Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017
22/07/2009

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O Estado de São Paulo
22/07/2009

Comando da FAB quer investigação sobre controlador
Aeronáutica questiona conduta de associação, que estimula denúncias
Bruno Tavares

O comando da Força Aérea Brasileira (FAB) requisitou à Procuradoria-Geral da Justiça Militar a abertura de investigação sobre a conduta da diretoria da Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA). A entidade, representante de controladores militares, publicou em seu site mensagens orientando os filiados a encaminhar, por e-mail ou carta, denúncias e reclamações sobre o sistema de controle do tráfego. Os chefes da FAB interpretaram a atitude como um desrespeito ao artigo 214 do Código Penal Militar.

O dispositivo prevê detenção de seis meses a um ano para quem "propalar fatos, que sabe inverídicos, capazes de ofender a dignidade ou abalar o crédito das Forças Armadas ou a confiança que estas merecem do público". O ofício foi expedido pela chefia de gabinete do tenente-brigadeiro Juniti Saito, comandante da FAB. Encaminhado em caráter confidencial à Procuradoria-Geral no início deste mês, o documento foi distribuído aos procuradores do 2º Ofício da Procuradoria Militar, em Brasília. O Estado apurou que agentes já começaram a fazer diligências para tentar descobrir qual seria o intuito da associação e verificar se houve conduta criminosa.

Não é a primeira vez que integrantes da ABCTA são alvo de investigação. Há dois anos, a FAB indiciou por motim seis sargentos controladores do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta-1), em Brasília, a maioria ligada à associação. O grupo foi acusado de liderar a greve que paralisou todos os aeroportos do País em 30 de março de 2007. Na ocasião, Saito determinou o afastamento imediato de 14 controladores para tentar debelar a crise.

A disputa entre FAB e controladores teve início depois do acidente entre o Boeing da Gol e o jato Legacy, que matou 154 pessoas, em setembro de 2006. Criticada por sua atuação no episódio, parte da categoria se insurgiu contra o que classificou de "insensibilidade" dos superiores, passando a apontar falhas no sistema de controle aéreo e falta de pessoal.

A Aeronáutica sempre negou o sucateamento do Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) e, desde então, mantém vigilância sobre a associação. Neste ano, auditoria da Organização de Aviação Civil Internacional (Icao) deu nota 95 para o Decea.

OUTRO LADO

O advogado Roberto Sobral, defensor da ABCTA, criticou o pedido de investigação. "É uma estratégia para tentar barrar a publicação da revista da associação." O defensor disse que o controle militar "está com os dias contados". "É uma atividade civil e que não se confunde com a defesa do espaço aéreo", afirmou. Sobral também disparou contra a Justiça Militar: "É um tribunal de exceção. A FAB só pede esse tipo de investigação porque sabe que pode contar com a complacência do Ministério Público Militar."

 

 

O Estado de São Paulo
22/07/2009

Choque entre pássaro e avião da Delta fecha pista do Galeão
Pedro Dantas e Solange Spigliatti

Um choque entre um pássaro e um avião da Delta interditou por cinco minutos a pista do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio. Apesar do incidente, o voo 0061, que decolou de Atlanta (EUA), aterrissou normalmente e ninguém ficou ferido. Foi feita vistoria na pista e na aeronave, mas nenhuma ave foi encontrada. A Delta confirmou o incidente e disse que o pássaro deveria ser pequeno.

Em Teresina, a Infraero fez acordo com a prefeitura de Timom, que tem lixão e aterro sanitário a 4,5 km do aeroporto. As áreas deverão ser remanejadas no próximo mês. Enquanto isso, a Infraero solta rojões para espantar urubus.

 

 

O Estado de São Paulo
22/07/2009

Famílias de quatro países agiram juntas

Parentes brasileiros, franceses, espanhóis e alemães das vítimas do voo Air France 447 decidiram trabalhar juntos para receber informações sobre as investigações do acidente e entrar com ações na Justiça. A informação foi divulgada ontem pela Associação dos Familiares das Vítimas do Voo AF 447. A organização informou ainda que, nos próximos dias, fará um pedido para que o governo brasileiro designe um interlocutor para auxiliar e prestar informações às famílias, seguindo o exemplo do governo da França.

