Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017

12/03/2010

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O Globo Online
12/03/2010
Aérea Gol lucra R$ 397,8 milhões no 4º tri com créditos fiscais por Varig
(Por Cesar Bianconi; com reportagem adicional de Guillermo Parra-Bernal)

Reuters/Brasil Online SÃO PAULO (Reuters) - A Gol, segunda maior companhia aérea do Brasil, anunciou nesta quinta-feira lucro líquido de 397,8 milhões de reais no quarto trimestre, revertendo prejuízo de 541,6 milhões de reais sofrido um ano antes que foi afetado por valorização do dólar sobre ativos e passivos em moeda estrangeira.

Segundo a Gol, o resultado de outubro a dezembro de 2009, enquanto isso, foi beneficiado pelo uso de créditos fiscais de 352 milhões de reais reconhecidos na linha de imposto de renda e contribuição social, decorrentes de prejuízos fiscais da Varig, adquirida em 2007.

A receita líquida consolidada no quarto trimestre foi de 1,62 bilhão de reais, contra 1,55 bilhão de reais em igual intervalo de 2008.

A Gol também anunciou planos para aumentar o capital da companhia em 186 milhões de reais, o mesmo montante que o conselho de administração aprovou para o dividendo anual a fim de "fortalecer a posição do balanço geral e ajudar a executar nosso plano estratégico daqui para frente", disse o presidente Constantino de Oliveira Junior em conferência após a divulgação dos resultados.

O Ebitdar -sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização, depreciação e leasing de aviões- foi de 290,1 milhões de reais no último trimestre, contra 296,5 milhões de reais na comparação anual.

A média de quatro estimativas de analistas consultados pela Reuters apontava para lucro da Gol de 82,2 milhões de reais, com as previsões variando de 60,1 milhões a 123 milhões de reais. A receita líquida média prevista era de 1,614 bilhão de reais.

 

 

O Estado de São Paulo
12/03/2010

Gol fecha 2009 com lucro de R$ 890 milhões
Michelly Chaves Teixeira

A Gol Linhas Aéreas fechou 2009 com um lucro líquido de R$ 890,8 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,2 bilhão apresentado no ano anterior. A receita operacional líquida, porém, recuou 5,9% no ano passado, ficando em R$ 6,02 bilhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda saltou 1.424%, para R$ 556,1 milhões. Além da redução de 13,6% nos custos e despesas operacionais, que somaram R$ 5,6 bilhões em 2009, contribuiu para a melhora no resultado a variação cambial, que trouxe um ganho de R$ 710,7 milhões em 2009, ante uma perda de R$ 757,5 em 2008.

Para o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, os resultados foram estimulados pelo aumento da demanda interna e externa. E ele se mostra confiante com relação ao potencial do mercado brasileiro. "O Brasil conta com mais de 100 milhões de pessoas com renda disponível para adquirir passagens aéreas. Porém, menos de 16 milhões utilizam esse transporte, o que torna o Brasil um dos países com maior potencial de crescimento do setor aéreo."

FRETAMENTO

Apesar do aumento de 40,29% da demanda de seus clientes por voos internacionais em fevereiro, a Gol descarta retomar as rotas regulares de longo curso. Em vez disso, Constantino Júnior disse que nos próximos 15 dias deverá fechar contratos de fretamento de aeronaves Boeing 767. "Há bastante demanda por voos charter e estamos em fase final de negociação", disse. A empresa tem hoje três aviões parados.

 

 

O Estado de São Paulo
12/03/2010

Tráfego aéreo tem alta recorde no Brasil em fevereiro
Número de passageiros transportados cresceu 42,89% em relação a fevereiro do ano passado
Michelly Chaves Teixeira

O fluxo de passageiros transportados no País pelas companhias aéreas brasileiras cresceu 42,89% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2009, segundo dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). É a maior alta mensal da série histórica da Anac, iniciada em setembro de 2003.

