Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 23 de Setembro de 2017

12/06/2009

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O Globo Online
12/06/2009 às 20h31m

Marinha francesa resgata 6 corpos do AF 447
Reuters/Brasil Online

SÃO PAULO (Reuters) - A Marinha francesa resgatou na sexta-feira mais corpos de vítimas do acidente com o avião da Air France que caiu no oceano Atlântico. Autoridades brasileiras disseram que seriam mais seis corpos recolhidos, o que elevaria o total para 50, mas só divulgarão a quantidade exata quando eles forem transferidos para um navio da Marinha do país.

A Marinha não soube precisar onde esses corpos foram recolhidos.

"Temos conhecimento de que existem mais seis corpos a bordo do navio anfíbio Mistral", disse o comandante do 3o Distrito Naval, vice-almirante Edison Lawrence, em entrevista coletiva no Recife. Ele acrescentou que os corpos podem ter sido recolhidos de quinta para sexta-feira.

Em comunicado, Aeronáutica e Marinha informaram que as condições meteorológicas continuaram desfavoráveis para a realização das atividades. Nesta sexta-feira, aeronaves da FAB avistaram mais destroços do avião que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris com 228 pessoas a bordo no dia 31 de maio.

Devido ao movimento das correntes marítimas, os aviões de busca visual da FAB foram deslocados para oeste do ponto de concentração inicial das buscas, a 850 km a noroeste de Fernando de Noronha, e conseguiram avistar diversos destroços.

"Direcionamos as buscas para os locais mais prováveis e já tivemos informação de avistamento de destroços, e os navios estão sendo direcionados para esse local", disse o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica, em entrevista no final da manhã.

Segundo o brigadeiro, "até o dia 20 ainda seria possível, teoricamente, encontrar (corpos)".

Ele afirmou que o planejamento das forças está pronto para continuar com as operações ao menos até o dia 25, mas ressaltou que a partir do dia 17 haverá uma reunião a cada dois dias entre Marinha e FAB para avaliar e decidir a continuidade das buscas.

"Quando não houver mais nenhuma possibilidade de encontrar corpos e despojos, somente aí é que as buscas serão encerradas...e passaremos a informação para as famílias."

Em nota, a Marinha informou que até o dia 11 de junho a soma dos dias de mar de todos os navios envolvidos na operação totaliza 56,5 dias. Foram navegadas 13.763 milhas (25.490 quilômetros), o que representa mais de três vezes a extensão da costa brasileira.

DESTROÇOS APRESENTADOS

Os destroços visualizados nesta sexta-feira estão numa área de jurisdição do Brasil, e serão levados pelos navios ao Recife, onde já estão as primeiras partes da aeronave recolhidas do mar e que foram apresentadas pelas autoridades.

Todos os destroços ficarão à disposição da França, que é responsável pela investigação do acidente. No próxima dia 14, um técnico francês chegará ao Brasil para fazer uma perícia inicial das peças e avaliar se os destroços serão levados para a França ou se a perícia completa será realizada em território brasileiro.

Uma parte da cauda do avião encontrada no mar que é vista por especialistas como importante para a investigação também chegará ao Recife no dia 14, de acordo com a Marinha.

"Todos os destroços têm uma relevância muito grande, porque a análise deles permite aos investigadores identificar, ou pelo menos ter um auxilio para identificar, qual foi a causa do acidente", disse o brigadeiro Borges Cardoso.

Sobre a busca pelas caixas-pretas, que é realizada por um submarino nuclear francês, o brigadeiro disse não ter nenhuma novidade.

Seguindo uma orientação das autoridades brasileiras, a procura é realizada numa área de 65 a 70 km de raio a partir do local onde houve o último contato da aeronave antes do acidente, mesmo local onde se concentram as buscas por corpos e destroços. A profundidade na área é de cerca de 3.500 metros.

IDENTIFICAÇÃO

No Recife acontece a identificação dos primeiros 16 corpos resgatados. Segundo a Polícia Federal, não há previsão para o encerramento das identificações. Outros 25 corpos estão em Fernando de Noronha, onde passam por uma verificação preliminar, e mais três estão a bordo de um navio da Marinha.

Nesta sexta-feira, familiares de duas vítimas reuniram-se com autoridades da PF, da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e da polícia científica, que explicaram os motivos técnicos que não permitem que os familiares tentem realizar a identificação dos corpos, assim como dos pertences colhidos.

"Quanto à identificação dos corpos, o estado em que se encontram não garante que uma eventual indicação positiva por parte dos familiares seja conclusiva", disse a PF em comunicado.

"A tentativa da identificação de pertences e roupas das vítimas também não é possível, pois é inviável garantir que duas ou mais pessoas não estivessem trajando vestimentas semelhantes ou possuíssem pertences parecidos."

A PF acrescentou que "para auxiliar os trabalhos de identificação, foram solicitados os prontuários de identificação civil das vítimas às Secretarias de Segurança Pública dos respectivos Estados".