 

 

O Estado de São Paulo
22/07/2009

Embraer revê projeção e estima piora do mercado de aeronaves
FÁBIO AMATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

A Embraer voltou a revisar para baixo a sua estimativa para o tamanho do mercado mundial de aviação executiva nos próximos dez anos. O motivo foi o impacto da crise global no setor -que, segundo o vice-presidente da Embraer para o mercado de aviação executiva, Luís Carlos Affonso, é maior do que esperavam os fabricantes.

Entre 2009 e 2018, prevê a Embraer, devem ser entregues, no mundo, 10.990 jatos executivos - cerca de US$ 188 bilhões (R$ 357 bilhões) em negócios. A estimativa anterior para o período, divulgada em novembro, dimensionava o mercado em 11.880 aeronaves e US$ 204 bilhões (R$ 387 bilhões).

"A indústria acreditava que o backlog [encomendas firmes acumuladas pelas fabricantes] sustentaria um nível de entregas mais alto. Mas o número de postergações de entregas de jatos e cancelamentos de pedidos foi superior ao que a gente esperava", disse Affonso.

Na previsão divulgada há um ano, a Embraer apontava um mercado de 13.150 jatos executivos entregues para o período entre 2008 e 2017. De acordo com Affonso, a recuperação do nível de entregas só deve acontecer a partir de 2012.

 

 

Jornal de Turismo
Qua, 22 de Julho de 2009 10:37h

Boeing anuncia alta de 17% no lucro do segundo trimestre de 2009

A fabricante americana Boeing divulgou nesta quarta-feira que obteve alta de seu lucro líquido superior ao que se esperava para o segundo trimestre e manteve sua meta para o ano.

Para o período de março a julho, a fabricante declarou lucro líquido de US$ 998 milhões, uma alta de 17% em um ano. No entanto, avisou que pode revisar sua meta em baixa após a divulgação do calendário para seu novo avião, o B787.

 

 

O Dia
22/07/2009

Simulador de gavião para proteger avião
Infraero testará aparelho que afugenta aves. No Galeão, choque de pássaro com Boeing assustou passageiros
POR FRANCISCO EDSON ALVES, RIO DE JANEIRO

Rio - O Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim vai começar a testar em breve um equipamento eletrônico que simula predadores de aves, com o objetivo de prevenir colisões entre aviões e pássaros. Ontem, o Galeão, que é recordista nesse tipo de registro no Brasil — cerca de 50 por ano —, passou por mais um susto.

As pistas ficaram fechadas por pelo menos cinco minutos, depois que um Boeing da Delta Air Lines (prefixo N190DN), que chegou às 7h25 de Atlanta (EUA) com 216 passageiros, atingiu uma ave durante o pouso. Ninguém ficou ferido, mas houve princípio de pânico, já que teria havido um estrondo.

“As pessoas ficaram assustadas, com medo de que a turbina se incendiasse”, afirmou um funcionário da companhia aérea, que preferiu não se identificar. A Delta confirmou que foram encontrados vestígios de penas e sangue “do que parecia ser um animal voador de pequeno porte” na lataria da aeronave. O Boeing passou por vistoria até o início da tarde.

A Infraero informou que o teste do equipamento, chamado Bird Strike Prevention System, no Galeão deve ocorrer neste semestre. O aparelho, de fabricação italiana, tem o apelido de “espantalho dos ares”, já que é usado na agricultura para afugentar predadores de plantações. Já foi testado em Brasília, em Belo Horizonte e é usado na Europa e nos EUA. Ele pode emitir sons de predadores ou a ter um “pássaro radar”, caracterizado e manipulado por controle remoto.

As consequências do choque com aves dependem do peso do pássaro e a velocidade do avião. Um urubu de 1,5 kg, por exemplo, pode resultar em impacto de sete toneladas ao colidir com aeronave a 300 km/h.

Dispositivo não enganou os urubus de Gramacho

Com os urubus, causadores de 55% dos casos de choque de aves com aeronaves, o equipamento tem se mostrado ineficaz. “Ao contrário do sucesso obtido com quero-queros, carcarás, pombos e corujas, com os urubus tem sido um fiasco”, afirma Ronaldo Jenkins, coordenador da Comissão de Segurança de Voo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). “No primeiro dia de teste no Lixão de Gramacho (Caxias), os urubus foram espantados. No segundo, começaram a se aproximar e, no terceiro, já pousavam sobre o aparelho. Mas tudo que for feito para reduzir riscos, é válido”, comentou Jenkins.


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