Com isso, em fevereiro, a taxa média de ocupação dos aviões nas rotas domésticas cresceu. Ficou em 71,63%, o que representa um aumento de 10,91 pontos porcentuais ante os 60,72% de fevereiro do ano passado.

A TAM segue líder do mercado, mas reduziu sua participação. Em fevereiro, respondeu por uma fatia de 42,42%, abaixo dos 49,82% de um ano antes. Sua taxa de ocupação, no entanto, aumentou para 69,08%. No mesmo período do ano passado, era de 60,86%. O grupo Gol/Varig se aproximou da concorrente e elevou sua participação para 41,61% - há um ano, era de 40,20%. Sua taxa de ocupação cresceu para 72,44% no mês passado, acima dos 60,04% de um ano antes.

A Webjet aparece com 6,34% do mercado, ante 3,74% em fevereiro de 2009, e sua taxa de ocupação ficou em 79,32% (ante 61,44% de fevereiro de 2009). A Azul Linhas Aéreas vem na sequência, com 5,20% do mercado em fevereiro (ante 1,70% em igual mês de 2009) e ocupação de 85,74%, porcentual que era de 64,30% no segundo mês de 2009.

A Anac também divulgou os dados do bimestre. No período, a alta do fluxo de passageiros foi de 36,46%, em relação a igual intervalo de 2009. No primeiro bimestre, a taxa média de ocupação dos aviões nos voos domésticos ficou em 74,80%, ante aos 66,44% dos dois primeiros meses do ano passado.

A TAM respondeu por 42,66% do mercado, com taxa de ocupação crescendo para 72,64%. Já o grupo Gol/Varig teve participação de 41,26% e taxa de ocupação também crescente, para 75,04%.

A Webjet aparece com 6,52% do mercado e ocupação média de 84,00%. A Azul Linhas Aéreas ficou com uma participação de 5,08% e ocupação de 88,10% no acumulado do ano.

VOOS INTERNACIONAIS

A Anac mostra que a demanda por voos internacionais operados por companhias brasileiras cresceu 14,43% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2009. No primeiro bimestre de 2010, o avanço foi de 13,69%. A taxa de ocupação no mês passado, da ordem de 76,98% nas rotas ao exterior, superou em 9,68 pontos porcentuais os 67,30% registrados em período correspondente do ano passado.

Nos voos destinados a outros países, a TAM liderou em fevereiro com 81,95% do mercado, ante 85,14% no período correspondente de 2009. A Gol/Varig, por sua vez, ficou com 17,96% desse segmento, acima da fatia de 14,65% obtida em fevereiro de 2009.

 

 

O Estado de São Paulo
12/03/2010

Clima ruim para os aviões franceses
Gilles Lapouge*

Como nos bons velhos tempos, antes de Obama, a Europa blasfema os Estados Unidos. Principalmente a França e Alemanha, ou seja, os dois países que criaram a EADS, sociedade que fabrica os aviões Airbus.

E qual é a briga? Os europeus estavam em concorrência com a Boeing para fornecer aviões-tanque para o Exército americano. Um negócio gigantesco: 179 aviões-tanque por US$ 35 bilhões, e essa seria apenas a primeira fatia de um mercado ainda mais vasto, 500 aviões-tanque no valor de US$ 100 bilhões. Trata-se de um negócio que se arrasta há 10 anos. Num primeiro momento, em 2003, o Exército americano preferiu a Boeing. O negócio foi anulado. Cinco anos depois, foi a EADS que venceu a concorrência, em detrimento de uma tradição que reserva o fornecimento de material para o Exército americano às empresas americanas. Uma nova anulação e uma nova licitação. E, novamente, a Boeing ganhou o contrato.

