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Quarta-Feira, 26 de Abril de 2017

13/03/2010

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Estadão
13/03/2010

À espera de novo terminal, Cumbica ganha ''puxadinhos''
Módulos pré-fabricados elevam fluxo de passageiros em 3 milhões; projeto está em estudo
Adriana Chiarini

O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, vai ganhar três módulos operacionais (MOP) - terminais provisórios. "Eles permitirão 3 milhões a mais de passageiros por ano", informou o presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Murilo Marques Barboza.

Os módulos devem começar a operar, "sendo otimista, até janeiro", disse o executivo. No entanto, a Assessoria de Imprensa da estatal informou que a fase atual ainda é de estudos para a licitação. Previsto para abril de 2014, pouco antes da Copa do Mundo no Brasil, o Terminal 3 de Guarulhos terá capacidade para mais 4 milhões de passageiros. Quando estiver pronto, os módulos serão transferidos para outros aeroportos.

Desde abril de 2009, há um MOP em funcionamento em Florianópolis. É uma estrutura pré-fabricada, feita de placas e vidros, com tratamento acústico e climatização. Usado para embarque e desembarque, o módulo catarinense tem mil metros quadrados. Tem café, banca de jornal, banheiros e monitores de vídeo com informações sobre voos.

Um dos MOP em Guarulhos será para embarque, outro para desembarque e um terceiro funcionará como um terminal independente, com espaço para estacionamento.

Outros aeroportos do País também receberão a estrutura modular antes da Copa, incluindo o de Viracopos, em Campinas, e o Galeão, no Rio, de acordo com o presidente da Infraero. Na quarta-feira, foram assinadas as ordens de serviço para instalação em 180 dias de módulos nos Aeroportos de Brasília, de Goiânia e de Vitória.

Até 2014, haverá investimentos de R$ 6 bilhões em aeroportos das 12 cidades-sede da Copa, com mais R$ 2 bilhões adicionais para outros aeroportos. "Não falta recurso. Os aeroportos estarão prontos para a Copa", disse Barboza.

Enquanto as obras não são concluídas, serão utilizadas soluções provisórias para suportar a expansão do mercado aéreo. Para Barboza, o grande desafio da Infraero é o aumento de viagens aéreas por causa do crescimento da economia. "Como a economia está muito bem, as pessoas viajam mais. A taxa de ocupação dos aviões está em 60% a 65%", afirmou Barboza.

EXPANSÃO

A diretora-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, prevê que o crescimento do número de passageiros neste ano seja próximo de 17%, como ocorreu no ano passado.

O crescimento do setor poderia até ter sido maior, considerando que a economia em 2009 recuou 0,2%. Para este ano, as expectativas são de uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) entre 5% e 6%. "Mas tem uma variável que a gente não controla, que é o preço (das passagens)", disse Solange.

A Anac começou por Guarulhos os estudos sobre aeroportos próximos do limite da capacidade. Barboza afirmou que o problema de Cumbica é mais de horários de congestionamento. Ele disse também que há "determinação do ministro (Nelson) Jobim para minimizar os voos de e para Guarulhos e direcionar para o Rio".

Barboza e Solange participaram ontem, no Rio, de cerimônia de protocolo de intenções para a instalação de juizados nos aeroportos das 12 cidades que serão sede da Copa. "É uma iniciativa positiva. Vai ajudar o consumidor", disse Solange.

NÚMEROS

4 milhões
de passageiros a mais poderão usar o Aeroporto Internacional de São Paulo quando o
Terminal 3 for entregue

R$ 6 bilhões
devem ser investidos nos aeroportos das 12 cidades que serão sede da Copa até 2014, ano do campeonato

 

 

Jornal do Algarve.0t
13/03/2010

TAP - 65 anos nas asas da história

Em 65 anos de existência, as estórias dos voos da TAP cruzaram-se por várias vezes com a História de Portugal: atravessaram rotas coloniais, distribuíram panfletos políticos e chegaram a servir aos passageiros bolinhos de inspiração comunista.

O aniversário será assinalado com um livro, da autoria de Paulo Nóia Pereira e José Vilhena, que retrata momentos marcantes da história da transportadora, a publicar em maio.

Criados em 14 de março de 1945 por Humberto Delgado, que, na altura, dirigia o Secretariado da Aeronáutica Civil, os Transportes Aéreos Portugueses inauguram a primeira linha comercial em 19 de setembro de 1946, entre Lisboa a Madrid.

No final desse ano, nasce a Linha Aérea Imperial. Uma "proeza para a época", nas palavras de Paulo Nóia Pereira.

A ligação Lisboa-Luanda-Lourenço Marques, com 24.540 quilómetros, era a mais extensa a nível mundial, tinha 12 escalas e durava 15 dias. Uma tarefa dificultada pela falta de condições de navegação aérea, pelos aviões e pelos aeródromos, alguns de terra batida.

"Chegou-se a experimentar uma rota pelo deserto que era mais curta, mas como não havia referências visuais nem possibilidade de aterrar em caso de avaria, acabaram por optar pela linha de costa", conta o engenheiro do Instituto Nacional de Aviação Civil.

Na década de 1950, a TAP faz uma breve incursão ao território indiano. A operação arranca a 08 de julho de 1961 mas acaba em dezembro com a invasão de Goa, Damão e Diu pelas tropas indianas.

Segundo relatos da época, a 18 de dezembro de 1961 o Super Constelation da Tap desafiou a Força Aérea indiana e, mesmo com a pista e a torre de controlo atingidas por bombardeamentos, largou o aeroporto de Dabolim em direção a Lisboa, com escala em Karachi, Paquistão.

Dias antes, a 10 de novembro de 1961, outro Super Constellation, o "Mouzinho de Albuquerque", protagoniza o primeiro desvio político da história da aviação comercial quando Palma Inácio, ex-piloto da Força Aérea Portuguesa, impõe, sob ameaça de pistola, a colaboração do comandante numa "operação revolucionária".

Palma Inácio conseguiu sobrevoar Lisboa lançando 100 mil panfletos com apelos à revolta popular contra a ditadura

Os voos da TAP e da história portuguesa voltam novamente a cruzar-se entre 01 de maio e 31 de outubro de 1975, na ponte aérea decisiva para evacuar milhares de portugueses de Angola e Moçambique, durante a descolonização.

"Foi feito em condições muito difíceis", relata Paulo Nóia Pereira. "As tripulações faziam mais de 24 horas de voo, para conseguir transportar toda a gente e os aviões levavam passageiros em todo o lado, até no chão". Ao todo, foram cerca de mil voos, que transportaram cerca de 230 mil passageiros.

No Verão Quente de 1975, dá-se mais um episódio curioso: "num voo para o Brasil, os passageiros receberam como sobremesa bolos decorados com a insígnia do PCP".

A história da TAP é ensombrada por um único acidente que envolveu a morte de passageiros. Aconteceu a 19 de novembro de 1977, quando um avião falhou a aterragem no aeroporto da Madeira e caiu ao mar. Morreram 131 pessoas.

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