Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017

28/01/2010

Notícias Anteriores

O Globo Online
28/01/2010 às 16h50m

Barulho em voo da VarigLog assusta moradores de Belém, no Pará

Portal ORM e O Globo BELÉM - Um estrondo ouvido durante um voo de uma aeronave da empresa aérea de cargas VarigLog assustou moradores do conjunto Antônio Gueiros, no bairro Tapanã, em Belém, no Pará, na manhã desta quinta-feira (28). O barulho teria vindo de um avião da VarigLog, por volta das 8h30m. A Infraero confirmou que um avião cargueiro da VarigLog apresentou problemas cinco minutos após a decolagem, que ocorreu à 8h27m da manhã. Segundo a Infraero, o piloto da aeronave, que tinha como destino Manaus, relatou que teve problemas no painel e que precisava retornar ao Aeroporto de Val-de-Cans, em Belém. De acordo com a estatal, o avião pousou normalmente no aeroporto. A assessoria não soube explicar o barulho ouvido por moradores.

- Ouvi um barulho alto como se fosse um caminhão passando, mas era mais alto. Parecia um barulho de palheta batendo - conta a estudante Carol Soares.

O barulho chamou a atenção dos moradores da quadra J do conjunto, que saíram de casa assustados. Alguns deles relatam ter visto o avião balançando e faíscas saindo do motor.

- Ele balançou e foi se aguentando até pousar no aeroporto. Achamos que ele ia cair - disse outro morador da rua.

Em nota divulgada nesta tarde, a Varig Log esclareceu que o barulho que assustou moradores do conjunto Antônio Gueiros, no bairro Tapanã, em Belém, no Pará, na manhã desta quinta-feira, foi causado por uma falha no motor de uma aeronave. Ainda segundo a companhia, o ocorrido não colocou 'em risco a aeronave, sua tripulação e os moradores da região'.

 

 

O Globo Online
28/01/2010 às 08h34m
Princípio de incêndio em avião da Trip assusta 42 passageiros em Minas Gerais

Um princípio de incêndio num avião da companhia aérea Trip assustou passageiros em Minas Gerais. Quarenta e dois passageiros se preparavam para voar entre as cidades mineiras de Governador Valadares e Belo Horizonte, no fim da tarde desta quarta-feira, quando o sistema de freios de uma das hélices do avião esquentou demais enquanto o piloto aguardava autorização para decolar. Houve um princípio de incêndio.

A empresa informou que os procedimentos técnicos foram realizados rapidamente, o fogo foi controlado e todos os passageiros desembarcaram sem nenhum ferimento. Eles seguiram viagem até o aeroporto da Pampulha em outra aeronave da companhia.

 

 

O Globo Online
28/01/2010
Avião da TAM decola do Rio Grande do Sul com destino a SP e retorna para manutenção

RBS TV, ClicRBS PORTO ALEGRE - O vôo 03048 da empresa TAM, decolou do aeroporto Salgado Filho, em Porto Aelgre, às 6h40m desta quinta com destino a Congonhas, em São Paulo. Instantes depois a aeronave voltou ao aeroporto. A assessoria de imprensa da empresa informou que o motivo do retorno foi uma "manutenção não programada". Os passageiros foram acomodados em outro voo que partiu às 9h50m de Porto Alegre. Segundo informações da Infraero, a aeronave passa por manutenção no aeroporto Salgado Filho. A assessoria de imprensa da TAM não forneceu mais detalhes.

 

 

O Estado de São Paulo
28/01/2010

Estudo aponta saturação de aeroportos para a Copa 2014
Alerta foi dado por pesquisa do Sindicato das Empresas Aeroviárias
Michelly Chaves Teixeira

Os principais aeroportos do Brasil operam acima da capacidade e dificuldades para atender a demanda podem chegar antes de 2014, quando o Brasil será a sede da Copa do Mundo. É o que aponta estudo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) sobre as 12 cidades que receberão o evento.

O comandante Ronaldo Jenkins, diretor do Snea, alerta para o risco de vários aeroportos não terem condições de receber novos voos. "Não falo de um novo apagão nos moldes daquele de 2007, mas de uma perspectiva ruim no que diz respeito à qualidade do serviço."

Para Jenkins, obras de ampliação de pátios de aeronaves e de terminais de passageiros já deveriam estar prontas. "Mas a maior parte dos investimentos em obras está prevista para 2012 e 2013. E há projetos que devem acabar só em 2014. O cronograma está muito apertado, principalmente ao considerar que eventuais problemas ambientais ou judiciais podem atrasar ainda mais as obras", disse. "Do lado das empresas, o que se pode fazer é usar a tecnologia para acelerar o atendimento ao cliente."

