Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017
14/03/2009
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O Estado de São Paulo
14/03/2009

Demissões na Embraer vão a julgamento
TRT de Campinas vai decidir o dissídio na próxima quarta-feira
Tatiana Fávaro

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região (Campinas), Luís Carlos Martins Sotero da Silva, marcou para quarta-feira o julgamento do dissídio coletivo que discute as 4,2 mil demissões da Embraer. Até o julgamento, fica valendo a liminar dada por ele no dia 27, que suspende o efeito rescisório das dispensas.

Após 22 dias das demissões, a Embraer ainda não pôde fazer as homologações dos trabalhadores, embora já tenha depositado o valor. A multa de 40% também foi depositada, segundo a empresa, mas ficou retida na conta de FGTS dos funcionários por causa da liminar que suspende os efeitos das demissões. No período de tentativa de negociação, as ações da empresa caíram 30%, segundo o advogado Cássio de Mesquita Barros Júnior.

Diante do impasse entre sindicalistas e advogados da companhia, a probabilidade é de uma batalha judicial e de possível abertura de jurisprudência para evitar demissões em massa sem prévia negociação no País. "É uma novidade que enfrentamos no direito brasileiro e nessa situação de crise econômica", disse o presidente do TRT.

Na audiência de ontem, o juiz apresentou duas propostas. A primeira, de suspender o contrato de trabalho por 12 meses para qualificação profissional. Os trabalhadores teriam curso pago nos primeiros cinco meses, com recursos do FAT. Nos sete seguintes, o curso seria pago pela empresa. A Embraer também pagaria 20% do salário base como ajuda compensatória.

A segunda proposta foi a de rescisão de contratos, mantendo os benefícios. Os funcionários receberiam indenização de um mês por ano de serviço, limitado a 15 vezes o valor. Também teriam plano médico familiar por um ano e garantia de preferência em dois anos, em caso de reativação dos empregos.

A Embraer apresentou contraproposta de manter o plano médico familiar gratuito por 12 meses. E, no caso de novas contratações, concordou em dar preferência aos demitidos, desde que apresentem as qualificações exigidas. Também aumentou a proposta de compensação no valor de R$ 1,6 mil feita na segunda-feira para, no máximo, dois salários de R$ 3,5 mil.

 

 

O Estado de São Paulo
14/03/2009

Aeronáutica vai participar de projeto de avião
ROBERTO GODOY

O Comando da Aeronáutica (Comaer) anunciou ontem que vai participar do desenvolvimento do cargueiro militar KC-390, da Embraer. A assinatura do contrato está prevista para 15 de abril, no Rio, na feira aeroespacial e de defesa, a LAAD. De acordo com o porta-voz da Força, brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez, "o projeto poderá elevar o Brasil à posição de destaque como fabricante de aeronaves de grande porte para apoio logístico". O investimento inicial é estimado entre R$ 52 milhões e R$ 60 milhões. A fase de projeto vai durar seis anos. O programa completo exigirá cerca de US$ 500 milhões.

 

 

O Estado de São Paulo
14/03/2009

Caças procuraram intimidar o piloto
Apesar de lei do abate, há indefinição sobre quem responderia pelo ato
Tânia Monteiro e Roberto Godoy

Desde o momento que a Força Aérea Brasileira acionou o Mirage e o Tucano para seguir o avião roubado em Luziânia, a intenção era apenas intimidar o piloto e persuadi-lo a colocar o avião no solo. Apesar de o Brasil dispor da chamada lei do abate, em vigor desde outubro de 2004, militares consultados pelo Estado alegam que, dificilmente, alguém determinaria ou até mesmo cumpriria uma ordem de derrubar uma aeronave, ainda que roubada, que transportava uma criança de 5 anos sequestrada.

