros aeroportos, no período da meia-noite até as 9h30. Os pousos foram desviados para os aeroportos do Galeão, no Rio, Viracopos, em Campinas, para Ribeirão Preto, ambos no interior de São Paulo, e para Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.

 

 

O Estado de São Paulo
29/08/2009

Licença a Viracopos depende de conselho
José Serra afirma que veto às obras não é do governo, mas de órgão, que tem participação do Estado
Luciana Nunes Leal, HORTOLÂNDIA

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), negou que o governo do Estado tenha vetado a construção da segunda pista do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Serra disse que a licença ambiental para a ampliação do aeroporto depende do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema). "O governo faz parte do conselho, como várias outras instituições. O conselho não é do Estado", disse o governador, ontem, em Hortolândia, no interior de São Paulo.

A informação de que a obra em Viracopos foi vetada pelo governo paulista foi publicada ontem pelo Estado. O governador ressaltou, no entanto, que o Consema pediu adequações ao projeto em Viracopos e que as obras serão autorizadas quando forem resolvidos os problemas apontados pelo conselho, o que também afirmava a reportagem. "Toda a obra envolve licenciamento ambiental. Questões ambientais existem sempre e, na maior parte das vezes, aqueles que levantam os questionamentos têm razão. A ideia de que houve veto é mentirosa."

O governador também censurou a Infraero pelo que considerou uma demora na apresentação de um projeto para o aeroporto. "O projeto foi apresentado pela Infraero em cima da hora", criticou o governador. Serra ressaltou que é "o maior impulsionador" da ideia de ampliação da capacidade de Viracopos. No evento, ainda cobrou da Infraero a ampliação do Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos. "A Infraero, neste governo, está dormindo no ponto há sete anos. Chegar na última hora e querer escolher culpados é muito fácil."

Sobre a acusação de que a decisão seria política, conforme disse o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), o governador retrucou: "O deputado é engenheiro, mas precisa se informar. É uma afirmação incorreta. Não vamos atropelar o meio ambiente".

A Infraero informou que não vai se manifestar sobre declarações de autoridades e que está disposta a discutir questões técnicas sobre o licenciamento ambiental.

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