Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017

25/03/2010

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Folha de São Paulo
25/03/2010

Anac prepara restrição ao tráfego em 6 aeroportos
Para agência, Brasília, Viracopos (SP), Cuiabá, Confins (MG), Fortaleza e Salvador têm estrutura saturada
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
MARIANA BARBOSA

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) prepara novo pacote de restrições que vai congelar ou reduzir o movimento em seis dos principais aeroportos do país -Brasília, Confins (MG), Salvador, Fortaleza, Cuiabá e Viracopos (SP).

A medida implica manter ou cortar o número de voos e já foi aplicada em Congonhas e Cumbica, na Grande SP. Segundo a Folha apurou, deve ser estendida a outros aeroportos, como os de Santos Dumont (Rio), Curitiba e Porto Alegre.

Todos os aeroportos da lista têm ou terão a capacidade esgotada -tanto na pista e no pátio de aviões quanto no terminal de passageiros - até o final do ano caso se confirmem as projeções de fluxo de passageiros.


Em janeiro deste ano, passaram pelos aeroportos da Infraero 13,2 milhões de passageiros -no mesmo período de 2009, foram 10,7 milhões. Para a agência, o fluxo pode subir 17% até o final do ano.

A causa do problema é o descompasso entre a demanda e a falta de investimentos. Houve atraso nas obras da Infraero, que em 2009 gastou 43% de seu plano de investimentos.

Passagem mais cara

A contenção de voos vai causar desequilíbrio entre oferta reduzida e demanda crescente e deve haver pressão sobre os preços das passagens, diz Ronaldo Jenkins, diretor do Sindicato Nacional de Empresas Aéreas. "Essa política de cerceamento da oferta vai aumentar o custo para as empresas."

A presidente da Anac, Solange Vieira, confirma que a saturação da infraestrutura deve provocar alta nas passagens, mas apenas a longo prazo, a partir do final de 2011.

Segundo a Anac, o pior caso é o do aeroporto de Brasília.

Já o caso de Viracopos é emblemático -passou de 48.195 passageiros em janeiro de 2005 para 441.730, no mesmo mês deste ano. O aeroporto sofre com o estrangulamento de Congonhas, que desde julho de 2007 ficou restrito a 34 pousos e decolagens por hora, e Cumbica, com limite de 45 operações desde o final de 2009.
As empresas passaram a operar em Viracopos.

Aécio

O governador de MG, Aécio Neves (PSDB), criticou ontem a decisão da Anac de liberar o aeroporto da Pampulha para qualquer tipo de voo. Desde 2007, ele era restrito a voos regionais. Segundo a Anac, o tráfego não será alterado antes de estudos de capacidade operacional

 

 

Jornal do Brasil
25/03/2010

Promessa para o Rio decolar
Infraero quer o aeroporto Tom Jobim com capacidade para 20 milhões de passageiros por ano até 2012 e garagem subterrânea no Santos Dumont
Flávio Dilascio

Cidade-sede da final da Copa do Mundo de 2014 e da disputa dos Jogos Olímpicos de 2016, o Rio montou um planejamento ambicioso num dos quesitos mais deficientes na avaliação dos observadores internacionais: a estrutura aeroportuária. Principal porta de entrada da cidade, o aeroporto Antônio Carlos Jobim (Galeão) passará por reformas nos próximos dois anos para permitir a circulação anual de 20 milhões de passageiros até o fim de 2012. No ano passado, o aeroporto internacional do Rio recebeu cerca de 11 milhões de usuários, um pouco mais da metade do previsto no plano de expansão, que irá aumentar a sua área construída em cerca de 63 mil metros quadrados.

Atualmente, o terminal que recebe mais pessoas no país é o de Guarulhos, na Grande São Paulo, que, em 2009, foi via de passagem para 22 milhões de pessoas. O Tom Jobim é apenas o quarto da lista.

– Estamos trabalhando, não só para esses dois eventos (Copa e Olimpíada), como para a demanda da sociedade. O Galeão é um aeroporto privilegiado, com uma planta capaz de receber até 50 milhões de passageiros por ano, se fosse usado plenamente, o que no momento não é possível – afirmou o superintendente regional da Infraero no Rio, Willer Furtado, que apresentou dossiê sobre a administração dos aeroportos do estado ontem, na Associação Comercial do Rio de Janeiro).

– O Brasil não está cabendo mais dentro do próprio Brasil e isso tem demandado demais dos aeroportos – reforçou o 2º vice-presidente da Associação Comercial do Rio, Joaquim Falcão.

Hotel no Tom Jobim As melhorias não devem parar no crescimento do campo de aviação. Segundo Willer, a Infraero também dará início a um processo de licitatório para a construção de um novo hotel no Tom Jobim, que hoje conta apenas com um um pequeno estabelecimento de 62 cômodos. A previsão é de que fique pronto até a Copa de 2014.

– Vamos acelerar o processo para que as obras comecem em até seis meses. O hotel seria na entrada do aeroporto, mas ainda não posso determinar o tamanho e o número de quartos – disse o superintendente.

Sobre os recorrentes problemas operacionais, Willer garantiu que a Infraero “vem fazendo de tudo” para melhorar as coisas no Tom Jobim. E frisou que isso também depende de outras entidades e governos.

Garagem subterrânea Segundo maior terminal do Rio, o Santos Dumont também ganhará melhorias.

Segundo Willer Furtado, está em estudo a ideia de construir uma garagem subterrânea no local, que opera a ponte aérea Rio-São Paulo. O projeto está em fase de estudos de impacto ambiental.

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