Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Domingo, 20 de Agosto de 2017

21/12/2009

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Site Último Segundo
21/12/2009 - 15:55h

Com a aquisição da Pantanal, TAM impede avanço de concorrentes em Congonhas
Foi um movimento de ataque. É dessa maneira que o mercado de aviação civil percebeu a compra da Pantanal Linhas Aéreas pela TAM, por R$ 13 milhões, anunciada na manhã desta segunda-feira.

Apesar de a Pantanal não representar um grande ganho de mercado para a TAM, que já é líder com 46% de participação, o movimento foi uma estratégia de impedir que outras concorrentes ocupassem o lugar da Pantanal. Isso porque a Pantanal tem 196 slots (autorizações de decolagem e pouso) em Congonhas, o aeroporto mais lucrativo do País. No total, são 135 slots e as autorizações em Congonhas foram inseridas como ativos de compra à TAM. Os outros 61 serão redistribuídos para as demais companhias, inclusive a TAM, conforme determinação judicial.

A Pantanal passará a compartilhar serviços, plataforma tecnológica e manutenção e reparos, além de fazer parte do Multiplus Fidelidade. Também se beneficiará do sistema de inteligência de mercado, sem falar na integração com as rotas da TAM Linhas Aéreas.

Além da TAM, apenas a Gol/Varig e a Ocean Air operam em Congonhas.

“Para a TAM, a aquisição foi excelente”, afirma um dos principais executivos do setor de aviação do País. “Não pela marca ou pela participação de mercado, mas para dificultar que outras empresas ocupassem espaço num aeroporto tão estratégico como Congonhas.”

Recuperação judicial

A TAM estava de olho na Pantanal desde 2007. À época, porém, a Pantanal tinha passivos de R$ 140 milhões, que a tornavam pouco atraente. Essas dívidas foram segregadas da empresa, com sua entrada em recuperação judicial, em março.

A TAM foi a única empresa a se habilitar para o leilão da Pantanal Linhas Aéreas, no início do mês. Com lance inicial de R$ 38 milhões, o leilão acabou não acontecendo por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que devolveu à agência Nacional de Aviação Civil (Anac) o direito de redistribuir os 61 slots da Pantanal.

Em fato relevante, a companhia disse que a aquisição está sujeita ao cumprimento de determinadas condições, incluindo, sem limitação, a obtenção da autorização prévia da Anac.

Procurada, a Anac informou que, a princípio, não vai se pronunciar, pois não recebeu nenhuma documentação sobre a compra das ações e só depois de uma análise poderá falar sobre o assunto.

A TAM informou, por meio de comunicado, que a aquisição da Pantanal tem "grande valor estratégico e reflete a confiança da empresa no crescimento da economia brasileira nos próximos anos". "Iremos assistir a um aumento significativo no número de passageiros nos próximos seis anos", informou Maria Cláudia, presidente do Conselho de Administração da TAM.

Além disso, a aquisição vai ao encontro da expectativa da empresa em se transformar num grupo de multinegócios. A TAM tem um planto estratégico de ter forte crescimento até 2014.

Algumas corretoras, como a Link, diziam que o impacto na operação da TAM será pequeno. Porém, os papéis com direito a voto da companhia aérea tinham alta de 15,48% e os sem direito a voto, de 3,61%, às 12 horas.

Histórico

A Táxi Aéreo Marília (TAM) iniciou suas operações no início da década de 60, transportando cargas e passageiros entre o Paraná e os Estados de São Paulo e do Mato Grosso. Em 1976, o surgimento da TAM - Transportes Aéreos Regionais - deu origem à empresa conhecida hoje como TAM Linhas Aéreas.

Nos seus quase 50 anos de história, a TAM se consolidou como a principal companhia brasileira de aviação, com 46% do mercado e detém a vice-liderança em número de passageiro no Hemisfério Sul. Opera em mais de 40 destinos, incluindo rotas internacionais para a América do Norte, América do Sul e Europa.

A Pantanal foi fundada em 1993 e possui hoje 0,15% de participação de mercado na aviação doméstica. Nos últimos 12 meses faturou cerca de R$ 70 milhões e possui uma frota de três aeronaves ATR-42 em operação. A empresa está em recuperação judicial, que já foi homologada e segue seu curso normal.

A companhia opera comercialmente serviços regulares de transporte de passageiros e de cargas para as cidades de Araçatuba (SP), Bauru (SP), Presidente Prudente (SP), Marília (SP), Juiz de Fora (MG) e Maringá (PR).

 

 

Zero Hora
21/12/2009
PROBLEMA EM VOO

Avião faz pouso preventivo

Um Airbus A-320 da TAM que fazia a rota Rio de Janeiro-Buenos Aires fez um pouso preventivo às 23h26min de sábado no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. O computador de bordo do avião, que havia saído do Rio às 21h13min, notificou a cabine sobre baixa pressão do óleo durante o trajeto.

Ninguém se feriu durante o procedimento, de acordo com a empresa aérea.

