Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017
28/10/2009

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O Estado de São Paulo
28/10/2009

Pista e até crise aérea influenciaram pilotos
Conclusão consta do relatório final do Cenipa sobre acidente em Congonhas que matou 199
Bruno Tavares e Fausto Macedo

As dificuldades de operação em Congonhas, a pressão silenciosa da companhia aérea para que se evitasse pousar em aeroportos alternativos, as condições meteorológicas adversas e até a conjuntura da crise aérea tiveram influência negativa sobre os pilotos do voo 3054 da TAM. A conclusão consta do relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) sobre a maior tragédia da aviação brasileira, que deixou 199 mortos em julho de 2007. A hipótese mais provável para o acidente, segundo o Cenipa, é de que a tripulação do Airbus A320 tenha deixado de seguir o procedimento recomendado e deixado um dos manetes (aceleradores) na posição de subida e outro em "marcha lenta".

Ao longo de quatro páginas do relatório, peritos do Cenipa analisam cada um dos aspectos técnicos e operacionais do voo 3054. O texto lembra que, na época do acidente, o setor aéreo atravessava um período de constantes atrasos em voos, filas nos balcões de check-in e falta de acomodações nas salas de embarque. O Aeroporto de Congonhas, até então o mais movimentado do País, era um dos mais criticados. Desde 2005, as pistas apresentavam baixos coeficientes de atrito e acúmulo de água. Só em 2007, meses antes da tragédia, é que os problemas foram corrigidos. Ainda assim, o Cenipa constatou que essa operação resultava em "percepção de insegurança por parte das tripulações".

A apuração dos militares revelou ainda "desestruturação organizacional" na TAM, ocasionada pelo rápido crescimento da empresa. O setor de segurança de voo (safety, no jargão em inglês) dispunha de 27 pessoas para um total de 19 mil funcionários, dos quais 5 mil eram tripulantes. "Essa relação acabou por comprometer o desempenho do setor (de safety) e, consequentemente, sua credibilidade diante dos tripulantes", diz o relatório. Os investigadores do Cenipa notaram ainda "pressão psicológica sobre os tripulantes no sentido de evitar os desvios para (aeroportos) alternativos, por causarem transtornos aos passageiros e prejuízos à companhia".

A mudança no procedimento de pouso do Airbus A320 com reverso (freio aerodinâmico) inoperante, instituída pouco antes da tragédia, também foi analisada. Embora mais simples do que o anterior, tinha como efeito colateral um acréscimo de 55 metros na distância necessária para o pouso. "A própria simplificação do procedimento (...) indica certa vulnerabilidade no procedimento antigo", assinala o Cenipa. Os militares concluem o item "Análise" afirmando que "é possível supor que (o cenário do acidente) tenha contribuído, de alguma forma, para sua consumação, notadamente sob a forma de uma permanente pressão psicológica sobre os tripulantes".

O presidente da Associação dos Familiares e Amigos das vítimas do voo 3054 (Afavitam), Dário Scott, disse que as conclusões do Cenipa mostram o que já se esperava. "Está claro que houve responsabilidades por parte da TAM, Anac e Infraero. E que o fator humano foi inconclusivo", assinalou.

Procuradas ontem, a TAM, a Anac, a Infraero e a Airbus não quiseram se pronunciar, alegando que o relatório ainda não foi oficialmente divulgado.

 

 

O Estado de São Paulo
28/10/2009

Iberia cancela voos para São Paulo
TRIPULAÇÃO PARADA

A companhia espanhola Iberia cancelou ontem dois voos de Madri para Buenos Aires e de Madri para São Paulo por causa da greve dos tripulantes para reivindicar aumento salarial. No total, a empresa já cancelou 438 voos em dois dias, a maioria para cidades europeias. A greve foi convocada pelos sindicatos para anteontem e ontem, além dos dias 10 e 11 de novembro, diante da "reiterada recusa" da companhia a assinar o convênio coletivo.

 

 

O Globo
28/10/2009

Ancelmo Góis

 

 

Folha de São Paulo
28/10/2009

Pista contribuiu em acidente da TAM, diz FAB
Relatório final aponta falta de área de escape em Congonhas e treinamento insuficiente de pilotos; posição de manete é fator decisivo
Documento será agora apresentado às famílias das vítimas; TAM e Infraero dizem que só se manifestam após divulgação do texto

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O relatório final da Aeronáutica sobre o voo 3054 da TAM aponta a falta de área de escape na pista de Congonhas, em São Paulo, e o treinamento insuficiente dado aos pilotos para situações de risco como fatores contribuintes para o acidente.

A posição incorreta do manete direito (alavanca que controla a potência da turbina direita) é o fator decisivo, de acordo com o texto, que, no entanto, é inconclusivo quanto às razões desse erro. Após cruzar a pista durante o pouso, o Airbus colidiu com um prédio vizinho a Congonhas, matando 199 pessoas em 17 de julho de 2007.
O documento foi aprovado ontem pelo comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, referendando a investigação que não foi capaz de determinar se uma falha humana ou mecânica está por trás da maior tragédia da aviação brasileira.

