Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Terça-Feira, 27 de Junho de 2017

25/02/2010

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Site Último Segundo
25/02/2020 - 18:23h

Decisão sobre slots da Pantanal em Congonhas é adiada pelo STJ

A distribuição de slots da Pantanal Linhas Aéreas em Congonhas foi postergada novamente. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) interrompeu nesta quinta-feira o julgamento que definirá se a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pode oferecer os slots (horários de pousos e decolagens) ocupados pela empresa a outras companhias aéreas. A Pantanal perdeu esses espaços por cancelar mais de 20% dos voos agendados para estes horários, mas argumenta que está em recuperação judicial e precisa desses slots para se reestruturar. A companhia está em processo de aquisição pela TAM desde dezembro de 2009.

suspensão do julgamento levou a Anac a adiar o processo de distribuição de 355 slots em Congonhas, previsto para a próxima segunda-feira. Dos 355 slots que a Anac quer oferecer no aeroporto, 61 são da Pantanal. Entre eles, estão 40 slots que a companhia aérea operava durante a semana, rotas consideradas mais rentáveis neste aeroporto. “Não é justo para o mercado distribuir os slots restantes porque criaria uma distorção na concorrência, já que os slots mais cobiçados pelo mercado são justamente os de segunda a sexta-feira, que estão sendo mal utilizados pela Pantanal”, afirma a Anac, que vai remarcar a distribuição somente após a decisão do STJ.

Cerca de 80% dos slots de Congonhas são ocupados hoje pela Gol e pela TAM. O mesmo cenário se repete nos dez aeroportos mais movimentados do país, que concentram mais da metade do transporte de passageiros no Brasil, segundo levantamento feito pelo iG com base em dados da Anac.

Disputa judicial

O julgamento sobre os slots da Pantanal foi adiado depois que a ministra Nancy Andrigui pediu vistas do processo. Antes disso, o presidente do STJ e relator da ação, Cesar Asfor Rocha, apresentou parecer favorável a Anac. Em seu relatório, Rocha afirmou que o cancelamento trouxe prejuízo para o consumidor, para a administração do aeroporto e que a distribuição não vai inviabilizar a manutenção da empresa, informou o STJ. A próxima reunião do órgão será realizada no dia 3 de março, mas ainda não está definido se esse processo será discutido nesta data.

A Anac afirma que os slots não são ativos da companhia aérea, mas concessões públicas, que podem ser redistribuídas caso as empresas que as detenham descumpram as regras de uso. A Anac também afirmou que a Pantanal não pode transferir seus slots a TAM, nova controladora da empresa.

Já o juiz Caio Mendes de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo, que está à frente do processo de recuperação judicial da Pantanal, tem outro entendimento. “O slot é uma concessão, mas o seu direito de uso é um ativo da empresa”, afirmou Oliveira. Para ele, a Anac deve aguardar o fim do processo de recuperação da empresa antes de distribuir os slots.

Não é a primeira vez que as companhias aéreas e juízes usam este argumento para defender a manutenção dos slots com empresas em recuperação judicial. Essa foi a interpretação do juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que julgou a recuperação judicial da Varig em 2006 e defendeu a manutenção dos slots pela companhia aérea. A Varig foi comprada pela Gol, que hoje opera esses slots.

A mesma situação se repete agora com a venda da Pantanal para a TAM. Comenta-se no mercado de aviação que a TAM comprou a empresa para evitar que os slots da companhia em Congonhas fossem distribuídos para concorrentes que ainda não operam no aeroporto. A TAM conseguiu condições favoráveis para realizar o negócio, por ser a maior credora da companhia, depois do fisco. A TAM ofereceu R$ 13 milhões pela totalidade ações da Pantanal, além de assumir sua dívida, que soma 73 milhões. Outras companhias aéreas também estavam interessadas na aquisição da Pantanal, mas não conseguiriam comprar a empresa nas mesmas condições, segundo especialistas do setor. Procurada pelo iG, a TAM não quis se pronunciar sobre a questão.

 

 

O Globo Online
25/02/2010 às 17h05m

Queda de avião pequeno deixa ao menos 7 mortos no Peru

Reuters/Brasil Online LIMA (Reuters) - Ao menos sete pessoas, entre elas uma criança e três turistas chilenos, morreram nesta quinta-feira após a queda do avião com o qual sobrevoavam a região das linhas de Nazca, no sul do Peru, informaram a polícia e a imprensa local.

