Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quinta-Feira, 27 de Abril de 2017

26/01/2010

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G1 - Globo
26/01/10 - 17h50

Ministro diz que avião acidentado no Líbano se desviou da rota indicada
Da France Presse

O avião etíope que caiu no mar na segunda-feira logo depois de decolar de Beirute para Addis Abeba, com 90 passageiros a bordo, desviou da rota indicada pela torre de controle por motivos desconhecidos, disse à AFP o ministro dos Transportes libanês, Ghazi Aridi.

O piloto confirmou "ter recebido instruções de ir em uma direção, mas a aeronave se desviou. Quando a torre de controle tentou entrar em contato com o avião já não conseguiu", explicou Aridi nesta terça-feira.

Enquanto isso, as equipes de resgate continuavam trabalhando nesta terça-feira nas águas do Mediterrâneo, em frente à costa libanesa, na área onde caiu o avião da Ethiopian Airlines, com o objetivo de localizar as caixas-pretas da aeronave.

As caixas-pretas são indispensáveis para descobrir as causas do acidente, e principalmente por qual razão a aeronave tomou uma direção contrária à indicada pela torre de controle.

Uma parte da asa esquerda do avião foi recuperada nesta terça-feira, segundo um comunicado das forças armadas libanesas.

Apoiado pela Força das Nações Unidas no Líbano (FINUL), o navio de guerra americano "USS Ramage", equipado com um sonar, continuva procurando as caixas-pretas em uma área ao sul de Beirute.

"As buscas se concentram em uma área de 35 quilômetros quadrados em frente a Jaldé, 6 quilômetros a sul do aeroporto de Beirute", indicou à AFP Ghazi Aridi.

Passadas 24 horas do acidente, não restam muitas esperanças de encontrar sobreviventes.

O Boeing 737 de Ethiopian Airlines decolou às 02H30 hora local (00H30 GMT) no meio de uma tempestade, e caiu alguns minutos depois no mar, por motivos ainda desconhecidos.

"É muito difícil imaginar que haja sobreviventes", lamentou nesta terça-feira um alto funcionário dos serviços de segurança, indicando que, até este momento, 14 corpos já foram recuperados, entre eles os de duas crianças.

As autoridades libanesas e a companhia etíope descartaram "qualquer ato de sabotagem ou terrorista".

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira o envio de especialistas para ajudar o governo libanês na investigação sobre o acidente.

 

 

O Estado de São Paulo
26/01/2010

Acidente aéreo mata mais de 90 no Líbano
Boeing 737 que partiu de Beirute com destino à Etiópia cai após decolagem; autoridades libanesas descartam hipótese de terrorismo
NYT e Reuters
BEIRUTE

Um Boeing 737-800 da companhia Ethiopian Airlines caiu no Mar Mediterrâneo na manhã de ontem logo após ter decolado do Aeroporto Internacional Rafik Hariri, em Beirute, no Líbano. O voo tinha como destino Adis-Abeba, na Etiópia, e levava cerca de cem pessoas a bordo.

O número exato de passageiros e tripulantes ainda é incerto. Autoridades aeroportuárias libanesas disseram que a aeronave levava 90 pessoas, mas fontes militares disseram que eram 97. Até a noite de ontem, 23 corpos tinham sido encontrados. O governo descartou a chance de encontrar sobreviventes.

"O avião perdeu contato com os controladores aéreos libaneses logo depois de decolar", disse Wogayehu Terefe, porta-voz da Ethiopian Airlines. As causas do desastre ainda estão sendo investigadas, mas o presidente libanês, Michel Suleiman, descartou a hipótese de ataque terrorista. Testemunhas disseram ter visto o avião em chamas antes da queda.

Apesar do mau tempo - chovia bastante na hora do acidente -, helicópteros e navios militares participam das buscas, que contam com o apoio da Força Interina das Nações Unidas no Líbano. O premiê libanês, Saad Hariri, disse que os EUA também estão enviando para o local "uma equipe especial da Sexta Frota", além de um avião de reconhecimento e busca.

