Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sexta-Feira, 28 de Abril de 2017

22/01/2010

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Valor Econômico
22/01/2010

Texas Pacific Group compra 10% da Azul Linhas Aéreas
Alberto Komatsu, de São Paulo


A Azul Linhas Aéreas anuncia hoje um novo investidor na companhia. O Texas Pacific Group (TPG), gestor americano de fundos da ordem de US$ 45 bilhões, comprou cerca de 10% da empresa aérea fundada por David Neeleman, que também lançou a JetBlue, nos Estados Unidos. O investimento do TPG gira em torno de US$ 20 milhões. A Azul acumula investimentos da ordem de US$ 235 milhões desde seu lançamento, em dezembro de 2008.

O TPG não injetou dinheiro novo na empresa. A negociação foi fechada com dois fundos de investimento que venderam suas participações para o gestor americano. Além da Azul, o TPG tem investimentos em empresas como a Continental Airlines e a Ryanair.

O desembolso inicial para o lançamento da Azul foi de US$ 200 milhões, arrecadados com seus acionistas - a maior parte fundos de investimento. Esse foi o maior aporte inicial no lançamento de uma companhia aérea em todo o mundo. A estreia da companhia aconteceu em dezembro de 2008. Em 2009, a empresa foi a quarta maior no mercado doméstico, com 3,82% de participação.

No início desta semana, Neeleman anunciou, nos Estados Unidos, que a Azul transportou em seu primeiro ano de atividades 2,2 milhões de passageiros. De acordo com o executivo, que nasceu no Brasil, a Azul é a primeira companhia aérea do mundo a alcançar essa marca em um ano.

O TPG, junto com a American Airlines e a aliança global de companhias aéreas Oneworld, anunciou recentemente um plano de investir US$ 1,1 bilhão na Japan Airlines (JAL), que pediu concordata nesta semana. A empresa aérea japonesa tem dívida de cerca de US$ 25 bilhões e vai receber um aporte do governo japonês de quase US$ 10 bilhões.

Um dos investimentos do TPG que anunciou planos para o Brasil, em abril de 2008, é a farmacêutica Moksha8. Além do TPG, a Moksha8 conta como investidora a Votorantim Novos Negócios e pretende aplicar no país US$ 500 milhões. A TPG também tem investimentos em grandes grupos como a Lenovo, fabricante chinesa de computadores. O gestor de fundos também já investiu em companhias como Burger King.

 

 

Valor Econômico
22/01/2010

Continental surpreende com ganho de US$ 4 milhões
Jeremy Lemer, Financial Times, de Nova York

A Continental Airlines anunciou lucro no quarto trimestre e a Southwest Airlines apresentou o 37º ano consecutivo de lucros, mas as duas empresas aéreas americanas sinalizaram que haverá um "longo e vagaroso caminho até a recuperação" do setor. As companhias beneficiaram-se do forte declínio no custo dos combustíveis, que as ajudou a compensar a queda no preço das passagens. A Continental havia registrado prejuízo por oito trimestres consecutivos, enquanto a Southwest esteve no vermelho em quatro dos últimos cinco trimestres.

O presidente do conselho de administração e executivo-chefe da Continental, Jeff Smisek, destacou que a companhia detectou uma leve melhora no segmento de viagens executivas, mas advertiu que a volta para a lucratividade anual ainda levará algum tempo.

Na quarta-feira, a AMR, controladora da American Airlines, divulgou um pequeno aumento similar nas viagens a negócios. Analistas acreditam que isso poderia ser prenúncio de uma melhora significativa no desempenho das empresas aéreas em 2010. No quarto trimestre, a Continental registrou lucro líquido de US$ 4 milhões, o que representa US$ 0,03 por ação, excluindo encargos extraordinários. No últimos três meses de 2008, a empresa havia perdido US$ 96 milhões, ou US$ 0,84 por papel.

A receita caiu 8,3%, para US$ 3,2 bilhões no trimestre, mas o resultado representou uma nítida melhora em relação à queda de 20% verificada no terceiro trimestre. "A recuperação continua incerta e os viajantes de alta renda provavelmente voltarão em um ritmo bem gradual, mas comparações anuais e a continuidade na disciplina quanto à capacidade de voo poderiam facilitar uma recuperação em forma de V", afirmou Hunter Keay, da Stifel Nicolaus.

A Southwest Airlines teve lucro líquido de US$ 74 milhões (US$ 0,10 por ação), em relação aos US$ 61 milhões (US$ 0,08 por ação), obtidos no mesmo período de 2008, excluindo itens excepcionais. A receita no quarto trimestre de 2009 caiu 0,8%, para US$ 2,7 bilhões. Como empresa área de baixo custo líder nos Estados Unidos, a Southwest saiu-se melhor na recessão do que as rivais de modelo tradicional, valendo-se de operações de hedge para reduzir o custo do combustível, além de oferecer voos baratos e transporte gratuito de bagagem para atrair clientes. Porém, também foi atingida pela recessão mundial, abandonando sua estratégia de crescimento que mantinha de longa data. Teve de reduzir capacidade assim como as outras empresas aéreas. A companhia informou não ter planos para ampliar a capacidade neste ano.