Como a Boeing conseguiu? Para obter esse contrato mirabolante, os europeus se aliaram a uma firma americana, a Northrop Grumman. Mas o edital de concorrência do Exército dos Estados Unidos foi concebido de tal maneira que se adaptou exatamente à oferta da Boeing, e de modo nenhum à proposta da EADS-Northrop. A Northrop, então, desistiu. Por isso, os europeus, perdendo seu aliado americano, abandonaram a disputa. E a Boeing ficou sozinha na concorrência.

A Europa está em cólera. O ministro da Economia alemão, Rainer Brüderle, vociferou: "Nesta atual crise, os menores sinais de protecionismo são perniciosos. Mesmo no campo da defesa, a livre concorrência não deve ser travada." Em Paris, o Quai d"Orsay anunciou que "a França, a Comissão Europeia e os parceiros comerciais envolvidos, vão realizar um exame desses novos acontecimentos".

Os jornais foram ainda mais duros. O Le Figaro implicou Obama no caso: "Os democratas que controlam o Congresso passaram essa mensagem, que era preciso deixar o campo livre para a Boeing, que tem necessidade desse contrato para permanecer no campo da aeronáutica militar; a Boeing, cuja sede é em Chicago, feudo de Obama. A Northrop recebeu garantias de que pode conseguir outros contratos. Além disso, ela não podia criar inimizade com seu principal cliente, o Pentágono."

Para a EADS e a Airbus, o revés foi grande, tanto mais que a EADS vem registrando péssimos resultados. Em 2009, a empresa perdeu 763 milhões por causa de problemas com o projeto do Airbus A400M e os efeitos do câmbio euro-dólar, que custaram 1 bilhão à empresa. Aliás, sobre isso, o presidente da EADS, Louis Gallois, disse: "Certo, o euro barateou. Está valendo US$ 1,35. Mas mesmo a esse preço, ele continua muito forte. Não é porque caiu de US$ 1,50 para US$ 1,35 que o problema foi resolvido."

Um outro avião também preocupa os franceses. Não é um Airbus, mas um Dassault, e é precisamente esse Rafale que se espera seja comprado pelo Brasil. Nesse caso também, a França culpa pelo atraso na venda do Rafale os Estados Unidos que, com a oferta do porta-aviões nuclear Carl Wilson e o apoio de Hillary Clinton, tentam fazer vender seus F/A 18. Seria, digamos, uma perspectiva atroz para os americanos ver a França penetrar no mercado aeronáutico brasileiro graças ao Rafale e se propagar, por meio do Brasil, para toda a América do Sul.

Caro Rafale! Há tanto tempo ele está terminado. Crescemos juntos, o Rafale e nós. Foi nos "bons velhos tempos". E há muito tempo tentamos vendê-lo para o mundo inteiro, sem sucesso. E há muito tempo, desde quase a escola primária, foi nos ensinado que ele é o melhor avião do mundo. E nós o apreciamos muito, esse Rafale que jamais alguém quis.

São uns invejosos, uns rancorosos, eis o que são, esses países que não gostam do nosso Rafale.

Hoje, ele é um velho conhecido nosso. Crescemos juntos. É um amigo com quem vivemos algumas aventuras, na época da nossa juventude louca e gostaríamos muito que, antes de morrer, ele tivesse um pequeno prazer, que finalmente conhecesse a gloria planetária que merece, que conseguisse voar pilotado por outros soldados que não os recrutas franceses. É por isso que nós adoramos Lula quando ele disse a Sarkozy que o negócio estava "no bolso".

