Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 24 de Junho de 2017
13/02/2009
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Agência Estado
13/02/2009 - 18:47h

Credores abrem caminho para a recuperação judicial da Varig antiga

Os credores da Varig antiga (Flex) aprovaram nesta sexta-feira (13) em assembleia a minuta dos papéis de dívida (debêntures), que é o texto e a forma pela qual vão receber seus créditos. Esse era o último requisito que faltava para o encerramento da recuperação judicial da Flex. Agora, a expectativa é a de o juiz Luiz Roberto Ayoub decretar o término desse processo.

Após o anúncio do resultado da assembleia, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) registravam queda, de 15% por volta das 16 horas, após terem registrado forte alta de 24%, na quarta-feira, e de 8,5% ontem. Segundo fontes do mercado, o desempenho atípico de expansão dos papéis foi motivado pela possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar uma ação que pode render pelo menos R$ 5 bilhões para a Flex, que tem uma dívida total de cerca de R$ 7 bilhões.

Esse recurso se arrasta há anos e cobra do governo perdas com o congelamento de tarifas aéreas entre os anos 80 e 90. Na segunda-feira, a Advocacia Geral da União (AGU), contrária ao pagamento da indenização, se reuniu com as partes mais interessadas em receber os recursos, como o fundo de pensão Aerus, o Sindicato Nacional dos Aeronautas e a Flex. No encontro, a AGU pediu que se feche um acordo para que se defina o que cada parte fará com o dinheiro da indenização, o que sinaliza que a AGU poderia estar reconhecendo que perdeu a disputa.

"Vou encaminhar o resultado da assembleia ao juiz Ayoub. Foi cumprido o último requisito pendente da recuperação. Cabe agora ao juiz Ayoub determinar os próximos passos", afirmou o administrador judicial da Flex, Luiz Alberto Fiore, da consultoria Deloitte, após o fim da reunião.

Mesmo com o fim do processo de recuperação judicial da Flex, a companhia permanece obrigada a cumprir com todos os compromissos assumidos na recuperação judicial até que o último credor seja pago. O encerramento desse processo após a assembleia de hoje é mais uma formalidade para cumprir com o prazo previsto em lei, que já foi ultrapassado, pois a data limite era julho do ano passado.

No entanto, como ainda faltavam algumas premissas básicas, como o quadro geral de credores, a recuperação judicial foi estendida O final desse processo tem dois resultados práticos: acaba a proteção judicial da Flex contra execuções e pedidos de falência e a Fundação Ruben Berta que estava afastada judicialmente do comando da companhia, pode retomar o poder.

 

 

Coluna Claudio Humberto
13/02/2009

Dumping no céu

A nova empresa aérea, a Azul, forçou a concorrência a cair na real. A TAM reduziu de R$ 140 para R$ 39 a passagem Campinas-Curitiba. Ou estava explorando a clientela ou – mais provável – optou pelo dumping.

 

 

Jornal de Turismo
13/02/2009

Anac convoca aérea estrangeira multada por formação de cartel para atuar em sua defesa
Cláudio Magnavita

A diretora-geral da Air France no Brasil, Isabelle Birem, escolheu uma estranha forma para comemorar o quinto aniversário da aprovação da aquisição da KLM pela Comissão Europeia. Cinco anos depois da histórica data, em um mesmo 11 de fevereiro, ela pousou em Brasília para participar da audiência pública na sede da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Aliou-se à agência na defesa da liberação das tarifas aéreas internacionais, medida que pode gerar evasão de divisas e afetar empresas nacionais, e se envolveu em uma grande polêmica. A mesma empresa condenada no ano passado pela Justiça norte-americana a pagar multa milionária por formação de cartel, tenta no Brasil agir como "defensora do consumidor".

Funcionando como aliada incondicional da Anac, a representante legal da Societé Air France e KLM/Cia. Real Holandesa de Aviação, Isabelle Birem, demonstrou ter conhecimento prévio das regras da audiência, já que foi a única que chegou com uma apresentação em Power Point, já cronometrada para os sete minutos que lhe foram designados "apenas na hora" pela mesa diretora da audiência. Quando começou a falar, sua palestra já estava previamente instalada no computador da agência. Funcionou como uma aliada incondicional da Anac. "Por coincidência", no mesmo dia que a nova Alitalia, empresa caçula do grupo, recebia autorização da própria agência para o seu funcionamento jurídico no Brasil. Tudo concedido em prazo supersônico.