Esse episódio acabou reacendendo a polêmica sobre a necessidade de se dar respaldo jurídico ao piloto que teria de responder judicialmente por esse tipo de ato. Para oficiais, o fato de ter uma criança a bordo descartou qualquer possibilidade de o avião ser abatido, principalmente por causa da falta de uma definição da responsabilização penal sobre o ato, uma vez que as críticas seriam inúmeras e de repercussão internacional.

O avião, teoricamente, só seria abatido se ele, em vez de rumar para Goiânia, tivesse se dirigido para Brasília, seguindo determinação do Comando da Aeronáutica. O monomotor com Silva foi monitorado desde o sequestro até a queda pelos radares do Cindacta-1 e acompanhado por caças da FAB.

Silva por muito pouco não invadiu o espaço aéreo mais sensível do País, o do Distrito Federal. A defesa desse bloco é feita pelo 1º Grupo de Defesa Aérea, o GDA, da base de Anápolis, com os supersônicos Mirage 2000C, franceses. Ali, a rotina é tensa. Em um hangar na cabeceira da pista há sempre um caça abastecido, armado e pronto para decolar em no máximo três minutos. O piloto permanece em um alojamento, distante não mais de 10 metros, vestido com o macacão de voo. Quando soa a sirene, o oficial dispara em direção ao avião. A missão só é conhecida quando ele estiver em procedimento de subida.

Na quinta feira foi assim. O homem a bordo do Mirage - um dos 12 do 1ºGDA - com certeza levando um ou dois mísseis e canhão de 30 milímetros, recebeu as coordenadas e os dados referentes ao procedimento errático do monomotor. Muito rapidamente foi informado do roubo da aeronave. De rotina, tentou contato com o piloto. A essa altura já estava secundado pelo T-27 Tucano, armado com metralhadoras. A prioridade era impedir que se lançasse o Tupi contra um prédio ou, pior, se tomasse a direção da capital.

 

 

O Estado de São Paulo
14/03/2009

Rasantes perto de aviões levaram pânico a aeroporto

Os rasantes de Kléber Barbosa da Silva pela pista deixaram em pânico os mais de 300 passageiros no terminal do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia. ''Houve tumulto, com pessoas gritando, outras se abanando'', disse Sandra Castro. De acordo com relatos de uma passageira e de funcionários do aeroporto, o susto maior foi quando o piloto passou perto de um Airbus A320 da TAM, que taxiava. Após três rasantes e um quase choque com a torre e o Airbus, Silva voou para o Shopping Buriti, depois para o prédio onde morava, até cair no estacionamento do Shopping Flamboyant.

Por 1h04, as pistas foram interditadas e o espaço aéreo esteve totalmente fechado. ''O avião passou rente à torre, então vi que outro avião, da FAB, monitorava'', afirmou Victor Senise, funcionário do terminal. O representante da Agência Nacional de Aviação (Anac), Wilson Nogueira da Mota, e o coordenador de operações do aeroporto, Luciano Oliveira, recusaram-se a dar entrevistas sobre o caso.

 

 

Folha de São Paulo
14/03/2009

Sindicatos e Embraer não chegam a acordo
TRT fez duas propostas, aceitas pelos sindicalistas, mas não pela empresa
Diante do impasse, ficou para a próxima quarta-feira, dia 18, a decisão do tribunal de Campinas sobre os 4.200 cortes feitos pela Embraer

MAURÍCIO SIMIONATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CAMPINAS

A segunda audiência de conciliação entre Embraer e sindicatos terminou ontem novamente sem acordo, e o TRT da 15ª Região, em Campinas (SP), julgará na próxima quarta-feira os 4.200 cortes feitos pela empresa no dia 19 de fevereiro. A liminar que suspendeu as rescisões contratuais foi mantida pelo tribunal até o julgamento.

O presidente do TRT, desembargador Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, iniciou a audiência apresentando duas propostas, mas a Embraer não as aceitou completamente e, por sua vez, ofereceu uma contraproposta -considerada "ridícula" pelos sindicatos.

