Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017
28/01/2009
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Mercado & Eventos
28/01/2009

Infraero lança concurso para cargos de navegação aérea

A Infraero lançou nesta terça-feira (27/1) o edital para contratação de funcionários para a área de navegação aérea nos aeroportos. A seleção para cadastro de reserva será organizada pela Fundação Carlos Chagas e constará de prova objetiva para todos os cargos.

Segundo o diretor de Administração da empresa, Nelson Ribeiro, a Infraero está trabalhando em busca da máxima eficiência, o que inclui um curso de formação de nove meses para os contratados. "A navegação aérea é uma área altamente especializada, que não existe no mercado. Assim, a Infraero colabora com a qualidade dos serviços prestados aos passageiros e com o Governo Federal na geração de novos empregos", comentou Nelson Ribeiro.

Para nível médio, há vagas nas funções de profissional de apoio à navegação aérea (operador de estação aeronáutica e técnico em informações aeronáutica), profissional de meteorologia e profissional de tráfego aéreo. As vagas de graduação podem concorrer ao cargo de analista superior, na especialidade de navegação aérea.

A remuneração varia entre R$ 1.926,36 e R$ 3.203,53, em regime de 40 horas semanais. A empresa oferece, ainda, assistência médica, vales transporte e alimentação e plano odontológico. "Só em 2009 serão R$ 22 milhões destinados para cursos de formação dos funcionários, 16% a mais que em 2008", citou Nelson Ribeiro, para reforçar a prioridade em garantir a excelência no serviço aos passageiros.

A inscrição no concurso começa nesta quarta-feira (28/1) e vai até 11 de fevereiro, pelo site www.concursosfcc.com.br. A taxa varia de R$ 64 a R$ 75. A primeira etapa será aplicada no dia 29 de março em Brasília (DF), Belém (PA), Guarulhos (SP), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). As informações podem ser encontradas no Diário Oficial da União desta terça-feira (27/1), na página 32 da terceira seção.

 

 

O Estado de São Paulo
28/01/2009

Webjet quer ter fatia de 5% do mercado este ano
Alberto Komatsu, RIO

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A companhia aérea Webjet, controlada pela operadora de turismo CVC, pretende encerrar 2009 com uma participação de 5% no fluxo de passageiros transportados no País. Isso representaria o dobro da sua fatia no ano passado, de 2,46%. A informação é do novo presidente da empresa, Wagner Ferreira, que por quase 10 anos foi vice-presidente comercial da TAM. Segundo ele, que substitui Paulo Enrique Coco, sua missão na Webjet é trazer rentabilidade à operação, o que ele acredita ser possível até o final deste ano.

"Se não fecharmos no azul em 2009, vamos pelo menos empatar (despesas e receitas). Vai depender de duas coisas: volatilidade do preço do petróleo e do câmbio", diz Ferreira, que admite ter tido uma "recaída" ao aceitar o convite do fundador da CVC, Guilherme Paulus, para presidir a Webjet. Quando saiu da TAM, Ferreira chegou a afirmar que se dedicaria apenas aos negócios da família. "Mas sou viciado em querosene de aviação", brinca.

A crise desacelerou os planos de expansão de frota da Webjet em 2009, admite Ferreira. A empresa pretendia trazer até cinco aviões da Boeing, modelo 737-300, em meados de março. Mas essa definição ficou para junho.

A Webjet também poderá reduzir o número de cidades atendidas durante a alta temporada (15 atualmente), mas planeja reforçar as rotas mais rentáveis com o aumento de frequência de voos diários, dos atuais 53 para até 67. A companhia também adiou o plano de fazer um voo regular de São Paulo para Buenos Aires. Poderá, no entanto, operar essa rota por meio de voos fretados ainda em 2009.

 

 

O Estado de São Paulo
28/01/2009

Tarifa aérea subiu 36% em 2008
Apesar do aumento, empresas ficaram longe de repetir a lucratividade que conseguiram em 2005 e 2006
Mariana Barbosa

No ano em que o petróleo ultrapassou a marca dos US$ 100, os preços das passagens aéreas no mercado doméstico foram reajustados em 36,15%. O reajuste feito pelas companhias aéreas no ano passado coloca o preço das tarifas em um patamar próximo ao praticados em 2005 e 2006, anos de lucros astronômicos para Gol e TAM.

Entretanto, a recuperação das tarifas está longe de fazer o balanço das companhias recuperar o brilho pré-apagão aéreo. Enquanto em 2005 e 2006 as duas juntas lucraram R$ 611 milhões e R$ 1,2 bilhão respectivamente, só no período de janeiro a setembro de 2008 o prejuízo somado é de quase R$ 760 milhões (R$ 53,9 milhões da TAM e R$ 705,5 da Gol).

"As companhias estão tentando recuperar o tempo perdido", afirma o analista de aviação da corretora Raymond James, Eduardo Puzziello. Contudo, com as perspectivas de queda na demanda por causa da crise e aumento de competição no setor - com entrada da Azul e fortalecimento da Webjet -, Puzziello acredita que as tarifas devem parar de subir em 2009, e poderão até sofrer uma pequena retração.