(Por Tatiana Ramil e Pedro Fonseca)

 

 

Estadão
12/06/2009 - 20:40h

TCU determina rescisão de contrato de Correios com aéreas
GERUSA MARQUES - Agencia Estado

BRASÍLIA - O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a "rescisão imediata" dos contratos da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) com as empresas Skymaster Airlines, Beta Brazilian Express Transportes Aéreos e a Aeropostal Brasil Transporte Aéreo. De acordo com o ministro do TCU, Walton Alencar Rodrigues, relator do processo, essas empresas simularam competição em pregão realizado pelos Correios para a contratação de serviços de transporte aéreo de cargas da Rede Postal Aérea Noturna (RPN).

A fraude, no entendimento do TCU impediu a isonomia entre os participantes no pregão e prejudicou os Correios na obtenção da melhor proposta para a prestação dos serviços. A direção dos Correios foi procurada, mas nenhum assessor foi localizado para comentar a decisão do TCU.

As três companhias, por decisão do Tribunal, não poderão participar, nos próximos cinco anos, de licitações que envolvam recursos da administração pública federal por terem sido consideradas "inidôneas" pelo TCU. O Tribunal permitiu aos Correios a possibilidade de contratação emergencial para a prestação dos serviços, mas limita essa permissão a um prazo máximo de 180 dias. Segundo TCU, ainda cabe recurso da decisão.

 

 

O Estado de São Paulo
12/06/2009

OceanAir e Avianca vão unir operações
Objetivo é dar musculatura às duas empresas, que têm um mesmo dono
Mariana Barbosa

A companhia aérea OceanAir será incorporada pela colombiana Avianca até julho. Como as duas companhias pertencem ao empresário brasileiro de origem boliviana German Efromovich, a incorporação da OceanAir pela Avianca não deve infringir o Código Brasileiro da Aeronáutica (CBA), que limita em 20% a participação estrangeira em companhias aéreas.

Uma das companhias aéreas mais antigas em operação no mundo, a Avianca, fundada em 1919, foi adquirida por Efromovich por US$ 64 milhões em 2004, quando estava em recuperação judicial na Justiça de Nova York. A incorporação dará mais musculatura à pequena OceanAir, que possui uma frota de 14 Fokker 100 e uma participação de 2,77% do mercado doméstico. Em abril, perdeu o posto de quarta companhia em participação para a novata Azul, que está em franca expansão. "A OceanAir deixa de ser uma empresa de R$ 400 milhões por ano para ser uma empresa de US$ 2 bilhões", diz uma fonte na companhia. "A Avianca é mais antiga e mais conhecida internacionalmente e a incorporação vai facilitar negociações de compra de aviões ou de financiamento, por exemplo."

A intenção de Efromovich de fundir todas as suas companhias aéreas da América Latina e rebatizá-las com o nome de Avianca não é nova - foi anunciada por ele no final de 2007. Mas só agora o plano sairá efetivamente do papel. Além da OceanAir, o Grupo Synergy, de Efromovich, controla também a equatoriana VIP.

A nova estrutura societária será submetida à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no mês que vem. As cores e a linguagem visual dos logotipos da OceanAir e da Avianca já são similares, mas Efromovich ainda não bateu o martelo em relação a substituir o nome OceanAir por Avianca.

Há anos que a OceanAir patina no mercado doméstico, com uma participação inferior a 3%. No primeiro semestre do ano passado, quando os custos das companhias aéreas dispararam por causa da alta do petróleo, a companhia passou por uma grande reestruturação. Enxugou a oferta de assentos em mais de 30%, colocou 5 aviões no chão e demitiu 600 pessoas de um quadro de 1,7 mil. No mês passado, contudo, 200 dos funcionários demitidos foram recontratados.

Mas a companhia tem planos para crescer e aguarda para o ano que vem a chegada dos primeiros Airbus A319 e A320, de uma encomenda de 74 aviões feita pelo Grupo Synergy. Deste total, 28 foram anunciados como sendo para a OceanAir, mas a ordem de entrega e a quantidade destinada a cada companhia poderá variar de acordo com a demanda.

 

 

O Estado de São Paulo
12/06/2009

Boeing reduz previsão de demanda global

A Boeing reduziu as previsões de demanda por novos aviões, na esteira da queda na indústria, e disse que no momento está focada na entrega dos pedidos que já recebeu. A empresa estima que 29 mil novos aviões sejam encomendados em todo o mundo nos próximos 20 anos. Um ano atrás, a previsão era de 29,4 mil.

 

 

O Estado de São Paulo
12/06/2009

Perícia nos corpos reforça hipótese de que avião se desintegrou no ar
Primeiras análises do IML afastam possibilidade de fogo ou explosão; suspeita é de mortes por politraumatismo
Bruno Tavares

O exame preliminar nos corpos de 16 das 228 vítimas do voo 447 da Air France (Rio-Paris) reforça a hipótese de que ao menos parte do Airbus A330 se desintegrou antes de cair no Oceano Atlântico. A maioria dos cadáveres já analisados pelos legistas em Fernando de Noronha chegou despida ou apenas com roupas mínimas, sinal de que as vestes podem ter sido arrancadas pela ação do vento. Resta ainda fazer um mapeamento dos assentos em que se encontravam essas vítimas, o que pode indicar a forma como a estrutura se partiu.

