Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Segunda-Feira, 16 de Outubro de 2017

25/05/2009

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O Globo Online
Publicada em 25/05/2009 às 17h54m

Ocupação irregular
Executivos da Infraero podem responder por ocupação ilegal de aéreas do Galeão

BRASÍLIA - O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) propôs ação de improbidade administrativa contra o ex-superintendente e o ex-gerente comercial da Infraero no Aeroporto do Galeão/Tom Jobim, Pedro Gilson Azambuja e Wellington Grizzi Nunes, e as empresas Localiza e Cafés Finos (Café Palheta). Os réus prorrogaram contratos de concessão de áreas do aeroporto sem licitação .

A Localiza firmou contrato para usar uma área comercial de dezembro de 1987 a dezembro de 2002. Apesar da extinção do prazo contratual, a área não foi retomada pela Infraero e continuou ocupada até outubro de 2004, quando Azambuja, Nunes e a empresa fizeram um termo aditivo de prorrogação.

- Essa prorrogação não apenas confere aparência de legalidade a uma ocupação irregular como impede a licitação da área entre novos interessados -, afirma o procurador da República Alexandre Ribeiro Chaves.

Segundo ele, a ilegalidade cometida também compromete o patrimônio público à medida que uma concorrência tende a garantir um preço melhor pela ocupação do espaço.

A Cafés Finos incorreu na mesma irregularidade. Embora seu contrato tenha expirado em julho de 2003, ela não devolveu a área à Infraero e continuou a ocupá-la ilegalmente. No mesmo mês de celebração do termo aditivo da Localiza, a Infraero renovou o contrato com a Cafés Finos, ignorando a ocupação irregular pela empresa. A ação tramita na 12ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

 

 

Site Abril Noticias
25/05/2009

MPF acusa ex-funcionários da Infraero de improbidade
Por AE

São Paulo - O Ministério Público Federal (MPF) anunciou hoje que entrou com uma ação na Justiça contra dois ex-funcionários da Infraero por improbidade administrativa. O ex-superintendente Pedro Gilson Azambuja e o ex-gerente comercial Wellington Grizzi Nunes são acusados de prorrogar, sem licitação, contratos de concessão de áreas do Aeroporto Galeão, na zona norte do Rio de Janeiro. As empresas favorecidas, a Localiza e a Cafés Finos, também foram denunciadas.

Segundo o MPF, a Localiza obteve o direito de ocupar uma área comercial no aeroporto de dezembro de 1987 a dezembro de 2002. A Café Finos, até julho de 2003. Apesar do fim dos contratos, as empresas permaneceram ocupando as áreas irregularmente. Somente em outubro de 2004, de acordo com o MPF, os dois ex-funcionários da Infraero e as empresas providenciaram um termo aditivo de prorrogação. A ação tramita na 12ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

 

 

O Estado de São Paulo
25/05/2009

Especialistas levantam 3 hipóteses para queda de avião em Trancoso
Militares avaliam que pode ter ocorrido ?desorientação? no pouso, falha mecânica ou problemas no compensador
Bruno Tavares

A análise preliminar do acidente com o Super King Air B-350, que deixou 14 mortos na sexta-feira à noite em Trancoso, no sul da Bahia, leva oficiais da Aeronáutica e especialistas em segurança de voo a apontar três hipóteses como as mais prováveis para explicar a queda do bimotor. Nos próximos dias, peritos do 2º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Seripa-2), no Recife, devem definir onde a caixa-preta do avião será degravada - caso esteja avariada, é provável que seja mandada para os Estados Unidos.

Os motores da aeronave serão enviados para os laboratórios do Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Outra equipe vai se debruçar sobre a documentação do turboélice e dos pilotos, em busca de eventuais irregularidades ou pistas que ajudem a esclarecer o desastre.

O avião havia decolado do Aeroporto de Congonhas e caiu quase três horas depois, às 21h31, a 197 metros da cabeceira da pista do Aeroporto Terravista. Dez pessoas da família do empresário Roger Ian Wright - além de uma neta da mulher dele, Lucila Lins, da babá da família, do piloto e do copiloto - morreram na tragédia. Até ontem, o Instituto Médico Legal (IML) de Salvador havia identificado por arcada dentária os corpos de quatro vítimas - Victória, Gabriel, Francisco e Nina, todos netos de Roger e Lucila.

