Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 23 de Setembro de 2017
22/09/2009

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O Estado de São Paulo
22/09/2009

Demanda em alta abre espaço para aumento nas tarifas aéreas, diz TAM
Michelly Chaves Teixeira

A julgar pelo forte crescimento do tráfego aéreo doméstico nos últimos meses, superior a 20% em agosto e em julho na comparação com o mesmo período de 2008, a tendência é de haver no setor um "pequeno reajuste de tarifas", disse o diretor de vendas da TAM, Klaus Kühnast. Segundo ele, contribuem para a melhora dos preços das passagens a recuperação do mercado corporativo, com uma consequente melhora da ocupação de assentos da classe executiva. "A melhora do mercado executivo ajuda a aumentar a média e a recompor as receitas do setor."

Na avaliação do executivo, existe espaço para aumento de "yield" - receita bruta de transporte de passageiros dividida pela quantidade de clientes - porque as tarifas "não estão apenas competitivas, mas muito baixas", situação provocada pela entrada de novas companhias no mercado doméstico e também pela necessidade de "encher os aviões" em tempos de crise. Kühnast calcula que a indústria brasileira de aviação esteja com preços 20% menores do que os de 2008. "Mas o aumento de preços esperado daqui por diante, que será um processo natural e depende dos outros players, não levará as passagens aos mesmos patamares de 2008", disse o executivo, que participou ontem de seminário na Câmara Americana de Comércio (Amcham).

No primeiro semestre, a TAM teve um yield negativo em 8,2% para voos nacionais. Quando apresentou os dados do balanço à imprensa, no mês passado, o vice-presidente de Finanças, Gestão e TI, Líbano Miranda Barroso, informou que esse indicador vinha subindo 10% entre julho e agosto, comparativamente ao segundo trimestre, o que deve levar o indicador a um valor negativo em 5% no exercício completo de 2009. A TAM não revela a projeção de yield para os voos internacionais.

Para manter mercado no novo contexto da economia, as empresas aéreas terão de mudar sua forma de trabalho, disse Kühnast. O diretor de vendas da TAM destacou que o setor entendeu que não pode mais direcionar suas atenções somente ao mercado corporativo. "O setor de lazer está crescendo muito e vemos que há muitos investimentos em hotéis e na expansão do escopo de agências de viagens que antes trabalhavam exclusivamente com empresas."

Outras tendências, segundo ele, são a de melhoria dos sistemas de distribuição, com avanço da participação de empresas de viagem online, aprimoramento dos sistemas de atendimento, além do estabelecimento de parcerias e alianças.

 

 

O Estado de São Paulo
22/09/2009

Queda de monomotor em Santa Isabel mata os três ocupantes
Aparelho, que tinha saído de S. José dos Campos, bateu em árvores no Pico Pouso Alegre
Bruno Tavares

Três pessoas morreram ontem na queda de um avião numa área de mata fechada em Santa Isabel (a 49 quilômetros de São Paulo). O monomotor Embraer 711 Corisco Turbo, de prefixo PT-RYC, havia decolado do Aeroporto de São José dos Campos e tinha como destino São José do Rio Preto. Ao que tudo indica, a aeronave bateu em árvores no Pico Pouso Alegre antes de cair e explodir, matando todos os ocupantes. Chovia e o tempo estava nublado no momento do acidente.

De acordo com o site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o piloto Darbijoni Ferro, de 43 anos, presidente do Aeroclube de Fernandópolis, estava com a habilitação vencida desde maio. Militares do 4º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa-4), órgão subordinado à Aeronáutica, verificaram ainda que ele forneceu o nome de outro piloto - Gerson Osmari - antes de decolar de São José dos Campos, o que é ilegal. O Seripa-4 constatou ainda que o avião voava fora da rota prevista quando desapareceu da tela dos radares.

Para alterar o plano de voo, o piloto deve obrigatoriamente comunicar os controladores de voo, mesmo que esteja voando em condições visuais. "Ainda é prematuro dizer quais fatores contribuíram para esse acidente. O que posso dizer é que a queda de um avião nunca é causada por um único motivo", ponderou um militar ouvido pelo Estado. "O mau tempo e as condições do voo são, sem dúvida, informações importantes."

O serviço de resgate foi acionado pelo caseiro de um sítio da região. Por causa da chuva forte e da neblina, bombeiros levaram mais de três horas para conseguir chegar ao local do acidente. Embora o avião estivesse completamente destruído, eles encontraram pedaços da fuselagem em vários pontos da mata, mais um indício de que o monomotor teria batido em árvores antes de cair. Além do piloto, morreram no acidente o empresário Raimundo Verdi Macedo, de 44 anos, e a tia dele, Miriam Terra Verdi, de 68.

Segundo informações colhidas pelos militares da Aeronáutica, o monomotor faria uma "escala" em São José do Rio Preto, onde Miriam desceria, e seguiria em seguida para Fernandópolis, onde o empresário mantém negócios.

