Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017

15/05/2009

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Monitor Mercantil
15/05/2009

Gol quer recompor caixa

O foco da Gol Linhas Aéreas Inteligentes para o ano de 2009 é a recomposição do caixa. Após reverter o prejuízo líquido de R$ 20,5 milhões no primeiro trimestre do ano passado para um lucro líquido de R$ 61,4 milhões, a companhia pretende retomar a rentabilidade com a redução dos custos e número de aeronaves. Nos últimos três meses a Gol havia registrado um prejuízo de R$541,6 milhões. "Nossa prioridade é a reconstrução do caixa da Gol. Estamos nos esforçando para devolver 13 aeronaves paradas", explicou o presidente da Gol, Constantino Oliveira Junior, durante teleconferência de resultados com analistas.

Para ampliar a previsibilidade e reforçar o caixa, a companhia se desfez de operações de hedge e anunciou uma emissão de debêntures no valor de R$ 400 milhões. As debêntures são parcialmente garantidas por recebíveis e serão subscritas pelo banco emissor. O financiamento, terá vencimento em dois anos, com carência inicial de seis meses e um custo de 126% do CDI. O aumento de capital: anunciado no dia 20 de março, no montante de R$203,5 milhões foi praticamente totalmente subscrito pelos controladores e deverá ser homologado até o final de maio. Do valor financeiro envolvido, cerca de R$ 100 milhões foram creditados no caixa durante o mês de março, R$50,0 milhões em abril e o restante em maio.

O caixa da companhia no primeiro trimestre ficou em R$ 395 milhões. (saldo de caixa de R$166,1 milhões, R$214,9 milhões em investimentos de liquidez imediata e R$13,6 milhões, em depósitos restritos), representando uma queda de 33,3% em comparação ao final de 2008. No primeiro trimestre de 2008, era de R$ 1 bilhão. O objetivo esse ano é fechar o caixa em R$ 800 milhões, através do programa de reconstituição.

O vice-presidente financeiro e de Relações com Investidores da Gol, Leonardo Pereira, explicou que parte da queda do volume de caixa neste trimestre está relacionada com a liquidação das operações de hedge. A decisão de liquidar parte das operações no mercado futuro está relacionada à necessidade do pagamento das chamadas de margem da companhia, que torna o fluxo de caixa menos previsível.

A Gol liquidou antecipadamente parte de seus hedges de combustível e a totalidade de seus hedges cambiais com vencimentos futuros. Essas liquidações geraram uma perda com efeito caixa no trimestre de R$ 94,2 milhões. "A liquidação antecipada de operações de hedge durante o trimestre foi uma decisão da companhia visando evitar possíveis aumentos em suas perdas", diz o comunicado divulgado pela Gol.

Durante o trimestre, a Gol registrou perdas em hedge de combustível no valor de R$ 53,1 milhões. O resultado de hedge cambial apresentou ganho de R$ 17,6 milhões e o o taxa de juros, de R$5,8 milhões. O efeito caixa das operações considerando as três modalidades de hedge para o período foi de R$33,6 milhões. Nestes três primeiros meses do ano, o resultado financeiro líquido da companhia totalizou uma despesa de R$12,9 milhões, ante uma receita de R$16,3 milhões em igual intervalo de 2008 e despesa de R$701,8 milhões no quarto trimestre.

Outra iniciativa da Gol é pela redução de custos. Os custos operacionais totalizaram R$1,41 bilhão no trimestre, 9,2% abaixo do primeiro trimestre de 2008. A queda está relacionada ao reposicionamento estratégico da companhia, focando suas operações no mercado doméstico e na América do Sul, consolidação das operações da Gol e da Varig, ocorrida durante o final do ano passado, redução das despesas comerciais e de combustível, além do cenário econômico desfavorável, porém mais estável no trimestre, marcado pela volta do custo de combustíveis a patamares mais próximos da média histórica. "O desempenho é reflexo, principalmente, do reposicionamento estratégico no final de 2008, com o foco das operações no mercado doméstico e na América do Sul. Com a integração entre Gol e Varig, entramos em 2009 como uma empresa muito mais fortalecida. Tivemos uma receita menor, resultado da racionalização da malha e por conta do fim dos voos de longa distância da Varig", justificou o presidente.

