Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017
14/08/2009

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O Globo Online
14/08/2009 às 18h43m

Controlador que estava ao telefone no momento de acidente no Hudson é suspenso
BBC

Um controlador de tráfego aéreo de Nova York que estava fazendo uma ligação telefônica pessoal no momento em que um helicóptero e um avião se chocaram, no último final de semana, foi suspenso, informou a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Além do controlador, um supervisor que estava ausente do centro de controle no momento do acidente também foi suspenso.

Em um comunicado, a FAA afirmou que não há razões para crer que as ações tenham contribuído de alguma forma para o acidente, mas classificou a conduta dos dois funcionários como "inaceitável" e afirmou ter dado início a procedimentos disciplinares contra os dois.

Todos os nove tripulantes das duas aeronaves morreram no acidente, que ocorreu no último sábado (8) na região do rio Hudson, que separa o Estado de Nova Jersey da cidade de Nova York - que fica no Estado de mesmo nome.

Entre os mortos estavam nove turistas italianos que visitavam Nova York.

Também nesta sexta-feira, a FAA afirmou que irá revisar os procedimentos operacionais para voos sobre o rio Hudson.

A medida foi anunciada depois de pilotos terem pedido uma revisão nas diretrizes de segurança de voo da região, conhecida pelo seu intenso tráfico aéreo.

 

 

O Estado de São Paulo
14/08/2009

Gol ameaça liderança da TAM
Em julho, diferença entre as duas empresas, que era de 10 pontos porcentuais em abril, caiu para 0,27 ponto
Alberto Komatsu, RIO

A hegemonia da TAM no transporte de passageiros no País, conquistada em meados de 2003, ficou seriamente ameaçada em julho, quando a Gol/Varig quase empatou com a líder, ao responder por 42,88% da demanda por voos nacionais. É uma diferença de apenas 0,27 ponto porcentual em relação à participação da TAM no período, de 43,15%. Enquanto o fluxo de passageiros transportados pela Gol/Varig cresceu 29% no mês passado, na comparação com igual período de 2008, a expansão da TAM foi de 6,16%. Em abril, a participação da TAM era de 49,2%, enquanto a Gol/Varig tinha 38,7%.

Os dados foram divulgados ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e mostram que, entre as principais empresas do setor, foi a Gol/Varig que aproveitou melhor o crescimento de 25,68% na demanda por voos domésticos em julho, em relação ao mesmo período de 2008. É o melhor desempenho desde setembro de 2005, quando a expansão da demanda doméstica foi de 29,2%. A oferta de assentos, por sua vez, cresceu 15,31% em julho.

"Havia feito uma projeção no início de 2007 de que a Gol ia ultrapassar a TAM no último trimestre daquele ano. Mas a Gol comprou a Varig e mudou o foco. Com a saída da empresa da Europa, México e as dificuldades na América do Sul, ela voltou a se concentrar no doméstico. Acendeu a luz vermelha na TAM", diz o consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio. Segundo ele, os altos preços das passagens da TAM e o serviço similar ao da Gol também pesam.

"Nosso objetivo não é, e nunca foi, a busca pelo market share (participação de mercado). Acredito que nosso crescimento se deve ao foco na melhoria das operações, que efetivamente vem acontecendo. Quanto ao market share propriamente dito, esse é um acontecimento sazonal e que depende muito do perfil dos usuários em cada mês. Em julho, esse perfil talvez nos tenha sido favorável", diz o vice-presidente de Marketing e Serviços da Gol, Tarcísio Gargioni. Procurada, a TAM não se pronunciou sobre o assunto.

No mercado internacional, a TAM segue na liderança no transporte de passageiros entre as companhias brasileiras, com participação de 88,29%, sendo que detinha 72,51% desse mercado em julho de 2008. A Gol/Varig, por sua vez, teve 11,57%, mas sua participação era de 27,10% no mesmo período do ano passado. Na média, o desempenho no exterior recuou 10,15% em julho, com aumento de 1,22% na oferta de assentos. A demanda da TAM cresceu 9,40% e a oferta de assentos teve alta de 19,87%.

