Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 24 de Junho de 2017
14/04/2009
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Coluna Claudio Humberto
14/04/2009

Infraero imita o Senado e cria 94 diretorias

Certamente inspirada na experiência do Senado, que escandalizou o País com suas 184 diretorias, a Infraero deve aprovar seu novo estatuto na reunião do Departamento das Estatais do Ministério do Planejamento, na próxima semana, transformando os seis diretores atuais em vice-presidentes e superintendentes regionais e de aeroportos em diretores. Assim, a estatal de infraestrutura aeroportuária ganhará 94 diretorias.

 

 

Coluna Claudio Humberto
14/04/2009

Ganhos indiretos

Superintendentes transformados em diretores não vão receber mais por isso, mas ganham estrutura e ajuda de custo mais generosa na Infraero.

 

 

Coluna Claudio Humberto
14/04/2009

Muito suspeito

A Infraero realiza pregão eletrônico, hoje, para instalação de câmeras no aeroporto de Guarulhos. Um item do edital chama atenção: exige que as licitantes tenham instalado 93 câmeras. Nem mais, nem menos.

 

 

Estadão
14/04/2009

Embraer fecha contrato de US$ 1,4 bi com FAB e Marinha
JACQUELINE FARID - Agencia Estado

RIO - A Embraer assinou hoje contrato no valor de US$ 1,44 bilhão com a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Marinha do Brasil. Os contratos assinados pelo presidente da empresa, Frederico Curado, preveem, no caso da FAB, o desenvolvimento e a fabricação de dois protótipos do modelo KC-390, uma aeronave de transporte militar e cujo desenvolvimento deverá levar sete anos. Esse contrato com a FAB é no valor de US$ 1,3 bilhão. No caso da Marinha, um contrato de US$ 140 milhões prevê a modernização de 12 jatos dos modelos AF1 e AF1A, e o projeto deverá ser realizado em cinco anos.

Curado admitiu que o projeto KC-390 poderá levar a Embraer à contratação de pessoal, mas não quis dar uma previsão de quando isso ocorrerá, destacando que não é uma perspectiva de curto prazo. Segundo ele, a prioridade da empresa para contratações será a readmissão de parte dos 4.200 funcionários demitidos no início deste ano.

Ainda sobre as demissões, Curado comentou a decisão tomada ontem, pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), acatando recurso da empresa que solicitava a suspensão de indenização extra e pagamento de salário relativo ao intervalo entre os dias 19 de fevereiro (data da demissão) e 13 de março (última rodada de negociações entre a Embraer e o sindicato da categoria no TRT). "A decisão de ontem confirma a legalidade do que fizemos, a questão da legalidade é muito importante para nós", afirmou.

Entregas

O presidente da Embraer disse que a empresa mantém a previsão de entrega de 240 aeronaves em 2009, sendo 132 aeronaves de maior porte. Segundo ele, essas previsões de entrega dependem de que alguns clientes sejam financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como ocorrerá com a Azul Linhas Aéreas, segundo anunciou o banco de fomento na semana passada.

De acordo com Curado, a expectativa da empresa "é de que possamos voltar a crescer em dois anos". De acordo com ele, após a retomada do crescimento será possível a readmissão de alguns dos funcionários demitidos em fevereiro último. "Quem determina o nível de emprego é o mercado", disse Curado.

 

 

Estadão
14/04/2009

TAM e Gol perdem participação
Com expansão agressiva da oferta de voos e promoções, pequenas empresas puxam crescimento do mercado
Mariana Barbosa

O setor aéreo cresceu 4,7% no primeiro trimestre do ano no mercado doméstico, de acordo com dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Entretanto, o crescimento não foi puxado pelas líderes TAM e Gol, mas pelas pequenas Webjet, Oceanair, Azul e Trip. Considerando apenas TAM e Gol, o crescimento foi de 1,5% no trimestre, na comparação com o mesmo período de 2008. "As pequenas estão começando a ganhar participação de mercado em cima das grandes", avalia o analista de aviação da corretora Raymond James, Eduardo Puzziello.

O crescimento das pequenas se deu com uma expansão agressiva de oferta e por meio de promoções. "Mas temos de ver se esse crescimento vai ser sustentável em termos de receita, pois as pequenas estão crescendo com preços bastante competitivos", afirma Puzziello.

Para ele, a Azul gerou tráfego novo, mas também pode ter roubado passageiros da Gol - que viu sua demanda encolher 0,4% no trimestre. "Pelo perfil de clientes, a Azul deve estar crescendo em cima da Gol", diz. "Mas Gol e TAM não vão assistir a esse movimento quietinhas." Ele acredita que a temporada de promoções deve continuar até junho.

Com a competição acirrada e com medo de perder participação de mercado, o setor continua aumentando a oferta. No trimestre, enquanto a demanda cresceu 4,7%, a oferta de assentos por quilômetro subiu 10,2%, puxando a taxa de ocupação no mercado doméstico para 64% (ante 67% no ano passado).