A primeira hipótese levantada por militares é uma possível "desorientação" do piloto em relação à posição do aeroporto. Em Trancoso, pelas características da clareira criada na queda - com 20 metros de diâmetro, tamanho relativamente pequeno -, podia-se dizer que o avião tinha mais força no plano vertical, de cima para baixo, do que no horizontal, na hora da queda. Isso indicaria que o piloto se preparava para tocar o solo, mesmo fora da posição.

Conhecida no meio aeronáutico como CFIT (Colisão com o Solo em Voo Controlado, na sigla em inglês), esse tipo de ocorrência está entre as três mais comuns na aviação geral (táxi aéreo e jatos executivos). Entre 1998 e 2007, segundo números do Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), os choques com o solo responderam por 13,1% dos acidentes com aviões de pequeno porte no País, atrás apenas de falha de motor em voo (26,5%) e perda de controle em voo (17,6%).

Uma falha assim poderia ocorrer ainda numa eventual troca de comando - quando outro tripulante assume os controles no momento do pouso, por exemplo. Procurada por peritos, a família de Jorge Lang descartou qualquer possibilidade de o piloto ceder o comando durante um voo.

MOTORES

Outra possibilidade é de falha mecânica, especialmente nos motores. Numa fase crítica como a do pouso, uma perda repentina de potência é considerada grave, embora contornável. Testemunhas relataram que o turboélice já parecia avariado, antes da queda e da explosão. Segundo os peritos, imediatamente antes do pouso o grau de dificuldade para correção de imprevistos é altíssimo e qualquer falha pode resultar numa tragédia.

A terceira hipótese - considerada rara, mas possível - é um disparo inadvertido do compensador. O dispositivo, usado durante o pouso, auxilia o piloto a diminuir a sensação de "pressão" nos controles de direção da aeronave (aelerons, leme e profundor). Falhas nesse equipamento causam no piloto uma sensação de "estranhamento" dificilmente solucionada a tempo e, em alguns casos, pode até fazer o avião tomar uma direção errada. Nas investigações realizadas até o momento, a Aeronáutica descartou como determinantes para a queda do King Air tanto a chuva quanto a iluminação do aeroporto. Peritos e especialistas dizem que a leitura da caixa-preta deve ajudar a restringir o número de hipóteses. Lembram ainda que situações atípicas, como um mal súbito, desmaio ou mesmo um enfarte, não podem ser descartadas.

COLABORARAM EDISON VEIGA, ELIANA FRAZÃO e VITOR HUGO BRANDALISE

 

 

O Estado de São Paulo
25/05/2009

IML aguarda DNA de meio-irmão para liberar corpo

O único parente direto vivo de Roger Ian Wright, um meio-irmão de Genebra (Suíça), aceitou vir a São Paulo, onde comparecerá ao Instituto Médico-Legal para ceder amostras de DNA que permitirão a identificação do empresário. Segundo o diretor do Instituto Médico Legal (IML) de Salvador, só um parente direto pode assinar a liberação do corpo.

Como as vítimas ficaram praticamente carbonizadas - o resgate só encontrou o relógio do piloto intacto -, não há prazo para a conclusão dos trabalhos dos peritos. Haverá um sepultamento coletivo da família Wright no Cemitério do Morumbi, em São Paulo. A babá, Rosangela, deverá ser enterrada no Rio Grande do Sul.

Outra família atingida foi a do presidente da Light, José Alquéres, que perdeu a filha, o genro e o neto. Alquéres vinha repetindo aos amigos recentemente que buscava reservar mais tempo para desfrutar com a família. Ele se ressentia de ter aproveitado pouco os últimos anos de vida dos pais.Transtornado, não quis falar com ninguém ontem.

ELIANA FRAZÃO, ESPECIAL PARA O ESTADO, E ALEXANDRE RODRIGUES

 

 

O Estado de São Paulo
25/05/2009
Morte de toda a família Wright choca moradores e funcionários
Empresário e os parentes iam ao menos duas vezes por mês ao condomínio de Trancoso onde pretendiam passar o fim de semana
Vitor Hugo Brandalise, TRANCOSO

Morreu uma família inteira. Os funcionários do condomínio, os vizinhos, mesmo os atendentes dos poucos estabelecimentos comerciais próximos, ao receberem o visitante, mantêm olhos baixos, falam com voz trêmula - sabem qual é o assunto a ser tratado. "Roger, Lucila, Felipe, Verônica... Praticamente uma família inteira. Já pensou na situação, no absurdo da situação?", questiona o empresário Carlos Eduardo Régis Bittencourt, vizinho da casa de veraneio da família Wright, afastada 7 km do centro de Trancoso. Era para lá que a família ia, na casa de alto padrão na beira do mar, com 60 metros de frente e espaço reservado para dois barcos e lancha. Vinham cada vez mais, os netos estavam crescendo, aprendendo a gostar dali.

