Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017
16/07/2009

Notícias Anteriores

O Estado de São Paulo
16/07/2009

Governo pode reduzir taxas para a aviação
Os impostos e taxas representam hoje 40% do custo das passagens
Tânia Monteiro

O governo quer fazer uma revisão nas onze tarifas que incidem sobre as passagens aéreas para tentar unificá-las e, possivelmente, reduzi-las, o que poderia levar a uma diminuição do preço da passagem de avião para o consumidor. O estudo foi determinado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que considera exagerada essa variedade de tributos. De acordo com as companhias aéreas, em média, 40% do custo de uma passagem representa o pagamento de taxas aeroportuárias e impostos. Jobim disse que tem pressa em finalizar o estudo, mas não fixou prazos.

O dinheiro arrecadado com as onze tarifas hoje incidentes no custo das passagens aéreas é distribuído entre a Infraero, que administra os aeroportos, o Comando da Aeronáutica, que recebe recursos para o Fundo Aeronáutico e Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a Secretaria de Finanças da Aeronáutica e o Tesouro Nacional. Somente este ano, até maio, o faturamento com tarifas aeroportuárias e de navegação aérea somou R$ 1,432 bilhão.

A tarifa que mais rendeu recursos ao governo foi a de embarque doméstico, pago pelos passageiros quando compram suas passagens: R$ 328,8 milhões. As taxas de embarque em voos internacionais renderam outros R$ 185,6 milhões.

As taxas de embarque doméstico e internacional são as únicas devidamente identificadas para os passageiros nos seus tíquetes de passagens. As demais são embutidas no preço do bilhete aéreo.

As taxas de embarque variam de acordo com o aeroporto em que o passageiro embarca. As mais caras, de aeroportos como Guarulhos, Congonhas, Brasília, Confins e Galeão, são de R$ 19,62. Como segunda categoria, no valor de R$ 15,42, estão as taxas cobradas nos aeroportos Santos Dumont e Pampulha. As mais baratas são de pequenos aeroportos no interior do País e podem chegar a R$ 8,01.

As taxas de embarque internacional variam de US$ 12 a US$ 36. Os valores das taxas de embarque não são reajustadas desde fevereiro de 2005, no caso das domésticas, e de fevereiro de 1994, no caso das internacionais, segundo a Infraero.

A segunda fonte de arrecadação de tarifas é a de armazenagem e capatazia, que somou R$ 316 milhões nos cinco primeiros meses deste ano. Além dessas três taxas, existem ainda outras embutidas no preço dos bilhetes, como a tarifa de pouso e permanência de aeronaves.

Durante a crise aérea, o governo tentou aumentar essas tarifas para descongestionar aeroportos que funcionavam como entroncamento de linhas aéreas (hubs), mas acabou apenas introduzindo outras formas de cobrança. As tarifas de pouso e permanência não são reajustadas desde agosto de 1997 e fevereiro de 1994, respectivamente. Há ainda a Tarifa de Uso das Comunicações e dos Auxílios à Navegação Aérea em Rota (TAN) doméstica e internacional, e a Tarifa de Uso das Comunicações e dos Auxílios Rádio e Visuais em Área Terminal de Tráfego Aéreo (PAT) nacional e internacional.

 

 

O Estado de São Paulo
16/07/2009

França retomará busca, com um só navio
Procura por mais destroços será reiniciada na próxima semana
Andrei Netto

O Escritório de Investigações e Análises para a Aviação Civil (BEA) da França anunciou ontem, em Paris, que dará início na próxima semana à nova fase nas buscas aos destroços do Airbus A330 da Air France que fazia o voo 447 e caiu no Oceano Atlântico em 31 de maio, matando as 228 pessoas a bordo. O avião ia do Rio com destino a Paris.

A nova etapa será realizada apenas pelo navio Pourquoi Pas?, embarcação do Instituto Francês de Pesquisa e Exploração do Mar (Ifremer), que transporta sonares e um robô-submarino com capacidade de mergulho em altas profundidades.

Os trabalhos de buscas serão retomados a partir da próxima semana e terão duração de um mês. O Pourquoi Pas? participava das operações anteriores, que contaram inclusive com um submarino nuclear, o Émeraude, além de diversas embarcações da Marinha francesa.

Desde sexta-feira, entretanto, o trabalho de rastreamento das ondas de rádio emitidas pelas balizas das caixas-pretas do Airbus da Air France havia sido suspenso, já que a possibilidade de que a transmissão continue depois de um mês do acidente é remota.