Além disso, despachamos esses horríveis americanos. E todos esses financistas e contadores, com suas calculadoras, mas tentamos acalmá-los fazendo um desconto de 20%. Mas, agora, um novo "desastre". O rei da Suécia vai passar as férias no Brasil, de 22 a 28 de março, com sua mulher, a rainha Silvia. O que nos faz lembrar, bruscamente e com angústia, que o Rafale não é somente o concorrente do americano F/A 18, mas também de um sueco, o Gripen. Além disso, soubemos que a rainha Silvia é brasileira. Vocês não devem se surpreender, diante disso, porque nós, amigos de infância do Rafale, estamos com o coração um tanto oprimido.
TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

 

 

Folha de São Paulo
12/03/2010

INDENIZAÇÃO
AIR FRANCE TERÁ DE PAGAR R$ 2 MI A FAMÍLIA DE VÍTIMA

A Justiça do Rio condenou a Air France a pagar R$ 2,04 milhões à família da procuradora do Estado Marcelle Valpaços Fonseca Lima, que morreu, aos 41 anos, devido à queda do Airbus que seguia do Rio para Paris em maio de 2009. O acidente matou 228 pessoas. A empresa deverá pagar R$ 19.410,71 ao mês aos pais da vítima. A reportagem não conseguiu contato com a Air France, ontem à noite. A empresa já havia sido condenada a pagar outras indenizações.

 

 

Valor Econômico
12/03/2010

Transporte de passageiros tem alta recorde em fevereiro
De São Paulo

O fluxo de passageiros transportados por companhias aéreas no mercado brasileiro teve desempenho histórico em fevereiro, com crescimento de 42,89% em comparação com igual mês do ano passado. De acordo com um banco de dados do Sindicato das Empresas Aeroviárias (Snea), é o melhor desempenho mensal pelo menos desde janeiro de 2001. Para o especialista em aviação Paulo Bittencourt Sampaio, que monitora o setor desde 1965, é a melhor performance desde então.

Fevereiro foi também o oitavo mês consecutivo de expansão da demanda por voos domésticos acima de 20%, divulgou ontem a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "Esse crescimento não se deu apenas em janeiro. Levando-se em conta os últimos seis meses, setembro de 2009 a janeiro fevereiro de 2010, em comparação com igual período anterior, o crescimento da demanda doméstica é de 37%", afirma Sampaio.

A oferta de assentos nos voos nacionais cresceu 21,14% no mês passado, em relação ao mesmo mês de 2009. A taxa média de aproveitamento dos aviões ficou em 71,83%, sendo que em fevereiro de 2009 ela era de 60,7%. Nos dois primeiros meses do ano, o transporte aéreo de passageiros acumula avanço de 36,46%.

"Quando a economia volta a crescer, a aviação vai na frente. Isso significa que 2010 vai ser um ano muito bom para a aviação", diz Sampaio. O consultor estima que a demanda doméstica vai crescer entre 18% e 20% este ano, mesma faixa de oscilação estimada por executivos de empresas como TAM, Gol e Azul.

A demanda por voos internacionais operados por empresas brasileiras teve expansão de 14,43% no mês passado, em relação a igual período de 2009. A oferta de assentos, por sua vez, registrou crescimento de 0,04%. A taxa de ocupação dos aviões para o exterior ficou em praticamente 77%, quase 10 pontos percentuais a mais do que em relação a fevereiro do ano passado.

No primeiro bimestre, os voos internacionais acumulam expansão de 13,89%, com crescimento de 1,03% na oferta de assentos. Os resultados de fevereiro comprovam uma tendência que tem sido verificada desde o ano passado, diz Sampaio. A demanda conjunta das três empresas do chamado bloco intermediário (Azul, OceanAir e Webjet) cresceu 138% em fevereiro, em relação ao mesmo período do ano passado.

A segunda maior taxa de crescimento veio das 13 empresas regionais, que registraram expansão de demanda conjunta de 89% na mesma base de comparação. A Gol teve aumento de 48% e a TAM de 22%. "A Gol está crescendo a taxas duas vezes superiores à da TAM, porque ela voltou ao seu modelo original [de negócios], focado no mercado doméstico e em tarifas baixas", afirma Sampaio.