Do total de passageiros, 51 eram libaneses, de acordo com a companhia aérea, ou 54, segundo fontes militares. A empresa também disse que 24 passageiros eram etíopes. Havia ainda turcos, franceses, russos, sírios e britânicos. Marla Sanchez Pietton, mulher do embaixador francês no Líbano, Denis Pietton, também estava a bordo.

 

 

O Estado de São Paulo
26/01/2010

Avião cai no Pará e mata 2 ocupantes

Duas pessoas morreram ontem após a queda de um avião de pequeno porte no município de Senador José Porfírio, no Pará. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, outros oito ocupantes da aeronave ficaram feridos e foram levados ao Hospital Regional de Altamira.

O avião, pertencente a uma empresa de táxi-aéreo, decolou de Belém em direção a uma fazenda. Um helicóptero da Aeronáutica partiu de Manaus para ajudar nas buscas.

 

 

Folha de São Paulo
26/01/2010

Voo com 90 a bordo cai perto de Beirute
Ethiopian Airlines afirma que não há indicação de sobreviventes; Líbano credita acidente ao mau tempo
DA REDAÇÃO

Um voo da empresa Ethiopian Airlines que ia de Beirute, no Líbano, a Adis Abeba, na Etiópia, com 90 pessoas a bordo caiu ontem em chamas no mar Mediterrâneo apenas meia hora após decolar às 2h37 de ontem (22h30 de domingo em Brasília). A queda foi inicialmente atribuída ao mau tempo, e o presidente libanês, Michel Suleiman, descartou por enquanto temores de terrorismo.

Até a noite de ontem, 21 corpos haviam sido retirados das águas frias do Mediterrâneo (18ºC à tarde), e equipes de buscas não tinham expectativa de encontrar sobreviventes. O voo ET409, um Boeing 737-800, levava 83 passageiros e sete tripulantes, sendo 54 libaneses, 22 etíopes e cidadãos de Canadá, Reino Unido, Rússia, França, Iraque, Síria e Turquia.

A embaixatriz da França no Líbano, Marla Pietton, estava no voo. O avião saiu dos radares cinco minutos após a decolagem e, segundo o Exército libanês, se partiu no ar. Uma testemunha descreveu a queda como "um intenso clarão que iluminou todo o mar".

O governo do Líbano decretou dia de luto, e o premiê Saad al Hariri visitou o aeroporto internacional de Beirute para falar com familiares das vítimas, muitos dos quais irritados pelo fato de o avião ter recebido permissão para decolar sob o mau tempo.

Girma Wake, diretor-executivo da Ethiopian Airlines, afirmou não acreditar que a tripulação aceitasse voar se as condições não permitissem: "Sim, havia mau tempo. Mas devia estar manejável, ou a equipe não teria decolado".
A aeronave que caiu ontem era considerada moderna, sendo operada pela empresa desde setembro de 2009. Já pertencera à irlandesa Ryanair e teve seu primeiro voo em 2002. A Ethiopian Airlines a comprou de uma divisão do CIT Group.

Segundo Wake, a última manutenção fora feita no Natal, e não encontrou problemas.

O modelo 737-800 é o mesmo da aeronave da Gol que sofreu colisão no ar com um jato Legacy em setembro de 2006, matando 154 pessoas -o primeiro de sete acidentes envolvendo Boeings 737-800 no mundo, quatro dos quais fatais.

Em um deles, em maio de 2007, um voo da Kenya Airways caiu menos de um minuto após a decolagem em Camarões, matando 114 pessoas. Já houve alertas de problemas com a medição de altitude de voo com esse modelo.

O acidente no Mediterrâneo foi o terceiro da estatal Ethiopian Airlines que resultou em mortes, segundo o site Airsafe.com. O primeiro, em 1988, foi causado pelo choque de pássaros com motores, e o mais recente, em 1996, ocorreu quando um 767-200 foi sequestrado e caiu perto das ilhas Comores.

