Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017
22/03/2009
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O Estado de São Paulo
22/03/2009

Embraer nega pagamento de bônus milionários a diretores
Empresa alega motivos financeiros para justificar demissões, mas paga bônus, afirma Sindicato dos Metalúrgicos
Efe

RIO - A Embraer, que vem sendo questionada por seus sindicatos desde que no mês passado anunciou a demissão de aproximadamente 4.300 funcionários, negou no sábado, 21, que tenha distribuído R$ 50 milhões em bônus para seus diretores.

Em comunicado divulgado no sábado, a Embraer respondeu às denúncias de dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que acusam a empresa de alegar motivos financeiros para justificar as demissões, mas paga bônus milionários a seus dirigentes.

A companhia esclareceu que os R$ 50 milhões mencionados pelos sindicalistas se referem ao valor máximo para o pagamento de honorários, benefícios, ajudas, prêmios e participação nos lucros que a Assembleia Geral Ordinária de acionistas limitou para todos os diretores em abril do ano passado, e que podem ser pagos até abril deste ano.

A Embraer disse que o valor efetivamente desembolsado para remunerar os dirigentes ainda não foi calculado, mas acrescentou que será publicamente divulgado junto com os resultados financeiros e contábeis da empresa em 2009.

Além disso, afirmou que esse valor será "obrigatoriamente inferior ao limite aprovado pelos acionistas".

"Em consequência, é absolutamente falsa a informação de que diretores e conselheiros de administração da Embraer tenham recebido R$ 50 milhões em bônus da empresa", afirmou.

 

 

O Estado de São Paulo
22/03/2009

Gol tem prejuízo de R$ 1,38 bilhão
Só no último trimestre de 2008, perda da companhia foi 105 vezes maior que a de igual período do ano anterior
Alexandre Inacio e Beth Moreira

A Gol Linhas Aéreas encerrou 2008 com um prejuízo líquido de R$ 1,386 bilhão, depois de ter registrado um lucro líquido de R$ 272,261 milhões no ano anterior, de acordo com balanço divulgado na madrugada de ontem.

O saldo negativo foi puxado principalmente pelo desempenho do quarto trimestre do ano passado, que apresentou prejuízo líquido de R$ 687,062 milhões. O resultado é 105 vezes pior do que o registrado no mesmo período de 2007, quando o prejuízo da empresa foi de R$ 6,49 milhões.

Os números são consolidados e seguem as Normas Internacionais de Contabilidade (padrão contábil IFRS, na sigla em inglês).

O principal motivo para o resultado negativo, tanto no quarto trimestre quanto no acumulado do ano passado, foi o efeito negativo que a desvalorização cambial teve sobre os ativos da empresa. Outro setor atingido foram as dívidas em moedas estrangeiras, que tiveram crescimento diante da desvalorização do real.

O resultado financeiro da companhia aérea representou despesas de R$ 700,59 milhões no quarto trimestre e de R$ 1,1 bilhão em todo o ano passado.

Apenas com a variação cambial, a Gol teve uma perda de R$ 501,93 milhões nos três últimos meses do ano, depois de ter registrado receita de R$ 56,6 milhões no mesmo período de 2007. Diante desse desempenho, a empresa acumulou ao longo de 2008 perdas de R$ 757,52 milhões apenas em decorrência das oscilações do câmbio.

As despesas com juros aumentaram de R$ 57,8 milhões no quarto trimestre de 2007 para R$ 90,5 milhões no mesmo período de 2008, devido, principalmente, ao aumento de empréstimos e financiamentos.

Já a receita financeira da Gol diminuiu R$ 64,1 milhões em virtude do menor volume de caixa e aplicações financeiras em relação ao mesmo período do ano passado, além de ajustes na classificação de ganhos de operações de hedge.

As outras despesas financeiras atingiram R$ 114,1 milhões, ante R$ 24,8 milhões registrados no quatro trimestre do ano anterior, devido principalmente à despesa financeira de hedge de combustível e dólar no valor de R$ 112,1 milhões.

