Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017
25/07/2009

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O Estado de São Paulo
25/07/2009

Pantanal deve perder direito de voar em Congonhas
As permissões para pousos e decolagens da empresa serão redistribuídas para outros grupos
Alberto Komatsu

A Pantanal, companhia aérea regional que opera por meio de liminar desde abril de 2008, pode se tornar em até 30 dias a primeira empresa aérea brasileira a perder vagas de pouso e decolagem (slots) por causa da prestação de serviços abaixo da qualidade determinada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ontem, a Anac informou que pretende redistribuir 15 pares de slots no Aeroporto de Congonhas de uma empresa cujo nome não foi divulgado, porque, por três meses consecutivos, essa empresa operou abaixo do índice de 80% exigido pela Anac. Ou seja, a empresa cancelou mais voos do que o permitido.

Fontes do setor asseguram tratar-se da Pantanal, que respondeu por 0,14% dos voos domésticos em junho. A empresa, fundada em 1993, tem hoje uma frota de seis turboélices que voam para cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. A liminar que permite a operação da Pantanal foi obtida na Justiça dois dias antes de a agência iniciar o processo de cassação da sua concessão, devido a irregularidades fiscais. A Pantanal informou que não iria se pronunciar sobre o assunto, por não ter sido notificada.

A Pantanal tem 16 pares de slots em Congonhas, e a perda de 15 pode significar o fim da linha para a empresa, que tem no aeroporto a sua base. Além dela, operam em Congonhas a Gol/Varig (116 pares), TAM (106 pares) e OceanAir (11 pares). É a primeira vez que a Anac aplica a resolução 02, que determina a perda de slots por falta de regularidade nos voos. A norma determina que 80% das vagas sejam sorteadas entre companhias que já operam no aeroporto. Os 20% restantes vão para companhias que ainda não operam. No caso dos 15 slots da Pantanal, 12 serão redistribuídos entre Gol/Varig, TAM e OceanAir. Os três pares de slots restantes vão para quem se interessar. Segundo a Anac, se houver cinco interessados, por exemplo, haverá um sorteio que vai determinar a ordem das empresas para escolher um par de vagas.

Apesar de ser uma forma de permitir a entrada de novas empresas em Congonhas, que está com a operação saturada, o sorteio não atrai, a princípio, o interesse delas. O diretor de relações institucionais da Azul, Adalberto Febeliano, afirma que, quando o assunto for levado para a diretoria, vai votar contra a participação no sorteio. "Essa não é a posição da Azul. Mas o meu parecer é o de que, para três pares de slots, nem entramos no sorteio. Se for um só, então, não vamos nem cogitar. É ridículo montar uma estrutura num aeroporto caro como o de Congonhas para operar três voos por dia", afirma o executivo.

O presidente da WebJet, Wagner Ferreira, também descartou a participação da empresa se houver disponibilidade de apenas um par de vagas. "Para a WebJet, só seria economicamente viável montar uma operação em Congonhas com três pares de slots, e não com apenas um par", diz.

A esperança de mais slots em Congonhas para as empresas que ainda não operam no aeroporto reside num conjunto de regras da Anac para redistribuição de vagas em terminais concorridos que foi anunciado em outubro do ano passado, mas que está sendo revisado. As normas apresentadas em 2008 preveem que, a cada dois anos, as companhias que já operam nos aeroportos saturado, como é o de Congonhas, cedam slots para as que não operam, conforme critérios de eficiência.

As medidas foram bombardeadas pelas empresas que já estão no aeroporto. A Anac informou que recebeu, durante a consulta pública das regras, sugestões "procedentes" e que, até o final deste ano, vai definir se elas terão de passar por uma nova consulta pública.

SANTOS DUMONT

A Gol/Varig e a TAM vão operar apenas voos da ponte aérea no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, nos meses de agosto e setembro. Isso porque obras para aumentar a porosidade da pista principal do terminal (com 1.360 metros) vão limitar a operação de aviões de grande porte, com capacidade superior a 140 passageiros. A reforma começa em agosto, com previsão de 60 dias de duração. Nesse período, será utilizada a pista auxiliar (1.260 metros). Por ser mais curta, ela exige um limite de peso do avião.

 

 

O Estado de São Paulo
25/07/2009

Trip, Azul e WebJet investem US$ 430 milhões na frota
Empresas de médio porte vão aumentar número de aviões em 2010 para tentar avançar no mercado

A Azul, a WebJet e a Trip planejam investir, juntas, US$ 430 milhões em 2010 em aumento de frota. As três companhias de médio porte pretendem trazer ao mercado pelo menos mais 20 aviões até o final do ano que vem. Essa ampliação faz parte dos planos de operar novos voos e aumentar a frequência em cidades já atendidas. As informações são dos presidente das três empresas, que participaram ontem da abertura da Feira Nacional de Aviação Civil, organizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O maior investimento, de US$ 200 milhões, está sendo programado pela Trip. Segundo o presidente da empresa, José Mário Caprioli, serão quatro jatos da Embraer, modelo 175, mais quatro turboélices ATR-72.

