Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Domingo, 20 de Agosto de 2017

12/12/2009

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O Estado de São Paulo
12/12/2009

Embraer faz acordo na China para financiar aviões
Crédito de US$ 2,2 bi faz ações do grupo subirem 8,99%

A Embraer anunciou ontem um acordo de financiamento e leasing de aviões que pode chegar a até US$ 2,2 bilhões nos próximos três anos. O acordo, acertado com a chinesa CDB Leasing, mantida pelo China Development Bank, acontece em um ano de fracas encomendas para a empresa brasileira - depois que a crise financeira internacional secou o crédito e a disposição de companhias aéreas de comprarem novos aviões. O acerto fez as ações da empresa dispararem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa): fecharam em alta de 8,99%, num dia em que o Ibovespa (o principal índice da ações da bolsa paulista) subiu 0,78%.

"A notícia (do financiamento) é positiva, porque marca uma sinalização de tendência. A empresa teve poucos pedidos este ano, e também deve ter poucos no ano que vem, mas ter um banco chinês garantindo financiamento e estimulando a demanda mostra que o cenário para novos pedidos começa a melhorar", afirmou o analista Alan Cardoso, da corretora Ágora.

Ele ressaltou, no entanto que o movimento nas ações da Embraer nesta sexta-feira não se deve apenas ao acordo. "Até ontem (quinta-feira) o papel tinha subido apenas 1% no acumulado desde o início do ano, e o pessoal está buscando papéis baratos depois de toda essa alta do Ibovespa", afirmou. No ano, o Ibovespa exibe valorização de 83%. "Efetivamente, esse papel estava no zero a zero no ano. Por isso, qualquer tipo de notícia que possa ter repercussão no fundamento acaba mexendo (na valorização)", acrescentou.

OPORTUNIDADES

O acordo tem como objetivo aumentar as oportunidades de aquisições de aeronaves da Embraer dentro da China e no exterior, focado no desenvolvimento da aviação regional naquele país, informou a fabricante brasileira de jatos em comunicado. O acerto permite à CDB Leasing oferecer financiamento a companhias aéreas e também pode permitir à instituição considerar a compra direta de aeronaves da Embraer para aluguel.

Na quarta-feira, em almoço de final de ano com a imprensa, o presidente executivo da Embraer, Frederico Curado, disse que a oferta de crédito para financiar aviões ainda é um problema, com os bancos comerciais ainda muito fechados para operações envolvendo aeronaves.

Curado afirmou que ainda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliará em 2010 pelo segundo ano seguido sua participação no financiamento de vendas da empresa. Segundo ele, cerca de 60% das entregas de aviões comerciais da Embraer no próximo ano devem ser financiadas pelo banco e pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE). O porcentual, bem maior que os 30% a 35% das entregas de aeronaves comerciais que em 2009 receberam recursos do BNDES e do FGE, ocorrerá tanto pela redução das entregas de novos aviões do gênero como por um aumento nos desembolsos do banco de fomento.

Em seu balanço sobre 2009, o presidente da Embraer observou que, apesar dos desafios e dificuldades que este ano reservou à aviação, a fabricante termina o período "sólida e com caixa equilibrado". Mas disse que ano que vem será "tão ou mais difícil" que 2009.

 

 

O Estado de São Paulo
12/12/2009

Advogado quer cassar licença de pilotos - Voo 1907

O advogado Dante D"Aquino, que representa a Associação de Familiares das Vítimas do Voo 1907, entregou às autoridades americanas pedido de cassação das licenças dos pilotos Joe Lepore e Jan Paladino. A dupla comandava o jato que em 2006 colidiu com Boeing da Gol, matando 154 pessoas. Os pilotos respondem a processo na Justiça Federal de Mato Grosso.

 

 

Folha de São Paulo
12/12/2009

Grupo chinês vai financiar aeronaves da Embraer
Acordo entre brasileira e empresa de leasing prevê crédito de até US$ 2,2 bi
Chinesa poderá financiar aquisições de aviões da Embraer por companhias aéreas ou adquirir os equipamentos para leasing

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
DA FOLHA ONLINE

A Embraer assinou um memorando de entendimento com a chinesa CDB Leasing para financiamento e leasing de aeronaves que pode alcançar até US$ 2,2 bilhões nos próximos três anos.

O acordo tem como objetivo aumentar oportunidades de aquisição de aeronaves da Embraer dentro da China e no exterior, focado no desenvolvimento da aviação regional do país asiático, informou a Embraer em comunicado.

