Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017
14/09/2009

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Estadão
14/09/2009

Avião faz pouso de emergência em aeroporto na Alemanha
Fokker 100 teve problemas nos trens de pouso e aterrissou em espuma de emergência em Stuttgart


Avião aterrissou com apenas parte dos trens de pouso ativados. Foto: Reuters

STUTTGART - Um avião de passageiros realizou um pouso de emergência nesta segunda-feira, 14, em uma camada protetora de espuma no aeroporto de Stuttgart, na Alemanha, após ter problemas com o equipamento de aterrissagem.

Um passageiro ficou levemente ferido e uma aeromoça foi levada ao hospital para observação, segundo a Contact Air, companhia que operava o voo e que faz parte do grupo Lufthansa, o maior do ramo de aviação da Alemanha. Todas as pessoas deixaram a aeronave pela saída de emergência. O avião voava do aeroporto Tegel, de Berlim, com 73 passageiros a bordo e cinco tripulantes.

Segundo a Contact Air, os pilotos não conseguiram fazer o equipamento de pouso funcionar mesmo após várias tentativas. O avião aterrissou na espuma de emergência com apenas parte dos trens de pouso ativados.

Entre os passageiros do Fokker 100 estava Franz Muentefering, diretor do partido Social Democrata, um dos formadores da coalizão governista. "Foi uma situação muito séria. Circulamos por um longo tempo, tentamos a aterrissagem e então tivemos que fazer o pouso de emergência", afirmou o político em um comunicado. "Todos saíram sem ferimentos", afirmou, agradecendo à "grande performance" do piloto.

A companhia disse que o modelo da aeronave foi construído em novembro de 1995 e passou por uma inspeção completa no início de agosto. O piloto, de 60 anos, tem mais de 17 mil horas de voo. Os pousos no aeroporto foram interrompidos por pouco tempo após a emergência.

 

 

G1 - Globo
14/09/2009 - 16:51h

Tráfego aéreo cresce 21,55% no país em agosto, diz Anac
Agência reguladora divulgou levantamento nesta segunda.
Nos oito primeiro meses do ano houve evolução de 8,29%.

O tráfego aéreo de passageiros no Brasil cresceu 21,55% em agosto sobre o mesmo mês de 2008, enquanto a oferta de assentos avançou 20,15% na mesma base de comparação, informou nesta segunda-feira (14) a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

No acumulado de janeiro a agosto, o tráfego aéreo interno subiu 8,29% e a oferta de assentos teve crescimento de 12,12%.

A líder TAM ficou com 43,80% do mercado interno em agosto, contra 54,18% um ano antes. A Gol registrou market share de 40,92% no mês passado, acima dos 38,57% de agosto do ano passado.

A Azul Linhas Aéreas, que iniciou operações em dezembro de 2008, ficou com 5% do mercado interno em agosto. A WebJet aparece em seguida, com 4,98% do transporte interno de passageiros no último mês.

Para fora do país

Já nos vôos internacionais, o tráfego de passageiros nos aviões das companhias nacionais recuou 3,43% em agosto contra igual intervalo de 2008. A oferta de assentos aumentou em 6,10% na mesma base de comparação, de acordo com a Anac.

Para fora do país, a TAM viu crescer sua participação. A companhia ficou com 89,41% do total de passageiros transportados em agosto, bem acima dos 73,92% há 1 ano. A Gol obteve market share de 10,44%, inferior aos 25,65% em agosto de 2008.

 

 

Panrotas
14/09/2009

Azul atinge 5% de share no nacional e Tam 89% no inter.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou hoje os dados comparativos da aviação comercial referentes ao mês de agosto. A Azul atingiu participação de 5% no mercado doméstico. Bem próximo está a Webjet, com 4,98%. A Gol/Varig, perdeu participação, caindo de 42,88% em julho para 40,9% em agosto (mas com crescimento em relação a agosto de 2008, quando registrou 38,57% de market share). A Tam, embora tenha registrado crescimento de julho para agosto, chegando a 43,80% de participação de mercado, teve queda de 10,38 pontos percentuais em relação a agosto de 2008.