Madame Birem conseguiu uma proeza. Foi opositora dois maiores sindicatos de trabalhadores da aviação: Sindicato Nacional dos Aeronautas, Sindicato dos Aeroviários, Sindicato Nacional das Empresas Aéreas e de representantes dos setores do turismo, da área acadêmica (entre eles um ex-diretor da própria Anac), além da maior companhia aérea brasileira: a TAM, com quem teve voos compartilhados e que foi transformada em neo-adversária pelos franceses.

Os slides previamente instalados no computador da Anac trouxeram à tona uma confissão das artimanhas que as companhias aéreas europeias utilizam para burlar as bandas tarifarias que limitam as margens de desconto. Tudo isso, apresentado em pleno auditório da agência nacional e utilizando o seu equipamento técnico. Diante da plateia e das câmeras de televisão, madame Birem afirmou que os passageiros são conquistados com o oferecimento de vantagens embutidas nas tarifas, como pernoite em hotel, diárias de carros, sorteios e parcelamentos sem juros no cartão. Na prática, sinalizou que a atual norma de banda tarifaria é ilusória e que ninguém respeita, realizando malabarismos para atrair mais passageiros. Também negou os 3,3 bilhões de euros que a empresa recebeu na década de 90 do governo francês.

Condenadas por formação de cartel

Em sua exposição, Isabelle tentou mostrar que os custos na França são equivalentes ao Brasil, principalmente os tributários. Deixou de fazer um comparativo do poder aquisitivo gaulês com o tupiniquim. Se comparasse o salário mínimo dos dois países, comprovaria a força do seu mercado cativo na Europa, capaz de dar musculatura para que a Air France-KLM tenha caixa para acordos impensáveis para a realidade brasileira. Por exemplo, a companhia aérea francesa pagou, em 2008, ao governo norte-americano a bagatela de US$ 330 milhões depois de se declarar culpada perante o Departamento de Justiça norte-americano de crimes de conspiração cometidos durante vários anos. Só o valor dessa multa é o dobro de todo o capital inicial da novata Azul Linhas Aéreas, que também apareceu para defender a Anac, aumentando os boatos sobre a sua também relação incestuosa com a agência.

No ano passado, o procurador-geral assistente dos Estados Unidos, Kevin O´Connor afirmou à imprensa sobre a formação de cartel confessada pela Air France-KLM: "Essa conspiração para fixar preços sufoca nossa economia e prejudica o povo norte-americano, que, devido à ausência de concorrência no setor, termina pagando a conta", afirmou O´Connor.

"Chega ser irônico, que a representante legal de uma ré confessa nos Estados Unidos, multada por prejudicar o consumidor, venha agora abaixo da linha do Equador se portar como uma defensora do cliente", afirmou um dos presentes à audiência, indignado com a forma agressiva e não polida que a diretora da Air France-KLM chamou de "mentiroso" o brigadeiro Allemander Pereira, ex-diretor da Anac e PHD em aviação, que rebatia as negativas de que a empresa francesa não recebeu subsídios do governo francês. Em sua palestra do VII Simpósio de Transportes Aéreos no ano passado, o brigadeiro já apontava o apoio que diferentes empresas internacionais receberam dos seus governos, entre eles a França.

Também ao noticiar, em um mesmo de 11 de fevereiro, só que cinco anos antes a compra da KLM, o jornal “O Estado de S. Paulo” afirmou: "a aprovação veio uma década depois que a Air France praticamente faliu. A empresa apenas continuou operando por ter conquistado uma permissão da Comissão Europeia para receber ajuda do governo francês de três bilhões de euros".

Air France já foi denunciada à Anac

Em 2006, ao ser transferida da Argentina para o Brasil, Isabelle Birem já foi denunciada à Anac, pelo atual presidente da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), Carlos Alberto Amorim Ferreira, que na época dirigia a entidade do Rio. Através de seu advogado, Paulo Roberto Wiedmann, a ABAV-RJ enviou documento ao então presidente da agência, Milton Zuanazzi, cobrando medidas contra a Air France, que adotava a venda de passagens aéreas mais baratas na internet, excluindo o acesso tarifário para os agentes de viagens ao preço oferecido ao publico final. A ação da Abav foi o que colocou ordem na casa.

