Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Terça-Feira, 27 de Junho de 2017

15/03/2010

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Site Panrotas
15/03/2010

“País está recuperado da falta da Varig no internacional”

Segundo o ministro do Turismo Luiz Barretto, presente no Fórum PANROTAS, no Fecomercio, na capital paulista, só agora, após três anos, o País recuperou a falta da Varig no mercado internacional.

“Ficamos sem 10 mil assentos que só agora conseguimos recuperar com a participação de empresas aéreas internacionais”, disse. Atualmente o País tem mais de 900 voos para diversos destinos internacionais.

O Fórum PANROTAS acontece em aliança institucional com a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), parceria com o Ministério do Turismo e patrocínio/apoio de Gol, Itaú, Sebrae, CVC, Delta, GJP Hotéis, Sabre Travel Network, Tap Portugal, Esferatur, Rextur, Travel Ace, GTA, Iberostar, São Paulo CVB, Noah Festas, Global Team e Voice.

 

 

Estadão
15/03/2010

Anac vai impor limites às operações em seis aeroportos
Segundo presidente da agência, objetivo é evitar saturação em horários de pico
Michelly Chaves Teixeira, da Agência Estado

SÃO PAULO - Até o fim do ano, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai impor limites às operações de seis aeroportos brasileiros - Brasília, Confins, Salvador, Fortaleza, Cuiabá e Viracopos -, a fim de desafogá-los e evitar saturação em horários de pico. Segundo a presidente do órgão regulador, Solange Vieira, as restrições não devem refletir nos preços dos bilhetes, uma vez que esses terminais ainda operam com folga em sua capacidade operacional.

Embora acredite que em 2010 os preços das passagens ficarão estáveis em relação a 2009, a presidente da Anac avalia que a partir de 2011 as tarifas poderão subir, "se os investimentos em infraestrutura não andarem", disse Vieira, durante o Fórum Panrotas Tendências do Turismo, realizado em São Paulo.

Ela procurou dissociar a previsão de preços mais altos a partir de 2011 das medidas restritivas a serem definidas até o fim do ano para alguns aeroportos do País. "Essa medida é para o setor se programar melhor", comentou a dirigente. "A maioria desses aeroportos ainda vai ter muita capacidade de movimento. As restrições vão ser nos horários de pico - deve haver um impacto de uma ou duas horas ao dia", observou Vieira, explicando que, nos casos em questão, não haverá redução da quantidade diária de pousos e decolagens.

Um dos motivos que levam a dirigente da Anac a crer que a medida não elevará os preços das passagens neste momento é que nenhum desses aeroportos está ultrapassando seu limite de operação. A situação desses terminais é diferente, por exemplo, do caso do Aeroporto de Guarulhos, cujas operações foram restritas, em dezembro do ano passado, quando esse terminal já operava em algumas horas acima de seu limite - seu movimento por hora caiu de 56 para 45 pousos ou decolagens em horários de pico.

Além disso, as empresas aéreas têm folga em sua taxa de ocupação, o que inibe eventuais elevações de preços neste momento. "Mesmo que a gente estabeleça um limite para o aeroporto, o avião não voa com 100% de ocupação, então tem margem de crescimento para as companhias aéreas."

No evento, a presidente da Anac ressaltou que um dos focos de 2010 será a infraestrutura aeroportuária para a aviação de pequeno porte

Estadão
15/03/2010

Anac baixa resolução disciplinando os direitos do passageiro
Resolução acabou com o prazo de quatro horas para reacomodar o passageiro, nos casos de voos cancelados ou interrompidos
Rosana de Cassia, da Agência Estado

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou hoje no Diário Oficial da União resolução que regulamenta o direito dos passageiros em casos de voos atrasados ou cancelados, ou por impedimento do embarque por overbooking. A resolução, que entrará em vigor em junho, pouco antes das férias escolares, acabou com o prazo de quatro horas para que a companhia aérea inicie providências para reacomodar o passageiro, nos casos de voos cancelados ou interrompidos. Pela norma atual as empresas aéreas tinham prazo de até quatro horas para começar todas as providências.

