Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017
27/08/2009

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Valor Econômico
27/08/2009

Internet em aviões frustra planos do setor aéreo
Uso em viagens cai quando serviço não é oferecido de graça
Scott McCartney, The Wall Street Journal

Mais de 500 aviões já voam pelos Estados Unidos com acesso sem fio à internet, mas as companhias aéreas estão descobrindo que essa tecnologia, que deveria lhes trazer novas receitas, pode acabar ficando como as refeições a bordo. Os passageiros devoravam a comida quando era grátis, mas mostram muito menos apetite quando têm que pagar.

Segundo as aéreas e os provedores de wi-fi a bordo, até agora a utilização vem sendo forte, e vai crescendo à medida que mais passageiros se registram para acessar serviço e o encontram em mais voos. A AirTran Airways e a Virgin America têm hotspots para conexão sem fio instalados em todas as suas aeronaves, a Delta Air Lines os tem em mais de 225 jatos e a American Airlines, em 100 aviões.

Contudo, em testes, e também agora no serviço regular, o uso cai consideravelmente quando o passageiro tem que pagar. A Alaska Airlines até testou cobrar apenas US$ 1. O resultado: muito menos laptops, BlackBerrys e iPhones pediram o serviço.

"Há um declínio muito substancial na utilização dos passageiros no minuto em que você começa a cobrar pelo serviço", diz Michael Planey, consultor especializado em tecnologias de bordo para passageiros.

Outro possível obstáculo é a falta de tomadas nos aviões. Muitos passageiros veteranos já estão levando baterias extras para o computador, e a vida das baterias está ficando mais longa. Mas a conexão sem fio pode consumir muita eletricidade, e as aéreas têm sido lentas para instalar tomadas nas aeronaves.

A maioria das companhias aéreas americanas com conexão à internet usa um serviço chamado Gogo, da Aircell, que construiu uma rede de torres de transmissão para celular em todo o país. Os laptops ou aparelhos de mão se conectam a um ponto de acesso no avião, que transmite o sinal para as torres da Aircell no solo. Como os aparelhos se conectam à antena do avião, e não a antenas no solo, eles não interferem com as torres normais para celulares e operam com potência de transmissão mais baixa, evitando possíveis interferências com os sistemas de navegação da aeronave.

Este mês outra concorrente, a Row 44 Inc., recebeu aprovação da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) para o seu serviço, que usa satélites em vez de torres no solo. A Row 44 vem realizando testes com a Southwest Airlines e a Alaska Airlines, e na semana passada a Southwest anunciou que vai equipar todos seus aviões com o serviço.

A Aircell instala equipamentos em aviões e dá às aéreas parte da receita recebida dos passageiros. Como as tarifas são fixadas pela Aircell, as aéreas não podem entrar numa guerra de preços do acesso à internet, como fazem com as passagens, e acabam dando o serviço de graça.

O controle de preços pela Aircell "é bom porque evita que as empresas aéreas sejam empresas aéreas", disse Kevin Healy, vice-presidente sênior de marketing e planejamento da AirTran. "O ponto-chave neste momento é encontrar o preço certo."

A Aircell já está testando preços mais baixos e oferecendo planos de serviço mais longos. O serviço custa agora US$ 12,95 para os voos de mais de 3 horas; US$ 9,95 para os de menos de 3 horas e mais de 90 minutos, e US$ 5,95 para os de menos de 90 minutos.

Na AirTran, a Aircell está testando reduzir o preço para voos longos de US$ 12,95 para US$ 9,95 e oferecer acesso por US$ 5,95 em todos os voos de menos de 3 horas. E em 1º de setembro, segundo um porta-voz da AirTran, o preço cairá, durante duas semanas, para US$ 5,95 para todos os voos - um teste para ver se o uso vai aumentar. Segundo a AirTran, a utilização é maior nos voos mais longos, e vem crescendo regularmente à medida que mais viajantes optam pelo serviço, o que facilita o registro nos voos subsequentes e dispensa informar o número do cartão de crédito e outros dados.

A Aircell informa que está satisfeita com a demanda do serviço pelos passageiros até agora; em público, as aéreas concordam. Até agora os hotspots mostram uso intenso em termos de fluxo de dados, com média de 35 megabytes transmitidos por usuário por hora, ou seja, de duas a três vezes mais que o uso típico de um ponto de acesso em solo, segundo Jack Blumenstein, presidente do conselho da Aircell.

"As pessoas utilizam [a internet] intensamente", disse.

A maioria das aéreas não revela qual porcentagem dos passageiros está comprando o serviço. A Virgin America informa que na sua frota a proporção é de 12% a 15%. Provavelmente é um uso maior que a média do setor, já que a Virgin America tem mais voos longos, de costa a costa. Além disso, oferece tomadas elétricas em todos os assentos, facilitando o uso da internet. A linha Boston-San Francisco, onde viajam muitos profissionais de informática, tem 15% a 20% de utilização, segundo a Virgin America.

Planey avalia que, em média, será preciso que 8% a 10% dos passageiros paguem pelo acesso à internet para que o serviço seja lucrativo dentro de cinco anos. Isso talvez seja difícil de conseguir, pois grande parte dos voos domésticos nos EUA dura menos de duas horas - período em que os passageiros têm menos probabilidade de pagar pela internet a bordo.