No ano todo, a Southwest teve lucro líquido de US$ 143 milhões, ou US$ 0,19 por ação, em comparação aos US$ 294 milhões, ou US$ 0,40 por papel, verificados em 2008, excluindo itens extraordinários. A receita caiu 6,1%, para US$ 10,4 bilhões, embora o tráfego de passageiros tenha aumentado.

"Não há dúvida de que 2010 será outro ano desafiador. Até agora, a recuperação econômica é tépida e prevemos preço recorde para o hedge de combustível de avião" disse o CEO, Gary Kelly. (Tradução de Sabino Ahumada)

 

 

O Estado de São Paulo
22/01/2010

Internet no avião já tem aval da Anatel
Melina Costa

A companhia aérea TAM venceu mais uma etapa no processo para oferecer o uso de celular e internet a bordo de seus aviões. A empresa informou ontem que a provedora de tecnologia suíça OnAir, sua parceira no projeto, já recebeu a autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para operar. Mas, para que o serviço possa ser oferecido, falta mais uma aprovação: a da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Consultada, a Anac disse que ainda aguarda documentos da TAM e da fabricante de aviões Airbus, e que realiza testes para comprovar a eficácia do sinal de celular nas aeronaves. A análise deve ser concluída até o fim do primeiro semestre.

De acordo com a autorização concedida pela Anatel, a OnAir poderá oferecer o uso de celular em caráter experimental por dois anos. Durante esse período, a empresa terá de encaminhar relatórios semestrais à agência sobre o desempenho do sistema. Com base nesses dados, a Anatel estudará a criação de uma regulamentação específica.

A agência determinou, ainda, que os celulares e laptops só poderão ser ligados quando os aviões atingirem o trecho de cruzeiro. O uso em solo e durante pousos e decolagens continua, portanto, proibido. Os passageiros também terão de ser informados, por meio de cartazes ou folhetos, dos preços para a utilização dos aparelhos.

As tarifas de uso dos aparelhos a bordo ainda não foram definidas, mas a experiência de outros países mostra que trata-se de um serviço premium. A Vivo, por exemplo, já oferece o roaming internacional em voos de companhias como Qantas, Ryanair e TAP Airlines e cobra US$ 9 por minuto nas ligações originadas do avião. A OnAir já possui acordos com todas as operadoras brasileiras e a maior parte das latino-americanas.

O uso de aparelhos de comunicação durante os voos já é aprovado em países da Europa e do Oriente Médio. Nos Estados Unidos, porém, o governo acredita que o serviço pode facilitar atos terroristas, e mantém a proibição.

 



Folha de São Paulo
22/01/2010

Fundo norte-americano compra participação na Azul
DA REPORTAGEM LOCAL

O fundo de investimentos americano TPG comprou uma participação na Azul Linhas Aéreas. O presidente da empresa, Pedro Janot, não revelou o percentual adquirido pelo fundo. Segundo o advogado Mario Nogueira, sócio do escritório Demarest & Almeida, que assessorou o TPG na operação, a participação do fundo chegará a cerca de 5%.

Não houve mudanças no balanço ou na estratégia da empresa, segundo Gianfranco Beting, diretor de marketing da Azul. "Foi uma troca, comum nesse setor que vive um período volátil. Pode até haver outras." A participação foi vendida pelas empresas Pequot Capital e Wexford.
(JOANA CUNHA E MARIANA BARBOSA)

 

 

Folha de São Paulo
22/01/2010

COMPANHIA PARCELA BILHETES EM 60 MESES

Seguindo a tendência de TAM e GOL na disputa pelo público da classe C, a companhia Trip Linhas Aéreas, que tem 28 aeronaves e opera em 73 cidades, anunciou ontem que fechou uma parceria com o Banco do Brasil para parcelar passagens em até 60 vezes para os clientes do banco, com início do vencimento em até 180 dias. Os juros serão a partir de 1,99% ao mês.

 

 

Mercado e Eventos
22/01/2010

Anac deve autorizar início de operações da Azul e Webjet para Congonhas em fevereiro

As companhias aéreas Azul, Gol/Varig, NHT, OceanAir, Tam, Trip, Webjet e Pantanal inscreveram-se para participar do procedimento de redistribuição de slots (horários de pouso ou decolagem) no Aeroporto de Congonhas, que será realizado pela Anac. É praticamente certo que a Azul e a Webjet sejam autorizadas a iniciar suas operações.

A sessão pública está marcada para o dia 1º de fevereiro, em Brasília, no auditório da ANAC, ao lado do Terminal 2 do Aeroporto Internacional. A ANAC vai divulgar na semana que vem quais empresas inscritas estão habilitadas a participar da redistribuição dos slots, que permitirá a outras empresas operarem no aeroporto mais rentável do país.

Atualmente, somente quatro companhias voam em Congonhas: Gol/Varig, OceanAir, TAM e Pantanal (recentemente adquirida pela Tam). Os destinos são definidos pelas companhias e não estão atrelados aos horários. A escolha de slots obedecerá às normas da Resolução nº 02 da ANAC, que garante oportunidades tanto para as empresas já atuantes quanto para as que pretendem entrar no aeroporto.

Apesar da entrada de novas companhias, Congonhas manterá o limite de movimentos estabelecido desde 2007 em 30 pousos ou decolagens por hora, no máximo, para a aviação regular. Para a aviação geral, o aeroporto comporta no máximo quatro movimentos por hora.

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