Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quinta-Feira, 27 de Abril de 2017
11/11/2009

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Folha de São Paulo
11/11/2009

CRISE NO AR:
GESTOR JUDICIAL DA FLEX, A VELHA VARIG, PEDE DEMISSÃO

O gestor judicial da Flex (velha Varig), Aurélio Penelas, entregou o cargo para o juiz Luiz Roberto Ayoub, responsável pela recuperação judicial da empresa no Tribunal de Justiça do Rio.

A companhia está parada há mais de uma semana e não tem dinheiro para pagar seguro aeronáutico nem o aluguel de seu avião. A dívida é de mais de R$ 8 milhões.

A sobrevivência da Flex é tida como fundamental para o cumprimento do plano de recuperação e o pagamento dos credores.

 

 

Folha de São Paulo
11/11/2009

Com promoções, aviação doméstica cresce 42%
Outubro registra o maior crescimento mensal do setor desde o início da década
Passagens mais baratas e maior competição estimulam demanda; desde julho mercado tem alta de mais de 20% ao mês

MARIANA BARBOSA
DA REPORTAGEM LOCAL

Estimulado pelo baixo preço das passagens, o setor aéreo doméstico cresceu 42% no Brasil em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado.

É o maior crescimento mensal desde 2000, de acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Em outubro de 2008, ainda sob o impacto da quebra do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro, o setor encolheu 3,9%.
"É um crescimento surpreendente", avalia o consultor de aviação André Castellini, sócio da Bain&Company, empresa que tem entre seus clientes a TAM.

Desde julho o mercado doméstico vem exibindo taxas mensais de crescimento superiores a 20%, revertendo o baixo desempenho no primeiro semestre.

Na opinião de Castellini, o grande motivador desse crescimento é o "excesso de oferta e a rivalidade entre Gol e TAM". "A demanda foi estimulada pelos preços baixos", afirma ele.

Mesmo com o ambiente de crise no primeiro semestre, as empresas aéreas não reduziram a oferta de assentos com medo de perder mercado para a concorrência.

Em outubro, a oferta de assentos cresceu 20,5%. O aumento da demanda em um ritmo bastante superior ao da oferta em outubro elevou a taxa de ocupação para 72,6%. Em outubro do ano passado, a ocupação ficou em 61,6%.

Mas os preços baixos ajudaram a equilibrar a oferta e a demanda no acumulado do ano. De janeiro a outubro, a oferta cresceu 13,7%, e a demanda, 13,5%.

Segundo Castellini, o excesso de capacidade no setor foi provocado, principalmente, por TAM e Gol. "Mais da metade do crescimento de 20,5% da oferta se deu na TAM e na Gol."

O forte crescimento do setor a partir de julho coincide exatamente com o acirramento da guerra tarifária. De acordo com analistas do setor, TAM e Gol entraram em uma disputa por participação de mercado entre elas e também contra as menores -Azul, Webjet e Oceanair.

As duas líderes já tiveram mais de 90% de participação, mas vinham perdendo espaço para as pequenas. Em agosto, a fatia das líderes atingiu o nível mais baixo do ano, 84,7%. Mas, em outubro, elas reagiram, alcançando 86,3%.

A TAM segue na liderança com 44,6%, seguida pela Gol, com 41,7%. Com 4,47% e 4,45%, Webjet e Azul praticamente empataram em terceiro lugar. Depois vem a Oceanair, com 2,28%.

"TAM e Gol nunca deixaram de crescer, mas as pequenas cresceram acima do mercado e ganharam espaço", explica um analista da corretora Link.

Para André Castellini, os preços praticados pelas companhias "não são sustentáveis". "O que se ouve é que em outubro os preços ficaram ainda muito baixos. Mas a partir de dezembro, devido à sazonalidade e à retomada da economia, a tendência é de recuperação no preço das passagens."

O mercado internacional também se mostrou aquecido e registrou crescimento de 11,85% em outubro. A TAM cresceu 15,77%, enquanto a Gol/Varig encolheu 7,2%.

 

 

Valor Econômico
11/11/2009

Aviação:
"Demanda doméstica por voos cresce 42%
Este é o melhor desempenho mensal dos últimos nove anos e traz à tona a discussão sobre "caos aéreo

Alberto Komatsu, de São Paulo

A excessiva oferta de passagens aéreas a preços promocionais e a gradual recuperação da economia brasileira produziram uma significativa expansão de 42% no fluxo de passageiros transportados no país, em outubro, em relação ao mesmo mês de 2008. É o melhor desempenho mensal dos voos domésticos regulares pelo menos desde 2000, conforme divulgou ontem a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A demanda por voos nacionais acumula alta de 13,47% no acumulado do ano, sendo que as previsões iniciais mais otimistas não ultrapassavam 4% para 2009. Com esse resultado, volta à tona a discussão sobre o risco de haver um novo "caos aéreo" na alta temporada.