O Aeroporto de Guarulhos é um dos que trabalham acima da capacidade. Em 2009, estava preparado para receber 20,5 milhões de passageiros. O que se viu, conforme o Snea, foi um movimento de 21,6 milhões de pessoas ? número que difere do apresentado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), de 20,5 milhões. Após as obras de ampliação e construção do terceiro terminal, o trânsito de passageiros estimado pelo Snea em 29,5 milhões em 2014, ficará bem perto da capacidade projetada para o ano, de 30,5 milhões.

Em Congonhas, a demanda de 13,7 milhões de passageiros superou a capacidade em 1,7 milhão em 2009. Como este terminal não tem muito espaço para crescer, espera-se que no ano da Copa receba 15 milhões de pessoas, encostando no teto de sua capacidade para 2014.

O Aeroporto de Viracopos, em Campinas, que há pouco tempo caiu nas graças das grandes companhias aéreas, está perto da saturação. Segundo o Snea, em 2009 foram 3,4 milhões de pessoas ? a Infraero aponta 2,9 milhões ?, para uma capacidade de 3,5 milhões. "Com as obras programadas para Viracopos, a capacidade sobe para 11 milhões em 2014 e a demanda esperada é de 7,5 milhões de passageiros."

O aeroporto em pior situação, segundo Jenkins, é o de Brasília, cujo movimento superou em 2,2 milhões de pessoas a capacidade anual, de 10 milhões. "Além de faltar posições de estacionamento para aeronaves, realidade comum a quase todos os aeroportos avaliados, as filas para o check-in se estendem até a parte de fora do terminal e faltam cadeiras nas salas de embarque."

No Rio, o Galeão mostra uma situação confortável. O fluxo estimado pelo Snea em 11,8 milhões de passageiros em 2009 ficou longe da capacidade, de 18 milhões. Para 2014, ano em que o limite deve pular para 26 milhões, espera-se um movimento de 20,7 milhões de pessoas. O Santos Dumont, que em 2009 recebeu 5 milhões de pessoas, deve manter em 2014 o limite de sua capacidade (8,5 milhões).

 

 

Folha de São Paulo
28/01/2010

Sindicato critica obras para Copa 2014 em aeroportos
DA REPORTAGEM LOCAL

O Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) disse ontem que os problemas nos aeroportos -como filas no check-in- seguirão nos próximos anos e não acabarão com a conclusão das obras da Copa de 2014.

O sindicato divulgou ontem um estudo da UFRJ que mostra que a maioria dos 16 aeroportos que servirão as 12 cidades da Copa não têm estrutura para receber o número crescente de passageiros.

Alguns aeroportos já têm a capacidade superada hoje, como o de Guarulhos. Em 2009, passaram pelo aeroporto 21,5 milhões de passageiros -para uma capacidade 20 milhões. Só em abril de 2014 será entregue o terceiro terminal, ampliando a capacidade para 30 milhões.

Em Fortaleza, segundo o Snea, a obra que ampliará a capacidade do aeroporto em 2014 já estará obsoleta quando for concluída.

Algo semelhante acontecerá em Porto Alegre, diz o sindicato.

Segundo Ronaldo Jenkins, diretor do Snea, as empresas seguirão atendendo a demanda, mas com a qualidade possível nas condições de infra-estrutura disponíveis.

A Infraero disse que não comentaria o estudo porque não o havia recebido. Afirmou, contudo, que o cronograma de obras está confirmado e que o público será atendido de forma adequada.

 

 

Folha de São Paulo
28/01/2010

Avião bimotor cai em fazenda e mata dois
DA AGÊNCIA FOLHA

Um avião bimotor particular caiu em uma fazenda em Iperó (128 km de SP) na manhã de ontem, cerca de dez minutos após decolar do aeroporto de Sorocaba. Os dois ocupantes da aeronave morreram.

Segundo os bombeiros de Sorocaba, as vítimas são o piloto, José Andrei Ferreira dos Santos, 32, e a passageira Maria Leonor Salgueiro Galeazzi, 69.

O avião, um Seneca 810C fabricado pela Embraer, decolou de Sorocaba às 9h30 com destino a uma fazenda em Goiás, a 30 km do aeroporto.

As causas do acidente ainda são investigadas.

 

 

Valor Econômico
28/01/2010

TAM e Gol protestam contra Aeroparque livre
Governo argentino deve liberar "Congonhas" portenho - medida que beneficia a Aerolíneas Argentinas
Daniel Rittner, de Buenos Aires

O governo argentino prometeu liberar o Aeroparque Jorge Newbery, aeroporto central de Buenos Aires, para voos ao Brasil a partir de março. A medida causou irritação na TAM e na Gol, que veem na medida uma tentativa de favorecer a Aerolíneas Argentinas e aumentar artificialmente sua competitivade nas rotas ao Brasil. Representantes das duas brasileiras - além de outras que operam no Mercosul, como a chilena LAN - pediram esclarecimentos ao governo. Uma reunião com o secretário de Transportes, Juan Pablo Schiavi, foi marcada para amanhã à tarde.

