Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sexta-Feira, 28 de Abril de 2017

19/05/2009

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O Globo Online
Plantão - Publicada em 19/05/2009 às 16h35m

Pilotos da Varig garantem reintegração ao emprego

O Globo RIO - Seis pilotos da Viação Aérea Riograndense S.A. (Varig), dispensados sem justa causa, obtiveram na Justiça do Trabalho o direito a reintegração ao emprego. A demissão dos aeronautas, após sua participação em movimento associativo em 2002, foi considerado um ato discriminatório. A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao rejeitar agravo de instrumento da companhia.

Os pilotos da Varig (em recuperação judicial) contaram que foram discriminados porque participaram do Movimento de Ação Industrial em busca de melhores condições de trabalho e contra políticas de administração da empresa. Disseram ainda que se limitaram a cumprir as obrigações contratuais (a chamada "operação-padrão"), mas não foram indisciplinados.

A Varig admitiu que os pilotos foram demitidos por causa da adesão ao movimento e justificou que a empresa perdeu a confiança nos profissionais. Também ressaltou que a reintegração deveria ter como pressuposto a estabilidade no emprego, que não existia no caso.

Tanto a 19ª Vara do Trabalho de Porto Alegre quanto o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) decidiram pela reintegração dos pilotos nos quadros da empresa. Para o TRT/RS, a Varig praticou ato discriminatório ao admitir que a demissão estava relacionada com a participação dos pilotos no movimento. Esse comportamento desrespeitou o princípio constitucional que garante a igualdade de todos perante a lei (artigo 5, caput).

A Varig recorreu ao TST tentando reexaminar a matéria, após ter seu recurso de revista trancado pelo TRT. A relatora do agravo, ministra Dora Costa, observou que a empresa insistiu na tese da legalidade da demissão, uma vez que os pilotos não possuíam estabilidade no emprego, e juntou exemplos de decisões que tratam desse tema. No entanto, destacou a ministra, a empresa deveria ter contestado o entendimento do TRT de que a dispensa foi um ato discriminatório, e não o fez.

Por fim, a ministra concluiu que seria necessário reexaminar as provas do processo para decidir de forma diferente do Regional, quanto a alegação de grave indisciplina dos pilotos ou excessos cometidos durante o movimento. Mas análises dessa natureza não são permitidas ao TST. Para a relatora, vale a apuração do TRT de que a empresa exigia dos profissionais atividades não previstas em contrato, e que os empregados apenas passaram a cumprir o que lhes competia na função de pilotos. Todos os ministros da Oitava Turma decidiram negar provimento ao agravo de instrumento da Varig e manter a reintegração dos demitidos.

 

 

O Globo
Ancelmo Góis

Aviação - O outro lado

João Zacharias Filho, assessor de comunicação da Flex (ex-Varig), nega que a empresa tenha demitido pilotos. Segundo ele, três dos 13 profissionais da companhia saíram por vontade própria para trabalhar na concorrente WebJet.

Zacharias não comentou a acusação de sindicalistas de que a empresa teria se recusado a pagar as rescisões agora e tentaria jogar a dívida para a recuperação judicial.

 

 

O Estado de São Paulo
19/05/2009

Entre a econômica e a executiva
Classe premium, novidade das empresas aéreas, oferece espaço extra por um preço camarada
Mônica Nóbrega

- Passageiros pediram, algumas companhias aéreas atenderam. Entre o aperto da classe econômica e os preços altos da executiva, as empresas têm lançado opções intermediárias de poltronas, mais espaçosas e com tarifas mais camaradas.

Sorte dos passageiros gordinhos, recentemente convocados a pagar por dois lugares da econômica em voos lotados da United, que se tornou a nona aérea do mundo a fazer tal exigência. E dos viajantes dispostos a desembolsar mais por um espaço extra. Afinal, 43 a 45 centímetros (largura média das poltronas com preço mais em conta de um Boeing) são exíguos o bastante para causar desconforto até aos mais magros. O mesmo pode ser dito da distância de 76 a 81 centímetros entre duas poltronas enfileiradas.