A companhia está na fase final do seu plano de substituição das aeronaves 737-300 e 767-300 por 737-800NG e 737-700NG para operação em rotas de curto e médio percurso. Estas aeronaves têm menor custo operacional, maior eficiência no consumo de combustível e reduzirão a idade média da frota. Durante o primeiro trimestre, a Gol recebeu três Boeing 737-700NG e três Boeing 737-800NG (SFP), e iniciou o processo de devolução de cinco aeronaves 737-300, que atualmente se encontram em fase de manutenção, prevista para ser encerrada durante o segundo trimestre de 2009.

A Gol encerrou o trimestre com uma frota operacional de 107 aeronaves, com idade média de 6,6 anos. Segundo Constantino, a frota renovada permite que as aeronaves voem mais horas ao dia e reduz os custos operacionais. Este ano, a empresa irá receber mais 14 aviões nova geração e se desfazer de treze 737-300, com o objetivo de tornar a frota com uma idade média de 5,5 anos.

A receita da Gol recuou neste primeiro trimestre. A receita líquida atingiu R$1,52 bilhão, redução de 5,4% em comparação a R$1,6 bilhão em igual intervalo de 2008. O fluxo de passageiros transportados no mercado doméstico registrou crescimento de 2% no mês passado, em relação ao mesmo período do ano passado. A oferta de assentos, por sua vez, teve expansão de 6,7% e a taxa média de ocupação dos aviões ficou em 63%, diante dos 66% de abril de 2008. Para o segundo trimestre, a Gol projeta que a taxa de ocupação ficará em 60%.

 

 

Monitor Mercantil
15/05/2009

Especialidade

A importação do padrão Gol para a Varig não é sentido apenas dentro do avião. Os ingênuos que buscam informações sobre sua milhagem no telefone 4003-7001 esbarram em turbulências impossíveis de serem dribladas. Antes mesmo que o cliente acabe de digitar os nove algarismos do seu cartão Smiles, uma voz mecânica o adverte que o número está errado. Se conseguir uma segunda chance ou não lembrar mais da senha, é transferido para o "atendimento especializado". A especialidade de tal serviço o cliente descobre após intermináveis minutos de mutismo: arremeter o cliente para fora dos seus direitos.

 

 

O Estado de São Paulo
15/05/2009

Gol reverte prejuízo e lucra R$ 61 milhões no trimestre
Mas a companhia aérea viu sua receita líquida encolher 2,5%, para R$ 1,5 bilhão, no período
Alberto Komatsu, RIO

A Gol registrou no primeiro trimestre lucro líquido de R$ 61,4 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 20,5 milhões do mesmo período do ano passado. A receita líquida foi de R$ 1,5 bilhão, o que representou um recuo de 2,5% em relação aos três primeiros meses de 2008, quando o faturamento ficou em torno de R$ 1,6 bilhão.

A racionalização dos custos da compra da Varig, na avaliação do presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, foi o principal fator para a reação da empresa, que em 2008 teve perdas de R$ 1,38 bilhão. "Nós estamos conseguindo extrair os benefícios da aquisição da Varig. Conseguimos racionalizar os custos e melhoramos a qualidade da receita", afirmou o executivo. A Gol comprou a Varig em março de 2007 por US$ 320 milhões.

Apesar de a Gol ter diluído as perdas com a aquisição da Varig, Júnior afirma que essa negociação ainda pesa no caixa da companhia. Segundo ele, a manutenção de sete aeronaves da Boeing modelo 767, que eram da Varig e estão paradas, gera um custo mensal de US$ 3,4 milhões por equipamento. Um dos aviões foi devolvido em abril.

O lucro operacional da Gol foi de R$ 105,1 milhões no primeiro trimestre, praticamente o dobro do ganho de R$ 49 milhões dos três primeiros meses de 2008. A margem de lucro operacional antes de juros e impostos (EBITDAR) foi de 23,7%. Foi o terceiro trimestre consecutivo de lucro operacional.

"A nossa expectativa de participação de mercado é ficar entre 38% e 42% (em 2009). Estamos muito mais focados em manter uma rentabilidade que garanta os investimentos da companhia", disse Júnior. Segundo ele, o caixa da companhia foi reforçado com um aumento de capital de R$ 203,5 milhões na terça-feira.