Hoje o Aeroparque recebe somente voos domésticos e a ponte aérea para Montevidéu. Todas as demais rotas internacionais usam o aeroporto de Ezeiza, a 22 quilômetros de Buenos Aires, cujo acesso se dá por duas rodovias pedagiadas. Costuma-se gastar pelo menos 35 minutos até Ezeiza, enquanto o trajeto ao Aeroparque raramente passa de dez minutos, saindo do centro.

A pedido da Aerolíneas, o governo argentino está tomando procedimentos para expandir o uso do Aeroparque e permitir voos ao Brasil, ao Chile e ao Paraguai. Isso coincide com o novo plano de negócios da Aerolíneas, reestatizada em 2008, que aposta nos países vizinhos para crescer. Até 2013, a empresa deverá ter 49 voos semanais de Buenos Aires a Guarulhos, 35 para o Galeão e 40 para Santiago. Em todos os casos, é mais do que o dobro da oferta atual.

O problema, para TAM e Gol, é que o Aeroparque tem infraestrutura relativamente limitada e pouco espaço disponível. Por isso, a Aerolíneas se aproveitará da presença que já possui. "Dificilmente haverá acréscimo de voos, mas apenas uma substituição. Para fazer um voo a Guarulhos, bastante lucrativo, provavelmente a Aerolíneas terá que desviar para outro aeroporto uma frequência atual a alguma cidade do interior argentino", diz uma fonte da TAM.

A grande preocupação das empresas brasileiras, segundo o Valor apurou, não é tanto com a eventual perda de passageiros brasileiros. Avalia-se que a Aerolíneas, com passivo de quase US$ 1,5 bilhão e sem perspectivas de voltar ao azul antes de 2013, não conseguirá atrair muitos brasileiros pelo fato de pousar no centro de Buenos Aires. O temor é que a medida interrompa a lenta, porém constante, migração dos passageiros argentinos para as aéreas brasileiras. Como empresa de bandeira nacional, há forte apelo emocional entre os argentinos para escolher a Aerolíneas - processo semelhante ao que ocorria com a Varig - e o uso do Aeroparque pode tornar--se favor decisivo na escolha.

Temendo não ter espaço no Aeroparque, TAM e Gol temem uma competição desleal com a Aerolíneas. "O governo argentino tem todo o direito de estabelecer o uso do Aeroparque como quiser. O que combateremos é a discriminação", disse o diretor de relações institucionais da Gol, Alberto Fajerman.

O governo negou que a medida tenha sido desenhada sob medida para fortalecer a Aerolíneas. Mas essa suspeita se confirmou, segundo fontes brasileiras, depois que a associação de empresas aéreas estrangeiras na Argentina obteve uma cópia da resolução que libera o Aeroparque - e ainda não publicada no Boletim Oficial - com os próprios executivos da Aerolíneas.

"Todas as companhias poderão solicitar e ter autorização para voar para a região pelo aeroporto metropolitano. Mas, como ocorre na maioria dos países, vamos dar prioridade aos requerimentos da nossa empresa de bandeira", admitiu o secretário de transportes, por meio de comunicado. Um auxiliar de Schiavi informou que a análise dos pedidos de operação no Aeroparque deverá demorar em torno de 90 dias. Como a Aerolíneas apresentou a solicitação em janeiro, ele previu para março a expansão operacional do aeroporto.

Para esse auxiliar, as empresas estrangeiras - incluindo as brasileiras - buscam evitar a duplicação de custos, instalando bases simultâneas em Ezeiza e no Aeroparque, e por isso querem evitar sua liberação. Segundo ele, há espaço para a entrada das companhias no aeroporto central, que recebe 180 voos diários. "Em 2001, esse número chegava a 400", afirmou o auxiliar, que aposta em um entendimento na sexta-feira, na reunião das aéreas com Schiavi.

"Vamos expor os nossos temores e preocupações", diz Fajerman, da Gol. "A infraestrutura do Aeroparque está esgotada e a presença já existente da Aerolíneas torna essa competição desigual. É como se Congonhas voltasse a ter voos internacionais", comparou. Para as duas brasileiras, o melhor cenário é que os voos continuem concentrados em Ezeiza, evitando a duplicação de bases operacionais (balcões de check-in e lojas de passagens, por exemplo). Observam, porém, que o pior cenário é a Aerolíneas ir sozinha para o "Congonhas portenho".

Página Principal