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Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017
25/11/2009

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Site - www.segs.com.br
25/11/2009

Ataques cardíacos durante vôos matam mais pessoas do que nos desastres aéreos
por Célio Pezza*

Você sabia que morrem mais pessoas de ataques cardíacos dentro de aviões do que nos desastres aéreos? De acordo com estatísticas da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo), em 1950 viajavam por ano no mundo todo, perto de 10 milhões de pessoas. Atualmente este número é calculado em 4 bilhões.

Existe uma taxa de 1 problema grave de saúde a bordo para cada 1,3 milhão de passageiros, o que dá um total de aproximadamente 3.000 ocorrências graves de saúde a bordo. Destas, aproximadamente 60% são ataques cardíacos, ou seja, perto de 1.800 pessoas por ano em todo mundo. Por outro lado, também de acordo com a IATA, houve, em 2009, cerca de 60 acidentes aéreos, com aproximadamente 750 mortes. Com estes números conclui-se que os ataques cardíacos em pleno vôo matam mais pessoas do que os acidentes aéreos.

Existem alguns agravantes para a saúde durante um vôo:

Pressão atmosférica: a baixa pressão dentro das cabines provoca uma expansão dos gases de até 30% de seu volume. Todas as cavidades ocas do corpo humano se expandem e podem provocar problemas nos tímpanos e náuseas por dilatação do estomago e do intestino. Pessoas com cirurgia pulmonar ou abdominal recente não devem viajar de avião. Existe um risco de rompimento das suturas.

Umidade do ar: A umidade do ar durante um vôo é de 10-20%, quando o ideal é de no mínimo 40%. Essa baixa umidade pode desencadear crises de asma ou bronquite.

Níveis de Oxigênio: Um avião é pressurizado, mas esta pressão não é igual a do nível do mar. Quando os aviões atingem sua altura de cruzeiro, por volta de 12.000 metros, a pressão da cabine é equivalente a 2.500 metros de altura. Pessoas normais não sentem esta falta de oxigênio, pois o nosso corpo compensa essa falta com aumento da freqüência cardíaca, respiratória e do volume de ar inspirado em cada ciclo respiratório. A saturação de oxigênio sanguíneo, que costuma ser de 99% ao nível do mar, cai para 94% durante os vôos. Isto causa certo desconforto e cansaço durante vôos mais longos. Já pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares, que apresentam taxas de oxigênio abaixo de 95%, podem não conseguir compensar essa diminuição do oxigênio e apresentar taxas abaixo de 90%, o que é insuficiente para o bom funcionamento de vários órgãos. Neste momento, podem acontecer isquemias cardíacas, intensa dor no peito, falta de ar e uma parada cardíaca.

Por outro lado, é sabido que durante uma parada cardíaca, o pronto atendimento é fundamental e aí que vem o problema. A legislação não obriga nenhuma empresa de transporte aéreo a prestar serviços médicos a seus passageiros durante o transporte e estas, quando muito, mantém seus “kits” de emergência, na maioria das vezes inadequados a uma ocorrência séria. Quando tem um problema, a comissária simplesmente solicita a ajuda de algum médico que eventualmente esteja a bordo. Este, muitas vezes, quer ajudar a salvar uma vida, mas não encontra as condições mínimas necessárias. Um simples desfibrilador automático, que é um aparelho que emite choques elétricos para recompor o ritmo dos batimentos cardíacos e que custa no mercado algo em torno de R$ 6.500,00, pode salvar uma vida, mas infelizmente, a vida humana não vale este investimento para algumas empresas.

Muitas vozes já se levantaram a favor de leis que obriguem a presença destes aparelhos não só em aviões, mas em todos os locais onde haja aglomeração de pessoas, tais como campos de futebol, aeroportos, grandes shoppings, hotéis, eventos, shows e muitos outros.

Não deveria ser por imposição legal, mas, infelizmente, existe uma parte do mundo que não entende outra linguagem. Para estes, vamos aumentar as vozes e pedir pelas leis que obriguem a salvar vidas.

