Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017
15/01/2009
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Estadão
Quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 - 18:58h

Avião com mais de 150 pessoas cai em rio de Nova York
Acredita-se que motores do Airbus A320 foram atingidos
por pássaros; todos conseguiram escapar em segurança


Foto: Reuters

NOVA YORK - Um Airbus A320 com 148 passageiros caiu sobre o rio Hudson, em Nova York, nesta quinta-feira, 15, informou a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês). Todos a bordo, incluindo a tripulação de até seis pessoas, conseguiram escapar, confirmou um porta-voz do órgão.

De acordo com as autoridades, o voo 1549 da US Airways decolou de La Guardia às 15h26 (no horário local) e caiu poucos minutos depois, próximo à Rua 48. As causas da queda ainda estão sendo investigadas, mas segundo relatos de várias testemunhas citadas pelas imprensa americana, os motores da aeronave teriam sido atingidos por vários pássaros.

Após o acidente, o avião ficou parcialmente submerso na água gelada do rio, que separa a ilha de Manhattan do Estado vizinho de Nova Jersey, e as equipes de resgate dos bombeiros abriram uma porta de emergência, por onde todos foram retirados. Os bombeiros usaram botes para transportar as vítimas. "Muitos saíram com seus próprios pés", disse Laura Brown, porta-voz do FAA.

O piloto, ainda não identificado, alertou os passageiros que "se preparassem para um forte impacto com a água", declarou à rede de TV CNN um dos passageiros da aeronave resgatado após o acidente. Todo o procedimento de segurança para acidentes foi tomado pela tripulação.

"O motor explodiu. Havia fogo por todo lado, e o cheiro era de gás", afirmou o passageiro Jeff Kolodjay, num cais no centro de Manhattan. "As pessoas estavam todas sangrando. Caímos bem duro na água. Foi assustador", contou.

Segundo o FBI, polícia federal dos Estados Unidos, não há indícios de terrorismo no acidente. "Não existem informações desta vez que indiquem que esse foi um incidente relacionado à segurança", disse a porta-voz do Departamento de Segurança Interna do governo americano, Laura Keehner.

 

 

Estadão
Quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 - 18:58h

ENTREVISTA- Após um mês, AZUL mira 3o lugar e lucro ainda em 2009
ALUÍSIO ALVES E TODD BENSON - REUTERS

SÃO PAULO - Com apenas um mês de operação e no meio de uma forte desaceleração econômica, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras faz planos de tornar-se lucrativa e ocupar a terceira posição no ranking do setor aéreo do Brasil já no final de 2009, disse à Reuters nessa quinta-feira o chairman e fundador da companhia, David Neeleman.

Para ele, a crise poderá até facilitar a obtenção desse objetivo. Segundo o empresário, fundador da norte-americana JetBlue, que inseriu nos EUA o conceito de "baixo custo, baixa tarifa", essa especialidade da Azul será uma vantagem na concorrência com as gigantes TAM e Gol, que dominam 92 por cento do mercado doméstico no Brasil.

"Agora estamos numa posição melhor do que antes da crise, porque o preço do combustível menor compensa o prejuízo com perda de passageiros. Prefiro mais ter o preço do petróleo e o juro baixo, mesmo com recessão, por que você abaixa o preço das passagens para incentivar as pessoas a viajar", afirmou.

Com 730 funcionários e cinco aeronaves operando quatro rotas saindo de Campinas (Salvador, Vitória, Porto Alegre, Curitiba), a companhia recebe outras três aeronaves até o final deste mês e faz planos de chegar ao fim de 2009 operando 14 destinos, já atingindo o break even.

"É lógico que isso depende de uma série de fatores que são difíceis de julgar, como a crise, mas nós não entramos nesse mercado para perder dinheiro", disse.

Um desses fatores é a falta de crédito bancário, que levou a Azul a reduzir de 16 para 14 a expectativa quanto ao número de aviões em operação no final do ano.

"O mercado está completamente fechado e vai melhorar dentro de seis a oito meses. Nós chegamos a falar em 16 aviões para o final do ano, mas nesse ambiente é melhor crescer mais devagar", declarou, observando que a companhia está finalizando um empréstimo de 50 milhões de dólares com o BNDES.

