Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 23 de Setembro de 2017
18/08/2009

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Jornal de Turismo
18/08/2009

Setor de aviação é carente de profissionais, segundo sindicato

Hoje, no Brasil, mais de 50 milhões de pessoas viajam por ano de avião. No primeiro semestre houve um aumento de 3% no número de passageiros, comparado ao mesmo período de 2008. Segundo o sindicato de trabalho da aviação civil, o setor tem sofrido com a falta de profissionais preparados para atuar no mercado, e isso sobrecarrega os profissionais que já estão trabalhando na área. Ao identificar essa oportunidade, a Universidade Anhembi Morumbi, única em São Paulo que oferece graduação em Aviação Civil homologada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), ampliou o número de vagas, com a abertura do curso também no Campus da Vila Olímpia, além do Campus Centro.

“Esse mercado de trabalho é promissor e não faltam vagas de trabalho até fora do País. Hoje, segundo o Sindicato dos Aeronautas, há 500 pilotos brasileiros que voam no exterior, onde os salários são ainda melhores”, explica o coordenador do curso de Aviação Civil da Universidade Anhembi Morumbi, Edson Gaspar.

Sobre o curso
Os alunos que optam por pilotagem, treinam em modernos simuladores de voo, onde recebem instruções de Voo por instrumentos (IFR), podendo inclusive aprofundar seus estudos no simulador de Boeing 737 NG.

Durante o curso, é possível obter o Certificado Teórico de Piloto Privado e Comercial de Avião ou Helicóptero, homologado pela Anac e o Certificado de Elemento Credenciado em Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (EC-Prev), homologado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o que amplia as oportunidades na carreira de trabalho.

 

 

Valor Econômico
18/08/2009

Air China eleva fatia na Cathay, de Hong Kong
Tom Mitchell, Financial Times, de Hong Kong

A companhia aérea Air China acertou acordo para elevar sua participação na Cathay Pacific com o pagamento de 6,3 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 813 milhões), apenas três anos depois de ter entrado no capital da companhia de Hong Kong.

A transação, negociada com a Citic Pacific, o braço em Hong Kong do maior grupo de investimentos da China, elevará a participação da Air China na Cathay Pacific de 17,5% para 29,99% - pouco abaixo do limite que a obrigaria a fazer uma oferta geral.

A Swire Pacific, acionista controladora da Cathay, comprou participação adicional de 2% por 1 bilhão dólares de Hong Kong, elevando seu capital na empresa aérea para 42%. Pela legislação de Hong Kong, os acionistas controladores não podem elevar sua fatia em mais de 2% ao ano. Caso contrário, precisam apresentar uma oferta geral pelas ações restantes.

A Swire, controlada pela John Swire & Sons, do Reino Unido, é um símbolo do passado colonial de Hong Kong e possui uma história de complexas interações com o governo chinês. A Citic Pacific investiu pela primeira vez na Cathay em 1987. Mais recentemente, em 2006, a Swire e a Cathay acertaram um amplo acordo de participação cruzada de ações com a Air China.

Pelos termos do acordo, a empresa aérea chinesa não poderá fazer ofertas para adquirir a Cathay - ou aceitar uma oferta de uma terceira parte - sem aprovação do conselho de administração da companhia aérea de Hong Kong. "Permanece a intenção da Swire Pacific de permanecer como maior acionista [na Cathay], como de fato o fomos pelos últimos 60 anos", afirmou, ontem, Christopher Pratt, presidente dos conselhos de administração da Swire e da Cathay.

Tanto a Air China como a Swire pagaram à Citic Pacific 12,88 dólares de Hong Kong por ação, 11% a mais do que o preço de fechamento anterior. Em 2008, a Citic Pacific perdeu US$ 1,9 bilhão com contratos financeiros para proteger-se contra oscilações cambiais. O conglomerado também revelou em abril que é alvo de uma investigação da polícia de Hong Kong em supostos casos de fraude e falsos testemunhos.

 

 

Valor Econômico
18/08/2009

Aos 40, Embraer sonha com mercado interno
Crise faz companhia adotar postura mais conservadora, reduzindo o investimento previsto para este ano
Marli Olmos, de São Paulo

Em boa parte da sua história, a Embraer desfrutou o triunfo de estar sempre entre os maiores exportadores do país. Mas hoje a companhia sofre diante de um cenário inverso, com os principais clientes no exterior e em crise. Na Embraer, os planos para a vida depois dos 40 sustentam-se na esperança de que as linhas aéreas brasileiras comecem a interessar-se mais pelas rotas regionais, mercado em que a fabricante de aviões atua.