 

 

Site Público de Portugal
25/11/2009 - 17h07

PE quer indenizações a passageiros em caso de falência de companhias aéreas
Por PÚBLICO

O Parlamento Europeu (PE) solicitou hoje à Comissão Europeia que apresente até Julho de 2010 uma proposta legislativa a prever a indemnização dos passageiros das companhias de aviação que declarem falência.

De acordo com um comunicado enviado pelo PE, cerca de 77 companhias aéreas faliram nos últimos nove anos na União Europeia, deixando “vários milhares de passageiros retidos nos seus destinos, incapazes de usar a partir do seu bilhete de avião correspondente ao regresso”.

Entre as propostas em cima da mesa está a criação de um seguro obrigatório para as companhias de aviação e a criação de um fundo de garantia para esse fim, além de um regime de seguro voluntário para passageiros, que as empresas seriam convidadas a propor aos clientes.

Além disso, o PE sugere que a nova legislação estabeleça medidas financeiras e administrativas que incluam o princípio da responsabilidade mútua para passageiros de todas as companhias de aviação que voam na mesma direcção com lugares disponíveis, “o que asseguraria o repatriamento dos passageiros retidos num aeroporto que não fosse o da sua precedência, em caso de falência da companhia de aviação”.

Na resolução apresentada à Comissão Europeia, o PE propõe ainda que estas medidas sejam alargadas às companhias de aviação que deixaram de operar e tenham causado aos passageiros inconvenientes semelhantes aos provocados pelas que faliram.

 

 

Época Negócios
25/11/2009

Piloto é obrigado a pousar avião depois que todos os banheiros quebram a bordo
Voo de oito horas se transforma em 26 horas depois que banheiro entupido obriga piloto a realizar pouso de emergência na Índia

O piloto de um avião da companhia aérea Cathay Pacific, que fazia a rota Riad, na Arábia Saudita, a Hong Kong, na China, teve de realizar um pouso de emergência em Mumbai, na Índia. O motivo: uma pane nos banheiros do avião. Os dez banheiros a bordo quebraram, deixando os passageiros numa situação constrangedora. Os lavatórios foram todos bloqueados e os 278 passageiros só puderam se aliviar ao chegar em terra firme.

Infelizmente, como o pouso não estava no cronograma de voo, muito menos a falha técnica nos banheiros, os passageiros tiveram de esperar outras 18 horas pelos reparos, antes de seguir sua jornada – que deveria ter durado em média oito horas.

A companhia aérea pediu desculpas aos passageiros e emitiu vouchers para acalmar os ânimos.
Esse não foi o único incidente do tipo nas rotas da Cathay. Na última quinzena, banheiros das aeronaves Airbus A330 e A340 quebraram em três ocasiões diferentes.

A empresa já restringiu o número de passageiros a bordo de seus voos para evitar superlotação. As normas da Cathay Pacific estipulam que deve haver um banheiro para cada 80 passageiros.

Equipes de engenheiros estão instalando novo encanamento em toda a frota, além de uma limpeza profunda das instalações sanitárias a bordo.

Segundo Carolyn Leung, porta-voz da Cathay Pacific, a “culpa” pelo entupimento dos banheiros pode até ser dos próprios passageiros.

“As pessoas ficariam surpresas com as coisas que encontramos no encanamento dos aviões, quando limpamos o sistema”, disse em entrevista ao jornal britânico “Daily Mail”. “Além de toalhas de rosto, há vidros de remédio, meias, peças de roupa e até bichinhos de pelúcia”.

Os banheiros dos aviões Airbus usam um sistema de sucção a vácuo de alta velocidade para remover o lixo, que vai para um tanque. Assim que a aeronave pousa no aeroporto, o tanque é esvaziado. Como o sistema opera em conjunto, se um dos banheiros fica entupido, todos os banheiros do mesmo lado da aeronave deixam de funcionar – obrigando o piloto a cancelar o voo.

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