A disputa entre as pequenas está acirrada. A Azul atingiu em março 2,23% de participação, quase um ponto porcentual acima da Trip, mas ainda abaixo de Oceanair (3,06%). Esta, por sua vez, começa a incomodar a Webjet, que chegou a 4,33% em janeiro, mas fechou março com 3,89%. TAM e Gol seguem folgadas na liderança, com 49,3% e 39,47%, respectivamente.

AJUSTES

Depois dos prejuízos bilionários registrados pela Gol e TAM em 2008, sindicatos dizem temer demissões em massa nas empresas. "Estamos ouvindo alguns rumores, mas nada de concreto", disse o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aéreo (FNTAA), Uébio José da Silva. Ele solicitou uma reunião com o presidente da TAM, David Barioni, para tratar da questão. Procurada, a TAM a diz que está em um esforço de redução de custos, mas que não planeja demissões.

"A Gol fez ajustes no último ano, mas não deixa de preocupar", diz Silva. A empresa convocou uma reunião esta semana para negociar com os trabalhadores um prazo maior para a compensação do banco de horas. Por lei, a empresa tem 30 dias para compensar as horas extras ou pagá-las. A Gol pede mais 60 dias. "Se for para preservar empregos, acredito que os funcionários não devem se opor", diz Silva.

 

 

Folha de São Paulo
14/04/2009

TST decide que Embraer não tem de pagar dias a mais a demitidos
GUSTAVO HENNEMANN
DA AGÊNCIA FOLHA

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) suspendeu ontem a decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região, em Campinas, que determinava a extensão do contrato de trabalho de 4.200 funcionários que haviam sido demitidos pela Embraer em 19 de fevereiro deste ano.

A decisão que foi suspensa mantinha as demissões, mas previa o pagamento de salário até o dia 13 de março aos demitidos pela fabricante de aviões, como forma de compensação pela perda do emprego.

O despacho de ontem, do presidente do TST, Milton de Moura França, acatou provisoriamente o recurso apresentado pela Embraer e livra a empresa de pagar os dias a mais de trabalho até o julgamento final a ser realizado pelo TST.

Quando determinou a extensão do contrato de trabalho, o TRT de Campinas considerou que as demissões violavam a legislação que protege o trabalhador de dispensas arbitrárias e que a empresa deveria ter negociado com os sindicatos que representam os trabalhadores antes de demiti-los.

O presidente do TST contesta os dois argumentos no despacho, dizendo que a legislação trabalhista não garante a estabilidade do emprego e que não existe norma que obrigue as empresas a negociarem demissões com sindicatos.

França diz ainda que as demissões ocorreram durante um período de comprovada dificuldade financeira da empresa e que a Embraer pagou as indenizações e os direitos trabalhistas devidos aos demitidos.

Batalha judicial

As demissões da Embraer suscitaram uma batalha judicial entre os sindicatos, que reivindicam a reintegração de todos os demitidos, e a Embraer, que busca a confirmação da suspensão divulgada ontem.

Em 27 de fevereiro, o TRT de Campinas acatou o pedido dos sindicalistas e concedeu liminar que suspendia as demissões. A Embraer, que afirmava ter seguido a legislação trabalhista, recorreu da decisão.

Um mês depois, o TRT voltou atrás e manteve as 4.200 demissões, mas impôs a condição de prorrogar os contratos e salários até 13 de março.

Especialistas em direito do trabalho ouvidos pela Folha antes da decisão ser suspensa apontaram que o determinado pelo TRT de Campinas não tinha amparo legal e que a lei brasileira não especifica procedimentos para os casos de demissões de trabalhadores em massa.

 

 

Folha de São Paulo
14/04/2009
Transporte aéreo nacional volta a crescer em março
DA FOLHA ONLINE

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) divulgou ontem que os embarques domésticos tiveram crescimento de 3,6% em março, na comparação com o mesmo período de 2008, depois de ter apresentado recuo de 0,6% em fevereiro.

A queda do movimento nos voos internacionais, no entanto, segue sua tendência de alta: foi de 13,2% no mês passado em relação a março de 2008. Em fevereiro, o recuo havia sido de 11%. O levantamento da Anac considera o número de passageiros e a quantidade de quilômetros percorridos.

O movimento de passageiros cresceu menos do que a quantidade de assentos disponíveis. Com isso, em março a ocupação média nos voos domésticos caiu de 64% para 59%; a dos voos internacionais, de 68% para 62%.

A concentração de mercado -com TAM e Gol/Varig- nas rotas nacionais atingiu 88,77% em março. Em relação às linhas internacionais, ela chegou a 99,83%. Em ambos os casos, a TAM manteve a liderança em participação de mercado: 49,3% e 86,76%, respectivamente.

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