Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 29 de Abril de 2017
27/09/2009

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Zero Hora
27/09/2009

UMA CARREIRA PARA DECOLAR
Mercado nas alturas

Quantidade de profissionais capacitados não acompanha o crescimento do tráfego aéreo no país. O apagão de pilotos levou a Anac a custear aulas práticas em diferentes regiõesPilotos e outras profissões relacionadas à aviação podem garantir o seu embarque no mercado de trabalho. O tráfego aéreo de passageiros cresceu 6,5% apenas no primeiro semestre deste ano ante o mesmo período de 2008, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), abrindo portas para muitas vagas.

Atualmente, são mais de 12 mil aeronaves – incluindo aviões e helicópteros civis de todas as categorias – responsáveis por transportar mais de 50 milhões de pessoas por ano no país. Mas na contramão do crescimento, faltam profissionais qualificados dispostos a seguir carreira, em terra e no ar, apontam especialistas do setor.

– Há carência principalmente de pilotos com experiência. Muitos, após a paralisação das atividades da Vasp, Transbrasil, Varig, Rio Sul, Nordeste e BRA, optaram por trabalhar no Exterior, onde salários e benefícios são mais atrativos – explica Graziella Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Juliano Noman, superintendente de Serviços Aéreos da Anac, discorda. Para ele, o problema não é a falta de mão de obra, mas a dificuldade de formar gente em um curto prazo.

– Temos profissionais suficientes. Mas precisamos treinar pessoas para suportar o crescimento que esperamos para os próximos anos – pondera o superintendente.

De acordo com Noman, é possível formar técnicos entre 12 meses e 18 meses. Porém, fazer com que a carreira decole no setor da aviação nem sempre é tarefa fácil de ser executada. Os cursos são caros para todos os cargos, argumenta Graziella:

– O investimento no aprendizado é alto. E os salários não atraem mais.

Investimento na formação é expressivo

Luiz Augusto Jaborandy, 23 anos, confirma que o retorno do alto investimento para começar a carreira muitas vezes só começa a aparecer a partir do terceiro ano de profissão, como estimam também os especialistas. Em 2007, acompanhando o pai, piloto militar em viagem aos Estados Unidos, conquistou as habilitações americanas de piloto privado, privado de helicóptero, voo por instrumento, comercial (de linhas áreas e táxi aéreo) e bimotor.

– É um diferencial para a carreira. O inglês é valorizado, principalmente a linguagem técnica. Sem contar a experiência adquirida em aviões cuja tecnologia é muitas vezes superior à nossa – avalia Jaborandy

De volta a Brasília há seis meses, o estudante do curso superior de aviação civil comemora a aprovação da experiência pela Anac. Isso porque, para validar a formação americana no Brasil, ele passou por provas teóricas e práticas elaboradas pelo órgão.

 

 

Site Terra
27/10/2009

Alarme falso sobre bomba atrasa voos em SC
Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis

Reduzir Normal Aumentar Imprimir Um falso alarme sobre bombas atrasou voos no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis (SC) neste domingo. As supostas bombas estariam em dois voos que partiram do Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos (SC), no final da manhã. As duas aeronaves das companhias Gol e Varig foram isoladas pelos agentes federais e vasculhadas e decolaram atrasadas para Porto Alegre (RS) e Chapecó (SC).

De acordo com as informações do comandante de área do Corpo de Bombeiros, aspirante Anderson, não foi encontrado nenhum artefato nas aeronaves e nem nas bagagens dos passageiros.

Elas já foram liberadas e, em princípio, pode ter se tratado de um trote", afirmou. "Isolamos a área para permitir que a Polícia Federal vasculhasse os aviões."

A denúncia de bomba foi feita por meio de um telefonema à própria Infraero, ainda pela manhã. Por volta das 16h deste domingo, diretores do orgão e agentes da Polícia Federal permaneciam em reunião no terminal do aeroporto de Florianópolis e ainda não haviam dado declarações à imprensa.

Segundo o balcão de informações do aeroporto, os dois voos - que seguem para Porto Alegre e Chapecó - tiveram a decolagem atrasadas.