A partir de junho, segundo a Anac, essa assistência será gradual, de acordo com o tempo de espera. "Após 1 hora do horário previsto para decolagem, a empresa deverá oferecer algum meio de comunicação. Após 2 horas, alimentação. Esses direitos são garantidos mesmo se o passageiro já tiver embarcado e estiver dentro da aeronave em solo. Após 4 horas, é exigida também a acomodação em local adequado (salas de espera vip, por exemplo) ou mesmo em hotel, se for o caso", afirma a agência, em nota divulgada há pouco.

Também pela nova regulamentação, a companhia aérea passa a ser obrigada a comunicar os direitos do passageiro, inclusive entregando a ele um folheto com essa informação. "Caso solicitado, a empresa também terá que emitir uma declaração por escrito confirmando o ocorrido - para o passageiro que, por exemplo, perdeu um compromisso por atraso de voo".

A nova regulamentação prevê ainda que a companhia aérea possa oferecer outro tipo de transporte para completar um voo que tenha sido cancelado ou interrompido, desde que o passageiro concorde. Caso contrário, ele poderá aguardar o próximo voo disponível ou mesmo desistir da viagem, tendo direito ao reembolso integral do bilhete. O prazo de reembolso passa a ser solicitado imediatamente, nos casos de cancelamento, e quando houver estimativa de atraso superior a 4 horas. O reembolso será imediato, em caso de passagem já quitada . Já no caso de compras parceladas por cartão de crédito, o reembolso terá de obedecer à política da administradora do cartão.

Outras medidas, segundo a Anac, são a exigência de endosso de passagem para outra companhia mesmo quando não houver convênio entre elas e a obrigação de suspender as vendas de bilhetes para os próximos voos da empresa para o mesmo destino até que sejam reacomodados todos os passageiros prejudicados por atrasos, cancelamentos ou preterição. "O descumprimento das normas configura infração às condições gerais de transporte e podem resultar em multas às companhias de R$ 4 mil a R$ 10 mil por evento", informa a agência.

 

 

Mercado e Eventos
15/03/2010

Tam vai ter revisão completa de design

O processo de design incluirá uma renovação do design dos assentos de todas as classes, das cozinhas, dos depósitos, sanitários e da arquitetura da cabine, quando possível. A Priestmangoode também desenvolverá um novo design para os uniformes da equipe da Tam e para os serviços de bordo.

O projeto de reforma de design é uma parte importante da estratégia de crescimento da companhia. Nos últimos quatro anos, desde que a empresa assumiu a posição de maior empresa área do Brasil em sucessão à Varig, seu crescimento foi rápido. A empresa continua uma acentuada curva de crescimento e deseja assumir uma posição entre as principais linhas aéreas internacionais, especialmente a posição de maior linha aérea operando no Hemisfério Sul.

"Nosso trabalho com a Tam é crucial para o desenvolvimento da marca, dando à empresa a experiência de cliente necessária para que ela se torne um grande nome internacional. A atual apresentação de marca simplesmente não está à altura da empresa. O design que aplicaremos a toda a frota a apresentará como um importante nome internacional e fornecerá as ferramentas necessárias à boa concorrência com as principais empresas aéreas do mundo", explicou Luke Hawes, diretor da Priestmangoode.

 

 

Folha de São Paulo
15/03/2010

Anac eleva rigor contra atraso em voo
Empresas terão de oferecer comida a passageiro após demora de 2 horas; hoje, o prazo é de 4 horas
Outra mudança que estará hoje em resolução da Anac prevê acesso a internet e telefone ao viajante quando o atraso superar uma hora

LARISSA GUIMARÃES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A partir de junho, as empresas aéreas terão de providenciar alimentação para os passageiros quando o atraso do voo for superior a duas horas. Pelas regras atuais, qualquer compensação só é feita a partir de quatro horas de atraso.

As companhias terão ainda de oferecer facilidade de comunicação aos usuários, como ligação telefônica e acesso gratuito à internet, nos atrasos acima de uma hora.

A Folha obteve a nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que será publicada hoje no "Diário Oficial" da União e entra em vigor em 90 dias.

A norma vai garantir também aos passageiros o direito de embarcar no próximo voo disponível da empresa, quando atraso for superior a 30 minutos. Hoje, quando isso ocorre, as operadoras podem esperar até quatro horas para iniciar a reacomodação do passageiro.