OPORTUNIDADE PARA VOAR

Outra nuvem no céu da Azul é a resistência do governo do Rio de Janeiro para operar no Santos Dumont, aeroporto a partir do qual a Azul quer distribuir voos para o país. O governador Sérgio Cabral (PMDB) quer que a companhia opere no Estado a partir do Galeão, o que inviabilizaria a operação de diversas rotas. Gol e TAM estariam engrossando o lobby contra a Azul, diz.

"Acredito que o mercado de aviação no Rio seria bem maior se as pessoas pudessem viajar a partir do Santos Dumont. Esse argumento de que se abrir o Santos Dumont vai esvaziar o Galeão não é verdade", declarou.

Na semana que vem, a Azul tem uma audiência com a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para tratar do assunto. "Se a gente conseguir isso, vamos ter muito mais rotas do que temos hoje", avalia. Simultaneamente, a empresa aguarda aval da Anac para operar em Congonhas e Cumbica, em São Paulo.

Para Neeleman, a Azul vai funcionar para "quebrar" o que poderia ser considerado um duopólio de TAM e Gol, embora esta última quando foi lançada tenha iniciado suas operações como uma companhia de baixo custo.

Mas Gol e TAM não são os únicos concorrentes da Azul. Segundo Neeleman, a companhia também vai crescer roubando passageiros que hoje viajam de ônibus, já que oferece tarifas semelhantes às cobradas nas rotas rodoviárias, com mais conforto e mais rápido. É a aposta da empresa para compensar o declínio nas viagens de negócios, que devem cair com a crise.

"A ponte aérea Rio-São Paulo é a quarta rota mais movimentada do mundo. Então não venha me dizer que os brasileiros não voam, porque eles fazem quando você lhes dá oportunidade", considerou.

Um dos desafios para emplacar custos menores é ampliar as vendas de passagens diretamente para os passageiros, via Internet. Hoje no Brasil, cerca de 70 por cento das emissões de bilhetes são feitas via agência de viagens, porque muitos dos clientes não dispõem de cartão de crédito.

De olho no público de alta renda do interior paulista, Neeleman acredita que a expansão do tráfego no aeroporto de Campinas, que já cresceu 30 por cento apenas nas últimas duas semanas de dezembro depois da estréia da Azul, irá a 100 por cento já no mês que vem.

Para estimular a migração de ônibus para avião, a companhia aposta no serviço, que vai incluir TV ao vivo nas aeronaves a partir do segundo semestre deste ano.

Outra tática adotada é a de facilitar o acesso dos passageiros saindo de São Paulo. A Azul inaugurou na quarta-feira uma rota de ônibus que sai nove vezes por dia do Shopping Villa-Lobos, na capital paulista, para o aeroporto de Campinas, a cerca de 80 quilômetros de distância.

"Se tem passagem da Azul, você vai de graça, com Internet e televisão. A partir de fevereiro vamos cobrar 20 reais pelo serviço. Mas se fosse de táxi, seriam 250 reais", compara.

(Edição de Alexandre Caverni)

 

 

Site DCI - Diário Comércio e Industria
15/01/2009

País é objeto do desejo de aéreas estrangeiras
Fabíola Binas

SÃO PAULO - As 37 companhias aéreas estrangeiras que atuam no País continuam a apostar em nosso mercado, e mesmo com a crise econômica internacional, apostam na recuperação de suas taxas de ocupação em 2009, que no final do ano passado, caíram mais de 10% por conta da oscilação do dólar e a corrida atual dos turistas para os roteiros regionais. Prova desta tendência, é entrada da israelense El Al, que ligará São Paulo a Tel Aviv, a partir de maio.

Apesar das dificuldades vividas pelo setor aéreo mundial, empresas como a American Airlines e a TAP de Portugal, líderes locais na emissão de passageiros para os Estados Unidos e a Europa, respectivamente, podem retomar facilidades como tarifas promocionais e formas diferenciadas de pagamento, após o fim da alta temporada. Companhias como a Air France KLM também prometem vantagens aos clientes, enquanto a Lufthansa reafirma atenção ao potencial regional.

