Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 26 de Abril de 2017
29/01/2009
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Agência Estado
29/01/2009 - 18:11hs

Assembleia sobre recuperação da Varig antiga é adiada

Rio - A assembleia de credores da Varig antiga (Flex) marcada para a manhã de hoje, e que poderia definir o fim de seu processo de recuperação judicial, foi adiada para o dia 13 de fevereiro. O problema é que a companhia, com dificuldades de fluxo de caixa, pode não ter recursos para sustentar sua operação "até o final da primeira semana de fevereiro", conforme consta no relatório mais recente sobre a situação operacional e financeira da Flex, de dezembro, elaborado pela administradora judicial, a consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. A Flex informa, porém, que vai fazer todos os esforços para sustentar suas finanças até a realização da assembleia.

Na assembleia, os detentores de crédito da Flex iriam votar o texto dos papéis de dívida (debêntures) que serão o meio para pagá-los - a dívida total da Flex é estimada em cerca de R$ 7 bilhões. Mas o Banco do Brasil, um dos maiores credores, sugeriu algumas modificações na minuta das debêntures. Em virtude disso, o fundo de pensão Aerus pediu o adiamento, por 15 dias, da assembleia para que todos possam ter conhecimento das alterações propostas.

"A argumentação do Banco do Brasil tem quatro laudas com propostas de alterações. O pedido de adiamento do Aerus tem lógica, pois os credores, que são soberanos, têm de ter tempo para analisar", afirmou o administrador judicial Luiz Alberto Fiore, da Deloitte. Com quase 100% dos votos dos credores presentes, a assembleia foi suspensa.

Havia uma expectativa de que a assembleia de hoje poderia definir o final da fiscalização judicial da Justiça do Rio sobre o processo de reestruturação da Flex. Isso porque, caso a minuta das debêntures fosse aprovada, seriam cumpridos todos os trâmites legais para a reestruturação da companhia. Mesmo sem o monitoramento da Justiça, a Flex continua sendo obrigada a cumprir com as normas de sua recuperação judicial.

O fim da recuperação judicial da Flex também pode significar o retorno da Fundação Ruben Berta (FRB), dona de 87% das ações da empresa, ao poder. A FRB havia sido afastada do comando e da administração da Flex pela Justiça do Rio. (Alberto Komatsu)

 

 

Jornal de Turismo
29/01/2009

Porto Alegre solicita à TAP implantação de linha aérea

Durante a recente Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), o evento marcou a entrega de Carta-compromisso em nome da Prefeitura de Porto Alegre solicitando à TAP a implantação de uma linha aérea regular entre Lisboa e o município. O documento foi entregue em mãos pelo Secretário Municipal de Turismo, Luiz Fernando Moraes, ao vice-presidente executivo da companhia, Luiz da Gama Mór.

O compromisso contou com a chancela do presidente da Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux (CBCVB), João Luiz Moreira. O gaúcho Moreira avalia que, “o voo para Porto Alegre atrairia mais eventos de negócios, multiplicando oportunidades, gerando divisas para a cidade e, consequentemente, ao turismo regional”.

 

 

ValorEconômico
29/01/2009

Air France-KLM quer baixar preço, mas não pode
De São Paulo

A retração no tráfego de passageiros em vôos ao exterior nos últimos meses é motivo suficiente para que algumas companhias aéreas estrangeiras queiram fazer promoções, mas hoje elas estão impedidas de reduzir seus preços abaixo dos pisos fixados no Brasil. As empresas contavam com o início da liberação das tarifas a partir de janeiro, mas o processo foi interrompido pela ação do Snea. Divulgação


Isabelle Birem, da Air France -KLM:
mercado fechado para promoções no Brasil

Isabelle Birem, diretora-geral da Air France-KLM para o Brasil, se mostra contrariada com a suspensão da liberalização de tarifas, embora apóie a decisão da Anac de realizar uma audiência pública sobre o tema em fevereiro. A companhia franco-holandesa já se preparava para aplicar descontos na tentativa de atrair passageiros, mas teve que esperar. José Antônio Coimbra, diretor comercial da British Airways, afirma que a interrupção do processo de liberação é "nefasta". As promoções, afirma, são fundamentais para atenuar um cenário de crise como o atual, em que o tráfego cai e a confiança do consumidor é baixa.