Uma equipe de peritos do Seripa-4 esteve ontem em Santa Isabel para dar início às investigações, mas preferiu não entrar na mata em função do mau tempo. A previsão era de que a análise dos destroços começasse a ser feita hoje.

Os corpos das três vítimas seriam levados ontem à noite para o Instituto Médico-Legal (IML) de Guarulhos. O delegado Carlos Alberto de Oliveira, titular da delegacia de Santa Isabel, informou que abriu inquérito para apurar as causas do acidente.

 

 

O Estado de São Paulo
22/09/2009

Parentes de vítimas e TAM, em desacordo
Companhia não deve prorrogar assistência médica às famílias
Vitor Hugo Brandalise

Em 1º de outubro, vence o prazo concedido pela TAM para prestar assistência médica aos parentes das vítimas do acidente com o voo 3054, que matou 199 pessoas em São Paulo em julho de 2007. Discordando do termo de compromisso que a TAM firmou com o Ministério Público de São Paulo em setembro de 2007 - que não prevê prorrogação do plano de assistência válido por dois anos -, familiares das vítimas prometem iniciar novo imbróglio jurídico com a companhia.

"Não há prazo para o fim de um tratamento, ou de doença agravada por stress traumático. Não participamos da elaboração desse termo, a cláusula tem de ser modificada", disse Dario Scott, presidente da Afavitam, associação de familiares das vítimas do acidente. Em sua defesa, a Afavitam pretende utilizar a ata de uma reunião com a companhia em 27 de julho de 2007, na qual, na sua avaliação, assistências psicológica, psiquiátrica e médica têm peso idêntico, passíveis de prorrogação, " mediante análise individual". "Vamos marcar reunião com a TAM no fim de semana, para pedir que os casos sejam vistos isoladamente", disse Scott.

Por meio de nota, a TAM afirma que informou os familiares sobre o vencimento do benefício e que facilitou o contato com as seguradoras Amil e Unimed para efetivar as assistências. Também afirma que forneceu cartas que comprovam o benefício, para isenção de carências na contratação de novo plano.

Alguns familiares de vítimas afirmam terem sido pegos de surpresa pelo fim do contrato. É o caso de Neuza Beron Pinto, moradora de Porto Alegre (RS), que, ao dar entrada, em 7 de setembro, no Complexo da Santa Casa na capital gaúcha por complicações de um câncer no útero, ouviu do atendente que poderia ficar internada somente até 30 de setembro. Para o câncer de Neuza, porém, não há previsão de alta. "A doença se espalha para vários órgãos, ela precisa de cuidados constantes. Para onde vamos levá-la? ", questiona a professora Debora Beron, filha de Neuza. "A TAM nunca enviou carta avisando que iria expirar." No caso da enfermeira Cládice Felizardo, de São Paulo, o vencimento do convênio pode significar interrupção de tratamento. "Sofri uma cirurgia malsucedida no pé e, por isso, vou ter de amputar um dedo. Não há horário antes do dia 1º, o que vou fazer? Até conseguir outro plano de saúde, posso até perder o pé", diz. "A TAM deveria analisar os problemas reais."

Pelo entendimento atual, é prorrogável somente assistência psiquiátrica e psicológica. A TAM afirma que, no estágio atual, está analisando laudos de profissionais contratados por familiares.

 

 

Folha de São Paulo
22/09/2009

Homem morre após ser atingido por aeromodelo
DA FOLHA RIBEIRÃO

Um aeromodelo de 3,5 kg e 1,5 m de extensão causou a morte do presidente do clube de aeromodelismo de Araraquara (273 km de SP), Milton Aliberti, 65, anteontem à tarde. Ele foi atingido na testa pelo aparelho que era controlado a distância por Rodrigo Assunção, 33, e morreu com traumatismo craniano.

Segundo a filha de Aliberti, Daniela Sabrina, o acidente aconteceu porque Assunção não ouviu quando o pai dela avisou que iria atravessar a pista.

Um neto da vítima, de dez anos, estava no local e não foi atingido.

O enterro aconteceu ontem, às 15h. Segundo a Folha apurou, a velocidade da hélice do aeromodelo que atingiu o empresário é de 16 mil rotações por minuto. A miniatura está em poder da Polícia Civil e vai passar por perícia.

O delegado responsável pelo caso, Antonio Luiz de Andrade, afirmou que todas as pessoas presentes no aeroclube no dia do acidente serão ouvidas.

Por enquanto, de acordo com Andrade, não é possível responsabilizar ninguém pelo ocorrido. A reportagem não conseguiu contatar Assunção ontem.

 

 

Valor Econômico
22/09/2009

Air France-KLM no frio

O grupo Air France-KLM, a maior companhia área da Europa, anunciou ontem que diminuiu em 2% a sua oferta de assentos para a próxima temporada de inverno em relação ao total disponível no final de 2008. As informações são da Bloomberg.

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