Na primeira proposta, o desembargador sugeriu que a Embraer suspenda os contratos de trabalho dos demitidos para a qualificação profissional deles em um prazo de 12 meses. Eles seriam matriculados em cursos e receberiam uma bolsa a ser custeada nos primeiros cinco meses pelo FAT e, no período restante, pela Embraer.

A segunda proposta era a rescisão do contrato de trabalho dos demitidos mediante o pagamento adicional de um salário para cada ano trabalhado pelo dispensado (com limite de 15), além das indenizações já previstas em lei.

Foi sugerido ainda pelo TRT a garantia da contratação preferencial do demitido no prazo de dois anos na hipótese da reativação dos mesmos postos de trabalho, a manutenção do plano médico familiar pelo período de 12 meses e a garantia de estabilidade de emprego, para aqueles não dispensados, por um período de 120 dias.

Representantes da Embraer propuseram a manutenção por 12 meses de plano médico gratuito a todos os demitidos e seus dependentes, uma compensação de dois salários de R$ 3.500 para cada um e a preferência na seleção dos demitidos no caso de reativação da atividade econômica em dois anos.

Os sindicatos, consideraram "positivas" as propostas feitas pelo TRT, mas não concordaram com as da Embraer.

 

 

Zero Hora
13/03/2009

Anac: dez aéreas querem operar no Santos Dumont
TAM, Gol/Varig, WebJet, OceanAir, Azul, Trip, NHT, Pantanal, Passaredo e Air Minas têm interesse

Dez companhias aéreas demonstraram interesse em operar voos nacionais de longa distância no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, informou nesta sexta-feira a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

De acordo com a agência, ontem foi definido o critério de sorteio entre as empresas interessadas para que todas possam ter condições iguais de operar no aeroporto e evitar concentração de mercado.

TAM, Gol/Varig, WebJet, OceanAir, Azul, Trip, NHT, Pantanal, Passaredo e Air Minas foram as companhias que demonstraram interesse em horários de voos (hotrans, no jargão do setor).

A Anac informou por meio de comunicado que os pedidos de voos no Santos Dumont podem ser aprovados em 30 dias, a partir da data da manifestação do interesse.

Liberação

A Anac liberou o Santos Dumont para voos nacionais de longa distância no último dia 3. Foi quando a agência derrubou a portaria 187 do extinto Departamento de Aviação Civil (DAC), órgão que antecedeu a Anac.

Essa norma limitava a operação do Santos Dumont a voos da ponte aérea, regionais e de táxi aéreo. Logo após a liberação, o governo do Rio criticou duramente a medida, ameaçando fazer retaliações.

No próprio dia 3, quando a Anac anuncia sua decisão, o governador do Rio, Sérgio Cabral, afirmou que planejava entrar na Justiça, além de aumentar a alíquota de ICMS sobre o querosene de aviação no Santos Dumont dos atuais 4% para 18%.

Cabral também ameaçou não renovar a licença ambiental do aeroporto, vencida há um ano.

 

 

Mercado e Eventos
13/03/2009

Anac começa a receber os pedidos de voos para o Aeroporto Santos Dumont

As companhias aéreas já podem começar a encaminhar para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pedidos de voos para o Aeroporto Santos Dumont, sem restrições de destino. Ontem (12/03), durante a reunião da Comissão de Coordenação de Linhas Aéreas Regulares (Comclar ) foi definido o critério de sorteio entre as empresas interessadas, de forma que todas tivessem a oportunidade de operar no aeroporto e não houvesse concentração de mercado, prejudicando os consumidores. Dez companhias demonstraram interesse em novos voos: Tam, Gol/Varig, Webjet, OceanAir, Azul, Trip, NHT, Pantanal, Passaredo e Air Minas.

A partir do recebimento dos pedidos, os voos podem ser aprovados no prazo máximo de 30 dias. Uma vez concedido o Horário de Transporte (Hotran), a companhia aérea tem a autorização de iniciar as vendas de bilhetes. As rotas pretendidas fazem parte da estratégia comercial das empresas e serão divulgadas pelas companhias.