Nos próximos dias, o relatório será apresentado aos familiares das vítimas do acidente e, posteriormente, à imprensa.

O texto final foi fechado ontem numa reunião que durou cerca de seis horas na sede do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e enviado em seguida ao comandante Saito, que o aprovou.

Anexos

O relatório poderá ganhar anexos caso haja contestação de entidades públicas ou privadas alvos da investigação. E a tendência é que isso aconteça.

A Infraero, empresa estatal responsável por Congonhas, e a TAM, que forneceu o treinamento para os pilotos Kleyber Lima e Henrique Stefanini di Sacco, informaram que só se pronunciarão depois da divulgação do relatório da FAB. Ambas tinham representantes na reunião no Cenipa.

Dúvida

Os dados da caixa-preta do Airbus da TAM mostraram que o manete direito estava na posição "climb" (de aceleração), quando deveria estar em "idle" (ponto morto). Por conta disso, o computador interno recebeu o comando para acelerar, em vez da ordem para parar, quando o jato pousou na pista úmida do aeroporto -chovia no momento da aterrissagem.

A dúvida que jamais será desfeita é se isso aconteceu porque o piloto esqueceu ou colocou o manete na posição errada ou se o computador de bordo fez a leitura errada do comando. A confirmação de que é impossível uma conclusão veio de exame feito na França nos manetes achados nos destroços.

A primeira hipótese, de falha humana, é mais provável porque são raros os relatos de falha desse equipamento e porque o reverso direito (sistema auxiliar de frenagem) estava com problemas, o que pode ter confundido o piloto.
Mas os investigadores não conseguiram colher dados e provas técnicas que comprovassem essa possibilidade e decidiram deixar inconclusiva essa parte do relatório.

A mesma dificuldade foi encontrada pela Polícia Federal, que, em seu inquérito, não apontou responsáveis pelo acidente -como se trata de uma investigação aeronáutica, que serve como prevenção, o relatório da FAB não tem como objetivo indicar culpados.

A Polícia Civil de São Paulo também investigou o caso, indicando como responsáveis 11 pessoas, entre dirigentes de TAM, Infraero e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O processo ainda não acabou.

Participaram da reunião final ontem em Brasília a cúpula do Cenipa, representantes da Airbus, da Anac, do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) e do BEA (Escritório de Investigação e Análise), órgão do governo francês.

 

 

Mercado e Eventos
28/10/2009

Azul tem voos do RJ para Porto Alegre, Salvador e Campinas com desconto

A Azul Linhas Aéreas está com preços promocionais em viagens do Rio de Janeiro para Salvador, Porto Alegre e Campinas, em voos diretos.

Para voar do Rio de Janeiro para Salvador, por exemplo, as tarifas variam a partir de R$ 139 (por trecho) para quem efetuar a compra com 30 dias de antecedência da data da viagem.

Para viajar para Porto Alegre, é possível comprar bilhetes Rio – Porto Alegre com tarifas variando a partir de R$ 119 (por trecho). O valor é válido somente para compra com 30 dias de antecedência. Já no trecho Rio-Campinas o valor dos bilhetes varia a partir de R$ 49 (por trecho).

As passagens podem ser compradas pelo site da empresa www.voeazul.com.br.

 

 

Valor Econômico
28/10/2009

Presidente da United vê espaço para nova onda de fusões
Justin Baer, Financial Times, de Nova York

Os aumentos de capital feitos recentemente pelas companhias aéreas dos Estados Unidos vão ajudar a abrir caminho para a consolidação do setor. A previsão é de Glenn Tilton, diretor-presidente da United Airlines. Ele disse ao "Financial Times" que a consolidação ainda deverá ter um papel no futuro da aviação nos EUA, acrescentando que os balanços das empresas "provavelmente" melhoraram o suficiente para ajudar a financiar possíveis planos de fusão. "Ainda há muita capacidade no mercado americano", disse ele.

A alta dos custos dos combustíveis e a queda de suas reservas de caixa levaram ao fim das negociações de fusão entre a United e a Continental Airlines em abril de 2008, impedindo as duas companhias de acompanhar a união das concorrentes Delta e Northwest.

Com a crise, as companhias enfrentaram forte desaceleração na demanda e viram as fontes de captação de recursos fecharem. Mas nos últimos meses, os mercados de dívida e ações foram reabertos e o setor pode ter condições de pagar os 12 a 18 meses de integração normalmente necessários antes dos benefícios de uma fusão começarem a aparecer, disse Tilton. Hoje, embora a maioria das companhias aéreas continue não sendo lucrativa, suas perdas diminuíram. "Para construir uma ponte para as sinergias, é preciso ter um talão de cheques", disse ele.

Tilton, que está entre os primeiros grandes executivos do setor a apoiar uma consolidação ampla, não quis dizer se foram retomadas as negociações com a Continental, que esta semana formalmente entrou para a Star Alliance da United. Pessoas a par dos planos das companhias afirmam que as discussões continuam paralisadas.

Executivos do setor afirmam que os laços que a United e a Continental vão forjar nas rotas internacionais como parceiros na Star continuarão mantendo as duas companhias juntas.

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