Nos casos de cancelamento de voo e overbooking, a nova resolução avança mais: os passageiros terão direito a exigir das companhias aéreas reacomodação em outro voo mesmo que seja em uma empresa concorrente. As empresas serão obrigadas a fazer a troca para o próximo voo disponível -hoje, têm até quatro horas para começar a providenciar isso.

Segundo o diretor de regulação econômica da Anac, Marcelo Guaranys, o CBA (Código Brasileiro de Aeronáutica) fixava um marco temporal de quatro horas em quase todos os casos que envolviam compensação e assistência aos passageiros. "Fizemos nova interpretação do CBA, à luz do Código de Defesa do Consumidor."
As regras para o atendimento a passageiros passaram a ser reformuladas na época do caos aéreo, em 2007, quando os órgãos de defesa do consumidor questionaram fortemente o fato de as empresas só começarem a prestar assistência aos passageiros após quatro horas.

Consulta

Antes de ser aprovada, a resolução passou por audiência e consulta pública. "O processo todo foi longo, mas nos ajudou a equilibrar o lado do consumidor e o lado das empresas. A medida vai trazer mais qualidade no atendimento, sem onerar demais as companhias."

A resolução também altera os prazos para o reembolso de passagens aéreas. Se houver cancelamento de voo ou overbooking (venda de bilhetes acima da capacidade da aeronave), por exemplo, o passageiro poderá pedir imediatamente o ressarcimento, que será pago de acordo com o meio de pagamento usado pelo comprador. Hoje, só é possível fazer o pedido depois de quatro horas.

Pela nova resolução, as empresas também serão obrigadas a distribuir cartilhas com todas as novas regras e divulgá-las na área de check-in. As companhias terão ainda a obrigação de informar o passageiro sobre o atraso, o motivo e a previsão de horário de partida do voo. Esse tipo de informação terá de ser fornecida, inclusive por escrito, todas as vezes que o passageiro pedir à companhia.

Se descumprirem as regras, as companhias terão de arcar com multas por infração, que vão de R$ 4.000 a R$ 10 mil.

 

 

Folha de São Paulo
15/03/2010

Projeto de lei fixa indenização em voo atrasado
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo enviou na semana passada ao Congresso projeto de lei que cria indenização de 50% sobre o valor da passagem aérea nos casos de cancelamento de voos, atraso da decolagem superior a duas horas e recusa da companhia em embarcar o passageiro.

As empresas terão que devolver o dinheiro pago pelo bilhete, acrescido de 50% do preço, incluindo taxas. Não há prazo para a votação do projeto, que poderá sofrer alterações durante a sua tramitação.

 

 

Valor Econômico
15/03/2010

Embraer e Bombardier forçam mudanças nas líderes do setor
Peter Sanders e Daniel Michaels, The Wall Street Journal

Quando for às compras para uma nova frota de jatos de um corredor, este ano, a United Airlines, da UAL Corp., não vai escolher apenas entre Boeing Co. e Airbus. Também analisará aviões da Embraer e da Bombardier Inc.

A concorrência na United é um sinal inicial de grandes mudanças na indústria da aviação comercial. Durante anos, Airbus e Boeing dividiram o mercado de grandes jatos de passageiros. Mas uma série de mudanças no setor pode começar a corroer esse domínio.

"Tenho de pensar que o duopólio que desfrutamos nos últimos 20 ou 30 anos não vai durar para sempre", disse Jim Albaugh, presidente da divisão de aviões comerciais da Boeing, ao Wall Street Journal este mês. "E precisamos elaborar uma estratégia para lidar com isso."

Embora se acredite que as mudanças ocorrerão gradualmente, a perspectiva de maior concorrência já está forçando as duas gigantes a considerar fazer alterações dispendiosas a seus modelos mais populares. Nos próximos meses, a Boeing decidirá se embarca numa modernização de sua linha 737 de jatos de corredor único. A Airbus, que pertence à European Aeronautic Defence & Space Co., também precisa decidir se atualiza a família A320, a que ela mais vende.

Nenhuma das empresas quis iniciar uma empreitada cara dessas por anos. Mas seus clientes começaram a exigir aviões que consomem menos combustível ao mesmo tempo em que outros fabricantes começaram a produzir jatos rivais.

"Vai haver concorrência aí em algum momento que produzirá um bom avião", diz Albaugh.