No internacional, o grupo Gol/Varig continuou perdendo mercado, chegando a 10,44% de market share, contra 11,57% em julho, e 25,65% em agosto de 2008. Já a Tam aumentou a participação de mercado em relação a julho deste ano(88,29%) e a agosto de 2008 (73,92%), atingindo participação de 89,41%.

 

 

Site Expresso - Portugal
14/09/2009

Confiar em Fernando Pinto

Fernando Pinto chegou há onze anos a Portugal para presidir aos destinos da TAP. Na altura, o primeiro-ministro era António Guterres e desde aí já lhe sucederam Durão Barroso, Santana Lopes e José Sócrates. Ministros das Obras Públicas e Comunicações, que tutelam a TAP, foram ainda mais. Nestes onze anos, houve o 11 de Setembro, a subida exponencial do preço dos combustíveis e a maior recessão económica desde 1929.

Pelo caminho, muitas transportadoras aéreas tiveram de fechar as portas (vide a Sabena e a Varig; e desde Janeiro deste ano 50 companhias faliram). A TAP não só não fechou, como descobriu novas e muito rentáveis rotas (para o Brasil e África) e renovou a frota, além de ter conhecido uma invulgarmente longa paz social numa casa com 14 sindicatos. E os trabalhadores da empresa, mesmo quando não concordam com Fernando Pinto, sabem que

1) ele é um profundo conhecedor do negócio aéreo

2) é conhecido e prestigiado a nível internacional

3) é muito transparente sobre a situação da empresa.

Por isso, o recente relatório da Parpública sobre a TAP pode ser lido de duas maneiras: ou alarmista (a empresa está em situação crítica) ou positiva (apesar de todas as dificuldades, a transportadora está a dar a volta e a inverter os maus resultados). Este ano, os sete primeiros meses foram muito positivos, em resultado da redução dos custos de petróleo e da operação que mais que compensaram a perda de receita no mercado europeu. No último trimestre, adensam-se as nuvens, com possível nova alta do petróleo e os efeitos devastadores que terá uma pandemia da gripe A.

Além de mais, a Groundforce (handling) e a TAP Manutenção Engenharia Brasil continuam a dar um contributo negativo para os resultados da companhia. Mas, pelo menos no segundo caso, é uma questão de tempo até começar a dar dinheiro.

Em qualquer caso, não se vê quem em Portugal melhor possa levar a TAP a pousar em aeroporto seguro do que Fernando Pinto. Ao longo destes 11 anos, ganhou, por mérito próprio e da sua equipa, o direito a que confiemos nele e no que está a fazer.

 

 

Site DCI
14/09/2009

Aéreas veem em manutenção possibilidade de gerar receita
Fabíola Binas

SÃO PAULO - As grandes companhias aéreas brasileiras começam a voltar os olhos para o mercado de manutenção de aviões, enquanto o número de aeronaves do País cresce com a entrada de novas empresas, bem como avança a atuação das estrangeiras por aqui. As donas das maiores frotas do País aceleram os aportes na expansão de seus centros tecnológicos, como a TAM Linhas Aéreas, que nos últimos anos aplicou R$ 200 milhões no Centro Tecnológico de São Carlos, onde já presta serviços para outras aéreas. E a Gol Linhas Aéreas Inteligentes amplia o espaço que possui no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (MG), apesar de ainda não efetuar esse trabalho.

Em um setor sensível ao sobe- -e-desce do preço dos combustíveis e à variação na demanda de passageiros por conta das intempéries econômicas, a estratégia surge como mais uma fonte de receita para as líderes do setor. "A estruturação desta unidade de negócios vem sendo um instrumento eficaz na redução dos nossos custos, pois o ganho de escala com a prestação de serviços a terceiros otimiza a estrutura instalada e ajuda a diluir os custos fixos", explicou, ao DCI, Ruy Amparo, vice-presidente de Maintenance, Repair and Overhaul (MRO, ou manutenção, reparo e vistoria) da TAM, ao colocar que a corporação não divulga valores relacionados às receitas de MRO.