A remoção de restrições de destino no Aeroporto Santos Dumont foi possível graças à revogação da Portaria nº 187/DGAC, na semana passada. A Anac somente irá autorizar voos dentro da capacidade operacional do aeroporto e respeitando todas as normas de segurança.

 

 

Mercado e Eventos
13/03/2009

Webjet oferece tarifas com descontos de até 90% no fim de semana

A Webjet Linhas Aéreas promove, neste fim de semana (14 e 15/03), a Super Web Promoção, com descontos de até 90% nos trechos que a companhia opera. A compra deverá ser realizada a partir de meia-noite deste sábado (14/03) até as 6h da segunda (16/03). Os bilhetes devem ser usados até o dia 6 de abril, e as tarifas podem ser combinadas com todas as outras classes tarifárias, não sendo necessária a compra de ida e volta.

Durante a promoção, será possível comprar, por exemplo, passagens de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro, de Curitiba para Porto Alegre e de Cuiabá para Campo Grande por valores a partir de R$ 89, por trecho, sem taxas. As tarifas promocionais são válidas nas 12 cidades atendidas pela companhia e são sujeitas à disponibilidade na classe de venda específica.

A Webjet voa atualmente com 11 Boeings 737-300 para as cidades de Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro (Galeão), Salvador e São Paulo (Guarulhos).

 

 

Revista Veja
13 de março de 2009

Em pé de guerra, companhias aéreas esperam crescer em 2009
Por Maria Carolina Maia

É alta a temperatura no setor de aviação. Não só porque os executivos da área ignoram a crise e esperam crescer neste ano (na Gol, por exemplo, o vice-presidente de marketing e serviços Tarcísio Gargioni projeta uma expansão de 5% no número de passageiros no mercado doméstico). Mas também, e principalmente, porque há uma nova companhia nos céus brasileiros. Com a meta diferencial de oferecer voos diretos - no momento, porém, ainda há escalas - a preço de viagens de ônibus, a Azul já mobiliza a concorrência. No início de fevereiro, a TAM abriu uma rota para fazer frente a ela: a Porto Alegre-Campinas-Salvador. "Foi uma reação", admite o comandante David Barioni Neto, presidente da companhia. A TAM, assim como a Gol, ofereceu, no mesmo período, descontos em trechos cobertos pela novata, uma tática que pode se repetir. A Azul comemora. "Isso mostra que o nosso produto está incomodando e dinamizando o mercado, o que é bom para o cliente", diz o presidente da empresa, Pedro Janot.

A se levar em conta a querela sobre o Santos Dumont, onde a Azul pretende operar mediante a derrubada dos limites que restringem o aeroporto à ponte Rio-São Paulo, e apesar dos protestos da Gol e especialmente da TAM, a guerra está em plena evolução, e tem tudo para esquentar ainda mais. "Se for necessário, vamos mobilizar outros aviões para concorrer com a Azul", afirma Barioni Neto. Já Gargioni, da Gol, avisa: "Vamos acrescentar voos onde a demanda definir.” Para Janot, essa movimentação “faz parte do jogo", mas é cedo para saber aonde as rivais vão chegar. Além de mudar suas estratégias para colocar aeronaves em novas rotas, a concorrência teria de praticar preços semelhantes aos da Azul, que acaba de lançar uma tarifa a preço de ônibus para quem adquirir passagem com trinta dias de antecedência.