A Gol/Varig teve redução de 61,55% no fluxo de passageiros para o mercado internacional e recuo de 43% na oferta de assentos. "A retração da Gol/Varig no mercado internacional foi causada pelas dificuldades que encontrou na América do Sul, por causa da gripe suína. Além disso, a empresa tem observado dificuldades para competir com as empresas que operam na região, que oferecem serviço melhor", afirma Sampaio.

O fato de a TAM ter registrado aumento de oferta duas vezes superior ao da demanda no mercado internacional, segundo Sampaio, vai custar à empresa a devolução de alguns aviões que operam em voos de longo curso. "A TAM contratou uma consultoria para devolver três aviões da Boeing, modelo 767, para terceiros", diz Sampaio.

 

 

O Estado de São Paulo
14/08/2009

Grupo intermediário é o que mais avança
Fatia da Azul, OceanAir e WebJet cresceu para 11,7%
Alberto Komatsu, RIO

As empresas aéreas brasileiras que pertencem ao chamado grupo intermediário - Azul, OceanAir e WebJet - são as que mais têm avançado no transporte de passageiros no mercado doméstico. De acordo com os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), elas respondiam por 5,3% da demanda doméstica em julho de 2008. No mês passado, essa fatia passou para 11,7%, um crescimento de 6,4 pontos porcentuais.

Já no duopólio TAM e Gol/Varig, houve uma queda de 6,8 pontos porcentuais no mesmo tipo de comparação. Juntas, as duas maiores do setor tinham 92,9% do mercado em julho de 2008. Encerraram o mês passado com uma participação de 86,1%. As companhias aéreas regionais, por sua vez, também avançaram. Sua fatia conjunta foi de 1,8% em julho do ano passado e de 2,2% no mesmo mês deste ano.

"A WebJet vai trazer mais cinco aviões até o final deste ano, a OceanAir outros sete e a Azul mais duas aeronaves. Esse grupo está investindo porque está apostando no crescimento da demanda", afirma o consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio. Para ele, o crescimento de 25,68% na demanda doméstica em julho mostra que a economia brasileira já está superando a crise global. Isso porque, segundo ele, a aviação sempre se retrai primeiro em momentos de crise, mas também é o setor que reage mais rápido quando há sinais de melhora.

"A demanda cresceu 25,68% porque muita gente deixou de viajar para o exterior com receio da gripe suína. Houve uma transferência das viagens para o mercado doméstico. Além disso, foi uma combinação do período de férias escolares, que foi prolongado por causa da gripe, com as viagens de negócio", diz Sampaio.

A Azul Linhas Aéreas, que iniciou as operações em dezembro do ano passado, respondeu por 4,69% dos voos domésticos em julho, seguida de perto pela WebJet, com 4,52%. A OceanAir ficou na quinta colocação, com fatia de 2,53%. No acumulado de janeiro a julho, a participação da TAM foi de 47,07%, seguida pelos 41,05% da Gol/Varig. A WebJet apareceu em terceiro, com 4,09%, e a Azul ficou na quarta posição, com 3,14%. A OceanAir teve fatia de 2,70%.

A taxa média de ocupação das aeronaves nos voos domésticos, em julho, foi de 72,92%, um aumento de 6,01 pontos porcentuais ante o mesmo mês de 2008. Para fora do País, essa taxa ficou em 70,30%, uma redução de 8,89 pontos porcentuais na comparação com julho do ano passado.

No acumulado de janeiro a julho, a demanda por voos nacionais teve expansão de 6,57%, com aumento de 10,99% na oferta de assentos. No mercado externo, o fluxo de passageiros transportados acumula queda de 6,36%. A oferta de assentos também está negativa em 2,42% de janeiro a julho.

 

 

O Estado de São Paulo
14/08/2009

Juiz nega antecipar indenização no caso Gol
Fátima Lessa, CUIABÁ

O juiz da 2ª Vara de Justiça de Peixoto de Azevedo (MT), Tiago de Souza Nogueira de Abreu, negou os pedidos de tutela antecipada em duas ações de indenização propostas pelas famílias das vítimas do acidente entre um Boeing da Gol e o jato americano Legacy, em setembro de 2006, quando morreram 154 pessoas.

Por carta precatória, foram intimado Joseph Lepore e Jan Paul Paladino e as empresas Raytheon Company (software de controle aéreo), Lockheed Martin (turbinas), Excelair Service e Honeywell International (transponder), a Aviation Communicatios & Surveillance Systems, Amazon Technologies Company.