A perícia inicial permite ainda afastar, pelo menos por ora, a possibilidade de fogo ou explosão na aeronave, uma vez que não foram detectadas queimaduras em nenhum dos corpos. O resultado das necropsias deve ajudar o Escritório de Investigações e Análises para a Aviação Civil da França (BEA) a traçar a provável dinâmica do acidente, sobretudo se as caixas-pretas não forem encontradas.

Embora os corpos tenham sido resgatados relativamente íntegros, quase todos apresentavam múltiplas fraturas - nos membros superiores, inferiores e na região do quadril. Os exames que servirão para atestar a "causa mortis" começaram a ser feitos na manhã de ontem pelo Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife. Mas, diante das evidências, tudo indica que tenha ocorrido politraumatismo ocasionado pelo choque com a água em alta velocidade. A possibilidade de afogamento, o que indicaria uma morte posterior à queda do avião, não havia sido verificada até a tarde de ontem. Nos cadáveres, não havia água nos pulmões - o que caracterizaria o afogamento.

Além do estado geral dos cadáveres, a tese de desintegração da aeronave é confirmada por outros dados do acidente. De acordo com mapas produzidos pela Força Aérea Brasileira (FAB), as equipes de resgate encontraram duas linhas de corpos, distantes 85 quilômetros uma da outra, próximas do ponto virtual de navegação aérea chamado de Tasil. Se o avião tivesse chegado inteiro ao mar, dizem investigadores ouvidos pelo Estado, os corpos deveriam estar próximos, mesmo depois de mais de dez dias à deriva. Até agora, a única peça grande retirada do mar foi o estabilizador vertical, onde está fixado o leme, um dos apêndices direcionais do avião. O restante do material recolhido estava disperso em um "mar de destroços", como afirmou nesta semana a Marinha.

O trabalho de identificação está dividido em duas fases. Depois de retirados do mar pelos navios da Marinha, os corpos seguem de helicóptero até Fernando de Noronha, onde é coletado material para a identificação - como impressões digitais, tecidos do corpo e fios de cabelo, fundamentais caso seja necessário fazer exames de DNA. Roupas e pertences também estão sendo fotografados e catalogados e, nos próximos dias, serão apresentadas às famílias das vítimas para eventual reconhecimento.

Os peritos do Recife estão encarregados apenas do exame necroscópico. Uma das dificuldades encontradas por eles tem sido diferenciar as lesões produzidas pelo acidente das provocadas pela fauna do Oceano Atlântico.

IML

Outros 25 corpos que foram desembarcados ontem em Fernando de Noronha só devem ser levados ao Recife neste fim de semana. De acordo com o brigadeiro Ramon Borges, diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), eles serão separados em dois grupos para acelerar os trabalhos do IML do Recife. "Estamos estimando que a perícia inicial, feita em Fernando de Noronha, dure cerca de três horas para cada corpo. Dessa forma, no sábado pela manhã deveremos enviar 12 ou 13 corpos e na tarde do domingo todo o restante. Como talvez não tenhamos condições meteorológicas para levantar voo no domingo, essa parte da operação pode ainda ser transferida para a segunda-feira." Ontem, mais três corpos foram resgatados - são 44 no total.

Como aconteceu com os 16 corpos que foram desembarcados anteontem, esses novos grupos serão levados de Fernando de Noronha em um avião C-130 Hércules até a Base Aérea do Recife, de onde seguem, em carros apropriados, até o IML, que fica na região central da capital pernambucana. Ontem, a Aeronáutica também começou a trabalhar no desembarque dos primeiros destroços recolhidos. No domingo, esses devem chegar ao Recife, onde ficarão à disposição do BEA, que se encarregará das investigações.

 

 

O Estado de São Paulo
12/06/2009

Divergência de leitura dos pitots está no início de uma série de problemas

O cenário de uma desintegração do A330 em pleno voo ganha a cada dia terreno entre os especialistas em acidentes aéreos. Desde a semana passada, ele era admitido por causa da revelação de que os sensores de velocidade (pitot) do jato registraram informações discordantes - um deles marcava 50 km/h a mais do que os outros dois.

A diferença na leitura de velocidade consta das 24 mensagens automáticas enviadas pelo jato à sede da Air France, das 23h10 às 23h14, na noite do acidente. Ela pode ter sido causada por uma falha dos pitots, uma das hipóteses para explicar a linha de eventos que levariam à desintegração. O jornal Le Figaro publicou ontem que a divergência de leituras da velocidade levaria ao desligamento da aceleração e do piloto automático. Pilotar sem instrumentos é possível, mas difícil em meio a turbulências e tempestades. O risco é não manter o avião na velocidade mínima de sustentação ou ultrapassar a velocidade máxima, o que pode levar à desintegração.

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