Criada no dia 19 de agosto de 1969, a Embraer acostumou-se a negociar no exterior. É de outros países que vinha o interesse pelos aviões menores, compatíveis com as viagens regionais. O resultado é que hoje a empresa vende para mais de 70 países. Mas somente 4% da sua receita - US$ 6,3 bilhões no ano passado - saem do Brasil, incluindo aí a área de defesa. Hoje a companhia ocupa a quarta posição entre os maiores exportadores do país, atrás de Vale, Petrobras e Bunge Alimentos.

Uma parte do sucesso no exterior também contou com um pouco de sorte. Quando começou a voar, em 1968, o Bandeirante, avião que fez a Embraer surgir, acabou pegando carona numa desregulamentação nos Estados Unidos. O mercado foi aberto justamente em um momento em que os americanos precisavam de aviões do porte do que era produzido no Brasil. A América do Norte ainda responde por 43% da receita da empresa brasileira.

Na história mais recente, antes de lançar as famílias de jatos 170 e 190, entre 2004 e 2005, a direção da Embraer conversou com 60 empresas aéreas do mundo. Quase todas do exterior, como a escandinava Finair e a francesa Air France. Quem conta a história é o presidente da companhia, Frederico Curado. "Queríamos saber como deveria ser o avião da próxima geração, em relação, por exemplo, às necessidades na distribuição interna e velocidade".

No Brasil, o interesse pelas rotas regionais começou a despontar somente no ano passado, com as primeiras encomendas da Azul e Trip. Curado diz ainda ter esperanças de que esse mercado cresça. No passado, empresas que não existem mais, como Vasp e Transbrasil, chegaram a comprar aviões da Embraer. Mas as duas que hoje dominam o mercado - TAM e Gol - possuem estratégia diferente, voltada aos grandes jatos, por entender que não se justifica manter voos diretos entre cidades menos frequentadas pelos que viajam de avião.

E se a Embraer entrasse, então, para o mercado dos grandes jatos? No que diz respeito à tecnologia, não falta à fabricante brasileira "ousadia e coragem", como diz Curado. Mas, além dos altos investimentos que teriam de ser feitos, inclusive na instalação de hangares de novos tamanhos, um passo desses significa ter de competir com as gigantes Boeing e Airbus, que têm, cada uma, tamanho dez vezes maior do que a brasileira. Trata-se de um mercado extremamente competitivo, ainda mais em tempos de crise. "Um movimento desses tem de ser muito bem pensado", acrescenta.

A Embraer chega aos 40 anos com 15 anos de privatização. Com o conhecimento de quem trabalhou na empresa antes e depois da privatização, Curado, funcionário da Embraer há 25 anos, destaca a combinação das duas fases. Para ele, como estatal, a companhia destacou-se pelo desenvolvimento de "uma cultura aérea sólida". Já a privatização adicionou a capitalização necessária. "Como empresa privada conseguimos uma gestão mais flexível, voltada para o cliente."

Foi como estatal que a Embraer lançou-se à globalização. Mas é como uma companhia privada que agora adota processos de trabalho do mundo globalizado, como o trabalho contínuo de redução de despesas e de desperdícios.

Foi com essa visão que, diante do agravamento da crise, a direção da empresa decidiu reduzir o ritmo da atividade em 30% e em fevereiro demitiu 20% dos empregados. O impacto da última medida na opinião pública estendeu-se até o dia 10 deste mês, quando o TST deu ganho de causa à empresa no julgamento de uma ação do sindicato, questionando a legalidade das dispensas.

A redução do ritmo da atividade nessa empresa também teve impacto direto na cadeia de fornecedores, que se descapitalizaram com a queda das encomendas. Curado reconhece que essa cadeia enfrenta o problema de excesso de dependência de um único cliente. "Mas eu não posso comprar o que não preciso", afirma.

Neste ano, a Embraer vai perder a venda de 27 aeronaves. A maior parte da suspensão de pedidos - 25 aeronaves - afetará a fábrica que a empresa brasileira tem na China. Os outros dois cancelamentos foram feitos no Brasil por um cliente cujo nome Curado prefere não revelar.

Para o executivo, a diversificação da carteira dos fornecedores seria uma saída possível se a carga tributária fosse menos pesada. Curado defende um programa de incentivos governamentais como forma de atrair investimentos do setor. E cita como exemplo o México, que, mesmo sem um fabricante local de aviões, promoveu um programa de incentivos fiscais. Como resultado, comenta, a Bombardier, fabricante canadense e principal concorrente da Embraer, decidiu instalar uma unidade de montagem no México.