"Bonito de ver como a família era unida. Aqui em Trancoso faziam tudo juntos, desde os passeios na praia até as trilhas ecológicas e passeios de bicicleta nas matas aqui perto", conta Bittencourt, de 55 anos, em Trancoso desde 1989. Segundo ele, ao menos duas vezes por mês a família inteira estava ali - ocupavam a casa, geralmente, as mesmas pessoas que constavam da lista recebida pelo Aeroporto do Resort Terravista, a qual Bittencourt conferiu, emocionado, momentos após o acidente. "Agora, com a criançada crescendo, a casa estava ficando mais movimentada, ocupada praticamente todo fim de semana."

Na cidade turística, distante 755 km de Salvador, os Wright eram conhecidos em pontos específicos: no restaurante Maritaca, onde Roger Wright levava a família para jantar ao menos uma vez por mês, e na pousada Etnia, cujo proprietário era seu amigo próximo. Também eram conhecidos, talvez até mais de perto, no "quadrado", como é chamado o centro histórico do local.

É por lá, mais especificamente no Bar Praiano, que pode ser encontrado o marinheiro Aguinaldo dos Santos, responsável por um dos hobbies preferidos da família: pescaria em alto-mar. "Quem mais gostava era a dona Lucila, que pescava camarão que era uma beleza. Saíamos de manhã cedinho, às 5h30, e voltávamos no almoço", conta. Os peixes que traziam - geralmente dourados, cavalas e guaiubas -, se não fossem servidos no jantar, eram limpos, embalados e levados com Lucila a São Paulo. "Ela dizia que servia às amigas, como parte da Bahia que levava com ela."

O amor à região, os Wright - que construíram a casa em Trancoso em 2005, num condomínio restrito a apenas cinco residências - demonstravam ao aproveitar tudo o que podiam do local. "O Roger gostava de mesclar tudo. Pedia para fazer trekking, caiaque, mountain bike, tudo num mesmo passeio. Era o ecoturista ideal", conta Leonardo Martins, dono da empresa que Roger costumava contratar para guiá-los. "Não acredito que todo mundo se foi."

Para o fim de semana, tudo estava planejado. No sábado, os Wright sairiam para pescar - Santos preparou tudo: abasteceu e lavou a lancha, que os levaria à Praia do Espelho. Ontem, fariam uma trilha ecológica com caiaque, descendo o Rio da Barra. A família planejou, também, um grande jantar na sexta-feira, organizado pelo caseiro, que estava no aeroporto esperando o patrão. Ao primeiro sinal da aeronave, ligou para a cozinheira. "Coloca a mesa", disse. Cinco minutos depois, ligou novamente. "Pode tirar. Estão todos mortos."

 

 

Mercado e Eventos
25/05/2009

Tap ganha prêmio Airbus de excelência operacional

A Tap foi homenageada pela Airbus com o A320 Family Operational Excellence Award, em reconhecimento da utilização da sua frota deste tipo de aviões. O prêmio foi entregue pela Airbus no evento do "A320 Family Technical Symposium", que juntou em Paris operadores de aviões da família A320 de todo o mundo.

Os critérios de seleção para a atribuição destes prêmios são baseados em informação operacional no período de dois anos de atividade, e tem em conta o número de aviões da frota que se encontram em operação, a sua utilização média diária, a confiabilidade técnica e o número e duração de atrasos nos vôos motivados por razões técnicas.

"Enquanto o universo da frota da família A320 continua registrando marcantes resultados operacionais, estes prêmios reconhecem o excepcional desempenho técnico em cada um dos operadores", afirmou na ocasião Charles Champion, Executive Vice President Customer Services da Airbus. "A Tap criou uma operação extremamente eficiente com as suas aeronaves Airbus, com uma utilização excepcionalmente elevada e uma excelente confiabilidade de despacho".