VOO 447

O ministro da Justiça, Tarso Genro, pretende criar, em até 45 dias, uma câmara de indenização para garantir indenização aos familiares das vítimas do voo 447, da Air France, ocorrido em maio, matando 228. Ele se baseou nos bons resultados de câmara semelhante - no caso do voo 3054 da TAM 92% dos familiares fecharam acordo. "Já fomos procurados por parentes dos passageiros brasileiros e entramos em contato com o Ministério Público e a Air France", afirmou.

 

 

Folha de São Paulo
14/08/2009

TAM quase perde para a Gol a liderança de mercado em julho
DA FOLHA ONLINE

A TAM quase perdeu a liderança no mercado doméstico de aviação no mês passado para a Gol/Varig. Com o crescimento da novata Azul, a líder viu sua participação de mercado se reduzir.

A companhia aérea fechou o mês com participação de 43,15%, contra 51,09% em julho de 2008. Já a Gol passou de 41,77% para 42,88%, de acordo com dados divulgados ontem pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Enquanto a Azul fechou o mês de julho com fatia de 4,69% do mercado (no mesmo mês do ano passado, a empresa ainda não estava em operação), a Webjet subiu de 3,17% para 4,52%.

O tráfego aéreo de passageiros cresceu 25,68% no segmento doméstico em julho deste ano ante igual mês do ano anterior, puxado pela demanda provocada pelas férias escolares. No mesmo período, a oferta de assentos pelas empresas cresceu 15,31%.

Internacional

Nas linhas internacionais, o tráfego aéreo de passageiros caiu 10,15% em julho deste ano ante igual mês do ano anterior -em junho a variação foi positiva.

A participação da TAM ficou em 88,29% no mês passado, contra 72,51% em julho de 2008. Já a Gol/Varig perdeu mercado -de 27,10% para 11,57%. A empresa disse que a demanda por voos para Chile e Argentina caiu até 50% com a gripe suína.

 

 

Folha de São Paulo
14/08/2009

Aeroportos poderão ter controle estrangeiro
Agência Nacional de Aviação Civil pretende colocar a proposta em consulta pública dentro de aproximadamente 15 dias
Privatização deve começar por Viracopos (Campinas) e Galeão; não haverá limite para empresa do exterior, afirma a presidente da Anac

LARISSA GUIMARÃES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Estrangeiros poderão adquirir até 100% do controle dos aeroportos que o governo quer transferir à iniciativa privada por meio de concessão. A informação é da presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, que pretende colocar a proposta em consulta pública dentro de aproximadamente 15 dias.

Questionada ontem sobre qual seria o limite para capital estrangeiro no modelo, ela respondeu: "Não tem limite".
Solange confirmou que empresas aéreas poderão ter participação na concessão de aeroportos no país, mas terão restrição de investimento.

"É uma preocupação para que uma companhia não seja dona de um aeroporto e, com isso, não impeça outras companhias de atuarem neste aeroporto", argumentou.

Os primeiros aeroportos oferecidos para a iniciativa privada deverão ser Viracopos (Campinas) e Galeão (RJ).

O documento elaborado pela agência sobre o modelo de concessão tratará também dos aeroportos menores, com fluxo abaixo de 1 milhão de passageiros por ano -esses não ficarão sob o modelo de concessão.

Uma das propostas em discussão é que quem administrar um aeroporto rentável deve assumir um deficitário.

De acordo com Solange, falta ainda a avaliação da Casa Civil e do Ministério da Fazenda a respeito do projeto do modelo de concessão. "Ainda não fechamos todas as informações porque estamos procurando buscar um consenso do modelo de concessão com todos os órgãos [do governo envolvidos]."

Após fechar o texto final sobre o modelo de concessão de aeroportos, a Anac vai apresentá-lo ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. "Já há um pré-modelo que eu vou examinar na próxima semana", disse Jobim, ao acrescentar que "evidentemente" o modelo ficará pronto neste ano.

"A ideia fundamental é que possamos usar esse modelo de concessão para o novo aeroporto de São Paulo", disse Jobim. Nesse caso, o ganhador construiria o aeroporto, que seria de propriedade da União, mas com administração privada.

