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Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017

18/02/2010

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Agência Estado
18/02/2010 - 20:49h

Ativista anti-imposto rouba avião e o joga contra prédio da receita
Piloto teria ateado fogo à própria casa antes de decolar. Um manifesto atribuído ao piloto mostrava revolta contra a Receita Federal

Um cidadão americano indignado com o sistema de arrecadação de impostos nos Estados Unidos jogou nesta quinta-feira (18)o avião monomotor que pilotava contra um edifício do fisco em Austin, no Estado do Texas, vizinho de um prédio do FBI, a polícia federal americana. A morte do piloto não foi confirmada oficialmente até o momento.

A colisão causou um grande incêndio e deixou milhares de pessoas em pânico. Pelo menos 190 funcionários trabalham no local no momento do ataque. Vários funcionários foram hospitalizados, mas suas identidades e estado de saúde não foram divulgados. O subchefe do corpo de bombeiros local, Harry Evans, disse que havia pelo menos um desaparecido no edifício atingido.

O piloto suicida foi identificado como Joseph Andrew Stack. Segundo autoridades americanas, ele era engenheiro de software e teria incendiado a própria casa antes do incidente. Stack publicou um texto na internet descrevendo seus problemas com o fisco e no qual dizia que a violência era "a única solução".

"Uma vez eu li que o significado da loucura é repetir o mesmo processo uma vez depois da outra e esperar um resultado diferente. Por isso, estou pronto para pôr um fim a essa loucura Aqui tens, senhor grande irmão IRS (Serviço de Impostos Interno, em inglês), algo diferente: ofereço meus quilos de carne e felizes sonhos", diz a mensagem postada hoje. A autenticidade da nota não pôde, entretanto, ser verificada de forma independente.

O ataque suicida fez com que o Comando de Defesa Aeroespacial dos Estados Unidos (Norad, na sigla em inglês) enviasse dois caças de combate F-16 da base aérea de Ellington Field para patrulhar o espaço aéreo de Austin. Autoridades negaram imediatamente que a ação estivesse vinculada ao terrorismo internacional.

O avião usado pelo suicida foi um Piper Cherokee. Ele decolou do aeroporto de Georgetown e, segundo as normas da aviação, não era obrigado a manter contato com os controladores aéreos durante o voo.

"Esta resposta da Norad foi uma medida prudente e consistente com nossa resposta a incidentes aéreos semelhantes", disse o porta-voz do comando, Jamie Graybeal.

As janelas do segundo e do terceiro andares do edifício governamental foram tomadas pelas chamas e por uma densa fumaça negra. Os bombeiros tentaram por horas controlar o incêndio provocado pela colisão. Os funcionários do prédio de sete andares foram orientados a deixar o local às pressas e reunir-se no estacionamento.

Segundo o porta-voz da Administração-Geral de Aviação dos Estados Unidos, Lynn Lunsford, o piloto não apresentou nenhum plano de voo prévio. A funcionária do fisco Peggy Walker, que trabalha no edifício, estava sentada em sua mesa de escritório quando sentiu o impacto do avião. "Foi como se uma bomba tivesse explodido. Nós nos levantamos e saímos correndo", disse.

O Birô Nacional de Segurança do Transporte disse ter enviado uma equipe de especialistas para investigar os detalhes do acidente. Para muitos americanos, a ação desta quinta-feira trouxe lembranças do 11 de Setembro, quando sequestradores lançaram dois aviões de passageiros contra as Torres Gêmeas, em Nova York, e um terceiro contra o Pentágono, além de um quarto que caiu na Pensilvânia.

Em outro incidente na quinta-feira, um voo da United Airlines que havia partido de Denver com destino a San Francisco foi desviado para Salt Lake City por causa de um bilhete ameaçador achado a bordo, segundo autoridades aeroportuárias locais. Os passageiros, sua bagagem e o avião estavam sendo reexaminados, segundo a Administração Federal de Aviação.