Enquanto preparam-se para acirrar a disputa por clientes no Brasil, as aéreas de fora aguardam a gradual liberação de descontos tarifários proposta pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas que foi brecada por uma ação do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA), responsável pela defesa das empresas nacionais, entre elas, a TAM Linhas Aéreas, que ontem confirmou a liderança absoluta nas rotas internacionais entre as brasileiras, ao divulgar deter 85,5% do market share. Há alguns anos, o cenário era outro, a Varig detinha mais de 75% do deste nicho, e com sua reestruturação, as estrangeiras tomaram o espaço, que a TAM tenta hoje recuperar.

De olho na decisão do imbróglio, a TAP crê que conseguirá recuperar a queda de ocupação registrada nesta temporada. "Na temporada passada, nossa taxa de ocupação era de mais de 75% no final do ano, mas depois da crise, ela caiu para a casa dos 70%, neste final de ano", calculou Mário Carvalho, diretor da TAP para o Brasil, que complementou que "Mesmo com a diminuição do ritmo, acreditamos que vamos crescer 10% no País este ano", disse.

Mesmo sem planos de aumentar o número de assentos, a empresa acredita que ao elevar a ocupação garantirá o avanço. Os negócios brasileiros são importantes para a TAP, aproximadamente 30% do volume total da companhia. Daqui, saem 64 vôos semanais com destino a Europa, de sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Natal e o Distrito Federal. "Antes de ampliar as rotas, vamos nos consolidar nesses estados, pois acabamos de chegar a Belo Horizonte. O País, fora de Portugal, é nosso maior mercado", falou o diretor. A partir de Lisboa, a TAP que abrir voos para Varsóvia e Moscou, ainda na metade deste ano.

Em relação ao freio colocado à tentativa da Anac em flexibilizar os preços dos bilhetes, Carvalho explicou que o mercado brasileiro tem um peso grande e, apesar da situação atual não permitir maiores descontos nos bilhetes, considera ser positiva uma liberdade maior de preços. O executivo comentou que talvez a liberdade tarifária pudesse ser colocada em consulta pública.

Estados Unidos

Na ponta das conexões entre o Brasil e os Estados Unidos, a American Airlines também deseja consolidar as rotas que acaba de conquistar. "Iniciaremos voos definitivos para Belo Horizonte, e pretendemos estimular a ocupação das rotas para Salvador e Recife, que começamos em novembro do ano passado", falou Dílson Verçosa, representante-geral da American Airlines.

A companhia aérea, que reveza com a TAP a liderança em voos para o Brasil, mantém hoje 69 frequências para terras norte-americanas e garante ser líder destas ligações com a América Latina.

Verçosa revelou que os voos da alta temporada anterior a crise, saiam com mais de 90% da lotação preenchida e que hoje, essa ocupação total está na casa dos 70%, mas disse que, por outro lado, as novas rotas estão enchendo até 76% das aeronaves. Ele salientou que a maioria das pessoas não têm cancelado os bilhetes comprados com antecedência, antes da turbulência econômica.

"Dentro do que é possível, estamos estudando alternativas como milhagens adicionais e outras vantagens para garantir os negócios", avaliou o executivo da American. Segundo ele, os negócios estão sendo afetados pela crise, mas começam a surgir alternativas, como o mercado de lazer norte-americano, que começou a reduzir tarifas de hotéis e parques para atrair mais demanda.

Para o representante da American Airlines, as companhias começarão a ajustar as tarifas assim que terminar a alta temporada. Ele considerou que a "liberação é sempre positiva para o mercado", e que não necessariamente o setor se tornará agressivo por conta disso. A American voa no Brasil para cidades como Salvador, Recife, Belo Horizonte e os aeroportos internacionais de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Israelense

Atenta ao potencial do mercado brasileiro, a companhia israelense El Al, escolheu o País como seu primeiro destino na América do Sul. "Queremos elevar a demanda local de 30 mil para 50 mil passageiros", comentou Priscila Golczewski, diretora de marketing da El Al. Apesar da instabilidade política que vive seu país, a empresa tem planos de incrementar as atividades na região. "Começaremos com três frequências semanais, de São Paulo que será nosso hub (centro do distribuição de voos), na região", falou a diretora. A companhia israelense voa hoje para Europa, América do Norte, Ásia e Oriente Médio.