A canadense Bombardier, por exemplo, fabricou historicamente aviões menores, e por isso nunca esteve no radar da Boeing ou da Airbus. Mas a empresa, que tem sede em Montreal, afirma agora que o jato de 150 assentos que está desenvolvendo, o CSeries, vai oferecer uma redução de 15% no consumo de combustível em relação aos 737 ou A320 atuais.

"Temos uma vantagem com nossa tecnologia inteiramente nova", diz Gary Scott, diretor-geral da divisão de aviões comerciais da Bombardier.

O CSeries de 150 assentos não pode competir com todos os modelos 737 ou A320, que podem transportar até 200 passageiros e têm maior autonomia. Mas o jato da Bombardier pode morder um pedaço do mercado deles.

No mês passado, a americana Republic Airways, que opera as aéreas Frontier e Midwest Airlines, informou que estava comprando 40 aviões Cseries - é o primeiro cliente americano do modelo. A alemã Deutsche Lufthansa AG encomendou no ano passado 30 jatos Cseries para sua subsidiária Swiss International.

As duas ordens foram substituições de jatos regionais, e a decisão das companhias aéreas de ignorar os menores 737 ou A320 em favor do CSeries deu um aumento à credibilidade do jato da Bombardier.

A Empresa Brasileira de Aeronáutica SA está avaliando o lançamento de uma versão maior de seu maior jato regional, o E195, de até 122 assentos, que rivalizaria com o CSeries.

O principal motivo pelo qual a Boeing e a Airbus estão considerando a remotorização é o CSeries, diz Henri Corpron, do banco de investimento e consultoria de aviação Seabury Group LP.

Para a Boeing e a Airbus, a perspectiva de fazer mudanças aos cavalos de batalha de suas linhas de produtos ocorre num momento difícil.

A Boeing gastou bilhões no desenvolvimento do 787 Dreamliner, considerado o avião comercial mais sofisticado já feito. Mas o projeto está três anos atrasado e estourou em muito o orçamento. Ela também está atrasada com a versão modernizada do 747, durante muito tempo seu produto mais icônico.

A Airbus está numa situação semelhante: o superjumbo A380 e o avião militar A400M estão no vermelho e com cronograma atrasado.

As duas tinham esperança de continuar pelo menos dez anos com seus modelos de um corredor atuais antes de substituí-los por jatos inteiramente novos. A elaboração de novos modelos básicos renderia aviões que consomem menos combustível e voam mais tempo entre as caras manutenções. Mas tomaria anos e custaria bilhões de dólares a mais. Nenhuma das empresas pode se dar ao luxo de fazer isso agora - e as inovações necessárias para reduções drásticas no uso de combustível não estão prontas.

"A tecnologia capaz de mudar as coisas vai surgir no meio da próxima década", diz o diretor de operações da Airbus, John Leahy. "Se tivéssemos de lançar um novo avião nesta década, ia parecer muito com o que temos agora."

Além disso, a Airbus e a Boeing começaram recentemente a produzir seus jatos pequenos com mais rapidez que nunca, o que aumenta a lucratividade. Ambas têm carteiras de pedidos equivalentes a seis anos de produção. A demanda continua forte para os 737 e A320, principalmente porque as aéreas querem substituir modelos antigos e menos econômicos.

A Airbus anunciou em 9 de março que vai aumentar a produção da linha A320 em dezembro para 36 por mês, ante 34 atualmente.

Albaugh, da Boeing, disse este mês que a empresa vai decidir se aumenta ou não a produção do 737 em meados do ano.

Qualquer alteração nesses aviões atrapalharia a eficiência fabril, conquistada a duras penas, das empresas e poderia desacelerar a demanda das aéreas, já que elas poderiam esperar pelas novas versões.

Mas, ao mesmo tempo, elas não podem ignorar as demandas de seus principais clientes.

Em vez de redesenhar os jatos inteiramente, a Airbus e a Boeing devem incorporar novas turbinas, mais econômicas, nos aviões atuais, uma opção conhecida como remotorizar.

Louis Gallois, o diretor-presidente da EADS, a controladora da Airbus, disse na semana passada que acredita haver "uma forte probabilidade" de que a empresa decida pela remotorização.