E não seriam poucas as rotas para as quais a concorrência teria de migrar a fim de neutralizar a Azul. O objetivo da empresa é aterrissar em 22 cidades brasileiras até o final do ano e em 35 até 2013. E, além de ampliar a malha aérea, ela quer aumentar a frequência de voos entre os pontos escolhidos. Em cinco anos, serão 78 jatos da Embraer, dos modelos 190 e 195, sempre em trajetos domésticos - mercado internacional, só mais tarde. A Azul começou a operar em dezembro e, antes do Carnaval, com sete aviões, já atingia seis cidades do país: Campinas, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Vitória e Recife. Em 18 de março, a companhia deve chegar a Fortaleza e, oito dias depois, a Manaus. Em 1º de abril, aportará em Navegantes, cidade do polo industrial de Santa Catarina. No dia seguinte, colocará no ar a nova ponte aérea Rio-São Paulo, que vai ligar a capital fluminense à paulista por Viracopos, aeroporto em que a Azul atua - e não exatamente por opção. "Quem não quer operar em Congonhas? O problema é que o aeroporto tem todos os slots (os horários para voar) fechados. A Gol e a TAM têm juntas mais de 90% do mercado", ressalta Janot.

Sem crise - Desavenças à parte, as companhias têm em comum as boas perspectivas para 2009. "O mercado de transporte aéreo está sólido, não está sentindo a crise", diz Barioni Neto, da TAM. A companhia mantém o plano já anunciado de investir 6,9 bilhões de dólares até 2018 na renovação da frota e não demonstra receio nem da crise mundial nem da alta do dólar, embora ela seja capaz de deprimir a demanda por voos internacionais. Esse mercado é dominado pela TAM (ela respondeu por 84,44% do segmento em janeiro) e rendeu 33,3% do faturamento da empresa nos nove primeiros meses do ano passado. Há três fatores que permitem à companhia manter o otimismo. O primeiro é que a redução na procura por viagens para o exterior pode ser compensada pela maior busca por voos domésticos. O segundo é que, para muitos turistas estrangeiros, uma viagem ao Brasil se tornou mais barata e, portanto, mais atrativa. E, por último, o nicho corporativo deve continuar comprando tíquetes, tanto para viagens internas como para o exterior.

É de olho nele, e também na Copa do Mundo de 2010, que a TAM dá início, no segundo semestre, a uma rota para a África do Sul. "Normalmente, esse tipo de voo tem 60% de turistas de negócio e 40% de turistas de lazer", diz Barioni Neto.
A TAM tem ainda outras razões para manter o ânimo. A companhia abocanhou uma fatia de 49,51% do mercado de voos nacionais em janeiro. A receita de 2008 só vai ser divulgada no final de março, mas Barioni Neto adianta que, de janeiro a setembro do ano passado, a empresa transportou 9,5% mais passageiros nos voos nacionais do que no mesmo período de 2007 - 19,6 milhões de passageiros, contra 17,9 milhões em 2007, ano em que faturou 8,5 bilhões de reais brutos. Nos voos internacionais, o aumento foi de 29,9%, de 2,689 milhões para 3,494 milhões de passageiros.

Bolo maior - A análise de Barioni Neto é compartilhada por Gargioni, da Gol. "O brasileiro vai continuar viajando e a economia não vai ficar tão mal quanto alguns especialistas preveem." A boa disposição do executivo se apoia, entre outras coisas, no Smile, programa de milhagem recém-lançado para o nicho corporativo. A ideia foi sacada do pacote da Varig, que a Gol adquiriu em 2007, por 320 milhões de dólares. Outra aposta de Gargioni é o Voe Fácil, sistema de parcelamento de viagens voltado ao público de baixa renda, o mesmo da Azul. "A Gol nasceu com a mesma filosofia da Azul, de atrair para os seus aviões gente que nunca voou", justifica o executivo. Segundo ele, a Gol também tem tíquete com preço de passagem de ônibus. "Basta o consumidor seguir algumas regras, como fechar a compra com antecedência e permanecer um tempo mínimo no destino." Outro dado positivo para o setor é que hoje a demanda é quase o dobro daquela registrada há nove anos. "Quando entramos no mercado, em 2000, o mercado doméstico tinha cerca de 28 milhões de passageiros, e hoje são quase 52 milhões", diz Gargioni.

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