Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Domingo, 20 de Agosto de 2017

28/06/2009

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O Globo
28/06/2009

Susto - Airbus A-330 da Scandinavian Airlines faz pouso de emergência nos EUA

RIO - Um Airbus A-330 da Scandinavian Airlines, que seguia de Nova Jersey, nos EUA, para Copenhagen, na Dinamarca, fez um pouso de emergência no sábado no estado americano de Maine. Segundo a correspondente da TV Globo Giuliana Morrone, que estava no voo, um cheiro muito forte de queimado invadiu a cabine de passageiros cerca de dez minutos após a decolagem.

"Os comissários saíram correndo pelo avião, preocupados, tentando encontrar sinais de fogo. Eles abriram todos os banheiros, retiraram os passageiros que estavam no banheiro e abriram também todos os bagageiros. Era um cheiro muito forte de queimado", contou Giuliana Morrone à GloboNews TV.

Em seguida, o comandante anunciou que faria um pouso de emergência, devido a uma pane no sistema de ar-condicionado. Após o pouso, o comandante tentou decolar novamente, mas o cheiro de queimado voltou, e o voo foi cancelado.

Órgão dos EUA investiga falha em sensores de Airbus

Na semana passada, a Agência Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB, na sigla em inglês) anunciou que está investigando dois incidentes recentes envolvendo aviões Airbus A-330 - sendo um deles da TAM.

Nos dois casos, o sistema de sensores de velocidade apresentaram falhas durante o voo - um problema que se suspeita ter ocorrido com o Airbus A-330 da Air France que caiu no Oceano Atlântico no último dia 31 de maio, com 228 pessoas a bordo.

Após o acidente, a Air France anunciou que ia acelerar o programa de trocas do sensores de velocidade de sua frota de A-330 e A-340, iniciado em abril.

Até a última sexta-feira, quando foram encerradas oficialmente as buscas por corpos de vítimas e pedaços da aeronave, a Marinha e a Aeronáutica brasileiras recolheram do mar cerca de 400 destroços, o que ainda é muito pouco para se tentar remontar o avião para uma perícia aprofundada do acidente.

 

 

Estadão
28/06/2009

Famílias de vítimas de voo da TAM cobram Ministério da Defesa
Acidente aconteceu em 2007 no Aeroporto de Congonhas e deixou 199 mortos; familiares querem respostas
Agência Brasil

BRASÍLIA - Parentes das vítimas do voo TAM 3054 distribuíram hoje (28) um manifesto cobrando respostas do Ministério da Defesa sobre segurança no transporte aéreo brasileiro. Eles também reivindicam a divulgação do relatório final do Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa), já concluído.

O acidente ocorreu em julho de 2007, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e deixou 199 mortos, entre os ocupantes do avião (todos morreram) e pessoas que estavam em terra, quando o aparelho se chocou com um hangar da empresa, durante a aterrissagem.

"Desde fevereiro de 2008 aguardamos respostas a várias questões apresentadas ao Ministério da Defesa: Por que alguns aeroportos não seguem as normas internacionais de segurança propostas pela OACI (Organização da Aviação Civil Internacional), entre eles, Congonhas?", diz o texto do manifesto da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do voo TAM JJ 3054 (Afavitam).

"Por que os investimentos feitos no setor deram prioridade às lojas de conveniência, aos estacionamentos e ao embelezamento das salas de espera, ao invés de priorizar os investimentos em segurança e modernização dos equipamentos que garantem um eficiente controle do tráfego aéreo?", questiona o manifesto.

A reportagem não conseguiu contato hoje com a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa para falar sobre o assunto.

 

 

O Estado de São Paulo
28/06/2009

Franceses evitam falar em encerrar buscas
Procura da caixa-preta deve prosseguir pelo menos por mais 2 semanas; fragata francesa atraca em Fortaleza
Carmem Pompeu

Apesar do fim das buscas por corpos e despojos no lado brasileiro e da proximidade do limite em que as caixas-pretas deveriam emitir sinais, os militares franceses ainda preferem evitar falar no fim das buscas. A Fragata Ventôse, da Marinha francesa, atracou ontem no Porto de Fortaleza, onde ficará até a próxima quarta-feira para reabastecimento de combustível e alimento para a tripulação. De acordo com o comandante Vicent Gregoreo, na sequência a embarcação voltará a participar das buscas. "Encontrar as caixas-pretas é nossa prioridade." Os tripulantes da fragata também participaram do resgate dos corpos mas, em respeito às famílias das vítimas, evitaram comentar o assunto.

Anteontem, militares americanos que integram as ações de busca pela caixa-preta no Atlântico informaram que a procura deve continuar até meados do próximo mês. Oficialmente, o escritório francês de investigação (BEA) não quis comentar o assunto, informando apenas que fará uma comunicação oficial sobre os trabalhos apenas na próxima quinta-feira.

HOMENAGEM

Anteontem, a Fragata Bosísio atracou no Recife, com mais destroços e bagagens, que ficarão a cargo dos investigadores franceses. Mais à tarde, os comandos militares da Marinha e da Aeronáutica brasileiros informaram a suspensão das buscas.

"Não há mais, tecnicamente, possibilidade de se encontrar corpos ou despojos", justificou o tenente-coronel Henry Munhoz, do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, em entrevista na sede do Cindacta-3, no Recife. "Toda a área possível de serem encontrados (corpos e despojos) foi percorrida pelas equipes de resgate."

Amanhã, a Bosísio deve abrigar uma homenagem em memória das vítimas do voo 447, patrocinada pela Marinha. Haverá ainda a presença de embarcações e de militares que participaram da operação de buscas por corpos dos passageiros e tripulantes do Airbus A 330.

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