Apesar dos resultados operacionais positivos, a Gol teve recuo de 7,67 pontos porcentuais em sua participação de mercado na demanda por voos domésticos em abril, quando respondeu por 38,77% do fluxo de passageiros transportados. No mesmo mês de 2008 sua fatia era de 46,44%. A TAM permaneceu na liderança do mercado doméstico em abril, ao responder por 49,20% da demanda interna.

O fluxo de passageiros transportados no mercado doméstico registrou crescimento de 2% no mês passado, em relação ao mesmo período do ano passado. A oferta de assentos, por sua vez, teve expansão de 6,7% e a taxa média de ocupação dos aviões ficou em 63%, diante dos 66% de abril de 2008.

A demanda por voos ao exterior registrou crescimento de 3,5% em abril, com expansão de 0,1% na oferta de assentos, em relação ao mesmo período de 2008.

 

 

O Estado de São Paulo
15/05/2009

Infraero tenta anular multa de R$ 10 mi

A Infraero - estatal que administra os aeroportos do País - afirmou que vai à Justiça para cancelar a multa de R$ 10 milhões aplicada pela Prefeitura de São Paulo por falta de licenciamento ambiental do Aeroporto de Congonhas. A Infraero diz que tenta obter o licenciamento ambiental desde 2002 e atribui à Prefeitura parte da responsabilidade pelo atraso no processo.

 

 

Folha de São Paulo
15/05/2009

Após 4 trimestres de perdas, Gol obtém lucro de R$ 61,4 mi
Resultado é atribuído a reposicionamento estratégico, com foco no mercado doméstico e na América do Sul
JANAINA LAGE
DA SUCURSAL DO RIO

A Gol anunciou ontem lucro líquido de R$ 61,4 milhões no primeiro trimestre. O resultado é um sinal de recuperação após um ano inteiro de prejuízos em 2008. O lucro da Gol no primeiro trimestre foi superior ao da TAM, empresa líder no mercado, que registrou ganhos de R$ 54,4 milhões no período de janeiro a março.

O presidente da empresa, Constantino de Oliveira Júnior, atribuiu o desempenho ao reposicionamento estratégico da empresa, que opera com foco no mercado doméstico e na América do Sul.

"Não foi um começo de ano fácil, mas os resultados mostram que estamos finalmente conseguindo extrair os benefícios da incorporação da Varig. A partir de 18 de janeiro, passamos a operar com 100% dos sistemas integrados."

Oliveira Júnior disse ainda que, com o Smiles, o programa de milhagem, a empresa se tornou mais atraente para o passageiro que viaja a negócios. Neste ano, a empresa fechou parceria com a Air France, a qual permite acúmulo de milhas em voos das duas empresas.

"Os grandes benefícios da incorporação da Varig são mercadológicos, com bom posicionamento nos principais aeroportos", disse.

A empresa conseguiu reduzir os custos em 9,2% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. No total, os custos somaram R$ 1,41 bilhão no primeiro trimestre. Além da integração de sistemas e serviços de terceiros, houve redução no custo do combustível de aviação, com a queda de 26,9% do preço do barril de petróleo.

Em relação aos preços, Oliveira Júnior afirmou que o "yield" (indicador da aviação que relaciona o preço médio pago por quilômetro voado) do primeiro trimestre ficou em R$ 0,23, um patamar historicamente baixo. "A tendência é um aumento da oferta maior que o da demanda. Nesse cenário, as empresas têm de oferecer melhor serviço e menor preço."

 

 

Folha de São Paulo
15/05/2009

Azul vira 4ª em participação de mercado
DA SUCURSAL DO RIO

Dados divulgados ontem pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostram que a Azul se tornou em abril a quarta maior companhia aérea do país em participação de mercado. A empresa iniciou operações em dezembro e alcançou uma fatia de 3,62% nos voos domésticos, ante 2,77% da OceanAir, a quinta colocada.

O resultado aproxima a empresa da terceira colocada, a Webjet, que registrou percentual de 3,7%. Para André Castellini, da Bain & Company, o avanço da companhia está relacionado à política de preços baixos. "É uma estratégia para tornar a empresa conhecida, mas resta saber se as tarifas são sustentáveis no longo prazo."

A TAM manteve a liderança, com participação de 49,20% nos voos domésticos. A Gol/Varig apareceu em segundo (38,77%).

