Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017
27/10/2009

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Site AFP
27/10/2009 - 21:30h

Pilotos que 'cochilaram' durante voo perdem licença

WASHINGTON, EUA — As autoridades americanas de aviação decidiram revogar nesta terça-feira a licença do comandante e do co-piloto do Airbus A320 da Northwest Airlines que passou direto pelo aeroporto no qual deveria pousar.

"A Administração Federal de Aviação revogou as licenças dos dois pilotos da Northwest Airlines que passaram pelo local de pouso no dia 21 de outubro de 2009, no voo 188 entre San Diego e Minneapolis".

O comandante, 53 anos, e seu co-piloto, 54, prestaram depoimento na véspera a NTSB (National Transportation Safety Board), quando reafirmaram que o incidente foi provocado por uma "distração".

O avião, que levava 144 passageiros, deveria pousar no aeroporto internacional de Minneapolis-St Paul. No entanto, o Airbus passou direto pelo local e continuou voando na direção nordeste por mais 150 milhas (241,35 km), até que o controle de tráfego aéreo do aeroporto conseguiu finalmente se comunicar com os pilotos.

Os dois disseram à NTSB que estavam discutindo sobre os novos horários de trabalho devido à fusão da Northwest com a Delta, quando o avião seguia em altitude de cruzeiro.

Piloto e co-piloto também confirmaram que só tomaram consciência da posição do Airbus quando uma comissária de bordo os avisou, cinco minutos antes do horário previsto para o pouso.

Segundo o comandante, ao perceber o erro ele entrou em contato com a torre de controle de Minneapolis para informar que voltaria ao aeroporto.

Normalmente, um procedimento de pouso é preparado cerca de 200 km antes do aeroporto.

Segundo o especialista Bill Voss, da "Flight Safety Foundation", muito provavelmente piloto e co-piloto dormiram na cabine de comando.

"Uma possibilidade real é o cansaço dos pilotos, que podem ter dormido, disse Voss após o incidente, em referência ao rigor da escala de trabalho de certas companhias aéreas.

 

 

G1 - Globo
27/10/2009 - 21:27h

Saiba quais são as oito prováveis causas do acidente da TAM
Técnicos investigam tragédia que matou 199 pessoas em 2007.
Texto vê falha na operação e treinamento e no projeto do A-320.

O acidente com o Airbus A-320, da TAM em 17 de julho de 2007, foi provocado por uma série de erros em sequência, de acordo com o Centro de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A informação foi revelada nesta terça-feira (27) pelo jornal O Estado de São Paulo. O Jornal Nacional também teve acesso ao documento em que os peritos apontam, como causas do acidente, desde falhas de gerenciamento da companhia aérea, na operação e no treinamento dos pilotos, até erros de projeto do Airbus A-320.

A Aeronáutica informou que os resultados oficiais da investigação serão apresentados, primeiramente, às famílias das vítimas do voo 3054. A tam declarou que só vai se manifestar quando receber, oficialmente, as conclusões dos investigadores.

Em 17 de julho de 2007, 199 pessoas morreram na queda do Airbus A-320 da TAM. O avião ia de Porto Alegre para São Paulo. Debaixo de chuva, pousou no Aeroporto de Congonhas e desgovernado saiu da pista, bateu em um prédio e explodiu.

Em novembro de 2008, a Polícia Civil indiciou dez pessoas por atentado contra a segurança no transporte aéreo. Cinco eram funcionários da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), três da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e dois da TAM.

O indiciamento foi suspenso pela justiça de São Paulo e tudo passou a ser investigado pela Polícia Federal. No começo de outubro, o inquérito terminou sem apontar culpados.

Nesta terça (27), peritos brasileiros, americanos e europeus participaram de uma reunião sobre a investigação do que foi o maior acidente aéreo do país.

Segundo o documento do Cenipa, a falta de coordenação entre os setores de operação e treinamento da TAM provocou uma deficiência na formação dos pilotos. O curso para pilotar o Airbus A-320 foi feito por computador, o que, segundo o relatório, não garante qualidade.