 

 

Mercado e Eventos
25/05/2009

Anac divulga edital para concurso público com 365 vagas de níveis médio e superior

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) publicou hoje (25/05) o edital para a realização do concurso público que irá selecionar 365 servidores para a Agência, com nomeações previstas ainda para este ano. Serão 200 vagas para o cargo de Especialista em Regulação de Aviação Civil (nível superior), 65 para Analistas Administrativos (nível superior), 60 para Técnicos em Regulação de Aviação Civil (nível médio) e 40 para Técnicos Administrativos (nível médio).

Algumas vagas serão destinadas a pilotos, tanto de nível médio quanto de nível superior. O concurso foi autorizado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, em portarias publicadas nos dias 30 de março e 07 de maio no Diário Oficial da União.

As inscrições começam no dia 28 de maio e vão até 19 de junho e custam R$ 65 para os cargos de nível médio e R$ 100 para nível superior. As provas estão previstas para o dia 19 de julho, em todas as capitais brasileiras. No caso dos aprovados para o cargo de Especialista, haverá uma segunda etapa do concurso que será o curso de formação, em Brasília (DF), com 160 horas de duração.

A instituição organizadora é o Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos, da Universidade de Brasília), que irá aplicar provas objetivas de conhecimentos básicos e específicos para todos os cargos e provas discursivas (exceto para o cargo de Técnico em Regulação). As vagas serão preenchidas no Distrito Federal e nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, e serão distribuídas conforme a classificação do candidato aprovado e a disponibilidade. Conforme estabelece a legislação, também há vagas destinadas a portadores de deficiência.

A remuneração para os cargos de nível superior (tanto para Especialistas em Regulação Civil quanto para Analistas Administrativos) é de R$ 9.552,00. Para Técnicos em Regulação de Aviação Civil a remuneração é de R$ 4.708,07 e para Técnicos Administrativos, R$ 4.689,07. Os valores correspondem à jornada de 40 horas semanais e já incluem as gratificações.

Os interessados podem acompanhar as informações sobre o concurso da Anacpela Internet, no site www.anac.gov.br/transparencia/concurso.asp ou do Cespe www.cespe.unb.br/concursos.

 

 

Valor Econômico
25/05/2009

Após tombo recorde nos resultados, British fará novo corte de capacidadeKevin Done, Financial Times, de Londres

A British Airways (BA) anunciou na sexta-feira um prejuízo recorde para o exercício encerrado em 31 de março, depois de apurar um lucro líquido recorde no exercício anterior, com uma diferença de 1,3 bilhão de libras (US$ 2,1 bilhões) entre um período e outro - a pior queda de sua história.

Willie Walsh, diretor-presidente, alertou que "a natureza prolongada da recessão mundial faz deste o ambiente de negócios mais difícil que já enfrentamos". E disse que "não há uma melhoria imediata visível". A companhia aérea suspendeu seu dividendo, que havia sido restabelecido no ano passado após um período prolongado sem distribuição iniciado em 2001.

A BA disse que o setor aéreo "continua enfrentando condições de negócios muito difíceis, com uma incerteza considerável em relação ao período de duração da recessão mundial".

Os níveis de passageiros transportados e os preços médios das passagens não melhoraram desde o último trimestre do exercício (de janeiro a março), e a BA disse não ter como fornecer projeções para o atual exercício ou mesmo para o primeiro semestre, "por causa da dificuldade de prever as receitas".

A companhia continua com a demissão de milhares de funcionários, com 2,5 mil postos de trabalho já eliminados desde o terceiro trimestre. Ela também está em meio a negociações difíceis com seus sindicatos, visando novos cortes e melhorias de produtividade.

A empresa está reduzindo ainda os investimentos, num esforço para conservar caixa. Não está distribuindo nenhuma bonificação, não planeja nenhum aumento nos salários e está oferecendo ao staff a opção de licença não remunerada e trabalho em período não integral, temporário ou permanente.

No ano passado, a empresa foi atingida pela demanda menor por passageiros e carga, com uma queda especialmente grande no segmento mais lucrativo, o das viagens de negócios. Também foi prejudicada pelos altos preços dos combustíveis no terceiro trimestre de 2008.

Como resultado, teve um prejuízo de 401 milhões de libras (US$ 572,92 milhões) no exercício de 2008-09, contra um lucro antes dos impostos de 922 milhões de libras no exercício anterior. O prejuízo operacional foi de 220 milhões de libras (US$ 315,11 milhões), incluindo custos com demissões de 78 milhões de libras, ante um lucro operacional de 878 milhões de libras no exercício de 2007-08. A receita do exercício cresceu ligeiramente para 8,99 bilhões de libras (US$ 12,88 bilhões), em comparação a 8,76 bilhões de libras, mas houve uma queda subjacente de 3,7% quando excluídos os efeitos cambiais.