"Vamos passar por um período de grandes promoções depois do Carnaval e os preços devem ficar pressionados ao longo do ano." Na opinião do analista, o recuo do preço do petróleo - que chegou a quase US$ 150 e caiu para o nível de US$ 40 o barril - pode dar uma margem para as companhias reduzirem as tarifas. "Ainda que a alta do dólar ofusque parte do ganho com a queda do petróleo, elas têm mais condição de suportar uma pequena queda do yield (o preço médio pago por passageiro por quilômetro voado)", afirma Puzziello.

Em novembro, quando divulgaram seus balanços do terceiro trimestre, TAM e Gol declararam estar confiantes de que conseguirão manter o yield de 2009 no mesmo patamar do final de 2008.

Para o economista e analista de risco aeronáutico da seguradora Correcta, Gustavo Cunha Mello, o repasse das tarifas era esperado. "Diante do aumento do custo do combustível, era natural que as companhias repassassem os custos", diz. Além do aumento do combustível e da alta de outros custos, como o de leasing de aeronaves, Mello acredita que a falta de um ambiente competitivo - já que, juntas, TAM e Gol têm mais de 90% do mercado - permitiu um reajuste tão alto de tarifas em 2008. "A concorrência diminuiu e isso permitiu às companhias aumentar as tarifas", diz.

TARIFA MÉDIA

Levantamento feito pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) com as tarifas de 67 rotas em todo o País desde 2002, mostra que, no ano passado, o yield está apenas 2% abaixo do registrado em 2002.

De janeiro a novembro de 2008, o yield ficou em R$ 0,61, contra R$ 0,63 em 2002. Na comparação com 2007, contudo, a recuperação é de 36,15%. No entanto, 2007 foi o ano em que se registrou o menor yield da década: R$ 0,45.

A queda das tarifas em 2007 (recuo de 28,1% ante 2006) não se deveu a um ambiente competitivo - esse foi o ano em que a Gol comprou a Varig -, mas ao caos aéreo, que afugentou os passageiros. Para atraí-los, as companhias tiveram de recorrer a promoções agressivas. "Em 2007 tivemos um concorrente a menos, com a compra da Varig pela Gol, e mesmo assim os preços caíram", pondera o analista da Raymond James.

Entretanto, o movimento de redução de concorrência e aumento de preços foi registrado em 2003. Com o fim da Transbrasil e o acordo de compartilhamento de voos da TAM com a Varig, as tarifas tiveram um aumento de 16,68% (R$ 0,73) em relação a 2002. De 2005 para 2006, enquanto o lucro da TAM e da Gol dobrou, o yield recuou apenas 5,74%, de R$ 0,66 para R$ 0,63.

NÚMEROS

R$ 0,61 foi
o preço médio pago por passageiro por quilômetro voado no ano passado, enquanto em 2007 esse número foi de R$ 0,45

R$ 760 milhões
é o prejuízo conjunto acumulado por TAM e Gol de janeiro a setembro de 2008. Em 2006, as duas lucraram, juntas, R$ 1,2 bilhão.

 

 

Valor Econômico
28/01/2009

Lufthansa mantém pedidos de compra de aeronaves
Marli Olmos, de São José dos Campos

Com uma frota de 700 aeronaves, a Lufthansa não tem planos de cancelar nenhum pedido de compra este ano, a despeito da crise mundial, segundo Nico Buchholz, vice-presidente da companhia alemã e responsável pela área de frotas. A empresa vai comprar 50 aeronaves em 2008, 15 das quais da brasileira Embraer. Segundo Buchholz, boa parte será destinada à substituição da frota mais antiga. O objetivo, no caso, é buscar uma redução no consumo de combustível. Ana Paula Paiva/Valor

Buchholz, da Lufthansa: "A demanda podia estar melhor, mas se continuar como está nossos planos estão mantidos"

Buchholz esteve ontem na sede da Embraer, em São José dos Campos (SP), para receber um jato E 195, que será destinado para o uso em rotas regionais ligando cidades italianas à Alemanha, operadas pela Air Dolomiti, uma subsidiária da Lufthansa.

Segundo Buchholz, a empresa também não pediu para que nenhum fabricante adiasse entregas. O executivo explica que, por outro lado, devido a atrasos na própria manufatura, a Airbus vai acabar postergando entregas. A Lufthansa também aguarda para este ano aeronaves novas da canadense Bombardier e da americana Boeing. "A demanda (de passageiros) podia estar melhor, mas se continuar como está nossos planos estão mantidos", afirmou.

Buchholz disse ainda que, mesmo que o tráfego aéreo venha a diminuir muito, a empresa pode, no futuro, se desfazer de aeronaves quando quiser. A Lufthansa desfruta de uma posição bastante confortável, já que 85% da frota está quitada. A empresa está, inclusive, usando recursos próprios para pagar à vista todos os jatos que está comprando da Embraer.