Jobim e Solange participaram da posse como presidente da Infraero (estatal responsável pelos aeroportos) de Murilo Marques, que substitui o brigadeiro Cleonilson Nicácio, considerado um dos resistentes à concessão à iniciativa privada. Marques disse ontem que uma das prioridades será a aceleração das obras nos aeroportos para a Copa de 2014 e a modernização do Galeão, no Rio.

 

 

Folha de São Paulo
14/08/2009
Santos Dumont pode ter que fechar às 22h
DA SUCURSAL DO RIO

O aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, pode perder 22 voos -nove deles da ponte aérea Rio-SP.

O Inea (Instituto Estadual do Ambiente), órgão do governo do Rio, notificou ontem a Infraero determinando que o mantenha fechado das 22h às 6h para evitar a poluição sonora. Em São Paulo, Congonhas fica aberto somente das 6h às 23h.

Hoje o Santos Dumont funciona das 5h à meia-noite. O departamento jurídico da Infraero avalia que providências tomar.

O Inea afirma que a empresa deverá estabelecer prazo para cumprir a regra. A Agência Nacional de Aviação Civil afirmou que aguarda uma posição da Infraero para tomar eventuais medidas. As empresas aéreas não se manifestaram.

Além de proibir os voos nesse horário, o Inea determinou que uma das quatro rotas de aproximação das aeronaves seja usada apenas em situações excepcionais. De acordo com o Inea, quando usam a rota 2, os aviões passam sobre oito bairros do Rio de Janeiro, gerando poluição sonora.

 

 

Valor Econômico
14/08/2009

Demanda aérea sobe 25,7% em julho
Roberta Campassi, de São Paulo

As férias de julho geraram um forte impulso para o mercado de voos domésticos. Depois de diversos meses crescendo abaixo de dois dígitos ou até mesmo encolhendo, a demanda avançou 25,7% no mês passado. É oito vezes mais do que a média de crescimento mensal de 3,2% registrada entre janeiro e junho deste ano.

A companhia aérea que mais contribuiu para o avanço foi a Gol. Ela registrou aumento de 29% na demanda - medida pelo total de passageiros multiplicado pelo número de quilômetros voados - e fechou o mês com 74,6% dos assentos ocupados em seus voos, mais do que o percentual obtido em julho de 2008 (62,3%). Nesta semana, em teleconferência para investidores, a empresa ressaltou que sua prioridade agora é elevar ocupação, receita e produtividade.

A oferta de assentos total das empresas, por sua vez, avançou 15,3% em julho. A diferença entre crescimento de oferta e demanda resultou em voos mais cheios em relação a igual mês do ano passado: 72,9%, na média da indústria, contra 66,9%.

Os números foram divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ontem e englobam 18 companhias aéreas brasileiras.

Uma das explicações para o forte crescimento da demanda em julho é o fato de que muitos brasileiros desistiram de viajar ao exterior - especialmente para a América do Sul - e optaram por passeios dentro do Brasil.

Levantamento da UniverCidade com 30 agências de viagens mostra que a venda de pacotes turísticos internacionais caiu 35% entre 1º e 25 de julho. No mesmo período, contudo, a venda de viagens nacionais cresceu 25%. Dentro do Brasil, os destinos mais procurados foram Norte e Nordeste, com destaque para Rio Grande do Norte, Porto de Galinhas (PE) Alagoas e Amazonas. No exterior, Chile e Argentina foram os países que perderam mais turistas. As vendas para Europa, contudo, subiram 20%.

Conforme a Anac, a Gol fechou o mês passado com 42,8% de participação no mercado doméstico. A TAM permanece líder, com 43,15%. A terceira no ranking é a Azul, com 4,7%, seguida de Webjet, com 4,5%; OceanAir, com 2,5%, e Trip, com 1,6%. As outras empresas têm fatias inferiores a 1%.

No mercado de voos internacionais, a demanda caiu 10,15%, frente a um aumento da oferta de 1,2%.

Nesse segmento, o fluxo de passageiros na Gol caiu em 61,6% em julho, após a empresa ter cortado diversos voos internacionais desde o início de 2008. Sua participação de mercado em julho foi de 11,6%. A TAM permanece líder no segmento internacional e fechou o mês com participação de 88,3% - o fluxo de viajantes em suas operações subiu 9,4%, contra aumento de 19,8% na oferta.

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