Os 149 passageiros foram transferidos para outro A-320 da companhia e embarcaram rumo à Argentina à 0h55min. O percalço resultou em um atraso de duas horas no voo, informou a TAM. A aeronave chegou a Buenos Aires às 2h23min de ontem.

 

 

Correio do Bahia
21/12/2009

Companhia OceanAir planeja operar com Airbus em abril de 2010
Redação CORREIO

A OceanAir receberá em abril dois dos três modelos Airbus 319 e 320 que serão incorporados à frota da companhia em 2010. Estão previstas duas aeronaves a partir do dia 1º de abril de 2010, que serão direcionadas para os voos da ponte aérea Rio-São Paulo.

Os novos aviões serão adicionados à atual frota, que conta com 14 aeronaves. Aos poucos, com a chegada de mais modelos Airbus, os atuais Fokker 100 serão substituídos.

 

 

Site Olhar Direto.com.br
20/12/2009 - 17:16h

Julgamento contra absolvição dos pilotos do Legacy é adiado para 2010
Da Redação - LB

Os advogados de defesa dos controladores de voo pediram nesta semana o adiamento da audiência de julgamento do recurso apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a decisão da Justiça em Mato Grosso, que absolveu da acusação de negligência, em dezembro de 2008, os controladores de voo e os dois pilotos americanos envolvidos no acidente entre o jato Legacy e o Boeing da Gol em Mato Grosso. As informações são do G1.

O acidente aconteceu em 29 de setembro de 2006 e o avião caiu na região norte do estado após colidir com o jato Legacy, matando 154 pessoas.

Os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) devem julgar o pedido do MPF em 12 de janeiro de 2010. "Estava com crise de pneumonia e não podia falar e respirar direito. O outro advogado que faz parte da defesa estava viajando. Como parte da estratégia de defesa seria feita de forma oral, o direito legítimo de nossos clientes serem defendidos no processo estaria comprometido, dada a importância que o caso merece. Não foi um mero pedido para provocar um atraso processual", disse a advogada Ana Cristina Souza.

O desembargador Cândido Ribeiro será o relator do julgamento do recurso. Um colegiado de três desembargadores será responsável por votar pela manutenção da absolvição dos pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino ou pelo retorno deles ao processo como acusados do crime de negligência.

De acordo com a denúncia do MPF, de maio de 2007, várias condutas dos controladores Felipe Santos dos Reis, Leandro José Santos de Barros, Lucivando Tibúrcio de Alencar e dos pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino caracterizaram atentado contra a segurança de transporte aéreo, na modalidade culposa, qualificado pela morte de 154 pessoas - crime previsto no artigo 261 do Código Penal Brasileiro.

Ainda segundo a denúncia, o controlador Jomarcelo Fernandes dos Santos foi denunciado pelo mesmo crime, mas na modalidade dolosa.

A procuradora da República Analícia Ortega Hartz Trindade disse que o recurso tem o objetivo de reformar a decisão com relação a três dos controladores de voo e aos dois pilotos. Ela pede ainda que seja determinado o prosseguimento da ação quanto a todos os réus e que, ao final, eles sejam condenados a pena que varia de um ano e quatro meses a quatro anos de prisão.

Sem punição

O advogado Dante D'Aquino, assistente de acusação do MPF, teme que o processo prescreva sem que os réus sejam condenados. "O prazo legal para conclusão do caso termina em 2011. Teremos cerca de 14 meses para ouvir oito testemunhas norte-americanas, uma suíça e um perito alemão. Pela experiência que tenho neste tipo de processo, acredito que não teremos tempo suficiente para isso."

Ele disse que os depoimentos são feitos por meio de documento precatório e precisam ser traduzidos com rigor linguístico, o que demanda tempo por conta das revisões de texto. O adiamento do processo é mais um dos agravantes para a possibilidade de falta de punição no caso, segundo o advogado.

D'Aquino informou ao G1 que a prescrição do processo seria um marco negativo para o Judiciário brasileiro. "Um caso com a dimensão que tem o acidente aéreo, que vitimou 154 pessoas, não pode terminar sem condenação. Seria o pior exemplo de impunidade no país."

Contra a absolvição por negligência

No recurso, a procuradora Analícia Trindade argumenta que, durante o diálogo, Felipe Santos dos Reis respondeu afirmativamente ao questionamento de João Batista da Silva, que solicitava autorização para uma aeronave voar a 37 mil pés em direção ao aeroporto de Manaus. Na denúncia, Felipe foi imperito ao emitir autorização incompleta de voo.

Sobre a decisão de também absolver sumariamente o controlador Leandro José Santos de Barros e de absolver Lucivando Tibúrcio de Alencar por negligenciar o procedimento adequado para transferências da aeronave Legacy para o centro de Controle de Manaus, a procuradora considera os argumentos do juiz inconsistentes.

Analícia disse que a decisão do juiz foi fundamentada nos argumentos de que o controlador de voo em Manaus já sabia da falha do transponder (aparelho que informa a localização das aeronaves) do Legacy.

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