Segundo estimativas do mercado de turismo, que leva em conta o número de voos e a demanda para a Europa, a Air France deve remeter anualmente mais de US$ 200 milhões do Brasil para a França, sem incluir nesta conta a KLM e agora a Alitalia, que passa a ter participação societária do grupo. O Brasil tem que fabricar e exportar 25 mil automóveis populares só para equilibrar a balança comercial das remessas anuais da companhia francesa para a sua matriz. Este foi outro dado omitido pela madame Birem. Os recursos de cada bilhete que vende no Brasil, os quais ela esperar aumentar com o apoio da Anac, é quase integralmente revertido em remessa para o exterior.

A operação da Air France-KLM, ao incorporar os voos da Alitalia, resultarão em mais de 30 voos semanais entre o Brasil e a Europa. O mais grave é que a coluna vertebral do faturamento da TAM para a Europa é o voo de Paris, operado com três frequências diárias. Uma concorrência predatória nesta rota poderá trazer um desequilíbrio à empresa brasileira. Enquanto a França representa 40% da receita da TAM para a Europa, os voos para o Brasil representam menos de 1% do faturamento mundial da Air France. A empresa poderá se dar o luxo de voar com prejuízo na rota sem quebrar. O mesmo não pode ocorrer com a companhia nacional. Um colapso gera desemprego entre brasileiros e não entre franceses. A banda tarifaria é um instrumento de isonomia e que permite proteger as empresas brasileiras da concorrência predatória.

Com a empresa de bandeira enfraquecida, as internacionais sobem as suas tarifas. É só ver o que aconteceu após o fim da velha Varig. Viajar para a Europa ficou duas ou até três vezes mais caro. O consumidor, a médio prazo, é quem perde muito. A bolha de vantagens e só temporária. Dura o tempo de minar as empresas de bandeira.

Apesar da França ser o berço da diplomacia no mundo, a madame Birem conseguiu, com a sua bravata, ser um verdadeiro elefante em uma loja de cristais. Foi à única representante de empresa aérea estrangeira a se expor na defesa de uma medida que dificilmente ficará longe de intermináveis batalhas jurídicas, enquanto os outros 30 representantes optaram pela prudência. No mesmo dia, ela chamou de "mentiroso" um brigadeiro estimado e respeitado na Força Aérea; confessou manobras para burlar as bandas tarifarias; atacou quem defendeu o turismo doméstico; conseguiu se antagonizar de uma só vez com os sindicatos dos aeronautas e aeroviários e das empresas aéreas; rompeu com a maior empresa aérea do País; expôs uma agenda sintonizada com a aprovação da nova Alitalia, criando tantos adversários. Isso sugere um quadro típico de quem está contando os dias para pedir transferência do País e seguir para outra aventura no mundo, sem avaliar as consequências dos conflitos que gerou.

"Esses cargos de gerentes gerais são temporários e são raros os que procuram fixar raízes nos países nos quais serviu de forma transitória, como foi o caso do carismático Joseh Halfin, um dos melhores diretor geral que a Air France já teve no País", afirma um ex-diretor da Varig.

Rasgando a história

A falta de raízes e respeito às coisas nacionais é compreensível e pode ser creditado a uma profunda desinformação. Ela se manifesta de diversas formas, como a de um documento de apenas sete linhas, assinado por Isabelle Birem e datado do dia 28 de janeiro de 2009. O seu efeito é historicamente imperdoável. Nele, ela afirma secamente:"Em virtude da atual conjuntura econômico-financeira internacional, a Société Air France vem requerer, por sua representante legal no Brasil, a sua exclusão a partir de 1º de fevereiro de 2009, do quadro social do Snea, nos termos do artigo 21, I, de seu estatuto". Desinformada com relação à história da aviação do País e no afã de retalhar o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas - que contrariou sua tese da liberação tarifária -, ele cometeu um dos maiores pecados contra a própria história de sua empresa no Brasil.

O Snea foi fundando em 11 de dezembro 1933 pelas companhias aéreas Pan American, Syndicato Condor, PanAir do Brasil, Varig, Vasp, Cia. Aeropostal Brasileira, Aerolloyd Iguassú e a própria Air France. Dos fundadores, só a empresa de mandame Birem continua a voar. Oriunda de um país que cultua a história e as tradições, ela conseguiu em apenas sete linhas guilhotinar 76 anos de presença histórica da Air France no Brasil. Se o motivo verdadeiro foi ocultado, o motivo alegado na carta também é pífio para se jogar no lixo este patrimônio histórico.