Este mês, diretores da Boeing disseram a analistas que a empresa seria capaz de instalar novas turbinas no 737, mas que elas provavelmente seriam maiores e mais pesadas que a versão atual. Isso exigiria atualizar o número de componentes estruturais chave dos aviões, bem como acrescentar novos instrumentos à cabine de comando.

Diretores da Airbus dizem que a remotorização seria mais simples para o A320 porque ele é ligeiramente maior que o 737.

O que as duas empresas decidirem vai afetar as próximas concorrências na venda de aviões aos clientes.

A United Airlines, por exemplo, quer substituir os antigos A320. Ela está analisando a CSeries da Bombardier, mas tambéma credita que novas turbinas nos atuais modelos da Airbus e da Boeing podem dar-lhes uma "atraente melhora no consumo de combustível", disse o presidente da aérea, Glenn Tilton, no mês passado.

 

 

Valor Econômico
15/03/2010

Anac vai por limite de pouso e decolagem em mais seis aeroportos
Alberto Komatsu, São Paulo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai restringir este ano a operação de mais seis aeroportos brasileiros, após ter imposto limite de movimentos de pouso e decolagem, por hora, nos aeroportos paulistas de Congonhas e e Guarulhos. De acordo com a presidente da Anac, Solange Paiva Vieira, os próximos serão os aeroportos de Brasília, Confins, Salvador, Fortaleza, Cuiabá e Viracopos (Campinas). Para Solange, essas limitações deverão frear o crescimento da demanda por voos domésticos a partir de 2011. Para este ano, estima que o fluxo de passageiros transportados cresça entre 10% e 17%.

"Serão restrições de capacidade. Mesmo assim, a maioria deles vai ter ainda muita capacidade. Terão limite em uma ou duas horas por dia (em horários de pico) ", disse ontem Solange, que participou de um evento organizado pela editora Panrotas. A presidente da Anac não informou um cronograma ou os limites que serão determinados para cada aeroporto. Em Congonhas, o número de movimentos de pouso e decolagem está limitado em 30 por hora, sendo que ele já operou com 48 movimentos. Em Guarulhos, a restrição é de 45 pousos ou decolagens, sendo que o terminal já funcionou com 56.

Solange disse que os problemas de infraestrutura nos aeroportos poderão pressionar os preços das passagens para cima a partir de 2011. Para este ano, ela prevê estabilidade. Como exemplo de que maior competição traz bilhetes mais baratos, lembrou que o valor médio de quanto o passageiro paga por quilômetro voado recuou de R$ 0,71, em 2002, para R$ 0,47 em 2009.

Executivos comentaram a nova regulamentação dos direitos dos passageiros do transporte aéreo, divulgada ontem pela Anac. Em comum, a preocupação sobre a determinação exata da causa do atraso: se culpa da companhia companhia aérea ou consequência de outros fatores, como neve ou chuva forte, por exemplo.

"A questão que levanto, sem conhecer detalhes da portaria, é se em algum momento vai descobrir a razão do atraso e criar mecanismos que consigam refletir numa compensação, de alguma forma, para a companhia. Precisa entender até onde o problema é da companhia ou decorrente de problemas meteorológicos", afirmou o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Jr. Segundo ele, a nova regra traz novos custos para as empresas, mas não terão grande impacto nas finanças das companhias nem devem significar um aumento nos preços das passagens. "São custos marginais", disse Constantino. O presidente da Azul Linhas Aéreas, Pedro Janot, disse que "na média, cerca de 50% dos atrasos em aeroportos são de responsabilidade da companhia aérea. Mas, dependendo do aeroporto, até 80% dos atrasos acontecem em virtude do clima, ou por problema de infraestrutura".

 

 

Valor Econômico
15/03/2010

Nova diretora na Gol

A Gol nomeou Cláudia Pagnano para o cargo de diretora vice-presidente de mercado. Com 20 anos de experiência profissional, ela atuou em grandes empresas de consumo, serviços financeiros e varejo, como Colgate Palmolive, Kodak, Unibanco, BankBoston, Grupo Pão de Açúcar e Brasil Foods. Criada em novembro de 2009, a vice-presidência de mercado é composta pelas diretorias comercial, de marketing, de comunicação, de cargas e de "yield e alianças". Desde então, a vice-presidência vinha sendo acumulada interinamente pelo presidente Constantino de Oliveira Junior.

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