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11/04/2010

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Site de Fator Online - MG
11/04/2010

Preço de passagem aérea cai desde 2002, enquanto o transporte terrestre fica mais caro a cada ano
Viajar de avião chega a ser mais barato do que de ônibus
De 2009 para cá, tarifas das companhias aéreas diminuíram 24,5%

Janine Horta e Ana Paula Pedrosa

Pode parecer impossível, mas viajar de avião de Belo Horizonte para alguns destinos tradicionais costuma sair mais barato do que ir de ônibus. Uma das razões é que as passagens aéreas tiveram uma redução de 24,5% de 2008 para 2009, e com frequentes quedas desde 2002, enquanto os valores das passagens de ônibus têm subido continuamente ano a ano.

Em 2009, por exemplo, o transporte rodoviário foi reajustado em 6,2%.

Outro fator que pode influenciar na diferença de preços é onde se faz a compra, se pela internet ou nas lojas. Pesquisa realizada ontem pela reportagem de O TEMPO comparou preços de passagens da capital mineira até o Rio de Janeiro e São Paulo e detectou ser possível encontrar tarifas aéreas menores que as rodoviárias ou com valores bem aproximados em promoções de sites de algumas companhias aéreas.

Enquanto passagens para São Paulo em ônibus do tipo convencional saem hoje a R$ 85 e para o Rio de Janeiro, a R$ 67, a companhia aérea Azul, em seu site, oferecia ontem (promoção do dia) passagens para ambos os destinos no valor de R$ 69.

Há duas semanas, a menina Hanna Berger Silva, 12, entrou pela primeira vez em um avião. Ela foi passar oito dias em Porto Seguro (BA) com a família. "No começo, eu tive um pouquinho de medo, mas depois eu gostei", conta ela, que viajou na companhia de tios e primos.

A mãe, Sara Pereira Barbosa, e a irmã caçula, Sabrina, 7, foram de ônibus. A passagem de Hanna foi comprada primeiro, porque, a princípio, só ela iria viajar com os tios. Quando Sara resolveu ir com a filha caçula, as passagens aéreas com os melhores preços já tinham acabado.

Além de perder a chance de fazer a primeira viagem de avião da vida, Sara ainda gastou mais tempo e dinheiro usando o transporte rodoviário. A passagem de avião custou R$ 210 (ida e volta), e o parcelamento poderia ser feito em até seis vezes. Já a passagem de ônibus custou R$ 270 (também ida e volta) para cada uma, e a empresa só dividiu o pagamento em três prestações.

"De ônibus, além de demorar 17 horas, paguei 28,5% a mais que a tarifa promocional de avião", calcula Sara.

Na ponta do lápis. O caso delas não é exceção. Quem planeja uma viagem com antecedência tem grandes chances de encontrar preços mais em conta em aviões do que em ônibus. Isso porque os preços das passagens rodoviárias são fixos, enquanto as passagens aéreas têm variações até dentro do mesmo avião.

Em geral, as companhias aéreas colocam preços promocionais para alguns assentos, que são os que se esgotam primeiro. Para Porto Seguro, por exemplo, os preços podem variar de R$ 99 a R$ 1.283 (somente ida), se a tarifa for promocional ou "cheia", que é o valor sem nenhum desconto. Já as do transporte terrestre custam R$ 136,25 em veículo convencional, ou R$ 163,59 em semileito. Nesse caso, sem promoções.

Diferenças
De Belo Horizonte para São Paulo, o passageiro desembolsa R$ 85,42 para viajar de ônibus e R$ 69 para ir de avião. Além do preço 20% menor, por via aérea, a viagem dura uma hora, sete horas e meia a menos do que de ônibus.

Para o Rio de Janeiro, a pessoa paga a partir de R$ 99 no avião e R$ 67,20 no ônibus convencional. Se optar pelo ônibus leito, que é mais confortável, o gasto será de R$ 148.

 

 

Agencia EFE
11/04/2010

Especialistas abrem caixas-pretas do avião que caiu com presidente polonês
De Agencia EFE – Há 1 hora

Moscou, 11 abr (EFE).- Especialistas russos e poloneses abriram hoje as duas caixas-pretas do Tupolev-154 que caiu no sábado na cidade russa de Smolensk com o presidente Lech Kaczynski e outros alto cargos da Polônia a bordo.

"As caixas-pretas foram abertas na presença da parte polonesa, incluindo representantes da Procuradoria, e também do comitê de instrução da Procuradoria russa", informou o Ministério de Transporte da Rússia, segundo as agências do país.

As duas caixas, uma com gravações das últimas conversas mantidas entre os pilotos do avião acidentado e os operadores da torre de controle, e outra com os parâmetros de voo, foram levadas ao laboratório do Comitê de Aviação Interestatal.

Além disso, especialistas poloneses foram também hoje a Smolensk para investigar as causas da catástrofe, na qual morreram 96 pessoas.

"Nas pesquisas no local do acidente participam ativamente 11 investigadores e promotores poloneses", assegurou Vladimir Markin, porta-voz do comitê de instrução da Procuradoria russa, à agência oficial "Itar-Tass".

O avião Tupolev-154 no qual viajava o presidente polonês caiu perto do aeroporto militar Severni de Smolensk, capital da região russa fronteiriça com Belarus.

As autoridades russas responsabilizam os pilotos do avião pelo acidente, que teriam desobedecido as ordens dos controladores aéreos.

Aparentemente, os controladores do aeroporto sugeriram aos pilotos que desviassem a aeronave para Belarus, mas "a tripulação decidiu prosseguir o voo", assinalou o enviado do Kremlin à região, Gennady Poltavchenko.

Por sua vez, o ministro de Transporte russo, Igor Levitin, assegurou que "o piloto do avião decidiu por conta própria" efetuar a aterrissagem, apesar da visibilidade na região por causa de um denso nevoeiro ser de apenas 400 metros em vez dos 1.000 estipulados pelas normas.

De acordo com a Procuradoria russa, o piloto do avião realizava a quarta tentativa de aterrissagem quando ocorreu a desgraça, pois em condições de pouca visibilidade desceu demais e uma asa da nave se enganchou nas árvores.

O aeroporto moscovita de Domodedovo já recebeu dois helicópteros com os restos mortais dos passageiros mortos para sua análise e identificação.

Enquanto isso, aviões charter com os familiares das vítimas do acidente chegarão esta tarde à capital russa.

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