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Sábado, 27 de Maio de 2017
17/08/2009

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Valor Econômico
17/08/2009

TAM lucra com câmbio, mas receita mostra queda
Murillo Camarotto, do Valor Online de São Paulo

Após apresentar no segundo trimestre um dos piores prejuízos operacionais dos últimos anos, a TAM Linhas Aéreas espera mostrar números positivos no segundo semestre de 2009. A aposta é baseada no aumento de preços das passagens e reaquecimento da demanda.

A companhia fechou o segundo trimestre deste ano com lucro de R$ 788,9 milhões, aumento de 134% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado por ganho de R$ 1,283 bilhão no resultado financeiro.

A conta financeira foi beneficiada pela valorização do real frente ao dólar e pela marcação a mercado das posições futuras de hedge de combustível.

Em termos operacionais, no entanto, a receita líquida da companhia recuou 8,6% na comparação anual, para R$ 2,3 bilhões no segundo trimestre, diante da queda da demanda.

O presidente da companhia, David Barioni Neto, explicou que a queda na receita líquida, foi responsável pela resultado operacional negativo em R$ 95,3 milhões. A receita menor, segundo ele, decorreu de preços mais enxutos e menor ocupação das aeronaves.

O resultado da TAM medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e arrendamento foi de R$ 191,5 milhões no segundo trimestre, com queda de 39,9% na comparação com um ano antes.

Barioni informou que os preços do trimestre corrente já estão 10% acima dos praticados no segundo trimestre, porém ainda 17% inferiores aos observados há um ano. Como a ocupação segue em tendência de alta, a companhia espera ver resultado operacional de volta ao azul.

No primeiro semestre, a TAM somou lucro de R$ 850,7 milhões, alta de 115% na comparação anual.

 

 

Consultor Jurídico
17/08/2009

Boeing pagará US$ 25 milhões para encerrar ação

A Companhia Boeing concordou em pagar ao governo dos Estados Unidos US$ 25 milhões para encerrar uma ação civil. A empresa foi acusada de praticar preços, acima dos de mercado, contra a Força Aérea. De acordo com a inicial, os preços superfaturados vinham sendo cobrados na manutenção dos aviões KC-10. O McDonnell Douglas KC-10 é um avião-tanque a serviço da Força Aérea e é derivado do avião civil DC-10. As informações são do site Litigation Daily.

Segundo o acordo, a Boeing de Chicago pagará ao governo dos EUA US$ 18,4 em espécie e o restante dos US$ 25 milhões será descontado da manutenção de outras aeronaves. “Nós discordamos das acusações do Departamento de Justiça dos EUA”, disse Deborah VanNierop, assesora da Boeing.

Mesmo sendo uma vedete da Guerra do Vietnã, o KC-10 foi muito empregado em operações recentes no Iraque e Afeganistão. A ação do Departamento de Estado nasceu de uma outra, ajuizada por dois ex-funcionários da Boeing, Anthony Rico e Fernando de la Garza, que acusaram a empresa de os terem forçado a instalar equipamentos desnecessários nesses aviões. A ação trabalhista foi apensada em outra semelhante, tocada pelo governo e investigada pelo Escritório Especial da Força Aérea para Investigações de Crimes.

Com base no Ato de Demandas Ilegais, o False Claims Act, os ex-funcionários Rico e De La Garza vão rachar US$ 2,6 milhões, como parte do acordo civil. O False Claims Act é uma das leis mais antigas dos EUA. Foi aprovada pelo Congresso dos EUA em 2 de março de 1863. Também é conhecida como “Lei de Lincoln”. Por essa lei, funcionários de empresas não-governamentais podem processar empregados do governo acusados de gerar acordos superfaturados com empresas privadas. Caso vençam a ação, os que ajuizaram a inicial podem ficar com 15% ou 25% do acordo.

A origem do False Claims Act está na Guerra Civil dos EUA (1861-65), quando empresas de má-fé passaram a fornecer, ao Exército dos EUA, mulas mancas, comida estragada e fuzis que falhavam.