 

 

Folha de São Paulo
26/01/2010

Azul, NHT e Webjet participam de sorteio para voar de Congonhas
DA FOLHA ONLINE

As companhias aéreas Azul, NHT e Webjet, que não operam em Congonhas, foram habilitadas para participar do sorteio que vai redistribuir 355 vagas para pousos e decolagens (slots) no aeroporto mais rentável do país. Os slots estavam ociosos -muitos pertenciam à Varig ou à Pantanal- e foram retomados pela Anac, a agência reguladora do setor aéreo.

As empresas que já operam no aeroporto, TAM, Gol/ Varig e OceanAir, também participam da redistribuição. E, pelas regras, terão prioridade na escolha.

A primeira a escolher será a Oceanair, depois a Gol e, em seguida, a TAM. Depois virão as empresas novatas em Congonhas, em ordem a ser definida em sorteio.

A redistribuição está marcada para o dia 1º de fevereiro em Brasília.

A Trip e a Pantanal -que hoje pertence à TAM- se inscreveram, mas foram desclassificadas por não apresentarem índices mínimos de 80% de regularidade e pontualidade ou patrimônio líquido positivo.

 

 

Folha de São Paulo
26/01/2010

Queda de avião de pequeno porte mata ao menos dois no PA
Até a noite de ontem, vítimas eram resgatadas no local, a 300 km de Belém; causas são investigadas
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELÉM
JEAN-PHILIP STRUCK
DA AGÊNCIA FOLHA

Equipes de salvamento tentavam resgatar, na noite de ontem, sobreviventes de um acidente com um avião bimotor que caiu, à tarde, em uma região de mata fechada próxima à cidade de Senador José Porfírio (300 km de Belém).

Ao menos duas pessoas morreram, segundo a Polícia Civil do município e amigos da família de uma das supostas vítimas -o empresário Luís Rebelo.

Um investigador de polícia, Roberto Aragão Pereira, afirmou à reportagem que o outro morto foi o copiloto do avião.
Até a conclusão desta edição, as mortes não haviam sido confirmadas pela FAB (Força Aérea Brasileira). Dez pessoas, sendo oito passageiros e dois tripulantes, estavam a bordo.

Um helicóptero de resgate da Aeronáutica foi enviado ao local, a cerca de 20 km do centro do município. Uma equipe de ao menos cinco policiais militares estava no local da queda. Outros deveriam chegar durante a noite. Os feridos eram transferidos para Altamira, município vizinho, de helicóptero.

Pouso forçado

A aeronave, um Embraer 110 Bandeirante de uma empresa de táxi aéreo de Santarém, havia saído de Belém às 14h (horário de Brasília) de ontem, e deveria ter pousado em uma pista particular de uma fazenda em Senador José Porfírio por volta das 14h30.

A pista ficava dentro da fazenda de Rebelo, já que não há aeroportos na cidade.

Procurada pela Folha ontem, a Piquiatuba Táxi Aéreo, empresa responsável pelo voo, informou apenas que o avião não chegou ao seu destino. Apesar de afirmar não ter mais dados sobre o acidente, a empresa disse que "acredita" ter sido necessário fazer um pouso forçado em algum local remoto. Desde a decolagem, os pilotos não a contataram mais.

Uma equipe do Seripa (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) se deslocou de Belém para investigar as causas.

 

 

Valor Econômico
26/01/2010

Embraer questiona subsídio da Bombardier na Europa
Assis Moreira e Virgínia Silveira*, de Genebra e de São José dos Campos

A Embraer tem prazo até a primeira semana de fevereiro para decidir se continua uma briga contra subsídios dados na Europa para a concorrente canadense Bombardier construir a nova família de jatos CSerie de 100 a 140 assentos, que já provoca reações também da Boeing e Airbus. As duas grandes fabricantes de aviões estão se mobilizando - e mobilizando os governos dos EUA e da União Europeia - contra o modelo de financiamento proposto pelo governo canadense para o CSerie. A nova família competirá com os modelos das duas grandes na faixa de 150 assentos.