ANO DIFÍCIL

Na última terça-feira, durante participação no Fórum Panrotas - Tendências do Turismo 2009, o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, afirmou que 2009 será um ano difícil para as companhias aéreas.

Disse ainda que as companhias aéreas deverão oferecer passagens mais baratas este ano para atrair clientes, o que também deve afetar os resultados das empresas.

Segundo o executivo, será difícil fechar as contas, uma vez que a programação de investimentos de encomendas de aviões é feita com antecedência e dificilmente podem ser canceladas por conta da mudança de cenário da economia.

Segundo o executivo, a previsão inicial da empresa era de crescimento de 6% na demanda doméstica em 2009. Ele ressaltou, no entanto, que a projeção foi feita em um momento em que a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro era muito maior do que a atual.

"A economia tem variado de maneira muito intensa", disse Constantino. De acordo com ele, a Gol programa encerrar 2009 com 108 aeronaves, ante as 104 mantidas atualmente.

 

 

Folha de São Paulo
22/03/2009

Embraer nega bônus

Em comunicado, a empresa negou que seus diretores e conselheiros tenham recebido R$ 50 milhões em bônus. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. A Embraer informou que os valores gastos com o pagamento de seus administradores serão informados no balanço e são inferiores a R$ 50 milhões.

 

 

Coluna Claudio humberto
22/03/2009

Retorno

A empresa aérea BRA ameaça voltar a voar, inicialmente, operando vôos charters em linhas para o Nordeste, na chamada “rota do sol”.

 

 

Folha de São Paulo
21/03/2009

RJ tenta evitar novos voos no Santos Dumont
Governo notificou Infraero sobre necessidade de nova licença ambiental, alegando que atual não prevê novas operações
Descumprimento pode causar multa de até R$ 1 milhão e interdição parcial; autorizada pela Anac, Azul fez 1º voo de Campinas para o aeroporto

JANAINA LAGE DA SUCURSAL DO RIO
JULIANA ENNES COLABORAÇÃO PARA A FOLHA ONLINE NO RIO

Em confronto direto com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o governo do Rio ameaçou ontem multar o aeroporto Santos Dumont, no centro, para tentar impedir que ele seja usado para voos de outros destinos, além de São Paulo.

A Secretaria Estadual do Ambiente notificou a Infraero, responsável pela administração do aeroporto, sobre a necessidade de um novo licenciamento ambiental antes da ampliação do número de voos. O não cumprimento poderá levar a uma multa de até R$ 1 milhão e à interdição parcial do aeroporto.

A notificação ocorreu às 14h. Segundo Rodrigo Sanglard, da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais, o horário foi escolhido para que a estatal pudesse remanejar o primeiro voo da Azul, de Viracopos, em Campinas (SP), para o Santos Dumont, que chegou normalmente às 18h48. A Azul é a primeira empresa a obter autorização da Anac para um novo voo no aeroporto.

No começo do mês, a agência revogou a portaria que limitava as operações no Santos Dumont a aviões de até 50 assentos e a voos da ponte aérea Rio-SP, contrariando o governador Sérgio Cabral. Para ele, isso prejudicará a concessão do aeroporto Tom Jobim, na zona norte, à iniciativa privada.

Na época, Cabral ameaçou entrar na Justiça, elevar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do combustível no aeroporto e citou a hipótese de não renovar a licença ambiental. O episódio marcou uma derrota política de Cabral, que tentara no Ministério da Defesa evitar a mudança.

Segundo a Secretaria do Ambiente, a Infraero só conseguiu a licença ambiental para ampliação do aeroporto com a regra de restrição ao número de voos. Para ter novos voos de aviões de grande porte, precisará solicitar uma nova.

Ontem, fiscais da pasta verificaram o pouso da Azul e emitiram um auto de constatação, que confirma o pouso considerado ilegal e será usado para definir a punição à Infraero.

De acordo com Sanglard, na segunda-feira a secretaria verificará quantos voos fora do previsto na licença foram feitos para definir o valor da multa, que pode variar de R$ 5.000 a R$ 1 milhão. Caso o aeroporto mantenha as operações depois disso, a secretaria planeja interditar parcialmente o Santos Dumont, impedindo novos voos.