Outra empresa que tenta estimular as viagens internacionais é a Air France KLM, que anunciou que até o final da alta temporada oferecerá condições especiais para o parcelamento de passagens por cartão de crédito em emissões realizadas por aqui para os cerca de 250 destinos oferecidos pela empresa.

Já a Lufthansa, continua com os olhos abertos para oportunidades na América Latina. Ano passado, integrou seu programa de passageiros frequentes com a TAM Linhas Aéreas. Bernd Hoffmann, diretor para a América Latina, comenta que "a ideia é crescer na América Latina e no Brasil".

As companhias aéreas estrangeiras aumentaram a disputa pelas rotas brasileiras, interessadas no aumento do número de passageiros em voos para o exterior, que cresceu mais de 25% em 2008, na comparação com o ano anterior, no embarque das concorrentes brasileiras TAM e Gol. Na outra ponta, o transporte no mercado doméstico avançou pouco mais de 7%.

Prova de que o céu brasileiro chama a atenção das estrangeiras é que ontem a israelense El Al anunciou sua entrada no mercado nacional, e passará a ligar São Paulo a Tel Aviv, a partir de maio. É a primeira ação da companhia aérea em território sul-americano. Antes, ela só operava para os mercados dos Estados Unidos e para a Europa.

Apesar das dificuldades vividas pelo setor aéreo mundial, a American Airlines e a portuguesa TAP , líderes locais no embarque de passageiros para os Estados Unidos e a Europa, anunciam planos de retomar ofertas como tarifas promocionais e formas diferenciadas de pagamento, após o fim da alta temporada. Companhias como a Air France KLM também prometem vantagens aos clientes, enquanto a Lufthansa reafirma atenção ao potencial do mercado brasileiro.

Mário Carvalho, diretor da TAP para o Brasil, diz que "vivemos um momento diferenciado por conta do cenário conturbado da economia mundial", mas ainda assim acredita que a empresa deverá crescer 10% no País este ano.

 

 

O Estado de São Paulo
15/01/2009

Empresas aéreas registram pior desempenho desde 2003
Mercado doméstico cresceu 7,4% no ano passado, e projeção para este ano é de alta de 3%
Alberto Komatsu

As empresas aéreas brasileiras fecharam 2008 com um crescimento de 7,4% no transporte doméstico de passageiros - o pior desempenho desde 2003, quando o setor encolheu 6%. E, segundo as projeções da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o resultado deste ano deve ser ainda pior. A previsão, que em meados do ano passado era de um aumento de 8% no transporte de passageiros este ano, caiu para 3% após o agravamento da crise financeira internacional.

E a redução do crescimento da demanda chega no momento em que as empresas vinham investindo em expansão. A oferta de assentos no País teve crescimento de 12,8% no ano passado, bem acima do crescimento da demanda. E chega também em uma situação de competição mais apertada, com a entrada de uma nova empresa, a Azul, no mercado.

"O primeiro semestre foi brilhante. Mas, a coisa começou a desandar no segundo semestre, já a partir de agosto. Os sinais da crise do transporte aéreo costumam começar antes da crise geral. As pessoas deixam de viajar quando os negócios vão desacelerando", avalia o consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio. Para ele, este ano será marcado por tarifas baixas para os passageiros e resultados ruins para as finanças das companhias.

O especialista em aviação da Bain & Company, André Castellini, concorda com a projeção da Anac para 2009. "A alta temporada vai ser boa, mas os números de outubro e novembro já mostravam o impacto da crise no cenário doméstico. No mercado internacional, nem tanto", diz. Castellini acredita que a TAM e a Gol/Varig terão de reduzir a oferta este ano.

O presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo (Cepta), Respicio Espírito Santo, também acredita numa maior concorrência em 2009, gerada pelo menor crescimento da demanda. "Vamos ter um ambiente mais competitivo este ano, com a Azul dando certo, a WebJet crescendo também, o planejamento estratégico da Trip. Isso faz com que as outras, que já estão estabelecidas, queiram reforçar suas estratégias. Pode ter uma onda de criatividade para todos os lados", afirma Espírito Santo.

A taxa de ocupação dos aviões no ano passado ficou em 66%, ou três pontos porcentuais abaixo do registrado em 2007. Apenas em dezembro, o fluxo de passageiros transportados no País registrou alta de 3,7%, com expansão de 11,2% na oferta de assentos e aproveitamento de 67% das aeronaves.