O acidente ocorreu às 11h30 (13h30 no horário de Brasília), disse à Reuters por telefone a polícia de Nazca.

"Caiu um avião na zona turística de Nazca... as unidades se aproximaram do local", acrescentou, sem fornecer mais detalhes.

Segundo a agência estatal de notícias Andina, informações policiais indicaram que morreram no acidente três turistas chilenos, três peruanos - entre os quais uma criança - e o piloto.

Testemunhas disseram à rádio local RPP que o avião ficou completamente destruído.

O acidente pode manchar novamente a indústria turística do país andino, depois do fechamento no mês passado da cidade de Machu Picchu, ícone do turismo no Peru, após intensas chuvas que deixaram milhares de turistas ilhados.

Em abril de 2008, cinco turistas franceses morreram quando um avião caiu devido a uma falha mecânica também na região de Nazca.

As linhas de Nazca, a 400 quilômetros ao sul de Lima, são enormes desenhos visíveis apenas de certa altura e que seguem inalterados há milhares de anos sobre uma área desértica de 500 quilômetros quadrados.

As linhas de Nazca mais famosas, declaradas Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1994, são as figuras de uma aranha, um beija-flor, um macaco e um homem, entre outras.

Especialistas afirmam que as linhas foram desenhadas durante a cultura Nazca (200 a.C.-650 d.C.), antes da civilização inca.

 

 

Site Último Segundo
25/02/2020 - 12:56h
"Dificilmente vamos entrar em Congonhas", diz Azul

As empresas aéreas que querem entrar no aeroporto de Congonhas não devem obter os melhores slots (autorizações de pouso e decolagem) ofertados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e podem desistir de iniciar as atividades no aeroporto. O motivo é que as regras da Anac para concessão de slots permitem que as empresas aéreas em operação no aeroporto obtenham maior número de slots e tenham prioridade na escolha dos horários. A disputa pelos 355 slots que devem ser distribuídos pela Anac na segunda-feira inclui três companhias que ainda não voam em Congonhas _Azul, Webjet e NHT_ e outras três que já operam no local _TAM, Gol e Oceanair.

Cerca de 80% dos slots disponíveis serão ofertados a empresas que já operam em Congonhas. O restante será distribuído entre NHT, Webjet e Azul, nesta ordem, que foi definida em sorteio. Como será a última companhia a escolher slots, a Azul dificilmente vai obter horários competitivos para oferecer voos regulares, afirma o diretor de relações institucionais da Azul, Adalberto Febeliano. Segundo ele, o custo de manter a operação no aeroporto será inviabilizado se a companhia tiver poucos slots ou horários não competitivos para a oferta de voos. “Nossa chance de operar em Congonhas é quase nula”, diz Febeliano.

Os slots mais atraentes ofertados são para dias de semana, mas há apenas 40 disponíveis, que devem ser ocupadas antes de a Azul escolher seus horários. Os demais slots são para o fim de semana e, segundo as companhias aéreas, não possibilitam a oferta de voos competitivos. “Quem vai querer voar no sábado à noite em Congonhas para voltar no domingo pela manhã?”, questiona Febeliano.

Congonhas é o aeroporto mais rentável do Brasil. Sua localização no centro de São Paulo o torna acessível para pessoas que fazem viagens de negócios, passageiros que pagam tarifas maiores para voar.

Restrição a voos

A única forma de uma companhia aérea iniciar as atividades em Congonhas é pela redistribuição de slots perdidos pelas empresas que já operam. Desde o acidente aéreo da TAM, em 2007, o limite de slots por hora em Congonhas foi reduzido de 54 para 30.

Para o consultor em aviação Paulo Bittencourt Sampaio, a redução no volume de pousos e decolagens foi uma decisão tomada num momento de comoção, motivada mais “pela emoção do que pela razão”.

O brigadeiro Allemander Pereira, ex-diretor da Anac e consultor em aviação, concorda. Para ele, investimentos em Congonhas poderiam permitir a ampliação da capacidade de voos do aeroporto. “É preciso ampliar a capacidade de Congonhas antes de oferecer os slots. O que não dá é distribuir ‘mixaria’”, afirma.

Entenda o sistema de distribuição

A Anac realizou um sorteio para definir a ordem de distribuição dos slots entre as empresas que já operam e as que querem entrar em Congonhas. As três companhias que já voam em Congonhas poderão escolher quatro pares de slots cada uma _Oceanair, Gol e TAM, nesta ordem. Em seguida, a NHT define seus slots e a rodada recomeça com as empresas que já estão no aeroporto, seguidas da Webjet, e, após nova distribuição a Oceanair, Gol e TAM, a Azul pode solicitar seu espaço.