As buscas aos destroços do AF 447 são responsabilidade do governo francês. Na segunda-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que está no país, encontrou-se com o presidente da Air France, Pierre-Henri Gourgeon.

A seguir, em entrevista à imprensa brasileira, revelou que as autoridades francesas consideram as buscas "extremamente difíceis", por serem realizadas em uma região escarpada, com profundidades de até 4 mil metros.

Além de coordenar a procura pelas caixas-pretas, o BEA voltará a analisar nas próximas semanas as 640 peças localizadas pela Marinha do Brasil e da França. Os destroços, que estavam no Recife, chegaram a Toulouse, no sul do país, na terça-feira.

 

 

Valor Econômico
16/07/2009

Negociações de preços agitam setor de saúde Beth Koike e Mauro Zanatta, de São Paulo e Brasília

De um lado, as operadoras propõem reajustes entre 8,4% e 10,2%. Do outro, as empresas reduzem custos com planos

O setor de saúde privada, que movimentou R$ 59 bilhões no ano passado, vive um momento de negociações acaloradas. De um lado, as operadoras de planos de saúde propõem reajustes médios entre 8,4% e 10,2%, bem acima dos 4,8% registrados pelo IPCA nos últimos 12 meses. Do outro, as empresas, atingidas ou assustadas pela crise, tentam reduzir custos com os planos.

Ontem, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) introduziu um novo complicador nas negociações, ao anunciar que as operadoras poderão reajustar os preços dos planos corporativos apenas uma vez por ano. A prática atual prevê, em geral, três aumentos anuais, mas há seguradoras que elevam os preços até trimestralmente.

Essa rodada de negociações acirradas ocorre após um período crítico para as operadoras. Dificuldades de acesso ao crédito e problemas de caixa, ambos derivados da crise financeira internacional, somaram-se à significativa elevação da demanda da clientela por serviços. Com medo de perder o emprego na crise e, consequentemente, o benefício do plano de saúde, muitos trabalhadores anteciparam procedimentos de cirurgias simples ou check-ups de rotina, o que pressionou o caixa das operadoras. Além disso, houve estagnação nas vendas de novas apólices e aumento de 4% na inadimplência. O número de consultas médicas e exames laboratoriais aumentou 13,2% e 11,3%, respectivamente, entre novembro e abril.

Em Brasília, quatro dos 13 hospitais credenciados pela Cassi, vinculada ao Banco do Brasil, deixaram de aceitar clientes dessa operadora. Sob o argumento de que existem dívidas não pagas e desentendimentos sobre reajustes da remuneração de procedimentos médicos, os hospitais Santa Lúcia, Prontonorte, Daher e Santa Helena cortaram o plano.

Na Bradesco Saúde, maior empresa do ramo no país, com 2,8 milhões de beneficiários, as negociações têm sido duras e praticamente diárias desde o agravamento da crise financeira, em setembro. "As empresas estão se movimentando e revendo custos. Estamos sentindo muito a pressão", disse Heráclito de Brito Gomes Júnior, presidente da Bradesco Saúde.

 

 

Zero Hora
16/07/2009

TRAGÉDIA AÉREA
A terceira queda em 46 dias
Irã investiga causas do acidente com avião Tupolev que provocou a morte de todas as 168 pessoas a bordo

Depois da queda de um Airbus da Air France no dia 31 de maio no meio do Oceano Atlântico e do acidente com uma aeronave da Yemenia Airways na costa das Ilhas Comores, em 30 de junho, o Irã foi palco ontem da terceira grande tragédia aérea no mundo em apenas um mês e meio.

As autoridades iranianas tentavam entender os motivos da queda de um avião Tupolev Tu-154M, de fabricação russa, perto do vilarejo de Jannatabad, na periferia da cidade de Qazvin, cerca de 120 quilômetros a noroeste da capital, Teerã. Morreram no desastre do voo 7908 da companhia Caspian Airlines, entre Teerã e a capital da Armênia, Ierevan, todas as 168 pessoas a bordo – 153 passageiros e 15 tripulantes.

As primeiras suspeitas apontam para problemas técnicos e de manutenção – o Irã tem uma frota aérea em péssimas condições, em parte pelas dificuldades financeiras das empresas locais, em parte por causa das sanções internacionais a que o país é submetido. Proibido de adquirir aeronaves novas e peças de reposição das gigantes ocidentais da aviação Boeing e Airbus, o Irã tem recorrido a aviões russos, que não são afetados pelas sanções, mas, em compensação, têm um histórico de acidentes bem maior.