A CDB Leasing é a maior companhia financeira de leasing mantida pelo China Development Bank e uma das mais importantes instituições internacionais de financiamento de aviação, afirma a fabricante brasileira de aviões.

O acordo permite à CDB Leasing oferecer financiamento a companhias aéreas e também pode permitir à instituição considerar a compra direta de aviões da Embraer para leasing. "Em qualquer um dos casos, a Embraer indicará possíveis clientes para a CDB Leasing", disse a empresa brasileira.

Na quarta, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) havia informado que ampliaria em 2010, pelo segundo ano seguido, sua participação no financiamento de vendas de aviões pela Embraer.

China no Brasil

A China está aumentando sua participação no país por meio de acordos com empresas brasileiras, como a Petrobras e a mineradora MMX, do empresário Eike Batista.

Em maio, o Banco de Desenvolvimento da China anunciou a concessão de um empréstimo de US$ 10 bilhões à Petrobras para a exploração do pré-sal, enquanto a estatal chinesa Sinopec decidiu ampliar para 200 mil barris diários as importações de óleo brasileiro.

No início do mês, a China anunciou um investimento de US$ 400 milhões no Brasil por meio da siderúrgica Wuhan Iron, que irá adquirir 21,5% das ações da MMX. A empresa pretende construir em parceria com o grupo brasileiro uma usina de aço no Rio, orçada em US$ 5 bilhões. Em troca, a estatal chinesa obteve a garantia de fornecimento de minério por 20 anos da mineradora.

A Oi também começou a negociar com o Banco da China um financiamento de dez anos.

 

 

Folha de São Paulo
12/12/2009

Mais empresas irão operar em Congonhas
Agência nacional de aviação redistribuirá permissões para pousos e decolagens; capacidade do aeroporto não será ampliada
A Total e a Air Minas já estão habilitadas para concorrer aos espaços, e há expectativa de que a Azul também participe

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou ontem que novas empresas aéreas poderão operar em Congonhas no início de 2010, a partir de uma redistribuição de slots (permissões de pousos e decolagens) usados por Gol/Varig e Pantanal e de slots que estão desocupados. Mas a capacidade do aeroporto não será ampliada.

Até o momento, só TAM, Gol/Varig, Ocean Air e Pantanal voam do aeroporto central de São Paulo. A Total e a Air Minas já estão habilitadas para concorrer aos espaços, e há expectativa de que a Azul também participe, ainda segundo a Anac. Os slots poderão ser usados em qualquer rota.

Das 412 permissões de pousos e decolagens que serão sorteadas em fevereiro, 317 são de voos marcados para sábados e domingos e que já estão, hoje, desocupados por falta de interesse das empresas. Outros 34 slots são usados pela Gol/Varig e 61, pela Pantanal.

A Anac afirmou que as empresas perderam o direito de usar os slots por terem descumprido resolução da agência que prevê que cada slot deve ser operado com a regularidade mínima de 80% dos voos previstos no prazo de 90 dias.

Thomas Müller, advogado do escritório que conduz a recuperação judicial da Pantanal, afirmou que a empresa está recorrendo ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), depois de ter ganho em instâncias inferiores o direito de manter os slots, e perdido em decisão também no STJ nesta semana.

Ele afirmou que os slots em questão são usados parcialmente por conta da dificuldade econômica da empresa e que os demais voos são operados com a regularidade esperada. Segundo ele, esta situação atípica da empresa não está sendo considerada, assim como a decisão do juiz da recuperação.

A Gol afirmou que seus slots "eram usados inicialmente apenas aos finais de semana, e já estavam sem utilização há algum tempo. Portanto não representam nenhuma perda de demanda para a companhia".

Congonhas é o aeroporto alvo de maior disputa entre as empresas, segundo a Anac e o Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) -tanto por ter os horários de maior interesse esgotados, como por ter preenchido os slots entre as maiores companhias antes do aumento do número de empresas aéreas com interesse de voar a partir do aeroporto.

 

 

Folha de São Paulo
12/12/2009

INFRAERO CONTESTA LOTAÇÃO DE PÁTIO EM AEROPORTOS

Sindicato das empresas aeroviárias aponta que 9 dos 15 aeroportos das cidades-sede da Copa de 2014 sofrem com a falta de espaço para estacionamento das aeronaves na hora do rush. Estatal alega que o número de posições de estacionamento varia de acordo com o tamanho dos aviões e que 10% da estrutura do pátio é deixada sem uso, como reserva.

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