 

 

Jornal de Santa Catarina
27/10/2009

Polícia checa ameaça de bomba em aeronaves que aterrissaram no aeroporto em Florianópolis
Denúncia anônima citou possível existência de artefato explosivo em aviões da Gol e Varig

Policiais federais e agentes do Corpo de Bombeiros estão mobilizados neste domingo no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, depois que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) comunicou a suspeita de que haveriam bombas em duas aeronaves que aterrissaram na cidade.

A provável existência dos artefatos explosivos em dois aviões procedentes do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, foi comunicada à Infraero por meio de uma denúncia anônima, pela manhã.

Os pilotos das duas aeronaves indicadas na ameaça, modelo Boing 737, das companhias Gol e Varig, foram orientados a realizar o desembarque de passageiros num ponto isolado do aeroporto, longe do terminal de passageiros, por medida de segurança.

Agentes da Polícia Federal (PF) acompanham a vistoria das aeronaves e das bagagens dos passageiros e tripulantes dos vôos Gol 1644 (São Paulo—Porto Alegre) e Varig 1282 (São Paulo—Chapecó). Todo o material está sendo analisado com o uso de máquinas de raios-x. Ainda não foram divulgados mais detalhes.

 

 

Folha de São Paulo
27/10/2009

Justiça não ouviu ninguém sobre colisão com avião da Gol
Três anos após acidente, processo aguarda decisão do Tribunal Regional Federal sobre recurso
Advogado que defende famílias das vítimas diz que defesa dos pilotos do Legacy cria obstáculos para tentar obter a prescrição do crime

FÁBIO AMATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Após quase três anos do acidente com o avião da Gol, que deixou 154 mortos, o processo penal que apura responsabilidades no caso pouco avançou.

O processo hoje está parado, aguardando decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) sobre um recurso. Depois da decisão, volta à Justiça Federal em Sinop (MT). Nenhuma testemunha foi ouvida até agora.

O advogado das famílias e assistente da acusação no processo, Dante D'Aquino, disse temer que a demora no andamento do processo resulte na prescrição do crime, o que impediria a punição aos réus.

D'Aquino afirmou que a defesa dos pilotos norte-americanos Joe Lepore e Jan Paladino, do jatinho Legacy que se chocou no ar com o avião da Gol, "usou de má-fé processual" ao apresentar testemunhas que vivem no exterior. De nove testemunhas arroladas pela defesa, sete vivem nos EUA.

"Qual é a importância do depoimento de uma testemunha que não presenciou os fatos?", questionou. Para D'Aquino, o objetivo da defesa é ganhar tempo para levar o processo à prescrição. Também são réus no processo controladores de voo que trabalhavam no dia.

Prescrição

O acidente foi em 29 de setembro de 2006. Lepore e Paladino são acusados de terem desligado o equipamento anticolisão do jato durante o voo, o que teria causado o choque com o avião da Gol, que vinha em sentido contrário, sobre Mato Grosso.

Os réus são acusados de atentado à segurança do tráfego aéreo, crime que prevê de um a três anos de prisão. Em processos com condenações de até dois anos, a prescrição ocorre quatro anos após o início da causa.

A denúncia do caso foi aceita pela Justiça Federal em junho de 2007. Se forem condenados a até dois anos e a sentença for dada depois de junho de 2011, os crimes estarão prescritos.

O juiz federal de Sinop Murilo Mendes, responsável pelo caso, minimizou a possibilidade de prescrição. Disse que um juiz pode levar outros fatores em consideração para determinar a pena, como a gravidade das consequências do crime.

Se houver condenação superior a dois anos, a prescrição sobe para oito anos após o recebimento da denúncia.

"O juiz pode considerar outras circunstâncias no aumento da pena base. Uma delas é a consequência do crime, que nesse caso foi danosa, já que morreram 154 pessoas. Se houver condenação, não é garantido que a pena seja inferior a dois anos", afirmou Murilo Mendes.

O advogado Theo Dias, dos pilotos do Legacy, negou que esteja agindo para provocar a prescrição dos crimes.
"Quem age de má-fé é ele [D'Aquino], fazendo acusações indevidas em relação à atuação profissional da defesa. Em um caso em que três passageiros moram nos EUA, em que todas as pessoas capazes de atestar a idoneidade profissional dos réus moram nos EUA, como é que você pode não arrolar testemunhas no exterior?", disse.

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