A única empresa fundadora do Snea ainda viva pediu para sair 76 anos depois, por causa de uma crise econômica mundial. O curioso é que mesmo com a crise da Segunda Guerra Mundial, a Air France se manteve associada. Quando deixar o Brasil, madame Birem levará no seu currículo a grande realização de ter retirado a companhia francesa da associação da qual foi fundadora em 1933. Ela terá o mérito de apagar a história da sua empresa, pela incapacidade insinuada de não poder pagar a mensalidade, o que é um paradoxo para quem já assumiu uma multa em 2008 de US$ 330 milhões por formação de cartel.

Todos se uniram para contrapor os caprichos de madame Birem. Graziella Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, afirmou: "devemos proteger os interesses do País na evasão de divisas das nossas empresas aéreas brasileiras, dos milhares de empregos de aeronautas e de aeroviários brasileiros, do efeito das ações intempestivas como a da Anac, que só favorecem empresas estrangeiras".

 

 

Jornal de Turismo
13/02/2009

TAM oferece passagens internacionais a partir de US$ 99

A TAM Linhas Aéreas realiza neste fim de semana mais uma campanha “Ofertas TAM”. Entre as 6h deste sábado e às 23h59 de domingo, os clientes poderão adquirir passagens em classe econômica para diversos destinos internacionais operados pela companhia a partir de US$ 99 (ida e volta) mais taxas. Haverá também promoção para classe executiva.

A promoção vale para viagens feitas no período de 14 de fevereiro a 18 de junho de 2009, com permanência mínima e máxima segundo a tabela abaixo. A emissão dos bilhetes deve ser feita obrigatoriamente no ato da reserva, obedecendo às regras estipuladas pela companhia. A compra está sujeita à disponibilidade de assentos nas classes tarifárias determinadas, trechos, horários e datas.

Além de pagar menos, os passageiros que adquirirem passagens da promoção vão pontuar normalmente no Programa TAM Fidelidade, de acordo com a categoria do cartão.

Com a campanha, baseada no conceito de tarifa planejada da TAM, a empresa estimula a compra de passagens com reservas de ida e volta em períodos de menor procura. Mais informações estão disponíveis no hotsite interativo "Ofertas TAM" (www.ofertastam.com.br). As passagens mais baratas também podem ser adquiridas por meio dos agentes de viagens, pelo site www.tam.com.br, pelo call center (4002-5700 ou 0800-5705700 para todo o Brasil) e nas lojas da TAM.

* Permanência mínima de dois dias para destinos na América do Sul e de cinco dias nos Estados Unidos. A máxima para ambos os casos é de dois meses.

** Permanência mínima de sete dias e máxima de três meses para destinos na Europa.

 

 

Jornal de Turismo
13/02/2009

Azul inicia venda de segundo voo diario para Recife

Depois de anunciar na semana passada, o início dos voos de Campinas-Recife no próximo dia 18 de fevereiro, a princípio com as frequências noturnas apenas, a Azul Linhas Aéreas recebeu na última quarta-feira, a autorização para início dos voos diurnos nesta rota.

Assim, a partir de 12 de março vai começar a voar durante o dia entre Campinas e Recife. Os bilhetes para estes voos já começaram a ser vendidos.

Com isso, a partir de 18 de fevereiro, entram em vigor o voo que parte de Campinas às 22h com destino a Recife, direto, e o voo que sai de Recife às 2h45, com chegada a Campinas às 6h.

A partir de 12 de março então serão operados quatro voos por dia ligando as duas cidades, com o começo da operação da frequência que parte de Viracopos às 9h55 com chegada a Recife às 13h10 e o voo de Recife para Campinas, que decola da capital pernambucana às 13h40, com chegada a Campinas às 16h55. As tarifas variam a partir de R$ 179 (por trecho para viagens de ida e volta).

 

 

O Dia
13/02/2009

Avião cai no Estado de Nova York; 50 pessoas morrem

Nova Iorque - As autoridades americanas confirmaram que 50 pessoas morreram depois que um avião da empresa Continental Airlines caiu nesta madrugada perto do aeroporto internacional de Buffalo, no Estado de Nova Iorque.

O acidente ocorreu às 22h20 locais de quinta-feira (1h20 desta sexta pelo horário de Brasília) e testemunhas disseram à imprensa americana que viram o avião, com capacidade para 74 pessoas, voar baixo, com um desnível na asa esquerda.