 

 

Valor Econômico
18/02/2010

TAM deve começar a voar ao "Congonhas" argentino em abril
Aerolíneas Argentinas sai na frente e estreia novo trajeto, saindo do Aeroparque, em março
Daniel Rittner e Beatriz Cutait, de Buenos Aires e São Paulo

Após ter despertado polêmica pela abertura do aeroporto central de Buenos Aires para voos ao Brasil, atendendo a um pedido da Aerolíneas Argentinas, o governo argentino cede e promete dar tratamento isonômico às demais companhias aéreas. Com isso, a TAM se antecipou às concorrentes e pediu para fazer quatro voos diários ao Aeroparque Jorge Newbery - dois de Guarulhos, um do Galeão e um de Porto Alegre - a partir de 26 de abril. Mas a Aerolíneas sai na frente, estreando o novo trajeto entre Brasil e Argentina a partir de 14 de março.

A ideia da TAM, que ainda aguarda o sinal verde do governo argentino, é orientar esses voos principalmente ao público corporativo, mantendo as demais frequências para o aeroporto internacional de Ezeiza com foco nos passageiros que viajam a lazer.

A expansão operacional do Aeroparque, localizado a dez minutos do centro de Buenos Aires, foi anunciada há duas semanas como uma medida que beneficiaria a Aerolíneas Argentinas. Reestatizada, a companhia recebeu subsídio de US$ 600 milhões no ano passado e só tem perspectivas de voltar ao azul em 2013.

"Operacionalmente [o Aeroparque] é um aeroporto mais central, que oferece maior comodidade e agiliza as conexões para o interior da Argentina", disse a diretora da Aerolíneas para o Brasil, Eliane Pucciariello. Ela garante que a utilização do aeroporto central não trará mudança nos preços das passagens. A Aerolíneas pretende iniciar novos voos para Chile, Uruguai e Paraguai, via Aeroparque, na segunda quinzena de março.

Atualmente, a companhia argentina possui 58 frequências semanais para o Brasil, via Ezeiza. A distribuição dos novos voos ainda não está totalmente definida. Mas passageiros de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis e Salvador já conseguem comprar bilhetes para a capital portenha utilizando o aeroporto central, disse a diretora da Aerolíneas.

Sentindo-se prejudicadas e com operações apenas em Ezeiza, a 23 quilômetros do centro e com acesso por duas rodovias com pedágio, as aéreas estrangeiras - lideradas por TAM, Gol e LAN - levaram suas preocupações à Secretaria Nacional de Transportes e cobraram tratamento isonômico pelo governo. Hoje o Aeroparque é usado para rotas domésticas e na ponte aérea Buenos Aires-Montevidéu.

A migração de parte das frequências de Ezeiza para o Aeroparque será mais um dos ajustes que a TAM fará na Argentina para sustentar sua expansão no país, após o susto causado pela gripe suína, em meados do ano passado. A companhia brasileira já opera nove frequências diárias para Buenos Aires, além de outras duas feitas pela TAM Mercosur entre a Argentina e o Paraguai, e não pode expandir a oferta devido às limitações do acordo aéreo bilateral.

Para driblar as restrições e manter o crescimento, a TAM aproveitou uma recente renegociação promovida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pelas autoridades argentinas. Pelo novo entendimento, o limite foi fixado em 133 voos operados por companhias de cada um dos dois países. Antes, o limite era definido pela oferta de assentos. Do lado brasileiro, todas as frequências já foram distribuídas, mas a TAM fez um remanejamento de sua frota para atender à demanda crescente.

Das seis rotas por dia de São Paulo a Buenos Aires, três passaram a ser feitas por aeronaves A330, normalmente usadas em voos transatlânticos. A primeira entrou em operação, nessa rota, no início de 2009. As outras duas foram remanejadas em outubro e em janeiro. Com capacidade para 224 passageiros (184 na classe econômica e 40 na classe executiva), substituíram parcialmente os A320 (que têm 144 assentos na econômica e 12 na executiva). A configuração permite atender melhor o público corporativo e encher o porão dos aviões com cargas paletizadas, o que antes era inviável, por limitações de espaço.