Nos voos domésticos, houve expansão de 2% no total de passageiros transportados. Mas os resultados mostram que os aviões decolaram mais vazios do que em abril do ano passado: a taxa de ocupação passou de 66% para 63% no período. (JL)

 

 

Valor Econômico
15/05/2009

Aviação: Empresa lucra R$ 61,4 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra prejuízo em 2008
Gol fará emissão de dívida com objetivo de reforçar caixaPor Roberta Campassi, de São Paulo
Ana Paula Paiva/Valor

A Gol obteve o primeiro lucro líquido, entre janeiro e março deste ano, após cinco trimestres consecutivos de perdas. Ainda assim, a preocupação da empresa é fortalecer o caixa.

Para aumentar suas reservas, a companhia disse ontem que pretende fazer uma emissão de debêntures no valor de R$ 400 milhões, para a qual já está pedindo autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com mais R$ 203,5 milhões obtidos por meio da emissão de novas ações, a empresa tem meta de fechar o ano com cerca de R$ 800 milhões no caixa.

No primeiro trimestre deste ano, a empresa tinha reservas de R$ 397 milhões, contra cerca de R$ 1 bilhão no mesmo período de 2008. "Admitimos que o número está abaixo do ideal, mas estamos tomando medidas concretas para refazê-lo", disse Leonardo Pereira, vice-presidente de relações com investidores da Gol.

A empresa concluiu o aumento de capital anunciado em março no último dia 12, por meio da emissão de novas ações que foram integralmente subscritas pelo fundo Asas, que detém o controle da companhia e é da família Constantino. Do montante de R$ 203,5 milhões, metade entrou no caixa em março, R$ 50 milhões em abril e o restante será incorporado neste mês. Pereira ressaltou que a companhia conseguiu gerar caixa operacional no primeiro trimestre, que apresentou o lucro depois de consecutivas perdas.

A empresa aérea, segunda maior do país atrás da TAM, obteve resultado líquido positivo de R$ 61,4 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra uma perda de R$ 20,5 milhões no mesmo intervalo do ano passado.

Contribuiu para esse resultado o estancamento de prejuízos gerados por voos ao exterior e também economias de gastos geradas no fim do ano passado, quando a Gol foi autorizada a pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a realizar a absorção completa da Varig. Outro fator importante para a melhora do resultado final foi a queda de aproximadamente 27% no preço do petróleo.

Segundo a empresa aérea, custos e despesas ligados à operação aérea foram reduzidos em 5,5%, para R$ 1,4 bilhão, na comparação entre primeiros trimestres.

A receita líquida da empresa teve queda de 5,4% e fechou o primeiro trimestre em R$ 1,5 bilhão. A queda se deve principalmente ao fato de que em quase todo o primeiro trimestre de 2008 a empresa operava voos internacionais de longa distância, com a marca Varig, para Roma, Frankfurt, Londres, Madri e Paris. Em março do ano passado, porém, iniciou um processo de cancelamento dessas operações, de forma que a partir do segundo semestre a companhia já não contava mais com a receita desses voos.

Até o fechamento desta edição, a Gol publicou apenas um comunicado para imprensa com seus resultados e fez uma rápida teleconferência com jornalistas, de forma que não foi possível aferir exatamente qual teria sido o desempenho da receita se observada a mesma base de comparação - voos domésticos e sul-americanos, além de serviços complementares. Os números foram apresentados somente conforme o padrão internacional de contabilidade (IFRS).

De acordo com Constantino de Oliveira Júnior, presidente da Gol, é possível que a receita tenha subido na comparação das mesmas bases. Entre janeiro e março, a companhia elevou o "yield" - indicador que mostra quando cada passageiro pagou para voar um quilômetro - subiu para R$ 0,24 em relação a R$ 0,22 no mesmo período de 2008. O tráfego doméstico nos voos da companhia, contudo, teve queda de 0,4%, segundo os números da Anac. Receitas complementares, como aquelas obtidas com serviços de carga, tiveram aumento, segundo afirmou o empresário.

Oliveira Júnior avalia que o comportamento da demanda neste ano permanece como ponto sensível do setor. Em abril, a Gol registrou a maior queda de tráfego mensal de sua história - 14,8%. A redução foi no sentido contrário do mercado aéreo como um todo, que cresceu 2% no mês. Segundo Oliveira, a diferença se dá porque abril de 2008 havia sido atípico, com uma oferta de voos inflada.

