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Sábado, 24 de Junho de 2017
22/10/2009

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O Estado de São Paulo
22/10/2009

Azul busca crédito para novos aviões
Empresa está perto de financiar a compra de mais sete aeronaves
DOW JONES NEWSWIRES

A Azul Linhas Aéreas está perto de fechar um pacote de financiamento para comprar sete novos aviões antes de um provável aumento na demanda de passageiros no próximo ano, afirmou o presidente do conselho de administração da empresa, David Neeleman. "Estamos negociando com algumas diferentes fontes de crédito para o financiamento", disse o executivo nos bastidores de uma conferência sobre investimentos.

"Tudo o que precisamos fazer é escolher o melhor pacote. Está muito mais fácil obter crédito agora do que no ano passado", acrescentou Neeleman. Atualmente, a Azul opera com 12 aviões em 15 diferentes destinos no Brasil. Mais dois aviões estão previstos para serem entregues até o fim deste ano.

A Azul, que começou a operar em 2008, deverá receber sete novas aeronaves em 2010 e está em busca de um financiamento de cerca de US$ 210 milhões. A empresa vai aumentar o número de destinos em que opera para 18 em 2010.

"O mercado brasileiro deverá ter uma grande expansão. Nós vamos transportar 2 milhões de passageiros este ano e esperamos dobrar esse número em 2010", afirmou Neeleman. Segundo ele, que é o fundador da empresa, o Brasil vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o que provavelmente vai elevar ainda mais a demanda por transporte aéreo.

COMPRAS

Neeleman afirmou que sua companhia vai continuar comprando aviões da Embraer. "Quando começamos a Azul, olhamos para todas as opções e ficou claro que os aviões da Embraer são os melhores", afirmou. O executivo, que nasceu no Brasil e tem cidadanias brasileira e americana, também é fundador e vice-presidente da JetBlue, dos Estados Unidos.

Segundo Neeleman, a Azul tem atualmente entre 4% e 5% de participação no mercado nacional.

"Nós vamos crescer consideravelmente nos próximos anos, junto com o mercado brasileiro", disse o executivo, acrescentando que a companhia continua muito bem capitalizada. Neeleman afirmou que uma oferta pública de ações é "uma possibilidade para o futuro", mas alertou que ainda não há um prazo para isso.

FRASES

David Neeleman - Fundador da Azul

"O mercado brasileiro deverá ter uma grande expansão. Nós vamos transportar 2 milhões de passageiros neste ano e esperamos dobrar esse número em 2010"

"Estamos negociando com diferentes fontes de crédito. Tudo o que precisamos fazer é escolher o melhor pacote. Está mais fácil obter crédito agora do que no ano passado"

"Vamos crescer consideravelmente nos próximos anos"

 

 

O Estado de São Paulo
22/0/2009

Gol espera aumento de 3,5% na ocupação com parcerias
Empresa inicia em 2010 compartilhamento de voos com a espanhola Iberia
Alexandre Rodrigues, RIO

O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, disse ontem que a companhia espera aumento de, pelo menos, 3,5 pontos porcentuais na taxa média de ocupação dos voos a partir de 2010, com a concretização de parcerias com empresas estrangeiras. O executivo participou de um evento do setor de turismo na capital fluminense.

No início da semana, a Gol e a espanhola Iberia, quarta maior companhia aérea da Europa, anunciaram um acordo de compartilhamento de voos. A Gol tem média de ocupação em torno de 72%. Na mesma linha, a empresa já tem parcerias com a American Airlines, a Air France/KLM e a AeroMexico.

Segundo o executivo, o programa de milhagem Smiles alcançará todos os parceiros. "São parcerias em que elas colocam seus códigos nos voos da Gol e nós alimentamos e distribuímos os voos dessas companhias. Gera demanda para nós e integração do programa Smiles a todos esses parceiros", afirmou Oliveira Júnior. Ele ressaltou que os acordos só terão o efeito esperado em meados de 2010, quando estiverem consolidados.

Com a parceria com a Iberia, a espanhola terá acesso a 13 destinos da Gol: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Foz do Iguaçu, Goiânia, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Salvador e Vitória. Atualmente, a empresa tem dois voos diários diretos de Madri a São Paulo (Guarulhos) e um para o Rio de Janeiro (Antonio Carlos Jobim/Galeão).

Sobre a taxação da entrada de capital externo anunciada pelo governo esta semana para conter a valorização do real, o executivo afirmou que é natural alguma apreensão no setor aéreo, por causa dos custos com combustível - cotados em dólar. Mas afirmou que em muitas situações a desvalorização do dólar foi compensada com fatores conjunturais, como a própria cotação do petróleo.

De qualquer forma, Oliveira Júnior não vê na medida alteração significativa no mercado de aviação e mantém expectativa de crescimento no setor do mercado interno, puxada pela demanda da "nova classe média". Por isso, disse ele, a Gol mantém tarifas competitivas em relação aos ônibus em todos os destinos em que opera.

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