 

 

O Estado de São Paulo
27/08/2009

Azul inicia operação com cargas expressas

A nova unidade de negócios da companhia área Azul, a Azul Cargo, começa a operar com carga expressa nesta semana em Campinas, Salvador, Fortaleza e Recife. Até dezembro, a empresa deve operar em toda a sua malha aérea. A partir daí, sempre que iniciar uma nova rota, fará o transporte de carga junto com o de passageiros.

 

 

O Estado de São Paulo
27/08/2009

Receita da Trip cresce 43% no semestre

A Trip Linhas Aéreas registrou lucro líquido de R$ 17,1 milhões no primeiro semestre do ano, ante R$ 1,05 milhão do mesmo período de 2008. O faturamento bruto da companhia ficou em R$ 183,9 milhões, o que representou um crescimento de 43% na comparação com janeiro a junho de 2008. A Trip projeta faturamento de R$ 510 milhões para 2009.

 

 

Folha de São Paulo
27/08/2009

Governo estuda comprar passagens de rotas menos lucrativas
Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste são os principais alvos do programa, afirma Jobim
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que o governo está finalizando um projeto a ser enviado ao Congresso Nacional que cria mecanismos para manter voos comerciais da aviação de média e baixa intensidades.
Essas rotas são para locais em que não há muito retorno financeiro para a exploração, mas em que há necessidade de manter os voos, o que, segundo o ministro, ocorre principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Entre os mecanismos, está a possibilidade de o governo comprar até 50% dos assentos de uma rota por um período definido de tempo, o que poderia ser feito via licitação.

Mesmo com a compra, as companhias aéreas poderiam vender aos clientes os assentos pagos pelo governo, mas não poderiam comercializar as passagens por preço superior ao pago pela administração federal, disse o ministro da Defesa.

Também poderiam ser estabelecidas concessões exclusivas de determinadas rotas. Este mecanismo poderia ser trabalhado junto com o primeiro, afirmou Jobim. De acordo com o ministro, o projeto deve seguir para a Casa Civil na próxima semana.

O ministro da Defesa afirmou que as rotas brasileiras, principalmente fora das capitais e no Norte e Nordeste, têm muitos problemas de linhas e horários. Jobim não estimou o custo de implementação da proposta, mas reconheceu que poderá haver resistência do Ministério da Fazenda. Ele disse ainda que já conversou sobre o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

 

Folha de São Paulo
27/08/2009

Anac amplia rearranjo de "slots" em Congonhas
Daniel Rittner, de Brasília

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) resolveu abrir uma chamada pública para as empresas aéreas interessadas na redistribuição de 412 dos 3.514 "slots" (autorizações de pouso ou decolagem) semanais no aeroporto de Congonhas, o mais concorrido do país. O aviso de convocação será publicado, nos próximos, no Diário Oficial da União.

As normas da agência reguladora preveem que um slot deve ter o mínimo de 80% de regularidade no prazo de 90 dias, ou seja, não mais do que 20% de seus voos cancelados. Elas são válidas para todos os aeroportos que tenham atingido o limite de sua capacidade. Atualmente, apenas Congonhas está nessa situação em todas as faixas de horário, durante a semana.

Ao avaliar a regularidade das companhias no período de março a maio de 2009, a Anac constatou que a Pantanal descumpriu as normas em 61 dos 196 slots alocados para ela. Pela Gol, houve descumprimento em 34 dos 1.472 slots operados em Congonhas. As demais aéreas respeitaram os índices de regularidade.

A agência decidiu ainda distribuir 317 horários de pouso ou decolagem no fim de semana, quando o aeroporto não está sobrecarregado. São 175 slots aos sábados e 142 aos domingos, que hoje não são usados por nenhuma companhia. Todos esses espaços serão distribuídos conforme estabelece a resolução 02, de 2006, a primeira medida de caráter puramente regulatório adotada pela Anac. Pela regra, as empresas interessadas entrarão em um sorteio, com 80% dos slots destinados a aéreas que já atuam em Congonhas e 20% a companhias que ainda não operam no aeroporto. À medida que forem sorteadas, escolherão um dos horários disponíveis. Gol e Pantanal poderão participar normalmente - inclusive da disputa dos espaços que agora estão perdendo.

A assessoria de comunicação da agência explicou que será aplicada a regra de 2006, e não a nova proposta apresentada em dezembro, pela atual diretoria da Anac. Esclareceu, porém, que o sorteio ocorrerá apenas quando cair uma liminar obtida pela Pantanal na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, que impede a agência de realocar os slots hoje destinados à empresa. A agência recorreu da decisão e aguarda manifestação do juiz responsável. "À exceção dos slots operados pela Pantanal, os demais são quase todos aos finais de semana, enquanto as operações de segunda a sexta-feira são justamente as mais rentáveis e disputadas pelo mercado. Dessa forma, a Anac pretende evitar as distorções de um processo parcial, que prejudicaria a livre escolha dos horários pelas empresas interessadas", informou a assessoria de comunicação, em nota.

Depois da compra da Varig, em março de 2007, a Gol tornou-se a companhia com maior presença em Congonhas - tem quase metade das 502 autorizações diárias. Com o processo de redistribuição dos slots, quem deverá entrar no aeroporto é a Azul, que iniciou suas operações no ano passado. Para participar do sorteio, as empresas interessadas deverão atender aos requisitos previstos na resolução 02, como regularidade fiscal, capacidade técnica e capacidade econômico-financeira.

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