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Sábado, 24 de Junho de 2017

22/05/2009

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Estadão Online
Sexta-feira, 22 de maio de 2009, 22:39 - Online

Onze pessoas morrem em queda de avião em Trancoso
Aeronave tentava pousar em pista de condomínio privado; diretor de banco e esposa estão entre vítimas

São Paulo - Um avião, modelo King Air, caiu em uma pista privada do Aeroporto Terravista, em Trancoso, na Bahia, na noite desta sexta-feira. Onze pessoas morreram, entre elas o proprietário do avião, Roger Ian Wright, que é sócio fundador da Arsenal Investimentos, e sua esposa, Lucila Lins. A aeronave deixou o aeroporto de Congonhas na noite desta sexta. O acidente aconteceu às 21h10. Não há confirmação de que a chuva da região tenha influenciado no momento do acidente. O avião explodiu a 150 metros da cabeceira da pista. No momento do acidente, havia oito pessoas a bordo, mais três tripulantes.

Wright era responsável pela área de Capital Advisory e membro ativo da equipe de Corporate Finance do Arsenal. Foi sócio e membro da Diretoria Executiva do Banco de Investimentos Garantia e do Conselho de Administração do Credit Suisse First Boston Garantia.

O Aeroporto Terravista é dedicado exclusivamente ao atendimento de aeronaves executivas. A pista tem 1.500 metros e é exclusiva para proprietários das casas do condomínio e clientes do campo de golf.

 

 

Folha Online
22/05/2009 - 23h38

Avião executivo cai na região de Porto Seguro (BA)

Um avião King Air B350, prefixo PR-MOZ, caiu na região de Porto Seguro, na Bahia, na noite desta sexta-feira (22). Segundo informações da Polícia Militar, o acidente ocorreu por volta das 21h, a cerca de 150 metros da cabeceira de um aeroporto privado de um complexo hoteleiro da cidade.

A queda ocorreu próximo ao hotel Terravista, localizado na Costa do Descobrimento. A administração do aeroporto do hotel confirmou a informação, mas disse não ter detalhes sobre o acidente.

Ainda não há informações sobre vítimas, mas a informação inicial é de que havia 11 pessoas na aeronave.

O Corpo de Bombeiros de Porto Seguro informou que equipes de resgate foram deslocados para o local e combatem o incêndio da aeronave. O local é de difícil acesso, segundo a corporação.

A Infraero (estatal que administra os aeroporto) informou que o avião era um King Air B350, prefixo PR-MOZ, que partiu do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com destino a Porto Seguro. A Infraero não soube informar, entretanto, quantas pessoas estavam no avião e quem é o proprietário da aeronave.

 

 

O Estado de São Paulo
22/05/2009

Dono da Gol tem a prisão decretada
Nenê Constantino é acusado de mandar matar, em 2001, líder comunitário; empresário está foragido
Vannildo Mendes, BRASÍLIA

Réu em processo por homicídio, o empresário Nenê Constantino, dono da companhia aérea Gol, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Até o início da noite de ontem, o empresário não tinha sido localizado nos endereços residencial e comercial de Brasília pela Polícia Civil do Distrito Federal. Os advogados de defesa se comprometeram a contatá-lo para negociar uma apresentação espontânea. Se isso não ocorrer, poderá ser solicitado o auxílio da Polícia Civil de São Paulo, onde o empresário supostamente estaria, sob a proteção de alguns amigos.

Na ação, Constantino é acusado de ser o mandante do assassinato do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, executado com três tiros em outubro de 2001. Ele liderava um grupo de cerca de cem pessoas que ocupava o terreno em volta da garagem da Viação Planeta, pertencente ao empresário, na cidade satélite de Taguatinga.

A polícia apurou que dois empregados de Constantino - João Alcides Miranda e Vanderlei Batista Silva -, indiciados como coautores, contrataram um pistoleiro goiano, até agora não capturado, para assassinar o líder, como forma de intimidar os demais ocupantes da área. Antes da execução, o empresário teria feito ameaças diretas de morte ao líder comunitário, que sofreu agressões e teve o barraco onde vivia incendiado.

Em nota divulgada na ocasião da denúncia, Constantino disse repelir de forma "veemente" o que chamou de "injusta e inverídica acusação". Garantiu também que o inquérito não contém qualquer indício que possa sustentar a acusação e prometeu provar inocência ao longo do processo. Ontem, ele não foi localizado pela reportagem para comentar o decreto de prisão.

PODER ECONÔMICO

O delegado Luiz Julião Ribeiro, chefe da Divisão de Investigação de Crimes contra a Vida, disse que a prisão tem o objetivo de garantir a instrução do processo, uma vez que Constantino teria usado seu poder econômico e político para ameaçar testemunhas e obstruir provas. "Sua atuação nociva ao trabalho da Justiça e da polícia está fartamente caracterizada."

O advogado da família Constantino, Marcelo Bessa, informou que está estudando as medidas possíveis que deverão ser tomadas nas próximas horas ou nos próximos dias. Segundo ele, a família informou que Nenê Constantino estaria hoje fazendo tratamento de saúde, em São Paulo, que já estava agendado há algum tempo. "A partir do momento em que a saúde permitir, ele (Nenê Constantino) vai se apresentar", disse Bessa.

COLABOROU ALBERTO KOMATSU

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