A Gol republicou as demonstrações financeiras de 2008, na semana passada, após perceber que havia lançado valores incorretos. A linha de impostos diferidos cresceu mais de R$ 300 milhões na coluna de ativos e de passivos e, na nova demonstração de resultado, o prejuízo foi reduzido, de R$ 1,38 bilhão para R$ 1,24 bilhão.

No fim de abril, a companhia também trocou a presidência do conselho. Nenê Constantino, fundador da companhia, foi substituído pelo ex-número um do Citibank, Álvaro de Souza.

 

 

Site Aviação Brasil
15/05/2009

Aviação civil brasileira está a um passo do reconhecimento internacional

Auditores da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI, sigla em português) visitaram o Aeroporto Internacional de Brasília/Juscelino Kubistchek (DF) e elogiaram as instalações da seção contra-incêndio, os procedimentos e testes práticos para acionamento do corpo de bombeiros e da torre de controle. Também foram averiguadas pistas, pátios, taxi-ways e demais áreas.

A vistoria foi realizada dentro do Programa Universal de Auditorias da Vigilância da Segurança Operacional (USOAP, sigla em inglês), da OACI. O Brasil é membro dessa organização e o Aeroporto de Brasília está inserido no processo de certificação operacional de aeroportos pela Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC. tendo recebido o Certificado Operacional provisório em 2008. Os aeroportos de Brasília e de Curitiba foram escolhidos pela OACI para a avaliação, mas os certificados operacionais também foram concedidos pela ANAC aos aeroportos do Rio de Janeiro (Galeão), Manaus (Eduardo Gomes), São Paulo (Guarulhos), Brasília (JK), Recife (Guararapes), Belém (Val de Cans) e Porto Alegre (Salgado Filho).

Em Brasília, o superintendente do aeroporto, Abibe Ferreira Junior, acompanhou a análise e está otimista com os possíveis resultados. “O Brasil não possui nenhum aeroporto certificado, pela OACI, até hoje. Se formos aprovados, será um marco de qualidade para o sistema brasileiro”, diz.

O certificado operacional atesta que o aeroporto está de acordo com a legislação brasileira e dentro dos padrões de operacionalidade e segurança operacional. Abibe Ferreira explica que a partir do momento em que um aeroporto recebe esse certificado a responsabilidade aumenta: “a vigilância é maior porque se o aeroporto perde o certificado ele perde também os vôos internacionais”. Por outro lado, a manutenção do certificado propicia o aumento de vôos, atrai investimentos, diminui custos com seguradoras e aumenta a segurança e o conforto para os passageiros.

A vistoria durou um dia (12/5), mas a preparação do aeroporto ocorre há dois anos. O primeiro processo de inspeção foi em 2007. Um passo importante neste trabalho foi a criação da Gerência de Segurança Operacional, ligada diretamente à superintendência, que se encarregou de acompanhar as adequações necessárias. Além disso, a empresa investiu pesado em treinamento de funcionários e na alteração de procedimentos. E não é para menos. Uma avaliação positiva coloca o Brasil em posição privilegiada no contexto da aviação civil internacional.

A visita foi acompanhada também por representantes da ANAC e pelo diretor de Operações, João Márcio Jordão, e pelo superintendente de Gestão Operacional da Infraero, Marçal Goulart. “Naquilo que compete à Infraero, o Aeroporto Internacional de Brasília comprovou que está cumprindo o previsto na legislação", conclui Abibe Ferreira.

 

 

Jornal Ilha Noticias - RJ
15/05/2009

Aviões em perigo com balões e pássaros

Grupos de baloeiros que agem as escondidas e fabricam as engenhocas insistem em colocar os aviões em perigo. Depois de denuncias anônimas a polícia conseguiu, nesta semana, apreender dezenas de balões. Com a proximidade das festas juninas a quantidade deles nos céus noturnos deverá aumentar. A delegada Leila da 37ª DP pede que a população utilize o telefone disque denúncia (2253-1177) para apontar os locais onde são cons-truídos ou guardados os balões.

Além dos balões o Aeroporto do Galeão luta contra urubus e outros pássaros que vivem por perto e também representam um sério perigo para a aviação, colocando a vida de passageiros e tripulações em perigo. Para resolver o problema é provável que o Rio venha copiar as medidas que a Infraero pretende adotar no Aeroporto Salgado Filho, onde águias e gaviões treinados vão afastar e caçar outros pássaros que colocam em perigo as aeronaves nas imediações do aeroporto de Porto Alegre.

 


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