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Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017
18/02/2009
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Valor Econômico
18/02/2009

Terceira maior do setor aéreo, Webjet mira o cliente corporativo
Roberta Campassi, de São Paulo

José Wagner Ferreira, presidente da Webjet há 37 dias, vibrou na semana passada quando soube que a participação da companhia em voos domésticos havia subido de 3,7% para 4,3%, entre dezembro e janeiro. A fatia não chega a ser um décimo do bolo de 49,5% da líder de mercado TAM, onde Ferreira foi o principal executivo da área comercial por quase dez anos e de onde saiu em julho passado. Equivale também a pouco mais de 10% da participação de 41% da Gol, a vice-líder. Ainda assim, 4,3% é a maior fatia que a Webjet já teve e lhe dá o posto de terceira maior aérea do país.

Em janeiro, o impulso à companhia foi dado especialmente pelas viagens de lazer. Além de o primeiro mês do ano ser aquecido, conta o fato de que a Webjet é controlada pela operadora de pacotes turísticos CVC, a maior do país. Ferreira afirma que a CVC sozinha responde por 20% das vendas da Webjet, mas ressalta que a companhia aérea faz negócios com independência. "A Webjet tem administração própria e atende qualquer cliente, inclusive outras operadoras de viagem", diz o executivo. "A CVC não paga passagens mais baratas do que as outras", completa.

"Acredito que a Webjet trate todos de forma igual, porque isso dá credibilidade. Ela cairia em total descrédito se não fizesse isso", afirma José Eduardo Barbosa, presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa).


A CVC comprou a Webjet em junho de 2007 e colocou-a em rota de crescimento (ver quadro abaixo). Antes disso, a empresa aérea fundada em 2005 fracassou em suas tentativas de decolar.

Um dos desafios da Webjet, contudo, é diluir a associação com viagens de lazer e ganhar mais apelo com viajantes a negócios, que representam de 60% a 70% do público que viaja de avião no Brasil. "Depois do carnaval, teremos uma malha nova, com mais voos voltados ao mercado corporativo", conta Ferreira. As mudanças incluem o aumento de voos diários entre o Rio e Brasília, de três para cinco; a inauguração da rota São Paulo-Curitiba e a ampliação das operações em Porto Alegre, entre outras.

Para Ferreira, é essencial operar rotas de tráfego denso, como a ponte Rio-São Paulo e os voos dessas capitais a Brasília. "Essas rotas são o colchão de uma empresa aérea". Em outras palavras, a sustentam financeiramente.

Ferreira defende a abertura de aeroportos centrais e o acesso a horários nobres de voo às empresas menores. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) trabalha para abrir o Santos Dumont, hoje restrito a certos tipos de operação, e para redistribuir espaços (slots) em Congonhas a mais empresas. No aeroporto paulistano, as quatro aéreas que operam no local - Gol, TAM, OceanAir e Pantanal - terão que ceder slots a outras. Esse processo começaria neste primeiro trimestre, mas a Anac trabalha com prazos mais longos.

"O mais importante é como os slots serão distribuídos. Não adianta me dar só o voo do meio-dia, eu quero o horário nobre das 7h00, das 8h00, se não a companhia não sobrevive." As regras delineadas pela Anac indicam que as empresas já instaladas em Congonhas e Santos Dumont não precisarão abrir mão de horários nobres. Ainda há espaços livres em horários de pico no aeroporto do Rio. Em Congonhas, as empresas instaladas vão escolher quais horários cederão às outras.

A Webjet tem frota de 11 aviões e previa, até 2008, ampliá-la para 16 neste ano. Mas a crise adiou a expansão até o segundo semestre. Ferreira conta que, ao ser convidado pela CVC para presidir a aérea, disse que só iria quando ela tivesse 16 aeronaves, "porque com onze o equilíbrio financeiro é frágil". Mas acabou cedendo. "Não tem jeito, sou apaixonado por aviação."

O relacionamento entre CVC e Ferreira existe desde quando o executivo trabalhava na Vasp na década de 1990. Depois, durante a gestão de Ferreira na TAM, a operadora de turismo tornou-se uma das principais clientes da empresa fundada por Rolim Amaro. Outras operadoras criticavam o acesso "exclusivo" da CVC à TAM. Há cerca de dois anos, porém, as empresas começaram a se afastar. A CVC resolveu ter sua própria companhia aérea e hoje a TAM "tem uma política de buscar vários parceiros", diz Barbosa, da Braztoa.

 

 

Valor Econômico
18/02/2009
Concessão: uma saída para os aeroportos
Cristiano Romero

Uma proposta de concessão de aeroportos, feita por empresas privadas e encampada pela Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), circula há um mês no governo. Ela prevê a concessão à iniciativa privada, por 25 anos, de 15 dos 67 aeroportos nacionais, hoje administrados pela estatal Infraero. Nesse período, considerando estimativas feitas pelo estudo, esses 15 aeroportos receberiam cerca de R$ 14 bilhões em novos investimentos e a União arrecadaria R$ 10,1 bilhões em Imposto de Renda e CSLL e, por meio da Infraero, R$ 26,1 bilhões em outorgas.