"Ficamos super decepcionados com a decisão do juiz", diz Isabelle, em referência à decisão do desembargador Jirair Aram Meguerian, do TRF da 1ª Região, que em dezembro suspendeu a liberação de preços ao apelo do Snea. "Tínhamos muita esperança de que pudéssemos fazer promoções no Brasil para estimular o tráfego."

Isabelle conta que desde novembro o fluxo de viajantes internacionais caiu, mas não revela quanto. Na Europa, diz, a Air France-KLM vem fazendo várias promoções para estimular vendas. "Mas aqui estamos bloqueados", reclama. Apesar da limitação no Brasil, uma consulta ao site da companhia mostra que os bilhetes para início de fevereiro estão mais caros do que o piso tabelado - US$ 869, ida e volta, para a França.

A executiva afirma ainda que enviou carta à Anac este mês, em que apoiou a liberdade de preços e defendeu sua empresa. "Expressei minha veemente indignação sobre os argumentos usados pelo Snea de que as companhias aéreas estrangeiras recebem subsídios de seus governos e poderão fazer dumping", diz. "A Air France-KLM não é subvencionada há 15 anos e hoje ninguém tem condições de fazer dumping; temos compromisso com resultados."

Dados da Infraero mostram que o total de embarques e desembarques internacionais no Brasil vinha crescendo até setembro passado, mas registrou queda no últimos trimestre de 2008 sobre o mesmo período de 2007. A maior retração foi em dezembro, quando o número de embarques e desembarques encolheu 6,6%, de 1,152 milhão para 1,076 milhão, na comparação ano a ano.

Coimbra, da British, estima que em dezembro os vôos da companhia entre Brasil e Inglaterra tiveram ocupação até oito pontos percentuais mais baixa sobre 2007. Essa redução já justificaria, segundo ele, descontos e outras ações de marketing. A companhia já vem fazendo promoções do tipo "compre um, leve dois" nas passagens de primeira classe e classe executiva, onde a legislação brasileira permite mais flexibilidade de preços. Para fevereiro, as reservas estão 25% menores do que estavam em 2008. "Não quer dizer que essa será a queda no tráfego, pois as pessoas têm comprado passagens mais em cima da hora", diz Coimbra.

Para Norberto Jochmann, diretor da Jurcaib, que representa as aéreas internacionais no Brasil, quem tem mais oferta tende a se preocupar mais com redução de demanda. Mas, segundo ele, poucas empresas têm tido reação contundente à demora na liberação tarifária. Mário Carvalho, diretor da TAP no Brasil, afirma que a liberdade de preços é importante em qualquer contexto, mas não crê em grandes descontos mesmo que eles sejam autorizados.

Lucio Yamashitafuji, responsável pela Aeroméxico no Brasil, acredita que a liberação "é útil num período de "vacas magras". "Mas nenhuma companhia teria ganhado tanto dinheiro como ganhou, com o mercado aquecido, sem as tarifas reguladas", diz. Para ele, o piso mínimo assegura uma margem de lucro às aéreas. (RC)

 

 

Folha de São Paulo
29/01/2009
Carregadores são acusados de violar mala na Argentina

DE BUENOS AIRES

Quatro carregadores do aeroporto de Ezeiza, na Grande Buenos Aires, foram presos em flagrante acusados de violar malas de passageiros de um voo da Aerolíneas Argentinas com destino a São Paulo.

As prisões ocorreram anteontem. Ao retirar sua permissão de trabalho do bolso, um dos funcionários deixou à mostra um saco com joias e um canivete. No avião, policiais encontram malas cortadas e com zíperes danificados.
Uma passageira notou a falta de joias, que estavam com o funcionário detido. Um homem sentiu falta de um DVD e de um pendrive, localizados depois na área de rampa de bagagens. Nos armários dos funcionários foram encontrados navalhas, joias e eletrônicos, além de euros, dólares e reais.

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