Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 27 de Maio de 2017
11/09/2009

Notícias Anteriores

Coluna Claudio Humberto
11/09/2009

Fábrica de sensor do AF-447 lucra na venda de caças ao Brasil

O anunciado boom de pelo menos seis mil empregos na França, com a compra dos 36 caças de combate Rafale, vai favorecer não só a Dassault como a Thalès, fabricante dos tubos Pitot – os sensores de velocidade apontados até agora como uma das causas da queda do Airbus A330 no oceano Atlântico, em maio, matando 228 pessoas, entre elas dezenas de brasileiros (e franceses) no vôo Rio-Paris.

 

 

Coluna Claudio Humberto
11/09/2009

Revés financeiro

A compra dos caças pode tirar do buraco a Thalès, depois que aéreas de todo o mundo substituíram os sensores de velocidade da francesa.

 

 

Coluna Claudio Humberto
11/09/2009

Merci, Lula

A Dassault, fabricante dos Rafale, também vai tirar o pé da lama com a venda ao Brasil: não exportou nenhum desses caças até agora.

 

 

Mercado e Eventos
11/09/2009

Tam Paixão pelo Rio encerra terceira temporada com concurso cultural

Como parte das ações do projeto Tam Paixão pelo Rio, a TAM lança hoje, dia 11 de setembro, o concurso cultural "O melhor do Tam Paixão pelo Rio 2009". O vencedor ganhará um pacote de duas noites para a cidade maravilhosa, com direito a acompanhante, para assistir ao último show do projeto em 2009, com a cantora Maria Rita, no dia 2 de outubro, na área VIP do Circo Voador.

Para participar, o interessado deve se cadastrar na plataforma promocional da Tam (www.tam.com.br/promocoes) e responder à pergunta "Qual foi o show que você mais gostou no projeto Tam Paixão pelo Rio este ano e por quê?". Cada participante poderá enviar uma única resposta, com no máximo 300 caracteres, sendo que, na hipótese de recebimento de outras, somente a primeira será considerada. O envio deve ser feito até 22 de setembro de 2009.

Um júri formado por representantes da companhia elegerá a melhor frase, conforme a coerência com o tema, a criatividade, a originalidade e a correção gramatical. O resultado será divulgado no dia 25 de setembro, a partir das 14h, na plataforma promocional da Tam. A promoção é válida para maiores de 18 anos.

O objetivo do concurso cultural é marcar o encerramento desta edição do Tam Paixão pelo Rio e, principalmente, saber o que o público achou da terceira temporada do projeto.

Tam Paixão pelo Rio

O Tam Paixão pelo Rio leva para a Lapa, a cada duas semanas e sempre às sextas-feiras, shows com grandes nomes e seus convidados. Até outubro ainda estão programadas apresentações de Luiz Melodia e Maria Rita. Esta é a terceira edição do Tam Paixão pelo Rio - a segunda voltada especialmente à música. No verão, a companhia aérea investiu em atividades esportivas que agitaram as praias de Copacabana e Ipanema.

Além dos shows, neste inverno a programação do projeto inclui sorteios, entre os
passageiros dos voos da ponte aérea, de DVDs e CDs autografados pelos artistas que se apresentam nesta temporada. E nos fins de semana que antecedem os shows, promotores fazem blitze e comandam atividades na orla para convidar cariocas e turistas para os espetáculos. O público pode conferir todas as ações do projeto e a programação de shows no site www.tam.com.br/paixaopelorio.

 

 

Valor Econômico
11/09/2009

Boeing e Saab pretendem apresentar novas propostas para vender seus caças
Sergio Leo, de Brasília

Apesar da franca preferência manifestada pelo governo brasileiro pelos franceses, na concorrência para o fornecimento de jatos de combate à Força Aérea, os concorrentes sueco e americano pretendem apresentar novas propostas, e esperam obter o apoio dos militares para influenciar a decisão a ser tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo vem mostrando, em declarações públicas, que só um preço excessivamente alto impedirá a escolha dos caças Rafale, da Dassault. A Boeing americana e a Saab sueca apostam nas propostas técnicas para vencer as resistências políticas em Brasília.

"Temos confiança total no processo transparente que vem sendo conduzido pela Aeronáutica", disse o diretor-geral da Gripen no Brasil, Bengt Janér. "Estamos trabalhando para clarificar pontos que não tenham ficado claros." Ele afirma que a nova versão do caça fabricados pela Saab, ainda em projeto, permitirá aos técnicos brasileiros desenvolver o jato em trabalho conjunto com os suecos, incorporando equipamentos produzidos no Brasil por companhias do setor, enquanto os Rafale já são um projeto concluído, que limita os ganhos em transferência de tecnologia. "Temos uma janela de oportunidade para desenvolver um caça sueco-brasileiro", insiste.

Tanto os suecos quanto os americanos afirmam ser possível colaborar com a Embraer no desenvolvimento e construção do futuro avião cargueiro em projeto na empresa, o KC-390. Os americanos afirmam que a proposta de cooperação já consta da última oferta apresentada pela Boeing, candidata a fornecer à FAB os caças F/A-18 Super Hornet.

Há meses, a Embraer e Boeing discutem a possibilidade de produzir em conjunto o cargueiro que a empresa brasileira não teria condições financeiras de produzir, ainda. Os franceses prometeram não só cooperar, como comprar dez desses aviões, mas a oferta causa estranheza na concorrência, que lembra o compromisso da França com a construção de avião semelhante da Airbus, que tem participação francesa, um projeto que já enfrenta problemas de orçamento e prazo.

Os americanos não se pronunciaram oficialmente, mas também esperam que a simpatia de integrantes da Força Aérea com a oferta de compartilhamento tecnológico e de equipamentos compense a inclinação política do governo contra o caça da Boeing. Membros do governo como o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o assessor internacional da presidência, Marco Aurélio Garcia, já disseram publicamente e em conversas com autoridades americanas que têm dúvidas se o governo dos Estados Unidos poderá manter, sem interferência do Congresso, a promessa de transferência de tecnologia.

Nos últimos 12 meses, a Boeing e o governo americano negociaram no Congresso dos EUA autorização para fornecimento do caça F/A-18 Super Hornet com um pacote alentado de equipamentos, como sistemas de radar, iscas anti-míssil, mísseis e até o compromisso de fazer as adaptações necessárias para que o caça carregasse mísseis de fabricação estrangeira, algo nunca aceita nos contratos anteriores de venda de jatos americanos. O governo brasileiro não se satisfez, porém, por exigir abertura de códigos-fonte do avião que permitam alterações posteriores a serem feitas pela própria FAB - demanda rejeitada pelos EUA.

A Boeing admite fabricar o caça no Brasil, como promete a Dassault, embora, no caso francês, a promessa alcance somente a fabricação local de caças adicionais aos 36 que serão vendidos nessa concorrência. A criação de linhas de montagem no país aumentaria o preço dos aviões, porém. Os americanos insinuam que a escolha do concorrente francês será por um modelo mais caro e com menos qualificação técnica.

Os suecos enfatizam o baixo custo de operação do Gripen, um avião de apenas uma turbina, e rejeitam o argumento levantado pela área política do governo, de que o jato seria mais vulnerável a acidentes com perda total devido à ausência de uma segunda turbina (existente no Rafale e no F/A-18). "Há 230 unidades do modelo antigo do Gripen em operação, vendidas a cinco países, com cerca de 120 mil horas de voo, só na Suécia, sem problema", argumenta.

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