Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 28 de Junho de 2017
15/10/2009

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Invertia
15/10/2009

Denúncia de tráfico de influência contra Dilma é arquivada
Laryssa Borges
Direto de Brasília

A comissão de ética pública da Presidência da República arquivou processo em que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, era suspeita de ter praticado tráfico de influência no processo de venda da Varig e da VarigLog. O caso foi levado a público pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu, que acusou a provável candidata governista à sucessão do presidente Lula de ter favorecido o fundo americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros nas negociações da venda das empresas aéreas.

De acordo com a versão de Denise Abreu, Dilma teria liberado os empresários de apresentar documentos de comprovação de renda e dados sobre a origem de capital a ser utilizado na transação. Na mesma ocasião, a ministra foi acusada de ter recebido sigilosamente o advogado e compadre do presidente Lula, Roberto Teixeira, representante do fundo americano Matlin Patterson na transação.

"Há registro da ocorrência de seis encontros (com Roberto Teixeira) não divulgados na agenda de compromissos da referida autoridade. O relator concluiu pela recomendação à ministra Chefe da Casa Civil no sentido de que, em qualquer hipótese, são indispensáveis os registros das audiências, nos moldes recomendados por esta comissão, devendo, tais registros, permanecerem à disposição para consultas", diz o relatório da comissão de ética.

Também neste ano, a ministra já teve de prestar esclarecimentos ao colegiado por ter ganhado presentes acima de R$ 100, teto estabelecido em lei para o recebimento dos mimos, e informar à comissão "o procedimento adotado nas doações realizadas".

O suposto encontro entre Dilma e a então secretária da Receita Federal, Lina Vieira, também deve ser alvo de apuração pelo colegiado. Na suposta reunião, Dilma teria pedido agilidade nas investigações do fisco contra empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

 

 

Presstur
15/10/2009 - (10h04)

TAM perde quota de mercado para GOL, Azul e Webjet

A TAM, maior companhia aérea brasileira, é também a que menos está a beneficiar do boom da aviação no Brasil nos últimos meses e em Setembro perde 6,0 pontos de quota de mercado, para 55,9%, embora tenha um crescimento invejável pelos padrões europeus, em 11,2%, mas que fica aquém dos 23,2% de aumento médio do sector.

A perda de quota de mercado pela TAM, parceira da TAP na Star Alliance, centra-se nos voos domésticos, nos quais em Setembro de 2008 tinha 52,8% do tráfego e este ano tem 44,2%, embora cresça 8,6%, porque o crescimento médio do sector atinge 29,9%.

A principal responsável por esta perda de quota de mercado pela TAM é a Azul, a nova companhia aérea brasileira, que em Setembro atingiu 4,7% do tráfego doméstico, muito próximo dos 4,8% da Webjet, que é a terceira companhia que mais ganha mercado este mês, em 1,84 pontos, depois da GOL, que sobe 1,97 pontos, para 41,9%.

Estas três companhias tiveram um aumento conjunto de quota de mercado em 8,49 pontos, enquanto a TAM perdeu 8,66 pontos, e passaram a representar mais de metade do tráfego doméstico brasileiro (51,3%), com a GOL a encurtar a diferença para a TAM de 12,93 pontos em 2008 para 2,3 pontos em Setembro passado.

A evolução da TAM no doméstico, no entanto, é mitigada pelo desenvolvimento do tráfego internacional, no qual é cada vez mais “rainha absoluta”, tendo atingido em Setembro uma quota de mercado de 87,3%, mais 5,18 pontos que há um ano.

O tráfego internacional da TAM cresceu 15% em Setembro, enquanto GOL e Meta perderam, respectivamente, 23,4% e 13,1%.

No conjunto dos primeiros nove meses de 2009, a TAM tem 86,8% do total de tráfego internacional em companhias brasileiras, quando em 2008 tinha 72,4%, reflectindo, de novo, em especial, o decréscimo da GOL, que passa de 26,6% para 13,1%.

Os dados da ANAC mostram, aliás, que a TAM é a única companhia aérea brasileira a reforçar-se no segmento de voos internacionais, tendo colocado em média, este ano, 39,5% do total da sua capacidade em ligações com o estrangeiro, quando nos primeiros nove meses de 2008 tinha 36,9%.

Esta aposta levou a que o internacional represente para a TAM 42,2% do tráfego total transportado de Janeiro a Setembro deste ano, quando em 2008 o internacional representava 39,4%, quando a média do sector decresce de 31,1% no ano passado para 28% este ano.

 

 

O Estado de São Paulo
15/10/2009

Criança morre em avião que decolava para Brasília

Uma criança de 3 anos morreu na manhã de ontem dentro de um avião da OceanAir, minutos antes de decolar do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. José Paulo Pereira, pai do garoto, disse em depoimento à polícia que o filho lutava contra um câncer e, nos últimos meses, enfrentava o estágio terminal da doença. A companhia aérea se comprometeu a arcar com as despesas do enterro e do traslado do corpo para Juazeiro do Norte (CE), onde vivem os parentes do garoto.

O Fokker MK-28 da OceanAir taxiava na pista quando comissários de bordo perceberam que o menino Paulo Pereira dos Santos se debatia na poltrona. Informado via rádio, o comandante da aeronave decidiu abortar a decolagem e retornar imediatamente ao pátio do aeroporto. Médicos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), estatal que administra os principais aeroportos do País, chegaram a entrar no avião para prestar os primeiros socorros, mas as tentativas de reanimar a criança não surtiram efeito.

Segundo a Assessoria de Imprensa da companhia aérea, passageiros que presenciaram a cena ficaram muito comovidos. O voo só prosseguiu depois que pai e filho foram retirados do avião e levados a uma sala reservada do aeroporto.

A criança fazia tratamento contra um neuroblastoma (tumor maligno encontrado em determinadas partes do sistema nervoso periférico e que acomete principalmente crianças) com uma oncologista em São José dos Campos, no interior do Estado. De acordo com a OceanAir, o menino e seus pais embarcaram no voo 6125, que deveria partir às 9h15 com destino a Brasília. Na capital federal os dois fariam uma conexão para Juazeiro do Norte.

Em depoimento ao delegado Carlos Alberto Mezher, plantonista da delegacia do aeroporto, o pai da criança contou que sabia do delicado estado de saúde do filho. Sua intenção era levar o menino à terra natal para passar os últimos dias de vida ao lado da família, já que as chances de cura eram consideradas remotas. Depois de verificar os relatórios médicos apresentados pelo pai do garoto, o delegado autorizou o traslado do corpo, que deverá ser feito hoje. O médico particular da família assinou o atestado de óbito, eliminando a necessidade de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML).

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