Com as mudanças no uso dos aeroportos portenhos, a TAM deverá manter em Ezeiza quatro voos para Guarulhos e um para o Galeão, além de duas frequências operadas pela TAM Mercosur, entre a Argentina e o Paraguai - que seguem ao Brasil após conexões. Para o Aeroparque, ficariam quatro voos. A Aeropuertos Argentina 2000, empresa que detém a concessão dos terminais aeroportuários no país, informou que há espaço disponível no Aeroparque para novos voos entre 13h e 16h, entre 18h e 22h, e entre 1h e 5h.

Os horários foram considerados satisfatórios pela TAM, mas há preocupação em relação à capacidade do pátio. Atualmente, na madrugada, ele é ocupado por aviões da Aerolíneas. Como domina o mercado doméstico argentino, a companhia pode trazer uma aeronave do Brasil no fim da noite e ainda usá-la numa rota ao interior, evitando deixá-lo no Aeroparque, à beira da saturação.

 

 

Valor Econômico
18/02/2010

Aéreas americanas competem por mercado japonês
Jeremy Lemer, Financial Times, de Nova York

Cinco companhias aéreas dos Estados Unidos pediram permissão para iniciar voos internacionais para o aeroporto de Haneda em Tóquio, numa luta por posições iniciada depois de movimentações recentes para a abertura de rotas aéreas entre o Japão e a América do Norte.

Continental Airlines, United Airlines, Delta Air Lines, Hawaiian Airlines e American Airlines estão competindo por alguns ou todos os quatro pares diários de slots (autorizações para pousos e decolagens) entre os EUA e Haneda disponibilizados para todas as aéreas americanas sob o acordo de "céus abertos" firmado entre EUA e Japão em dezembro [nos acordos de "céus abertos caem as limitações de voos fixadas nos tratados bilaterais entre países].

O acordo foi um divisor de águas nas relações aeronáuticas entre Japão e EUA, diminuindo as barreiras para os passageiros e os serviços de transporte de carga, e dando a companhias como American, que estava impedida de atender diretamente a cidade de Tóquio, acesso ao mercado japonês.

Os slots de Haneda são muito requisitados porque o aeroporto é bem mais próximo do centro de Tóquio do que o aeroporto internacional de Narita.

Historicamente, as autoridades sempre preferiram usar Haneda para voos domésticos desde a inauguração de Narita em 1978, mas de acordo com os planos do governo desenvolvidos juntamente com o acordo bilateral de "céus abertos", o aeroporto será aberto ao tráfego internacional este ano.

A United Airlines espera iniciar um serviço sem interrupções de San Francisco a Haneda, enquanto a Continental e a Continental Micronesia, sua subsidiária integral, querem voar do aeroporto de Newark, em Nova York, e Guam, para Haneda. A Hawaiian pediu permissão para voar entre Honolulu e Haneda.

A American quer usar dois pares de slots para voos entre o Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, e o Aeroporto Internacional de Los Angeles e Haneda.

Os planos da Delta são os mais ambiciosos. A maior companhia aérea do mundo em passageiros transportados, fez um pedido para operar serviços sem escalas entre Haneda e Seattle, Detroit, Los Angeles e Honolulu.

Estabelecer uma posição em Haneda é importante para a Delta porque o fim do monopólio do aeroporto de Narita nas viagens internacionais vai diluir a posição d e liderança que ela conseguiu no Japão com a aquisição, em 2008, da NorthWest Airlines, beneficiária de longa data de direitos especiais de acesso ao Japão.