De acordo com a proposta, os 15 aeroportos autossustentáveis (lucrativos) do país seriam concedidos ao setor privado individualmente ou em blocos. Ao concessionário caberia cuidar da operação, da manutenção e dos investimentos necessários ao atendimento das demandas de expansão. Para levar a concessão, a empresa ou consórcio pagaria uma outorga anual à Infraero - o maior valor, a partir de um mínimo previsto no edital de concessão - durante 25 anos.

Para administrar e investir nos 52 aeroportos restantes, a Infraero manteria a receita apurada nessas unidades e a receita total da navegação aérea, além da outorga, que, pelas estimativas reveladas a esta coluna e apresentadas ao governo, renderiam algo como R$ 1,044 bilhão por ano, em média, no período de 25 anos. Mesmo mantendo todos os funcionários que possui hoje, ou seja, sem demitir os que trabalham nos 15 aeroportos que seriam concedidos ao setor privado, a Infraero teria R$ 852 milhões para investir anualmente nos 52 aeroportos sob sua administração, mais, portanto, do que dispõe hoje.

Um aspecto interessante da proposta é que ela prevê a manutenção das tarifas pagas hoje pelos passageiros. Seu reajuste ocorreria de acordo com regras estabelecidas pelo governo nos editais de licitação. Esta seria uma forma de evitar que os administradores privados, atuando num setor em que existe monopólio natural, repassassem suas ineficiências às tarifas, ou seja, para o bolso dos consumidores. O que se alega, na justificativa de manutenção dos preços atuais, é que a tarifa de embarque representa um percentual pouco significativo do valor da passagem aérea, algo entre 2,5% e 9%, dependendo do tipo de tarifa e da companhia.

"As tarifas aeroportuárias brasileiras, que estão na média do mercado mundial, representam apenas 5% do custo operacional das companhias aéreas comerciais", informa uma fonte envolvida nas discussões com o governo. A ideia de estimular uma competição tarifária poderia minar a principal necessidade neste momento, que é viabilizar investimentos na expansão dos principais aeroportos. Ademais, os passageiros têm, aparentemente, maior sensibilidade ao preço final da passagem e ao atendimento de suas necessidades de conforto e segurança do que aos valores atuais das tarifas.

O modelo de concessão, que já foi apresentado aos ministérios da Fazenda e da Casa Civil, ao BNDES e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), é uma bela contribuição ao debate que vem sendo travado dentro do governo sobre como resolver o gargalo da infraestrutura aeroportuária brasileira. No ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a realização de estudos para a concessão dos aeroportos de Viracopos, em Campinas (SP), e do Galeão, no Rio de Janeiro.

O BNDES está em processo de licitação para a contratação da empresa que proporá uma nova modelagem para o setor. A busca de uma solução é urgente. Os principais aeroportos do país estão sobrecarregados e o Tesouro e a Infraero não dispõem de recursos para investir. Não é demais lembrar que faltam apenas cinco anos e meio para a realização da Copa do Mundo de 2014, o maior evento internacional de que o país deverá ser sede em sua história contemporânea. Estima-se que a construção de um terceiro aeroporto em São Paulo, por exemplo, consumiria cerca de seis anos (isto, se o projeto fosse tocado pela iniciativa privada).

Com a estabilização da economia e a expansão da classe média, o setor de transporte aéreo cresceu, entre 2003 e 2007, a taxas anuais superiores a 10%. Em 2008, até setembro, avançou 10,2%, mas, por causa da crise, fechou o ano com um desempenho mais modesto, embora ainda vigoroso - um incremento de 7,4%. Numa estimativa conservadora, o BNDES calcula que esse mercado crescerá, em média, 7% ao ano nos próximos 15 anos. Sem investimentos, os aeroportos não suportarão a carga e a conta será paga pelos usuários, com a piora de serviços já precários, como demonstraram os apagões.

A capacidade de investimento da Infraero é limitadíssima. Dados do Boletim de Informações Gerenciais da estatal mostram que, entre 2003 e 2006, a empresa investiu, em média, R$ 685 milhões por ano nos 67 aeroportos. É verdade que o investimento poderia ser bem maior se o Tesouro não abocanhasse fatia considerável da arrecadação do setor.

Em 2008, em números aproximados, a receita pública total do setor chegou a R$ 4,3 bilhões, sendo que R$ 1,1 bilhão foram para o caixa do Tesouro e R$ 400 milhões para a Aeronáutica. Ainda assim, os custos pesados de uma empresa estatal como a Infraero, que não tem acionistas privados - ao contrário da Petrobras, por exemplo -, limitam a sua governança e, portanto, a capacidade de investimento, sugerindo que, sem a participação da iniciativa privada, o setor aeroportuário poderá entrar em colapso no Brasil em pouco tempo.