Com a redução no ritmo de atividade, a empresa também prevê uma receita menor para este ano. Curado espera um faturamento de US$ 5,5 bilhões, o que representará uma queda de 12,7% em comparação com o de 2008. Por isso, no seu aniversário de 40 anos, a Embraer adota uma postura mais conservadora. O volume de investimentos para este ano já foi reduzido dos US$ 450 milhões inicialmente previstos para US$ 350 milhões.

Para Curado, tanto os fabricantes de aeronaves como as companhias aéreas do mundo devem preparar-se para enfrentar uma crise que não terminará antes de 2012. "A crise ainda é grave, mas vamos atravessá-la e sobreviver", afirma.

 

 

Mercado e Eventos
18/08/2009

Gol recebe certificado de segurança operacional e pleiteia entrada na Iata


Giovanni Bisignani, da Iata entrega certtificado Iosa a Constantino Oliveira Jr e Fernando Rockert, da Gol

A Gol é a 350ª companhia aérea do mundo a receber o certificado IOSA (Iata Operations Safety Audit). A conquista da certificação de segurança operacional foi celebrada na manhã desta terça-feira (18/08), pela diretoria da Gol Linhas Aéreas em conjunto com o diretor Geral e CEO da International Air Transport Association (Iata), Giovanni Bisignani, na sede da empresa, em São Paulo. "Esse certificado e a criação da Diretoria de Segurança Operacional em maio deste ano sob o comando do executivo Sérgio Quito contribuirão para que a Gol tenha condições de pleitear sua entrada como membro efetivo da Iata num futuro breve", destacou o presidente Constantino Oliveira Jr.

Criado em 2003 pela Iata para disseminar a filosofia de segurança dentro das companhias aéreas e nas próprias autoridades governamentais, essa é a quinta vez que o Giovanni Bisignani entrega pessoalmente a certificação. A cada dois anos, todas as empresas aéreas que possuem esse reconhecimento passam por novas auditorias. Na Gol, especificamente, a primeira auditoria aconteceu em dezembro do ano passado. Os consultores da Iata passaram cinco dias avaliando aáreas como os comitês da Qualidade e de Prevenção de Acidentes, Quality Assurance, Safety, Security, Operações, Manutenção, Aeroportos, Tripulação Técnica, Tripulação Comercial e Cargas.

De acordo com Sérgio Quito, diretor de Segurança Operacional da Gol, ao receber a IOSA a companhia está alinhada a uma exigência internacional de abordagem sistêmica da gestão operacional de empresas aéreas. "Nossa meta agora é olhar para o futuro, antecipando tendências. Por isso estamos investindo na conquista de um outro importante certificado internacional e que passará a ser uma exigência a partir de 1º de janeiro de 2011. Cerca de 80% deste trabalho já está sendo feito", explica Quito.

O presidente da Gol, Constantino Oliveira Jr, ressaltou que além de prestar credibilidade à empresa, o IOSA poderá aumentar os acordos comerciais e de code-share com companhias estrangeiras que operarm voos intercontinentais para o Brasil e América do Sul. "Sem contar o ganho de milhas para os passageiros Smiles, a redução de custos de nossas operações e a ampliação de nosso papel de benchmarking e consultoria", completa Oliveira Jr.

 

 

Yahoo Notícias
18/08/2009

FAA ordena reparo em portas de jatos da Embraer

Os órgãos reguladores aéreos dos EUA e no exterior uniram forças para exigir reparos e evitar possíveis defeitos nas portas de carga e deslizadores das saídas de emergência em centenas de jatos fabricados pela brasileira Embraer, segundo informa o Wall Street Journal. Os problemas não causaram danos ou acidentes com os populares modelos Embraer 170 e 190, mas os reguladores citaram significativas questões de segurança ao ordenar a intensificação das inspeções, modificações ou revisões das partes suspeitas.

A Administração Federal de Aviação nos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) propôs nesta terça-feira ordenar inspeções e reparos para assegurar que as portas de carga de proa e de popa dos jatos não abram durante o voo, o que a agência diz que "pode resultar em reduzida integridade estrutural" e possivelmente rápida descompressão. A FAA disse que existem informes de dois aviões que partiram com as portas de cargas abertas, mas sem qualquer sinal de alerta no painel para avisar os pilotos sobre o problema. A proposta indica que mais de 150 aviões operados por companhias aéreas nos EUA serão afetados.

Os órgãos reguladores de segurança aérea na Europa também adotaram uma ordem de segurança do órgão brasileiro com objetivo de substituir os deslizadores das saídas de emergência nas portas da proa do modelo Embraer 190. De acordo com a ordem da agência brasileira, o defeito pode impedir a abertura das porta em uma emergência. As informações são da Dow Jones.

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