Tais lugares estão disponíveis principalmente em voos de longa distância. Na British, por exemplo, os assentos turbinados World Traveller Plus têm 96,5 centímetros de distância entre os encostos de duas poltronas enfileiradas, contra 78,7 centímetros entre as cadeiras World Traveller, as econômicas. O bilhete entre São Paulo e Londres, ida e volta, custa a partir de US$ 1.464 e US$ 1.014, respectivamente. A executiva não sai por menos de US$ 2.999.

A Air France acaba de lançar a sua versão vitaminada de classe econômica. As poltronas Premium Voyager têm os mesmos 54 centímetros de largura da executiva, mas custam 45% do preço no trecho de ida e volta entre Paris e Nova York: US$ 1.038 contra US$ 2.309. Não há aviões com as novas poltronas voando no Brasil, nem previsão de quando isso ocorrerá.

A LAN acrescentou 10 centímetros ao espaço entre as poltronas e criou a classe Premium Economy, disponível em praticamente todos os voos da empresa entre cidades da América do Sul, inclusive São Paulo.

Para viajar com o rosto a 76,2 centímetros do encosto à sua frente, o passageiro paga a partir de US$ 349 no trecho São Paulo-Santiago. Com 86,3 centímetros de distância, o bilhete custa desde US$ 899. Valor bem mais em conta que os US$ 2.040 da Premium Business, a executiva, cuja poltrona está tentadores 187,9 centímetros distante do encosto da frente.

NACIONAIS
A Gol, que só tinha classe econômica em seus aviões, acaba de lançar a Comfort, apenas nos voos com a bandeira Varig, partindo de São Paulo e do Rio para Bogotá, Caracas, Santiago e Buenos Aires.

A distância entre as poltronas foi aumentada dos 81,3 centímetros para 93,5 centímetros. Além disso, a cadeira central é bloqueada para que os braços dos outros dois assentos possam ser expandidos e usados como mesa.

O espaço a mais custa R$ 30 nos voos da Azul. Por esse valor adicional, pago junto com o bilhete no momento da compra, o passageiro escolhe uma das 16 cadeiras nas primeiras fileiras da aeronave, afastadas 86 centímetros umas das outras, contra uma distância de 79 centímetros no restante do avião.

SELO DE CONFORTO
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou a criação de um "selo conforto" para aeronaves e empresas aéreas. A agência ainda não deu prazo para começar a emitir o certificado, nem divulgou quais serão os critérios para avaliar as poltronas. A análise será feita em parceria com o Inmetro. O selo é a única resposta dada até o momento à exigência, feita pelo governo federal há quase dois anos, de que as empresas aéreas reavaliem a prática de reduzir o espaço entre poltronas para levar mais passageiros. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou a decisão em 2007 na CPI do Apagão. Jobim, que tem 1,90 metro, não escondeu o incômodo com a falta de espaço. "Não é o problema apenas de um homem de 1,90 metro, é de homens e mulheres. Todos sentem isso."

COM DIREITO A AMENITIES
Além de espaço extra, as classes econômicas turbinadas garantem ao passageiro mimos a mais.
Confira alguns:

British: o cardápio é o mesmo da econômica, mas a refeição é servida antes na World Traveller Plus. Há tomada para o laptop e fone de ouvido antirruído

Air France: em uma "concha" fixa, a cadeira da classe Premium Voyager não incomoda o passageiro de trás ao ser reclinada. O viajante recebe garrafa de água e fone antirruído

LAN: acesso à sala vip, embarque e retirada preferencial de bagagem e carta de vinhos são alguns agradinhos para os viajantes da Premium Economy

Gol/Varig: a classe Comfort dá direito a sala vip, check-in exclusivo e prioridade para embarcar e retirar as malas. Comissários distribuem massageadores para o corpo e os pés.

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