Além de atender a frota própria, que hoje tem 116 aeronaves, o centro tecnológico da TAM, no interior paulista, presta serviços às aeronaves do modelo Fokker-100 da OceanAir, além de aviões da marca Airbus da aérea sul-americana LAN Airlines.

A lista de companhias atendidas pela TAM, porém, não deve parar por aí, porque o vice-presidente de MRO sinalizou o início de um trabalho para divulgação da marca ao redor do mundo com o objetivo de promover a unidade de manutenção, para atrair não só novos clientes, mas também investidores. "Nosso objetivo é consolidar o Centro Tecnológico da TAM como um efetivo prestador de serviços para terceiros", revelou.

Para efetuar as chamadas "manutenções programadas", com exceção da parte de motores, tanto nas próprias aeronaves quanto para a execução do serviço para outras empresas, é necessária uma série de certificações aeronáuticas, de órgãos brasileiros como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas também de autoridades internacionais, como a Federal Aviation Administration (FAA), dos Estados Unidos, além da chancela da europeia European Aviation Safety Agency (Easa).

A TAM já conseguiu obter o aval destas autoridades citadas, além de ter conquistado o da Dirección General de Aeronáutica Civil (DGAC); estes documentos permitem que a companhia efetue a manutenção de aviões matriculados nos respectivos países mencionados. O complexo tecnológico da companhia em São Carlos é composto por oficinas com capacidade de revisar mais de três mil componentes aeronáuticos, além de hangares destinados à área.

Silêncio

Em período de silêncio, a Gol, que detém a marca Varig, não pode divulgar informações sobre o desempenho da empresa e suas projeções, mas fontes ligadas ao setor garantem que ela se prepara para entrar no mercado de manutenção de aviões terceiros. Prova disso, são os dados divulgados pela companhia, anteriores ao chamado quiet period.

Nas informações levantadas pela reportagem, destaca-se a ampliação do Centro de Manutenção da Gol, localizado no aeroporto internacional Tancredo Neves, em Confins (MG). Hoje, o espaço tem capacidade para atender até 60 aeronaves, mas, depois das obras de expansão, esse número saltará para 110 - o pátio do local, por exemplo, crescerá de 27 mil metros para 47 mil metros quadrados. Em Confins, está em construção mais um hangar, escritórios, e áreas de apoio adicionais.

Apesar de, hoje, a companhia realizar apenas a manutenção própria, outro indício de que entrará nesse mercado é o pedido da Gol de obtenção da homologação da Federal Aviation Administration (FAA), licença deve sair em 2010 e permitirá a manutenção para empresas estrangeiras. Hoje, Gol e Varig operam uma frota própria de 110 aviões da família Boeing, mas a projeção é de chegarem a 125 unidades em 2014.

Potencial

A entrada de novas empresas de menor porte no mercado -como a Sol Linhas Aéreas, do Paraná, que acaba de obter a concessão da Anac para voar, e a Nordeste Aviação Regional Linhas Aéreas, de Pernambuco, que iniciou seu processo de certificação junto à reguladora do governo - pode abrir o mercado de manutenção também à aviação regional.

O conceito de aérea regional está ligado ao número de assentos das aeronaves (até 100 assentos), mercado a que a Embraer começa a fornecer seus aviões, mas que também tem boa parcela da francesa ATR. A líder desse setor, a Trip Linhas Aéreas, tem a possibilidade de entrar no negócio porque faz a manutenção de sua frota de ATR, podendo estender o serviço a terceiros. De acordo com a Trip, "no médio prazo este poderá ser um foco de negócios no atendimento a outras companhias com o mesmo tipo de aeronave", mas, por enquanto, é uma idéia em maturação.

As companhias aéreas TAM e Gol estão investindo e avançando no setor de manutenção de aeronaves para ampliar suas receitas.


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