O especialista chama a atenção para o fato de a TAM e a Gol estarem "tecnicamente empatadas" desde meados de outubro de 2009. No mês passado, a diferença de participação das duas empresas nos voos domésticos ficou em 0,8 ponto percentual. A fatia da TAM foi de 42,42% e a da Gol de 41,81%. A Webjet ficou em terceiro, com 6,34%, seguida pela Azul, com 5,20%. A OceanAir respondeu por 1,97% dos voos nacionais, seguida bem de perto pela Trip (1,66%). (AK)

 

 

Valor Econômico
12/03/2010

Gol reverte prejuízo com aumento de demanda
Alberto Komatsu, de São Paulo

A Gol Linhas Aéreas teve lucro líquido de R$ 397,8 milhões no quarto trimestre de 2009, revertendo prejuízo de R$ 541,6 milhões do mesmo período do ano anterior. Já na comparação com o terceiro trimestre, quando lucrou R$ 77,9 milhões, a segunda maior companhia aérea do país mais do que quintuplicou seu resultado. No ano, o lucro líquido da Gol foi de R$ 890,8 milhões ante um prejuízo de R$ 1,24 bilhão de 2008.

"A melhora do lucro é decorrente de uma série de ações que foram tomadas a partir de meados de 2008, com a autorização da Anac para a integração da operação da Varig. Há também ações que fizemos para o nosso cliente voltar a voar conosco", afirma o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Jr.

A receita operacional da Gol foi de R$ 119,2 milhões de outubro a dezembro de 2009, o sexto trimestre consecutivo de resultados positivos, destaca a empresa. Na comparação com o mesmo período de 2008, de R$ 53,9 milhões, a expansão foi de 121%. Já em relação aos R$ 99,1 milhões de julho a setembro (R$ 99,1 milhões) o crescimento foi de 20%. Em 2009, a receita líquida operacional da Gol ficou em R$ 6,02 bilhões, o que representou uma queda de 5,9% em relação ao resultado de 2008.

"Os resultados foram positivamente impactados pelo aumento da demanda interna e externa, além das vantagens competitivas da Gol", acrescenta. No ano passado, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o fluxo de passageiros transportados em voos domésticos acumulou crescimento de 17,6%, em relação a 2008. Já a demanda por voos internacionais recuou 0,6% na mesma base de comparação.

A margem operacional da Gol no último trimestre do ano passado ficou em 7,4%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação aos 6,6% do terceiro trimestre do ano passado. Em relação aos 3,5% do quarto trimestre de 2008, ao aumento foi de 3,9 pontos percentuais. Em 2010, a Gol estima que sua margem operacional pode se situar em 13%.

A Gol teve receita líquida no último trimestre do ano passado de R$ 1,61 bilhão, o que significou um crescimento de 4,5% em relação ao R$ 1,54 bilhão do quarto trimestre de 2008. Já na comparação com a receita de R$ 1,49 bilhão do terceiro trimestre de 2009 a expansão foi de 8,1%. Os custos e despesas operacionais da Gol, por sua vez, totalizaram R$ 1,49 bilhão de outubro a dezembro, um aumento de 0,2% diante do desempenho do mesmo período de 2008. Segundo a empresa, contribuiu para esse aumento dos gastos despesas e provisões não recorrentes de cerca de R$ 73 milhões.

O valor que o passageiro paga por quilômetro transportado na Gol - "yield", jargão do setor para a taxa que serve de base para o reajuste de passagens aéreas - alcançou R$ 0,18. Para este ano, a companhia estima que o seu yield média deve se situar em R$ 0,21.

As disponibilidades da Gol no último trimestre ficaram em R$ 1,44 bilhão, o que representou um crescimento de 143,7% na comparação com o quarto trimestre de 2008 e um aumento de 117,5% ante o terceiro trimestre de 2009.

As receitas auxiliares da Gol, provenientes da venda de lanche a bordo e do transporte aéreo de cargas, por exemplo, teve crescimento de 96,8% de outubro a dezembro, sobre o mesmo período de 2008.