O governador de Nova Iorque, David Paterson, atestou que morreram todos os 45 passageiros e os quatro membros da tripulação do vôo 3407 da Continental Airlines, que havia saído do aeroporto de Newark (Nova Jersey).

Incialmente, foi informado que acidente matou 49 pessoas no total. Entretanto, mais tarde, a Colgan Air, que operava o vôo, avisou que um quinto tripulante estava a bordo. Segundo comunicado, tratava-se de um piloto da companhia que estava de folga e viajva sem ter entrado na lista de passageiros da aeronave.

A outra vítima foi uma pessoa que estava na casa contra a qual o avião se chocou, na área urbana de Clarence Center. Mais quatro pessoas se feriram no acidente, incluindo mãe e filha que estavam na casa atingida pelo avião. Elas sofreram ferimentos leves e foram liberadas após exames em um hospital da região.

O avião, um bimotor Bombardier Dash8 Q400 caiu a cerca de 16 quilômetros do aeroporto de Buffalo, segundo afirmou em entrevista a jornalista o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB, na sigla em inglês), Ted Lopatkiewicz.

As imagens da TV local mostraram uma zona residencial tomada pelas chamas e com os bombeiros tentando controlar o incêndio gerado pela queda do avião que, aparentemente, ainda tinha bastante combustível.

"Uma equipe de emergência e autoridades de aviação estão avaliando a situação e recolhendo toda a informação possível" para determinar as causas do acidente, afirmou Paterson em comunicado de imprensa.

O coordenador do serviço de emergências do condado de Erie, Chris Collins, classificou como "tragédia" o acidente e assinalou que, após estabelecer um perímetro de segurança em torno da zona do acidente, "é preciso levar muitos elementos em conta para começar a investigação".

Segundo Collins, autoridades federais americanas de aviação civil, assim como os especialistas da companhia aérea, que tem sua sede em Houston, no Texas, chegarão em algumas horas para iniciar a investigação.

Por enquanto, as autoridades abriram uma linha de telefone para informar aos familiares das vítimas sobre a situação após o acidente.

Conversa com a torre

O site www.liveatc.net divulgou uma conversa radiofônica supostamente travada entre um dos pilotos e a torre de controle de Buffalo, que não transparecia preocupação, apesar de o controlador passar instruções para que o avião voasse a uma altura de 2,3 mil pés (700 metros).

Um minuto após essa comunicação o controlador, de Buffalo, tenta falar de novo com o avião, mas já não há resposta, e ele volta a tentar.

Após não conseguir, o controlador, segundo a conversa postada no site, pediu ao piloto de um avião da companhia Delta que voava próximo que "veja se há, a umas cinco milhas à sua direita, um Dash 8 voando a 2,3 mil pés. Vê algo por ali?". O piloto do Delta responde: "negativo".

Chris Kausmer, parente de uma passageira, expressou comovido às redes de TV locais que "esperava notícias da irmã" e que "temia o pior".

Emocionado, Kausmer afirmou que a única coisa em "que pode pensar no momento" é que sua mãe e seus dois filhos "têm que pegar um avião da Flórida" até Nova York.

Especialistas consultados por redes de TV como a CNN citaram a possibilidade de que as más condições meteorológicas, de chuva gelada e vento forte, possam ter influído no acidente.

Segundo as autoridades locais de Buffalo, 12 casas que pegaram fogo foram evacuadas, e seus moradores foram levados a hospitais e centros de emergência para atendimento.

Um porta-voz da Continental Airlines, citado pela "CNN", informou que as equipes de sua subsidiária Colgar Air, que tem sua sede em Manassas, na Virgínia, já iniciaram o processo de coleta de informação para ajudar a determinar as causas do acidente.

Pouso no rio Hudson

Este é o segundo acidente aéreo que ocorre no estado de Nova York em menos de um mês. Em 15 de janeiro, o piloto de um Airbus-320 da companhia US Airways, que levava 155 pessoas a bordo, se viu obrigado a fazer um pouso de emergência nas águas do rio Hudson.

Também é o primeiro acidente aéreo de voos comerciais com vítimas fatais nos Estados Unidos desde 27 de agosto de 2006, quando um avião da Comair, bateu ao decolar do aeroporto de Lexington, em Kentucky.

O número de mortos foi o mesmo, 49, mas naquela ocasião todas elas pessoas que estavam à bordo, sem vítimas externas.

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