Esse desempenho robusto deverá se manter em novembro e dezembro, avaliam os especialistas em aviação Paulo Bittencourt Sampaio e André Castellini. No entanto, lembram que a infraestrutura aeroportuária não acompanha a evolução do setor. Segundo os consultores, a alta temporada tradicionalmente gera mais demanda, mesmo com um esperado aumento de preços, que neste ano pode chegar a 20%. Outro fator que torna o desempenho forte é a base de comparação fraca - a aviação foi afetada no último trimestre de 2008 pela crise mundial.

Diante desse cenário, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) informa estar preocupado com a possibilidade de novos transtornos nos aeroportos nas festas de fim de ano, "mas não na mesma magnitude do caos aéreo (no final de 2006)", diz o diretor-técnico do Snea, Ronaldo Jenkins. Segundo ele, o sindicato se reúne hoje com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para conhecer as medidas que serão tomadas para evitar atrasos e cancelamentos de voos.

"Tem 12 grandes aeroportos no Brasil hoje que não têm mais local para um avião pernoitar. Tudo o que o Decea vai fazer em benefício do fluxo do tráfego aéreo vai esbarrar na infraestrutura deficiente, que não está andando na mesma velocidade do transporte aéreo", diz Jenkins.

A Infraero, administradora de 67 aeroportos, informou que os dados da Anac "não significam transtorno no movimento da infraestrutura dos aeroportos". A estatal acrescenta que "monitora sistematicamente a aprovação de novos voos, não permitindo ampliação em horários de pico dos aeroportos mais congestionados". Acrescenta que tem projetos em andamento para expandir pátios em diversos terminais.

A Anac, por sua vez, informa que algumas medidas já estão em vigor para que evitar novos apagões nos aeroportos. Uma delas é a limitação de 45 movimentos por hora nos horários de pico no Aeroporto Internacional de Guarulhos, que tem capacidade máxima para 49 movimentos por hora.

"Esse aumento (de 42%) é resultado das mudanças na regulamentação feitas pela Anac. Como a liberação de preços e o acesso à infraestrutura para as companhias menores", avalia a presidente da Anac, Solange Paiva Vieira.

O consultor Sampaio diz que o crescimento mais vigoroso da demanda doméstica de voos está concentrada no segundo semestre. O fluxo de passageiros no primeiro semestre acumula alta de 3,2%. De julho a outubro cresceu 30,5%. "O setor aéreo é o primeiro a sentir a crise e também o primeiro a sair dela", diz Sampaio.

O presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte (Cepta), Respício Espírito Santo, lembra que o aumento da concorrência veio com novas empresas, como a Azul, e o fortalecimento da Webjet. Castellini diz que o gargalo nos aeroportos com a expansão do fluxo de passageiros ocorre na segunda quinzena de dezembro.

O boletim mensal da Anac mostra que a oferta de assentos em outubro subiu 20,52%. Nos voos internacionais, a expansão da demanda é de 11,85%, o melhor desempenho desde outubro de 2008. A TAM liderou o mercado interno, com 44,58%, seguido pela Gol (41,7%), Webjet (4,47%) e Azul (4,44%).

 

 

Valor Econômico
11/11/2009

Socorro à Japan Airlines

O governo do Japão está considerando uma legislação para reduzir os pagamentos a pensionistas da companhia aérea Japan Airlines e vai usar empréstimos de banco estatal para manter a empresa operando enquanto busca um quarto pacote de recuperação desde 2001.

O ministro dos Transportes, Seiji Maehara, informou que o governo apresentará a proposta de lei para corte nas pensões em janeiro, se a empresa não conseguir que os pensionistas aceitem as reduções. Enquanto isso, o Banco de Desenvolvimento do Japão vai fornecer empréstimos-ponte até que se obtenha crédito de longo prazo, informou a Reuters.

 

 

Site Consultor Jurídico
11/11/2009

Dívidas trabalhistas
Ex-empregados da Vasp conseguem fazendas de Canhedo
Por Alessandro Cristo

Uma fazenda de R$ 100 milhões foi o que conseguiram os ex-trabalhadores da Viação Aérea de São Paulo (Vasp) vinculados ao Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo. A 14ª Vara do Trabalho da capital paulista decretou, nesta segunda-feira (9/11), a adjudicação do imóvel na cidade de Aruanã (GO), por causa de dívidas trabalhistas do Grupo Canhedo, proprietário da Vasp.

A fazenda estava no nome da Agropecuária Vale do Araguaia, que faz parte do grupo controlado pelo empresário Wagner Canhedo Azevedo. O empresário era o principal acionista da Vasp, antes da falência da companhia, ocorrida em setembro do ano passado. O saldo da dívida trabalhista era de R$ 486 milhões, depois que a adjudicação de outra fazenda, autorizada pela 14ª Vara em agosto, quitou R$ 421 milhões em débitos. A adjudicação é o caminho pelo qual um credor pode se apossar de bens do devedor sem que eles tenham que ir a leilão, o que apressa a quitação da dívida.