 

 

Valor Econômico
12/03/2010

Recuperação em países emergentes faz Iata diminuir projeção de perdas
Steven Rothwell, Bloomberg

Companhias aéreas de todas as partes do mundo vão perder um total de US$ 2,8 bilhões este ano, metade da previsão anterior, uma vez que os mercados emergentes estão liderando uma recuperação do tráfego. A informação foi dada ontem pela International Air Transport Association (IATA), a associação internacional do transporte aéreo.

A IATA reduziu sua estimativa anterior de US$ 5,6 bilhões depois de "uma recuperação muito forte da demanda" no fim de 2009, que prosseguiu nos primeiros meses do ano, segundo informou ontem em um comunicado a associação sediada em Genebra, na Suíça.

Os prejuízos do ano passado provavelmente somaram US$ 9,4 bilhões, em vez dos US$ 11 bilhões estimados anteriormente, disse a IATA. O tráfego deverá crescer cerca de 5,6% em 2010, com a recuperação nos países desenvolvidos devendo ficar atrás do crescimento nos mercados emergentes.

"Estamos definitivamente vendo um setor que caminha em duas velocidades", disse o presidente da IATA, Giovanni Bisignani. "Ásia e América Latina estão conduzindo a recuperação. Os mercados internacionais mais fracos são os do Atlântico Norte e o do interior da Europa, que vêm caindo continuamente desde meados de 2008".

Os lucros estão crescendo depois que o setor restringiu a capacidade, permitindo às companhias aéreas aumentarem os preços médios das passagens e melhorar as receitas na medida em que a demanda aumenta, disse Bisignani. Os "yields" (preço pago por passageiro por quilômetro voado, que serve de medida dos preços das passagens) deverão subir 2% este ano, depois de uma queda de 14% em 2009, disse ele.

O controle da capacidade vem ajudando a levar as taxas de ocupação de assentos a níveis recordes, quando ajustadas à sazonalidade, disse a IATA, com a ocupação média dos voos internacionais tendo alcançado 75,9% em janeiro.

A receita total do setor deverá atingir US$ 552 bilhões este ano, US$ 43 bilhões a mais que em 2009, mas o número ainda ficará US$ 42 bilhões abaixo do pico registrado em 2008, informou Bisignani. "Podemos ser otimistas, mas com a devida cautela. Riscos importantes persistem. O petróleo é uma incógnita, o excesso de capacidade ainda é um perigo e os custos precisos ser mantidos sob controle ao longo de toda a cadeia de valor e com a mão de obra."

A IATA elevou sua previsão para o preço médio do petróleo este ano, de US$ 75 para US$ 79 o barril, e estima que os combustíveis vão representar até 26% dos custos operacionais, ante 24% em 2009.

Ainda existe o risco de os preços do petróleo bruto ultrapassarem o crescimento econômico, tornando difícil para as companhias aéreas repassar os custos para os passageiros na forma de aumento nos preços das passagens, disse Bisignani. Uma alta nos preços dos combustíveis dois anos atrás começou uma crise que se agravou depois que a demanda por viagens aéreas despencou durante a crise de crédito e a recessão mundial, resultando no colapso de 34 companhias aéreas desde 2008.

As companhias aéreas dos países desenvolvidos provavelmente continuarão sem ter lucros, disse a IATA, com as europeias sofrendo um prejuízo coletivo de US$ 2,2 bilhões, num reflexo do ritmo lento da recuperação econômica e da baixa confiança do consumidor.

A Lufthansa, segunda maior companhia aérea da Europa, disse ontem que deverá ter lucro operacional este ano, depois de um prejuízo de € 112 milhões no ano passado. "Ninguém sabe dizer quanto tempo levará para recuperarmos as perdas", disse seu CEO, Wolfgang Mayrhuber.

As aéreas americanas terão este ano sua segunda maior perda coletiva, de US$ 1,8 bilhão, segundo a IATA.

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