 

Folha de São Paulo
18/02/2010

Air France anuncia retomada de busca por caixas-pretas
Objetos são essenciais para a conclusão das investigações sobre o acidente que matou 228 pessoas em maio de 2009
O último relatório técnico indicou falhas nas sondas que medem a velocidade da aeronave, mas descartou que essa tenha sido a causa

ANA CAROLINA DANI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS

A terceira e provavelmente última fase de buscas das caixas-pretas do avião da Air France que caiu no Atlântico em maio de 2009 terá início na primeira quinzena de março, segundo informou o BEA (órgão francês que investiga o acidente). Os destroços do Airbus A330 são considerados essenciais para a conclusão das investigações.

O avião, que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, caiu a cerca de 1.500 km de Recife, matando as 228 pessoas a bordo. Às 23h14 do dia 31 de maio, a aeronave emitiu uma mensagem automática de despressurização e pane elétrica.

Até o momento, as causas do acidente com o voo 447 são desconhecidas. O último relatório técnico, divulgado no dia 17 de dezembro, indicou falhas nas chamadas sondas pitot, que medem a velocidade das aeronaves em voo, mas descartou que o problema tenha sido a causa do acidente.

Nas buscas serão usados dois navios, o americano Anne Candies e o norueguês Seabed Worker, equipados com quatro sonares e dois ROVs, robôs submersíveis teleguiados remotamente, que podem descer a até 6.000 metros.
Os equipamentos serão transportados nos próximos dias ao navio Annie Candis, que se encontra no Golfo do México e que vai, em seguida, partir em direção ao Brasil, onde deve chegar entre duas e três semanas. O navio norueguês está atualmente no Atlântico, e a previsão é que chegue ao Brasil no início de março.

De acordo com o diretor do BEA, Jean-Paul Troadec, autoridades brasileiras não participarão diretamente das buscas. "Mas irão facilitar a preparação da operação, já que os investigadores terão que transitar por portos brasileiros."

A zona está situada a noroeste da última posição conhecida do avião antes do acidente, a cerca de 1,2 mil quilômetros da costa brasileira, e foi definida a partir da reconstituição da trajetória dos destroços que foram encontrados no oceano Atlântico.

A nova fase custará 10 milhões e será financiada em partes iguais pela Air France e pela Airbus, construtora do A330.
John Clemes, porta-voz da associação Entraide et Solidarité AF-447, que agrupa aproximadamente 60 famílias das vítimas do acidente, afirmou estar satisfeito com os meios que serão utilizados na nova fase, apesar de lamentar o atraso no início da operação.

 

 

Site Turisver
18/02/2010

Air France realizou primeiro voo para a África do Sul num A380

O primeiro voo da Air France com destino a Joanesburgo, na África do Sul, a bordo de um avião Airbus A380, aterrou ontem nesta cidade sul-africana, depois de ter partido no dia anterior, pelas 23h30, do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, informou a companhia aérea em comunicado.

Com este primeiro voo, a Air France passa a ser pioneira na oferta de voos a bordo do maior avião civil do mundo para o continente africano, que vai passar a realizar três das 10 frequências semanais da companhia entre Paris e Joanesburgo, até 28 de Março.

Depois de 28 de Março, a Air france vai passar a operar sete frequências por semana entre Paris e Joanesburgo, das quais três vão ser a bordo de um A380, até final de Abril, data em que a Air France espera receber o terceiro A380, passando as ligações a ser inteiramente efectuadas por estes aparelhos.

“A implementação do A380 entre Paris e Joanesburgo, logo depois de Nova Iorque em Novembro de 2009, ilustra a importância que a Air France dá ao continente africano, e à África do Sul em particular, onde a companhia está presente desde 1953”, afirmou Pierre-Henri Gourgeon, director geral da Air France-KLM.

Além de ostentar o titulo de maior avião civil do mundo, com 538 lugares e três classes de bordo, nomeadamente La Première, Affaires e Voyageur, o Airbus A380 é também o avião mais ecológico alguma vez construído, produzindo menos 75% de CO2 por passageiro/quilometro.
I.M.

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