Marcelo Guaranys, diretor da Anac, defendeu a decisão da agência. "O consumidor ganha quando tem dois aeroportos na mesma cidade em que há concorrência entre as empresas. Com isso, as passagens tendem a ser mais baratas, ao permitir que novas empresas entrem em novas rotas." A Anac afirmou que ainda não foi notificada sobre a possibilidade de multa. A Infraero disse que o documento está sendo analisado pela área jurídica da estatal.

O presidente da Azul, Pedro Janot, afirmou que o único órgão que pode impedir a empresa de operar é a Anac e que não recebeu qualquer proibição da agência. Ao desembarcar no Santos Dumont ao lado de outros 105 passageiros, Janot declarou ter voado tranquilo.

Ontem houve apenas esse voo na rota Campinas-Rio. Hoje e amanhã estão previstos três por dia em cada trecho; de segunda a quarta serão quatro e, a partir do dia 2 , seis voos diários. De 18 de abril em diante, a Azul planeja oferecer o número definitivo: sete voos diários.

No primeiro dia de venda de passagens a R$ 39, foram comercializadas 5.000. "Escolhi pelo preço, sim, mas gostei de tudo", disse o bancário Fernando Meireles, 24, passageiro do voo de ontem. O preço vai até o fim de março. A conexão para São Paulo é feita em ônibus da empresa -gratuito neste mês.

 

 

Folha de São Paulo
21/03/2009

Prejuízo da Gol supera R$ 1 bilhão
Empresa aérea tem perda bilionária devido à demanda menor e aos efeitos do câmbio
Companhia afirma que conseguiu reverter, no final do ano, resultado operacional negativo e prevê nova capitalização

DA REPORTAGEM LOCAL
DA SUCURSAL DO RIO

A Gol teve prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão e resultado operacional negativo de R$ 88 milhões em 2008, segundo a Folha apurou. Apesar disso, a companhia aérea informa ter revertido as perdas com a operação no último trimestre do ano, quando teve lucro operacional de R$ 54 milhões.

O prejuízo no quarto trimestre, no entanto, foi de R$ 680 milhões, causado sobretudo pela desvalorização cambial sobre a dívida da empresa e por perdas com operações financeiras de proteção a oscilações cambiais, ligadas a combustível de aviação. O prejuízo é apenas contábil e não reflete o resultado operacional, diz a Gol.

A crise chegou aos resultados das companhias aéreas no fim do ano sob dois aspectos: demanda mais fraca e dólar mais caro. Para evitar que os aviões decolem mais vazios neste ano, o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, afirmou nesta semana que as companhias deverão oferecer preços mais baixos. Ele admitiu que 2009 será um ano difícil para fechar as contas.

Nos últimos meses, o aspecto mais favorável para as empresas foi a queda no preço do petróleo. O combustível representa quase um terço dos custos de uma companhia aérea.

Este foi o primeiro trimestre de divulgação de resultados depois da fusão efetiva entre Gol e Varig. A reversão do resultado operacional foi encarada como positiva na empresa. A diretoria diz que não haverá demissões.

A companhia informou ainda que será feita uma capitalização da empresa de R$ 200 milhões, por meio de emissão privada de ações. Donos de 75% das ações, os controladores farão aporte proporcional e os minoritários entrarão com a diferença.

O objetivo da capitalização será fortalecer a estrutura de capital da companhia para fazer frente aos investimentos programados para 2009 e 2010.

A recuperação operacional no quarto trimestre já era esperada por analistas. "O resultado operacional mais forte no fim do ano reflete a queda do preço do petróleo, e a companhia se desfez de alguns contratos de "hedge" de petróleo, o que também ajuda. Além disso, ao longo do ano, a empresa mudou sua estratégia, unificou operações e revisou as rotas que pretende operar, o que aumentou a eficiência", afirma Kelly Trentin, analista da SLW Corretora.

Para Paulo Bittencourt Sampaio, consultor em aviação, a empresa tem enfrentado dificuldades referentes à devolução de Boeings-767, além de contar com taxa de ocupação baixa nos voos internacionais.

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