A fatia de mercado onde vai atuar a nova família da Bombardier tem valor estimado em US$ 1 trilhão nos próximos 20 anos, segundo documento da União Europeia obtido pelo Valor. A Bombardier tem estimativa de gastar US$ 3,2 bilhões para lançar, até 2013, a CSerie, pela qual quer abocanhar 25% desse mercado.

No ano passado, a Embraer deflagrou uma nova briga contestando, na União Europeia, subsídios dados pela Grã-Bretanha a uma subsidiaria da Bombardier na Irlanda do Norte, a Short Brothers, para construir peças para o novo jato canadense. A Embraer alega que a ajuda fere a concorrência.

A decisão europeia saiu em junho, com Bruxelas dando o sinal verde para a subvenção britânica. Alegou que a ajuda tinha um "incidente limitado sobre a concorrência". Somente em dezembro é que a UE tornou público o documento sobre sua decisao. A partir daí passou a vigorar o prazo de dois meses para a brasileira decidir se recorre à Corte Europeia de Justiça, em Luxemburgo, contra a decisao da UE.

Por outro lado, não existe prazo para o Brasil questionar na Organização Mundial de Comércio (OMC) as subvenções ao novo projeto da Bombardier. A questão está no radar da diplomacia. Mas a verdade, segundo fontes, é que até agora não houve uma discussão mais profunda sobre o tema dentro do governo brasileiro.

No entanto, o assunto voltou a cena internacional com Boeing e Airbus levando seus governos a renegociarem um acordo sobre condições de financiamentos para aeronaves feito na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e que foi fechado há três anos numa reunião no Rio de Janeiro.

Os EUA defendem condição idêntica para o financiamento de qualquer tipo de aeronave. A expectativa é de que um acordo ocorra levando em conta a média das situações hoje para as duas categorias de aparelhos. Quanto ao prazo da negociação, depende se todos os construtores quiserem evitar mais conflitos. Se um tentar complicar, a discussão poderá levar anos.

O governo brasileiro e a Embraer conhecem bem as regras da OCDE, referentes aos créditos para exportação com apoio governamental. A experiência e o conhecimento nesse tipo de assunto vieram a partir de um longo contencioso entre a Embraer e a Bombardier, iniciado em 1996, quando o governo do Canadá argumentou que o Proex brasileiro (Programa de Incentivo à Exportação) não estava em conformidade com os requisitos do Acordo de Subsídios da OMC (Organização Mundial do Comércio).

A Embraer informou ontem, por meio da sua assessoria de imprensa, que está acompanhando de perto o desdobramento da decisão da Airbus e Boeing de se unirem contra os planos da Bombardier, de desenvolvimento de uma nova linha com créditos de exportação disponíveis apenas para jatos regionais. A fabricante brasileira, no entanto, não comentou a informação, veiculada na imprensa internacional, de que poderia se juntar aos grupos Boeing e Airbus na briga contra a rival canadense.

A Embraer não fabrica jatos com mais de 120 assentos e no seu segmento de atuação (aeronaves de 30 a 120 lugares) detém a liderança de mercado, com uma participação de 47%, segundo dados do final de 2008. "A Embraer está de olho na concorrência, mas seu foco continua sendo os jatos de 70 a 120 assentos", comentou o diretor de Comunicação da empresa, Carlos Eduardo Camargo.

Segundo a Embraer, a empresa nunca recebeu apoio governamental para o desenvolvimento dos seus jatos comerciais. "O apoio que temos é para o financiamento da compra de aeronaves para os nossos clientes, através do BNDES", explica Camargo. Historicamente, segundo ele, o BNDES é responsável por cerca de 35% dos financiamentos de todas as aeronaves entregues pela Embraer.

Em 2009 essa participação ficou entre 35% e 40% e em 2008, de 17%. No ano de 2007, o BNDES não financiou nenhum cliente da Embraer, tendo em vista que havia bastante liquidez no mercado e facilidades para a captação de crédito. Segundo Camargo, no atual mecanismo de financiamento ao cliente, aprovado em 2007 pela OCDE, o financiamento só pode cobrir até 85% do valor do avião e a taxa de juro é cobrada a partir da análise de risco de crédito para a operadora. *(Para o Valor)

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