O processo que cobra o pagamento é uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Trabalho. O Sindicato dos Aeroviários, parte interessada na ação, no entanto, foi quem chamou a atenção da Justiça para o fim do prazo legal para que a agropecuária apresentasse um plano de recuperação, depois de pedir à Justiça sua recuperação judicial. “A Agropecuária Vale do Araguaia requereu a sua recuperação judicial em 13 de agosto de 2008, sem que tenha havido, até a presente data, assembleia geral de credores e plano de recuperação judicial aprovado”, alertou o advogado Francisco Gonçalves Martins, da Advocacia Martins, que patrocina o sindicato.

Segundo o advogado, o período ultrapassa o prazo de 180 dias considerado razoável pela jurisrudência do Superior Tribunal de Justiça para que o plano de recuperação seja aprovado em assembleia de credores. Depois disso, as execuções dos credores podem correr sem impedimento onde quer que tenham sido ajuizadas. A juíza Elisa Maria Secco Andreoni acatou o pedido e ordenou a adjudicação.

Processo 00507.2005.014.02.00.8

Clique aqui para ler a decisão que autorizou adjudicação de fazenda em novembro, aqui para ler a decisão que autorizou adjudicação de fazenda em agosto e aqui para ler a petição de adjudicação.

 

 

O Estado de São Paulo
11/11/2009

Japão cria lei para tentar salvar JAL

O governo do Japão está avaliando criar uma legislação para reduzir os pagamentos a pensionistas da companhia aérea Japan Airlines. O país também vai usar empréstimos de banco estatal para manter a empresa operando, enquanto busca um quarto pacote de recuperação desde 2001. O ministro dos Transportes, Seiji Maehara, disse que o governo apresentará a proposta de lei para corte nas pensões em janeiro.

 

 

O Estado de São Paulo
11/11/2009

Demanda por voos tem alta de 42%
Números de outubro mostram forte recuperação do setor, e previsão para o fim do ano é de mais crescimento
Débora Thomé, RIO

Um sinal forte de que a crise está ficando mesmo para trás vem do setor aéreo. Os dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostraram que, em outubro, a demanda por voos domésticos cresceu 42% comparada ao mesmo mês de 2008. No ano, a alta acumulada é de 13%. Os números de setembro já haviam sido bons, com um crescimento de quase 30%, e a tendência é de que os próximos meses apresentem também excelentes resultados.

"Novembro e dezembro devem registrar altas acima de 30%. Sobretudo no caso de dezembro, que tem uma base de comparação muito baixa, pode chegar a 45%", diz Paulo Bittencourt Sampaio, diretor da Multiplan Consultores Aeronáuticos.

Não apenas o comparativo com meses ruins em 2008 explica o bom dado de agora. No Brasil, cerca de 70% dos passageiros voam a negócios. Assim, diante da crise e da necessidade de cortar custos, a aviação foi um dos primeiros setores a sofrer. Porém, com a retomada dos negócios, é também um dos primeiros a se revigorar.

Além disso, TAM e Gol/Varig, que hoje controlam 86,28% dos voos domésticos (com, respectivamente, participação de 44,58% e 41,70%), além de WebJet (4,47%), OceanAir (2,28%) e a novata Azul (4,44%) vêm travando uma acirrada guerra de tarifas, que está fazendo com que os preços das passagens caiam. O brigadeiro Allemander Pereira, consultor do setor, chama a atenção para outros aspectos: "O fator câmbio ajuda diretamente, mesmo nos voos domésticos, pois boa parte dos custos é dolarizada. O preço do querosene caiu", disse. "Além disso, há o aumento da renda, que faz com que a busca por viagens a turismo volte a crescer."

INTERNACIONAL

Apesar de os dados serem de crescimento nos voos domésticos, no que diz respeito à participação nas rotas internacionais, porém, as companhias brasileiras não vão muito bem. Ainda que se tenha registrado alta de 11% no número de passageiros transportados para o exterior em outubro, no acumulado de 2009 a queda é de 3%. O baque nos últimos anos foi tão grande que, atualmente, as empresas nacionais transportam o mesmo volume de passageiros que no início da década de 90.

Depois da quebra da Varig, nenhuma aérea conseguiu ocupar totalmente as rotas. E a Gol/Varig, que chegou a investir no mercado internacional, desistiu de alguns destinos, como Lima, além de reduzir a oferta para outros, como foi o caso de Bogotá. A gripe suína também entrou na conta, fazendo com que, no inverno, a companhia aérea desviasse voos de destinos concorridos, como Buenos Aires e Santiago, para rotas nacionais.

O resultado foi que, neste ano, a empresa transportou praticamente metade dos passageiros de 2008. A OceanAir, que tinha intenções de internacionalização, também recuou: desistiu da rota para o México e dos planos para chegar à África. Nesse contexto, a TAM vem crescendo e ocupando boa parte do mercado. Hoje, sozinha, controla 86% da participação das empresas nacionais em voos internacionais.

"A TAM deve continuar bem no próximo ano, mas, olhando para o aumento previsto da frota, não acredito que a participação das empresas brasileiras vá subir", diz Paulo Sampaio.

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