A companhia foi atingida por uma alta de quase 1 bilhão de libras em sua conta de combustíveis, que subiu para 3 bilhões de libras. O fato de ter feito um grande volume de operações de hedge a preços altos, impediu a empresa de se beneficiar da grande queda nos preços dos combustíveis a partir do pico do terceiro trimestre de 2008. A BA prevê uma queda na conta de combustíveis de cerca de 400 milhões de libras este ano.

A empresa acrescentou que será forçada a reduzir novamente a capacidade em 4% no próximo inverno (quarto trimestre), devendo manter 16 aviões em terra, depois do corte de 3,1% na capacidade no inverno passado e de 2,5% neste verão europeu.

A força financeira da BA foi minada no exercício encerrado em março, com saldo de caixa caindo para pouco menos de 1,4 bilhão de libras. O endividamento líquido ficou em 2,4 bilhões de libras, uma alta de 1,1 bilhão de libras sobre março de 2008.

 

 

Valor Econômico
25/05/2009
Morre o financista Roger Ian Wright
Josette Goulart, de São Paulo

O financista e empresário Roger Ian Wright morreu na sexta-feira, aos 56 anos, em um acidente aéreo, em Trancoso, no sul da Bahia, deixando para trás uma história de sucesso no mercado financeiro brasileiro. História que começou há 20 anos, quando Wright deixava a presidência da Adubos Trevo para assumir a Gardi Asset Management, empresa de gestão do Banco Garantia. Foi no Garantia que Wright conheceu o seu atual sócio na Arsenal Investimentos, José Eduardo Lacerda, e onde ajudou a escrever parte da história do mercado de capitais brasileiro.

O principal capítulo talvez esteja registrado em 1992, quando Wright já era sócio do Garantia e tinha sob sua responsabilidade a corretora do banco. Quem conta esta parte da história é um dos principais executivos do banco Credit Suisse, José Olympio Pereira, e que era também sócio no Garantia à época. Olympio atribui a Wright o mérito de ter trazido os primeiros investidores estrangeiros ao país, que compraram parte das ações emitidas pela Continental 2001. "Por ser inglês, ele tinha um trânsito muito bom entre os investidores lá fora", conta.

Wright nasceu na Inglaterra, mas, filho de mãe brasileira, logo se naturalizou. Ele escolheu os Estados Unidos para cursar a faculdade de administração, na Universidade da Pennsylvania. Mas foi no Rio Grande do Sul que iniciou sua carreira na Adubos Trevo, empresa da família de sua primeira esposa, a gaúcha Bárbara Luchsinger. Em 1996, Bárbara também morreu em um acidente aéreo, no Fokker 100 da TAM.

Sete anos depois do acidente, Wright ingressou como conselheiro independente no conselho de administração da TAM. Ele foi o nome escolhido pelos fundos de investimentos que detêm 27% da companhia para representá-los. Foi membro do conselho entre 2003 e 2008, e um dos votos que elegeu Marco Antonio Bologna como presidente, em 2004. Ainda em 2007, outro acidente aéreo marcou a vida de Wright. Sua secretária, Simone Wetrupp, morreu no acidente com A320, também da TAM, que caiu em São Paulo.

Bologna, atual presidente da TAM Aviação Executiva, conta que em abril de 2008 Wright deixou o conselho para se dedicar mais à sua vida pessoal e à vela. Um dos seus maiores amigos era Laers Grael, que contou em seu blog a história com Wright, lamentando a perda também da família do executivo. Seus dois filhos com a primeira esposa, seus netos, genro e nora e sua atual esposa também morreram no acidente em Trancoso. A nora, Heloisa Alquéres Vaz Wright, era filha do presidente da Light, José Luiz Alquéres.

No currículo de Wright, o presidente do Credit Suisse, Antonio Quintella, destaca operações importantes como a assessoria dada à Coteminas na compra da Springs. Além disso, foi ele que reuniu Cemig, Andrade Gutierrez e Banco Pactual para a compra da Light. Quintella foi colega de Wright no Credit Suisse quando o banco comprou o Garantia.

A Arsenal hoje assessora o frigorífico Independência em sua recuperação judicial. O sócio de Wright, José Eduardo Lacerda, diz que a companhia seguirá com a cultura empreendedora de seu fundador.

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