Esse sistema de distribuição de slots dificulta a entrada de novas empresas em Congonhas e favorece o duopólio de TAM e Gol no aeroporto, afirma Sampaio. A Gol detém 41,7% dos slots em Congonhas, enquanto a TAM possui 40,4%, segundo dados da Anac.

A agência diz que as normas de concessão de slots foram criadas na primeira gestão da Anac e seguem os padrões internacionais, mas admite revisar o sistema após a distribuição de Congonhas para “evitar que os aeroportos fiquem concentrados em poucas empresas e melhorar os mecanismos de aumento da concorrência”.

O brigadeiro Allemander Pereira defende a manutenção das regras para evitar distorções com o mercado internacional e favorecer empresas pioneiras nos aeroportos. “As empresas que já estão no aeroporto investiram para estar ali. É correto elas terem prioridade para obter slots nas redistribuições.”

A NHT e a Webjet disseram que só concederão entrevistas sobre seus interesses em Congonhas após a distribuição dos slots.

 

 

Valor Econômico
25/02/2010

Azul prepara-se para nova guerra tarifária
Fundador determinou que 25% da receita prevista para o ano seja usada para enfrentar TAM e Gol
Alberto Komatsu

A Azul Linhas Aéreas, que alçou o posto de quarta maior companhia aérea brasileira em menos de um ano, em 30 dias vai lançar um produto voltado para a nova classe média e em até cinco anos quer iniciar operações na América do Sul. Quem revela os planos da empresa é o fundador e presidente do conselho de administração da Azul, David Neeleman, que já separou 25% da receita prevista para este ano para enfrentar uma nova guerra tarifária.

Na terça-feira, durante reunião com diretores da Azul, Neeleman deu mais um sinal de como pretende incomodar a concorrência. Decidiu ampliar de 30 para 60 dias o prazo de validade de um produto, que nasceu na americana JeBlue, fundada por ele há 10 anos. Por R$ 899, o passageiro pode viajar em dois meses quantas vezes quiser entre os 17 destinos atendidos pela Azul a partir de Campinas, a cidades como Rio e Salvador.

"Eu falei ontem (terça-feira) na nossa reunião: o que aconteceria se a gente colocasse esse preço para 60 dias?", contou Neeleman. Em sua primeira versão, em outubro, o "passaporte" custava R$ 499 e permitia viagens por um mês. Em poucos dias, a cota total do produto, de 3 mil unidades, foi vendida.

O executivo nasceu no Brasil em 16 de outubro de 1959, quando seu pai era correspondente de uma agência de notícias em São Paulo. Voltou aos Estados Unidos com cinco anos de idade. Retornou ao Brasil, 13 anos depois, para ser missionário mórmon. Agora, Neeleman voa toda semana entre São Paulo e Connecticut, onde mora com esposa e 9 filhos.

Na sede da companhia, em Alphaville, região metropolitana de São Paulo, Neeleman disse ontem ao Valor que a Azul está preparada para uma nova guerra tarifária em 2010 e que "não precisa de dinheiro". Disse que a Azul vai lucrar em 2010 e que terá o equivalente a mais de 25% da receita no caixa.

O executivo disse que recentemente investiu US$ 15 milhões na compra de um simulador de voo dos modelos Embraer 190 e 195, que fazem parte da frota da companhia. A meta é comprar o segundo equipamento quando a Azul tiver 40 aviões. Ontem, a empresa recebeu a 15ª aeronave. Até o fim de 2010 serão 21 unidades, num investimento de US$ 250 milhões. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Valor: A aviação foi marcada no ano passado por uma guerra tarifária, que reduziu a lucratividade das empresas. Como será 2010?

David Neeleman: Nós temos uma maneira de fazer nossas tarifas que a gente pode ganhar bastante lucro e encher nossos aviões. É a nossa maneira de fazer a segmentação para criar uma tarifa para a pessoa que pode comprar com mais antecedência. O que aconteceu durante essa guerra tarifária é que a segmentação desapareceu. Foi a coisa mais incrível que eu já vi, em 30 anos de aviação, o que TAM e Gol fizeram. Elas realmente sofreram bastante por causa disso.

Valor: Teremos nova guerra tarifária em 2010?