Segundo as autoridades iranianas, o Tupolev decolou às 11h15min (4h15min em Brasília) e caiu 16 minutos depois, abrindo uma cratera de 10 metros de diâmetro no solo. Testemunhas dizem que a cauda da aeronave pegou fogo em pleno ar, indicando que um dos motores teria se incendiado.

– Vi o avião cair com o bico apontando para o chão. Quando tocou o solo, aconteceu uma enorme explosão. O impacto foi como o de um terremoto. Pedaços voaram pelos campos – contou Ali Akbar Hashemi, um operário de 23 anos.

No local da queda, a imagem era de desolação, com centenas de pedaços da fuselagem e corpos espalhados pelo campo, alguns a mais de 200 metros de distância da cratera. Dos 168 mortos, 160 tinham nacionalidade iraniana, seis eram armênios, e os outros dois, georgianos. Entre as vítimas estavam oito lutadores da equipe nacional de judô do Irã, além de dois treinadores e o chefe da delegação.

 

 

Folha de São Paulo
16/07/2009

Funcionários do Galeão "adotam" família que mora em aeroporto há 35 dias
FÁBIO GRELLET
DA SUCURSAL DO RIO

Nenhum jogador de futebol, cantor ou atriz. As três pessoas mais paparicadas no aeroporto de Galeão, no Rio, nos últimos 35 dias, são três irmãs: Elizabeth, 6, Bianca, 5, ambas peruanas, e Joana, 2, nascida na Costa Rica.

Os pais delas -Carlos Chavez, 49, e Liliana Sava, 43- são argentinos e chegaram ao Galeão em 11 de junho, vindos de Buenos Aires.

Queriam seguir para Ciudad de David, no Panamá, onde viviam até outubro. Sem dinheiro, instalaram-se no terceiro andar do aeroporto e vivem de favores dos funcionários, encantados com as crianças. "Elas são encantadoras, a gente se diverte o dia inteiro", diz uma funcionária do salão de beleza.

Segundo a mãe, o grupo foi para Buenos Aires porque o pai dela estava doente. Pretendiam ficar 15 dias, mas permaneceram sete meses.

Para voltar ao Panamá, onde, diz ela, o casal trabalha numa fábrica de plásticos, embarcariam a partir do Rio.

O cônsul-adjunto da Argentina no Rio, Cristian Dellepiane, diz que o casal vivia no Panamá com visto provisório e as passagens foram doadas por uma comissão panamenha de auxílio a desabrigados. Ele diz que o casal havia dito que ficaria definitivamente na Argentina e que recusou o transporte oferecido até o país.
A Infraero, que gerencia o Galeão, não se pronunciou.

 

 

Folha de São Paulo
16/07/2009

Avião sem piloto vai monitorar tríplice fronteira
LUIZ CARLOS DA CRUZ
COLABORAÇÃO PARA A AGÊNCIA FOLHA, EM CASCAVEL

Um avião não tripulado com dez metros de envergadura e autonomia para mais de 20 horas de voo vai monitorar a fronteira do Brasil com Paraguai e Argentina. O Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado) é o novo equipamento da Polícia Federal para combater o crime.

O primeiro voo para testar a aeronave será realizado hoje em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Foram adquiridas três aeronaves pela PF. De fabricação israelense, elas têm câmeras capazes de identificar veículos e pessoas a quilômetros de distância. Na região da tríplice fronteira, a aeronave vai monitorar o contrabando de armas e drogas e detectar a presença de grupos criminosos.

O uso do avião não tripulado é comum em forças armadas, mas não em organismos policiais, segundo a PF, que se diz a primeira polícia do mundo a utilizar o Vant.

Uma equipe técnica da empresa israelense vai treinar os agentes federais. A fase de testes ainda não tem prazo para acabar.

 

 

Monitor Mercantil
16/07/2009

Concorrência

Por incrível que pareça, vai surgir concorrência no setor aéreo. Dados de junho - mês em que o volume de vôos subiu 9% - indicam que as líderes TAM e Gol praticamente ficaram estáveis no movimento, enquanto as nanicas Webjet, Azul e Ocean Air apresentaram expansão de 216%. Com isso, há uma clara tendência para a democratização do setor, mais ainda se outras empresas também crescerem, como Team, Trip etc. São bons ventos, pois alguns estrategistas federais torciam para que, com o fim da velha Varig, a TAM virasse a nova rainha absoluta do setor aéreo nacional.

 


Página Principal