Além disso, os peritos destacam que o co-piloto Henrique Stefanini di Sacco tinha apenas 200 horas de voo naquele modelo de avião.

A posição das manetes na hora do pouso foi apontada, desde o início da investigação, como uma das possíveis causas do acidente. A da esquerda deveria estar na posição reverso, que ajuda a frear. A da direita, deveria estar em 'idle', marcha lenta, para não acelerar o motor, uma vez que o reverso direito estava desativado.

O relatório confirma, com base nos dados da caixa preta, que o motor direito do Airbus estava acelerado. Mas não foi possível constatar as posições exatas das manetes porque elas ficaram praticamente destruídas. Com isso, não dá para afirmar, segundo o relatório, se houve erro dos pilotos ou uma falha de transmissão dos dados das manetes para a caixa preta.

A gravação feita minutos antes da colisão com o prédio revelava a consciência dos pilotos de que havia algo errado.

" Desacelera, desacelera", dizia um deles.

Os peritos também constataram erro de projeto no Airbus A-320. O avião não tem sinais de alerta eficientes para esclarecer os pilotos sobre problemas com a potência dos motores. O relatório diz: ‘essa situação pode colocar a aeronave em situação crítica.’

O documento revela também o que o antigo Departamento de Aviação Civil constatou: a inexistência de área de escape na pista e Congonhas. E advertiu: a Infraero será responsabilizada por eventuais danos por não corrigir a irregularidade.

O documento também aponta que o co-piloto possuia apenas 200 horas de voo naquele modelo de avião. Ficou constatado ainda que no A-320 é possível colocar as manetes em posiçoes erradas para pouso sem que algum dispositivo alerte de modo eficiente os pilotos.

 

 

Site RTP
27/10/2009

Fuga de óleo em avião da Brussel Airlines atinge quatro passageiros

Bruxelas, 27 Out (Lusa) - Quatro passageiros de um aparelho da Brussel Airlines ficaram feridos devido a uma fuga de óleo, registada pouco depois da aterragem em Bruxelas, anunciou um porta-voz da companhia aérea.
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O avião concluía a ligação Berlim-Bruxelas com 74 passageiros a bordo, tendo o óleo que se libertou no momento da aterragem atingido as quatro vítimas no rosto e nos braços.

Duas delas foram transportadas para o Hospital de Gasthuisberg de Lovaina mas o seu estado não é preocupante, segundo os bombeiros do aeroporto de Bruxelas-Zaventeim.

 

 

Site Campo Grande Online
27/10/2009

Monomotor com duas pessoas cai perto de aeroporto

O monomotor Cessna 170, com prefixo PT - AQO caiu esta tarde em uma propriedade rural perto do aeroporto Aero Ching, localizado na BR-262, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande. Duas pessoas estavam dentro da aeronave e uma teve ferimentos leves devido à queda.

Funcionários de uma propriedade rural perto do local do acidente prestaram socorro às vítimas antes da chegada do Corpo de Bombeiros e da equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Um dos trabalhadores, Elier Valdez da Silva, 25 anos, conta que foi muito rápido. “Não teve fumaça. O avião bateu no chão e ficou no mesmo lugar”, relata.

O piloto, Herculano Machado Filho, 50 anos, foi encaminhado à Santa Casa de Campo Grande. Já o passageiro, que não quis se identificar, nada sofreu.

Às pessoas que ajudaram no socorro das vítimas, o passageiro disse que o avião decolou no Aero Ching e durante o voo apresentou uma falha no motor.

Para evitar a queda em meio à mata fechada, o piloto tentou um retorno e atingiu uma árvore.

A aeronave caiu em um lugar de difícil acesso. A equipe do Samu que prestou socorro à vítima teve de parar a viatura a cerca de 100 metros do local.

Em uma pick-up, o piloto foi levado à viatura do Samu. Informações preliminares indicam que Herculano Machado Filho sofreu cortes na cabeça.

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