Atualmente, a empresa conta com 27 aviões, no total. O executivo conta que a ideia é ampliar a operação diária dos atuais 180 voos para 250 em 2010. Até o final deste ano, a Trip vai atender 80 cidades. No ano que vem, serão 100. "Esse é um pouco do ativo que a Trip investe, que é a capilaridade", diz Caprioli.

A Azul planeja desembolsar US$ 180 milhões em aumento de frota no ano que vem, segundo o presidente da empresa, Pedro Janot. Segundo ele, serão sete novos jatos da Embraer, entre os modelos 190 e 195. A companhia vai fechar 2008 com 14 aeronaves entre esses modelos. Atualmente, a Azul atende a 14 cidades, com 19 rotas. Em 2010, o plano envolve 16 cidades atendidas e 27 rotas.

A WebJet, por sua vez, pretende investir cerca de US$ 50 milhões para trazer cinco aeronaves, informa o seu presidente, Wagner Ferreira. A companhia deverá encerrar 2008 com uma frota de 18 aeronaves, todas da Boeing, modelo 737-300. A companhia atende hoje 10 cidades, em 11 aeroportos, com 90 voos por dia. Em 2010, a companhia planeja voar para o mesmo número de municípios, mas com uma frequência maior, ou em torno de 110 voos diários.

"Hoje em dia apenas 6% da população faz uso do transporte aéreo. Dos 200 milhões de brasileiros, arredondando, só 12 milhões de passageiros, ou CPFs, usam (avião). Nós estimamos que, dada uma melhoria de renda, as classes C e D enxerguem que não é privilégio de rico. Por isso, acreditamos que esse número deverá passar para 20 milhões nos próximos cinco anos", afirma Ferreira.

Os presidentes das três companhias estimam que o crescimento da demanda por voos domésticos, em 2009, deverá ficar em 5% em relação ao ano passado. De janeiro a junho, segundo dados da Anac, o fluxo de passageiros transportados acumula alta de 3,2%, com alta de 10,2% na oferta de assentos. Já a presidente da Anac, Solange Paiva Vieira, tem uma estimativa um pouco mais conservadora. Segundo ela, o aumento da demanda doméstica deverá se situar entre 3% e 4%.

 

 

Folha de São Paulo
25/07/2009

Anac prevê que tarifa aérea só cairá após temporada

Apesar da nova rodada de liberação tarifária, os preços das passagens aéreas para voos internacionais só devem voltar a cair em setembro, após o final da alta temporada na Europa, prevê a diretora-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira.

A partir desta semana, a agência passou a permitir descontos de 50% sobre o piso tarifário válido para todos voos internacionais e diferenciado de acordo com a rota. Em abril, na primeira fase de abertura do mercado, já havia sido liberada uma redução de 20%, o que, segundo Vieira, fez com que as tarifas caíssem 15%.

Em outubro, haverá mais uma flexibilização, até que, em abril do ano que vem, os preços ficarão totalmente liberados e as companhias poderão cobrar o valor que quiserem.

A Anac pretende ainda redistribuir dentro de um mês posições de pousos e decolagens -os chamados slots- no aeroporto de Congonhas, que já está saturado e não comporta mais novos horários de voos.

Passarão para outras companhias 15 pares de slots, "vagas" cativas de empresas aéreas que não cumprem parâmetros de pontualidade e regularidade. A Anac não informou, no entanto, os nomes das empresas.
(PEDRO SOARES)

 

 

Zero Hora
25/07/2009

Caos aéreo acabou, mas alta temporada deve ter filas e atrasos, diz presidente da Anac
Solange Vieira visitou neste sábado a Feira Nacional da Aviação Civil

A diretora-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, afirmou neste sábado que o “caos aéreo está totalmente superado”. Apesar disso, ela disse que os passageiros podem esperar a volta das filas nos aeroportos e dos atrasos nos voos, durante os chamados períodos de alta temporada.

Em visita à Feira Nacional da Aviação Civil, aberta neste sábado ao público no Rio de Janeiro, Solange disse que são esperados problemas como filas e atrasos em dezembro deste ano, já que a procura costuma aumentar bastante neste período.

— Dezembro é um mês muito delicado, principalmente na última quinzena, período das festas de fim de ano, quando os aviões, que operam com 70% de ocupação, passam a operar com 100%. Então, é natural que aumentem as filas e que os aviões tenham algum atraso. Mas eu não chamaria isso de caos, mas sim de um trânsito complicado, um período de rush para a aviação — disse Solange.

A Feira Nacional de Aviação Civil está sendo realizada neste final de semana, no III Comando Aéreo Regional, no Centro do Rio de Janeiro. Entre as atrações, está a visitação ao interior de aviões.



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