Na contramão do desempenho doméstico, no entanto, o fluxo de passageiros transportados ao exterior teve crescimento de 25,7% em 2008, o melhor desempenho pelo menos desde 2001. A oferta de assentos teve expansão de 17,4% e a taxa de ocupação dos aviões ficou em 70%, diante dos 66% de 2007.

LIDERANÇA

A TAM permaneceu na liderança do mercado nacional em 2008, com 50,3% de participação, seguida pelo grupo Gol/Varig - que unificou suas operações a partir de outubro -, uma com fatia de 42,46%. Juntas, as duas maiores empresas aéreas brasileiras responderam por 92,76% do mercado. A OceanAir ficou na terceira posição, com 2,79%, seguida de perto pela WebJet, com 2,46%.

No mercado internacional, a TAM também manteve o primeiro lugar, com uma participação de 75,24%. Gol/Varig estão na segunda colocação, com participação de 23,87%.

NÚMEROS

50,3% de participação foi a fatia da líder TAM no mercado doméstico no ano passado

42,46% foi a fatia da Gol e da Varig no mercado nacional em 2008. As duas empresas unificaram suas operações a partir de outubro

2,79% foi a participação da terceira colocada nesse ranking, a OceanAir

2,46% foi a fatia da WebJet, a quarta colocada no mercado

 

 

Folha de São Paulo
15/01/2009

Setor aéreo registra menor crescimento desde 2003
Empresas preveem 2009 difícil; crise deve aparecer com mais força após o Carnaval
Rotas regionais cresceram 7,4% em 2008; nas linhas internacionais, houve alta de 25,7%, revertendo dois anos consecutivos de baixa

JANAINA LAGE
DA SUCURSAL DO RIO

O setor aéreo fechou o ano passado com crescimento de 7,4% no transporte de passageiros no mercado doméstico, segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Trata-se da menor taxa de expansão desde 2003, quando houve retração no segmento.

Segundo especialistas, o resultado representa o primeiro sinal dos efeitos da crise financeira sobre o setor aéreo. Nos últimos anos, o mercado doméstico vinha crescendo com taxas de dois dígitos, o que motivou planos agressivos de expansão da oferta de assentos nas linhas regionais e expansão de planos de investimento.

Para José Márcio Mollo, presidente do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), os dados mostram perda de ritmo a partir de setembro. "Fomos afetados pela crise. O crescimento será menor em 2009. Vamos sentir mais o efeito depois do Carnaval", disse.

Segundo Mollo, a desaceleração da economia deverá contribuir para uma oferta maior de promoções na baixa temporada. Para ele, o desempenho do setor neste ano será determinante para que as empresas decidam rever ou não planos de aquisição de aeronaves.

A própria Anac já havia revisado em dezembro suas projeções de expansão. A agência estima que o setor poderá registrar alta de 3% a 5% neste ano.

Os dados mostram que o mercado doméstico continua concentrado em TAM e Gol. A TAM ganhou espaço e sua fatia de mercado foi de 48,83% em 2007 para 50,30% no ano passado. No mesmo período, a Gol/Varig oscilou para baixo: passou de 43,01% para 42,46%.

"A Gol enfrentou problemas de caixa ao longo de 2008. Continua com sete Boeings-767 parados que custam US$ 3,4 milhões por mês", afirmou Paulo Bittencourt Sampaio.

taxa média de ocupação das aeronaves no mercado doméstico foi de 66%. Em 2007, o patamar era de 69%. A Azul, que entrou no mercado em dezembro, registrou taxa de ocupação de 45%, bastante abaixo da média do setor. A equipe de análise da Planner ressalta que o resultado ficou abaixo das expectativas. A participação de mercado da companhia em dezembro foi de 0,31%.

De acordo com Respício Espírito Santo Jr., da UFRJ, as empresas ainda estão fazendo investimentos em ampliação da frota. "O setor aéreo é mais reativo. Como qualquer segmento de transporte, quando cai a produção, há um volume menor de carga transportada e menos passageiros voando."