 

 

Site Brasilturis
17/08/2009

LUFTHANSA inaugura novo hangar para A380

Depois de aproximadamente 20 meses de obras, a Lufthansa Technik acaba de inaugurar a primeira fase da construção do novo hangar de manutenção do A380. Na área de cerca de 25 mil m² há espaço para fazer a manutenção simultânea de dois Airbus A380 ou três Boeing 747.

“Frankfurt será a base natal e de manutenção dos nossos 15 A380. Com este novo hangar, estamos muitíssimo bem preparados para os primeiros A380. Mais uma vez, o aeroporto de Frankfurt se destaca por ser um dos centros de distribuição mais importantes do mundo”, disse presidente da Deutsche Lufthansa AG, Wolfgang Mayrhuber.

O sistema de hangares completo com capacidade para atender quatro A380 deverá estar pronto em 2015. Será, então, o maior hangar de manutenção de aviões da Europa, no qual a Lufthansa terá investido 150 milhões de euros. Para erguer o hangar A380, a Lufthansa fechou um contrato de usufruto de terreno de 65 anos referente à área de 17 hectares no sudoeste do aeroporto.

“As medidas do A380 ultrapassam todas as dimensões de aviões conhecidas até então. Agora, com o novo hangar de manutenção, temos o espaço necessário à nossa disposição. Devido à divisão da obra em duas fases, a frota e o hangar crescerão em sintonia com o mercado”, completou o presidente da Lufthansa Technik AG, August Wilhelm Hennigsen.

 

 

Dn Globo - Portugal
17/08/2009

Avaria nas asas e erro do co-piloto no voo da Spanair
por PATRÍCIA VIEGAS

Quase um ano depois do acidente com o avião da Spanair, no qual morreram 154 pessoas no aeroporto madrileno de Barajas, a Comissão de Investigação de Acidentes de Aviação Civil concluiu que houve uma avaria técnica nas asas do aparelho e um erro de percepção do co-piloto.

Num relatório preliminar ontem divulgado, a comissão refere que quando o avião começou a guinar o co-piloto assumiu tratar-se de falha no motor, ignorando que o verdadeiro problema estava nas asas. Os flaps e os slaps, estabilizadores aerodinâmicos das asas, não tinham a configuração correcta para iniciar o voo, estando recolhidos. E o McDonnell Douglas 82 não tinha sustentação para descolar.

O co-piloto do voo que partira do aeroporto internacional de Barajas em Madrid para o de Las Palmas, nas Canárias, não foi avisado da posição incorrecta porque o sistema TOWS não estava a funcionar, ou seja, não enviou qualquer sinal sonoro ou luminoso a dar conta da posição incorrecta dos flaps e slaps.

Essa falha poderá indicar uma má manutenção do avião, refere o relatório da comissão, algo que foi denunciado logo na altura pelo sindicato de pilotos desta companhia aérea. A comissão de investigação recomendou, por isso, que o TOWS passe a ser um sistema essencial, do qual dependa a descolagem.

"Os factores humanos durante as operações de manutenção estão a ser investigados e analisados com bastante precisão", lê-se no mesmo relatório. Alguns media espanhóis referem que o erro de percepção do co-piloto também pode ter que ver com o atraso do voo. Este já abortara a descolagem uma primeira vez naquele mesmo dia, mas depois recebeu luz verde para partir. A seguir foi a tragédia.

O avião caiu depois de ter descolado do terminal quatro do aeroporto de Barajas. Incendiou--se de imediato porque estava cheio de combustível. Quase todos os ocupantes morreram. Só 19 pessoas sobreviveram ao dia 20 de Agosto de 2008.

Os relatos feitos aos media pelas equipas de salvamento foram de verdadeiro horror: desde a mãe que disse ao bombeiro para salvar primeiro a filha, ao menino que não parava de perguntar quando acabava o filme. A identificação dos cadáveres, através de testes de ADN, foi um processo longo e doloroso para as famílias das vítimas.

Além das falhas técnicas e humanas directamente relacionadas com o avião, a comissão investiga também se as operações de busca e salvamento se desenrolaram normalmente. O El Mundo, citando bombeiros, noticiou ontem que a torre de controlo demorou muito tempo a autorizar a entrada das equipas de salvamento nas pistas do aeroporto de Barajas.

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