Neeleman: Sim! E a gente está preparado para isso. Agora estamos tendo lucro. Estamos felizes com isso. Mas se eles querem fazer [guerra tarifária], o prejuízo que eles vão sofrer com isso será muito maior que o nosso, pois são muito maiores que a gente. Espero que eles tenham aprendido alguma coisa com o que aconteceu durante esse tempo.

Valor: Quanto a Azul tem em caixa?

Neeleman: Tem bastante. Uma coisa muito boa para nós é que somos privados e temos o capital fechado. Então, não temos que dizer nada sobre o nosso resultado.

Valor: E como esse dinheiro será usado?

Neeleman: Para nos preparar para a guerra tarifária e preservar nossa posição no mercado. Se você é uma empresa de aviação, tem que ter pelo menos 25% da receita do ano no caixa. Nós teremos muito mais do que isso este ano.

Valor: Desde quando a Azul tem lucro?

Neeleman: A Azul não teve lucro no primeiro ano, mas temos previsto, se tudo acontecer como está acontecendo agora, que vamos ter lucro este ano.

Valor: O senhor falou em preservar posição de mercado. Isso pode significar aquisições?

Neeleman: Nunca falo nunca porque se eu falo nunca você pode dizer que sou mentiroso. Mas o nosso plano é crescer com o nosso produto, com as nossas aeronaves.

Valor: A Webjet poderia ser um alvo?

Neeleman: Acho que não. Tem reportagem dizendo que eles têm dívida de R$ 200 milhões. Não queremos essa dívida, não seria interessante para nós. Nunca digo nunca, mas acho difícil.

Valor: A Azul vai entrar na corrida pela classe C?

Neeleman: A gente vai entrar, mas uma coisa que vai ser bem diferente é que vai ser bem fácil e a gente não vai cobrar juros de 6% por mês.

Valor: Vai ser uma parceria com bancos?

Neeleman: Podemos fazer internamente, podemos fazer com bancos. Estamos estudando. Estou dando bronca no pessoal para fazer logo. Espero que daqui a 30 dias a gente lance alguma coisa.

Valor: E como será o produto, pode ter 36 parcelas ou mais?

Neeleman: Pode ser, mas a nossa tarifa média é de R$ 200 aí você vai pagar R$ 10 por mês, isso não faz sentido. Quando o responsável pelo crédito é a gente, talvez o passageiro possa pagar metade antes de viajar e o resto em 90 dias.

Valor: Recentemente o fundo TPG comprou uma fatia na Azul. Como foi a negociação?

Neeleman: Quando o TPG comprou, nossos acionistas tinham o direito de preferência. Mas eu pedi: deixa a TPG comprar a parte que eles querem porque eu os quero como acionistas.

Valor: Qual foi o investimento?

Neeleman: Eles compraram uns US$ 30 milhões, mas queriam comprar mais.

Valor: Há negociações com outros investidores?

Neeleman: Não precisamos mais. Já temos bastante dinheiro, estamos gerando caixa. Temos mais margem do que os concorrentes, considerando-se o nosso tamanho.

Valor: A Azul pode voar ao exterior?

Neeleman: Os aviões da Embraer são muito bons para operar voos na América do Sul. A gente pode fazer frequências a cidades que não voamos hoje. Mas tudo o que temos para fazer no Brasil tem prioridade sobre as coisas que a gente faria fora do país.

Valor: Em quanto tempo a empresa pode voar para a América do Sul?

Neeleman: Em três ou cinco anos. Talvez um 'voozinho' para Punta del Este durante uns três meses do ano.

Valor: Planos de lançar ações em bolsa?

Neeleman: Nós não precisamos de dinheiro. Quando se está na bolsa as coisas são muito mais complicadas.

 

 

Site O Norte.br
24/02/2010

Prefeito diz que já trabalha para atrair terceira companhia aérea para Montes Claros

Desde segunda-feira, 22, quem necessita de transporte rápido para a capital mineira conta com uma segunda companhia aérea em atuação no aeroporto de Montes Claros. Trata-se da Air Minas, empresa do grupo H&P, controlada pela Braspress Ecomendas, que agora oferece à cidade voos com desembarque na Pampulha, em Belo Horizonte, e faz concorrência à Trip Linhas Aéreas, que, até na semana passada, detinha do monopólio do setor da linha, o que, para o prefeito de Moc Luiz Tadeu Leite, possibilitará mais uma opção ao empresariado regional.

- A concorrência se resume em benefícios para a cidade e estou já trabalhando para que uma terceira empresa aérea atue em Montes Claros - antecipou, durante coletiva à imprensa promovida pela Air Minas no início da tarde de ontem.

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