Voos internacionais

Se no mercado doméstico o cenário foi de desaceleração, nos voos internacionais a expansão do setor foi de 25,7% em 2008, o primeiro crescimento após dois anos de queda. A Anac considera dados apenas das empresas brasileiras que fazem voos internacionais.

As companhias brasileiras perderam mercado em voos internacionais em 2006 e 2007, após a crise da Varig. A TAM consolidou a liderança no segmento. No ano, a fatia de mercado da companhia foi de 75,24%. Em dezembro ela bateu recorde de participação, com um percentual de 85,52%.

 

 

Folha de São Paulo
15/01/2009

Relatório de acidente da Gol recebe críticas
DA REPORTAGEM LOCAL

A Ifatca (federação internacional dos controladores de voo, na sigla em inglês) emitiu ontem posição oficial criticando o relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) sobre o acidente entre Boeing da Gol e jato Legacy que matou 154 pessoas em 2006.

A Ifatca não aponta erros no relatório oficial, mas diz que a investigação se preocupou muito em descobrir o que aconteceu na cabine do Legacy. Disse ainda que os investigadores não tiveram a mesma preocupação de apontar as falhas do sistema de controle de tráfego aéreo do Brasil, "incluindo sua contribuição para a sequência fatal de ocorrências para o acidente".

 

 

Valor Econômico
15/01/2009

Demanda cai e tráfego aumenta só 7,4% em 2008
Roberta Campassi, de São Paulo

O tráfego aéreo dentro do Brasil cresceu 7,4% na comparação no ano passado, em relação a 2007. O resultado, por um lado fica acima do aumento projetado para o PIB, de 5,62%, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Mas, por outro, é o menor desde 2003, quando houve encolhimento do mercado.

O resultado final da demanda em 2008 também ficou abaixo da projeção da TAM, por exemplo, líder de mercado que estimava um crescimento de tráfego entre 8% e 12% nos vôos domésticos.

O desempenho da demanda foi afetado pela forte desaceleração da busca por viagens aéreas nos últimos quatro meses de 2008. No acumulado do ano até agosto a demanda crescia 10,9%. Em setembro, mês em que a crise financeira mundial eclodiu, o aumento acabou por ficar abaixo de dois dígitos (4,6%). Em outubro e novembro, o tráfego entrou em "recessão", encolhendo 3,9% e 1%. Por fim, em dezembro, segundo os dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), subiu 3,7%.

A oferta de assentos cresceu 12,8%. Como ela cresceu em ritmo maior do que a demanda, a frota das companhias voou um pouco menos cheia, com 66% dos assentos ocupados em comparação com a taxa de 69% em 2007.

No ano passado, a TAM permaneceu líder de mercado, seguida de Gol, OceanAir, Webjet e Trip, entre outras (ver quadro ao lado).

No mercado de vôos internacionais, o crescimento acumulado do tráfego atendido apenas por companhias aéreas brasileiras cresceu 25,7%, ajudado principalmente pela expansão da TAM no exterior. A companhia aérea tem 75,3% de participação nesse segmento, no acumulado do ano. A Gol, 23,8%.

Ontem, porém, os dados acumulados do ano chamaram menos a atenção de analistas do setor do que os números de dezembro, isoladamente. No último mês do ano, o tráfego em vôos nacionais subiu 3,7% e em vôos internacionais caiu 0,1%. "O aumento no mercado doméstico pode ser visto como um copo meio cheio ou meio vazio: por um lado, está bem abaixo da média do ano. Por outro, reverteu as quedas de outubro e novembro", afirma Paula Kovarsky, analista da corretora do Itaú. "Já o tráfego internacional foi uma decepção", diz, uma vez que dezembro é mês de férias e costuma ter crescimento mais forte.

Em dezembro, a ocupação dos vôos foi de 67%, abaixo dos 72% relativos a igual mês de 2007. "Por ser um mês tradicionalmente com muitas viagens de lazer, chamou atenção a queda na ocupação da TAM - de 72% para 66%", diz Eduardo Puzziello, analista do banco Raymond James. A Gol também caiu, de 72% para 68%, mas isso já era esperado devido à integração complexa nas malhas das companhias iniciada em outubro.

Para 2009, as projeções indicam crescimento do tráfego doméstico novamente abaixo dos 10%. A TAM projeta aumento entre 5% e 9%; a Gol estima crescimento de 6% e a Anac, entre 4% e 5%.