A demanda argentina na indústria naval

Na negociação com o Brasil, os argentinos pediram que sua indústria passe a atender parte da demanda da indústria naval brasileira. Em português claro, eles querem um acordo para fabricar "supply boats", embarcações que fazem o abastecimento de navios. A demanda é bem-vista em Brasília. "É uma parte pequena do nosso negócio que podemos passar para eles. Não é a parte do leão", disse um ministro próximo de Lula. "A Argentina é problema nosso. Se não cuidarmos dela, ela nos bloqueia."

Cristiano Romero é repórter especial e escreve às quartas-feiras.

 

 

O Estado de São Paulo
18/02/2009

Jetblue dará ''seguro'' para perda de emprego

A companhia aérea americana JetBlue Airways vai oferecer reembolso integral para os consumidores que perderem o emprego involuntariamente antes de viajar, no mais recente esforço para atrair os clientes dos Estados Unidos, que reduziram vários gastos à medida que a crise do crédito se intensificou. Os clientes da JetBlue que fizerem reservas até 1.º de junho (retroativo a 1.º de fevereiro) e perderem o emprego a partir de hoje são elegíveis para o programa. Os viajantes precisam pedir o reembolso no mínimo 14 dias antes do voo.

 

 

O Estado de São Paulo
18/02/2009

Frente combaterá ampliação de pista

Trezentos moradores do Jabaquara, Moema e Campo Belo, vizinhos do Aeroporto de Congonhas, se reuniram ontem na Assembleia Legislativa para discutir e protestar contra a ampliação da pista, em direção ao Jabaquara. Ficou acertada a criação de uma frente com representantes de entidades locais e deputados para lutar contra a ampliação.

 

 

O Globo
18/02/2009

Coluna Ancelmo Góis

 

 

Mercado e Eventos
18/02/2009

Infraero abre concurso para cadastro de reserva em diversos cargos

A Infraero oferece novas oportunidades para profissionais de nível superior e médio. Nesta terça-feira (17/02), foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) edital do concurso público da empresa para cadastro de reservas, abrangendo diversos cargos, em 83 localidades. O concurso será realizado pela Fundação Carlos Chagas. As inscrições ocorrerão no período de 16 de março a 3 de abril, pela internet. O valor é de R$ 66,37 para os cargos de nível superior e R$ 51,37 para nível médio e técnico.

As oportunidades de nível superior são para assistente social, bibliotecário, biólogo, enfermeiro de trabalho, jornalista, relações públicas, publicitário, pedagogo, psicólogo, administrador, advogado, auditor, contador, economista, médico do trabalho, analista de sistemas, arquiteto, engenheiro agrônomo, engenheiro ambiental, engenheiro civil, engenheiro de infraestrutura aeronáutica, engenheiro de segurança do trabalho, engenheiro de telecomunicações, engenheiro eletricista, engenheiro eletrônico, engenheiro florestal, engenheiro mecânico, engenheiro mecatrônico, engenheiro químico, engenheiro sanitarista e meteorologista.

Já as vagas de nível médio são para desenhista projetista, técnico em edificações, técnico em eletrônica, técnico em eletrotécnica, técnico em estradas, técnico em mecânica, topógrafo, técnico em contabilidade, técnico em enfermagem do trabalho, técnico em segurança do trabalho e profissional de serviços aeroportuários.

As provas estão previstas para ocorrer no dia 21 de junho. A confirmação da data e as informações sobre horários e locais serão divulgadas oportunamente por meio de Edital de Convocação.

 

 

O Dia
18/02/2009

Infraero está com mais um edital na praça
Andréa Machado

Rio - Após encerrar, na semana passada, as inscrições para seu primeiro concurso do ano, a Infraero está com mais um edital na praça. Desta vez, o objetivo também é formar cadastro de reserva para cargos dos níveis Médio/Técnico e Superior. No Rio, há chances para administradores; advogados; analistas de sistemas; arquitetos; assistentes sociais; biólogos; contadores; economistas; enfermeiro do trabalho; engenheiros (Ambiental; Civil; Eletricista; Eletrônico; Mecânico; Sanitarista; Telecomunicações); jornalistas; médicos do trabalho; meteorologistas; relações públicas; pedagogos; e psicólogos.

Para Nível Médio, as vagas são de desenhista projetista; técnico (edificações, eletrônica, eletrotécnica, estradas, mecânica, enfermagem do trabalho, segurança do trabalho e contabilidade); e profissional de serviços aeroportuários.

Os vencimentos variam de R$ 1.029,50 a R$ 3.203,53. Inscrições serão aceitas de 16 de março a 4 de abril, no site www.concursosfcc.com.br. As taxas de participação na seleção são de R$ 51,37 e R$ 66,37. Previsão é que provas sejam aplicadas em 21 de junho.





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