"Esperamos que no próximo verão os europeus voltem a voar mais", disse Michael Kraus, principal executivo da Air Dolomiti, que incorporou à frota ontem o primeiro avião brasileiro, o Embraer 195. A aeronave é configurada para 116 assentos e será usada para ligar a malha aérea italiana da Air Dolomiti ao centro de operações da Lufthansa, em Munique.

A Air Dolomiti é uma das várias companhias regionais que fazem parte do grupo Lufthansa. Somente na Itália, conta com 450 vôos semanais em 11 aeroportos. Segundo Kraus, as companhias regionais mantidas por grandes grupos estão muito menos expostas à crise.

O grupo Lufthansa tem hoje com a Embraer uma carteira de 30 pedidos firmes e mais 50 opções. Os pedidos firmes representam cerca de R$ 1 bilhão. Desse total, 15 aviões serão entregues este ano - cinco para a Air Dolomiti. A direção da empresa ainda não definiu a distribuição dos dez restantes.

 

 

Valor Econômico
28/01/2009

British reduzirá emissões

A British Airways disse que cortará sua emissão de carbono de 16 milhões de toneladas em 2005 para 8 milhões até 2050, por meio do uso de jatos e rotas mais eficientes e combustíveis alternativos.

 

 

Valor Econômico
28/01/2009

Azul fecha com CSU

A Azul Linhas Aéreas contratou a CSU TeleSystem para operar o atendimento telefônico aos seus passageiros. A CSU fornecerá, por ora, 113 pontos de atendimento à companhia aérea.

 

 

Valor Econômico
28/01/2009

Delta prevê queda de 4% na receita por passageiro
Justin Baer, Financial Times, de Nova York

A Delta Air Lines, dos Estados Unidos, divulgou ontem uma previsão de receita que parece confirmar os temores de que as companhias aéreas vão enfrentar uma queda na demanda neste ano.

Ao divulgar seu primeiro balanço trimestral desde que se fundiu com a Northwest Airlines para criar a maior companhia aérea do mundo em número de pessoas transportadas, a companhia disse que a receita unitária por passageiro - uma medida do setor que leva em conta como uma empresa aérea está se saindo no preenchimento dos assentos de seus aviões e quanto ela cobra pelas passagens - vai cair 4% este ano.

"A recessão está levando os clientes que viajam a passeio a repensarem ou adiar parte de seus gastos com viagens", disse o presidente da Delta, Ed Bastian. "No lado corporativo, as companhias continuam reduzindo os orçamentos para viagens e, como resultado, as pessoas que viajam a negócios estão comprando suas passagens antecipadamente, para aproveitar os preços menores."

No entanto, executivos da empresa prevêem que a demanda melhore no decorrer do ano, observando que o primeiro trimestre normalmente é o mais fraco.

"Apesar do cenário difícil, acreditamos que teremos lucros sólidos em 2009, conduzidos por menor custo de combustíveis, disciplina na capacidade e sinergias proporcionadas pela fusão", disse o CEO Richard Anderson. "O pessoal da Delta tem um grande histórico no alcance das metas e estou confiante de que 2009 será outro ano bem sucedido."

A empresa informou que teve prejuízo de US$ 1,4 bilhão (US$ 2,11 por ação) no quarto trimestre de 2008 (que incluiu dois meses de resultados da Northwest), por causa dos custos com a outorga de ações a funcionários e com operações de hedge de combutível.

A companhia pagou mais de US$ 900 milhões em ações a funcionários depois da fusão e registrou uma perda de US$ 91 milhões com a depreciação contábil de contratos de hedge de combustíveis. Excluindo-se esses itens, assim como os custos extraordinários resultantes da fusão, o resultado não ficou dentro das expectativas dos analistas.

A Delta perdeu US$ 70 milhões, ou US$ 0,18 por ação, como companhia autônoma no quarto trimestre de 2007. Incluindo a Northwest nos dois últimos meses, a receita mudou pouco de um ano para outro, caíndo de US$ 7,79 bilhões para US$ 7,77 bilhões. A receita por passageiro - o dinheiro obtido com as vendas de passagens - caiu 1%.

A Delta pretende reduzir sua capacidade em até 8% este ano, pois pretende tirar de circulação de 40 a 50 aviões de sua frota. A companhia também iniciou um segundo plano de demissões voluntárias este mês.

O negócio de outubro com a Northwest criou a maior companhia aérea do mundo, prometendo sinergias anuais de US$ 2 bilhões e uma maior vantagem sobre as demais companhias aéreas em termos de custos e receitas.

Executivos reiteraram essas metas ontem, mesmo com as despesas com a fusão sobrepujando qualquer evidência de um progresso inicial no quarto trimestre. O otimismo de Anderson não foi compartilhado pelos investidores. Ontem, em Nova York, a ação da Delta caiu 20,14%, cotada a US$ 7,93.

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