Não há estimativas oficiais para o tráfego no mercado internacional. Segundo Kovarsky, do Itaú, no curto prazo a demanda por vôos ao exterior pode arrefecer, por causa do dólar e da crise, e afetar a TAM, que tem uma grande fatia do mercado e vôos para destinos de longa distância. A Gol só voa para a América do Sul e vem encolhendo sua participação.

 

 

Valor Econômico
15/01/2009

Azul tem 45% dos assentos ocupados
De São Paulo

A Azul Linhas Aéreas obteve 0,31% de participação no mercado doméstico no seu primeiro mês de operação, conforme os dados da Anac referentes a dezembro de 2008. Os números da empresa, porém, referem-se apenas ao período do dia 15 de dezembro, quando ela estreou seus vôos comerciais, até o dia 31 do mesmo mês, enquanto os dados das outras empresas são relativos ao mês todo.

A companhia aérea novata, que em dezembro tinha vôos apenas nas rotas de Campinas (SP) para Porto Alegre e para Salvador, registrou 45% de assentos ocupados em seus vôos, abaixo da média de 67% do setor. A Azul não deu entrevista sobre seu desempenho em dezembro.

Ontem, a empresa começou a operar dois novos destinos, Vitória e Curitiba. A Azul também iniciou nesta semana um serviço de ônibus a partir de São Paulo para o aeroporto de Viracopos, em Campinas, base de operações da companhia.

A Azul, que entrou no mercado aéreo com preços promocionais, contribuiu para que empresas como Gol e TAM baixassem tarifas. A desaceleração da demanda também fomentou promoções no mercado. (RC)

 

 

Mercado e Eventos
15/01/2009

OceanAir tem bons resultados em teste de qualidade do SAC

Um mês após entrar em vigor o Decreto 6523, que fixa novas normas gerais sobre o Serviço de Atendimento ao Consumidor, a OceanAir se destaca com alto índice de conformidade, segundo o Instituto Brasileiro de Relações com o Cliente (IBRC). O levantamento realizado pelo IBRC com 63 empresas de nove segmentos, comprovou, através do SAC da OceanAir e de outras empresas testadas, ser possível atender o consumidor com qualidade, apesar de metade das empresas analisadas terem sido reprovadas.

Segundo o Diretor Executivo da OceanAir, Renato Pascowitch, "a adequação dos serviços de nossa empresa demonstra a preocupação com o passageiro desde o primeiro contato. É um resultado que deve ser comemorado, pois comprova que, mais que respeito à lei, a OceanAir respeita o consumidor brasileiro".

 

 

Mercado e Eventos
15/01/2009

Airbus promove lançamento oficial do A350 na França

Com previsão de estar em operação dentro de quatro anos, foi lançada oficialmente ontem (14/01) na França a construção da fábrica do novo A350 da Airbus. O CEO da companhia Tom Enders confirmou na ocasião que a primeira aeronave estará pronta para decolar em 2013. Estima-se que o custo do projeto gire em torno de 10 bilhões de euros.

 

 

Portal Exame
14 de Janeiro de 2009 - 17:18h

Aviação civil cresceu 7,4% em 2008, aponta Anac

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado de transporte aéreo de passageiros no Brasil cresceu 7,4 por cento em 2008, para 47,7 milhões de passageiros, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta quarta-feira.

Isso representou uma taxa de ocupação de 66 por cento dos assentos oferecidos pelas companhias --72,8 milhões--, oferta que teve uma expansão de 12,8 por cento na comparação anual. Em 2007, a taxa média de ocupação tinha sido de 69 por cento.

A TAM ampliou a liderança do mercado doméstico, elevando seu market share de 48,8 por cento para 50,3 por cento do segmento. Tomou espaço da vice-líder Gol que, mesmo tendo as operações da Varig sob seu comando, encolheu de 43 para 42,5 por cento do mercado. Em terceira no ranking, OceanAir cresceu de 2,4 para 2,8 por cento.

Considerados apenas os números de dezembro, o descasamento entre oferta e procura foi ainda maior. O total de passageiros transportados evoluiu apenas 3,7 por cento em relação ao mesmo mês de um ano antes, enquanto a oferta de assento avançou 11,2 por cento, usando a mesma base de comparação.

Líder em atrasos nos voos durante as festas de fim de ano, a GOL viu sua fatia de mercado cair de 44,6 para 42,4 por cento em 12 meses, enquanto sua principal rival, a TAM, evoluiu de 48,5 para 49,1 por cento.

A Azul Linhas Aéreas, que inaugurou suas operações em dezembro, ficou com 0,3 por cento do mercado doméstico.

INTERNACIONAL

Dentre as companhias brasileiras, o total de passageiros transportados nas linhas internacionais teve expansão de 25,7 por cento, acima do crescimento de 17,4 por cento na oferta de assentos. A TAM também consolidou sua liderança nesse segmento, assumindo três quarto do mercado em 2008 (75,2 por cento), ante dois terços no ano anterior 67,5 por cento.

Também nesse setor, a Gol perdeu espaço, com sua fatia diminuindo 27,3 para 23,9 por cento em um ano.

 

 

Site DCI - Diário Comércio e Industria
15/01/2009

Trip Linhas Aéreas investe no treinamento de suas lideranças
Preparar líderes e aprimorar os processos de gestão são ferramentas estratégicas para a expansão de qualquer negócio. Na TRIP Linhas Aéreas, a evolução destas práticas acompanha seu próprio curso de rápido crescimento.

A companhia está participando do Programa Parceiros de Excelência (PAEX), que inclui também o Plano de Desenvolvimento de Dirigentes (PDD), da Fundação Dom Cabral (FDC). Na primeira etapa, o projeto envolveu seis executivos de cargos gerenciais e de direção da empresa e, até 2010, 18 profissionais passarão pelo programa.

De acordo com o Diretor de Administração e Finanças da TRIP, Fernando Calaes, nesse período a companhia já realizou estruturações importantes, entre elas, a definição de uma metodologia para elaborar o planejamento estratégico. “A empresa está vivendo um momento de muitas mudanças e de expansão e esse tipo de iniciativa é fundamental para fortalecer, integrar e estabelecer uma nova cultura em nossa estrutura organizacional”, explica. O executivo lembra ainda que a TRIP é a única companhia aérea regional com Governança Corporativa.

Ao longo de 2008, os participantes do PAEX se juntaram a um grupo formado por outras empresas de pequeno e médio portes para debates, palestras e workshops com a proposta de realizar um intercâmbio de conhecimentos para aprimorar seus processos de gestão, fazendo uso das mais modernas ferramentas de planejamento estratégico. O objetivo é o desenvolvimento do negócio da empresa com foco no aumento da competitividade das organizações.

“Quando as organizações se voltam exclusivamente para as próprias experiências, correm o risco de isolar-se nos limites de suas competências, perder a perspectiva da comparação e repetir os padrões estabelecidos. Assim essa rede empresarial, permite que as empresas possam acessar diversas ferramentas de gestão de modo que otimizem sua performance e aprimorem sua atuação no mercado”, avalia o coordenador do PAEX, Luiz Eduardo Ferreira Henriques.

Como parte do PAEX os gestores participam também do Plano de Desenvolvimento de Dirigentes (PDD), voltado para as áreas de finanças, marketing, operações, logística, gestão de pessoas e planejamento estratégico. Os encontros mensais têm o objetivo de alinhar e preparar os profissionais para que estejam capacitados a implantar na empresa as modernas ferramentas de gestão conhecidas durante o PAEX.

Para acompanhar todo o processo a FDC desenvolveu ainda uma ferramenta, coincidentemente batizada de ‘Painel de Bordo’, que traz a situação de cada um dos indicadores definidos pela empresa como estratégicos, mostrando se ela está abaixo, acima ou dentro das metas estipuladas. “Com esse controle, fica muito mais claro o alinhamento que os gestores devem ter entre suas áreas para que todos trabalhem em cima de um resultado comum”, afirma Calaes.

 

 

Coluna Claudio Humberto
14/01/2009 - 08:39h

Lula ignorou a Varig

"Lula se diz preocupado com demissões e debate assunto com ministro". Com os demitidos e aposentados da Varig ele nunca se preocupou! Será que ele sabia que a Varig existia e era brasileira?
Edson Cardin - Rio de Janeiro (RJ)

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