Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017
11/02/2009
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Site da Agência Senado
10/02/2009 - 17:42h

Dornelles pede regras que defendam empresas de aviação brasileira

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) cobrou do governo federal a adoção de regras que permitam, mesmo de forma indireta, a defesa das empresas brasileiras de aviação da concorrência desleal e de práticas comerciais predatórias. Ele também lembrou que o chamado Custo Brasil precisa ser reduzido, já que as empresas aéreas do país gastam muito mais com impostos, contribuições sociais, burocracia, juros elevados e encargos trabalhistas do que suas concorrentes do exterior.

Segundo o senador pelo Rio de Janeiro, o acordo aéreo assinado com os Estados Unidos no início dos anos 90 (que permitiu às grandes companhias aéreas norte-americanas operarem na linha Brasil - Estados Unidos) trouxe prejuízo para as empresas de aviação brasileiras, sobretudo para a Varig, que tinha nesse roteiro sua principal fonte de receita na área externa.

Depois da assinatura do acordo, prosseguiu Dornelles, as empresas americanas "reduziram enormemente o preço das passagens, em flagrante prática de dumping", o que teria contribuído para desequilibrar as contas das companhias aéreas brasileiras. Nessa mesma época, o real desvalorizou-se perante o dólar, as taxas de juros aumentaram e impostos foram elevados.

- A Anac [Agência Nacional de Aviação Civil], que tanto fala em política de céu aberto e em desregulamentação de um setor que não tem como se proteger das práticas de dumping na área internacional, deve evitar que as empresas brasileiras de navegação aérea sejam levadas para onde o governo conseguiu levar a Varig. A presidente da Anac afirmou que o governo fez bem deixando a Varig quebrar. O que ela deveria ter dito é que o Poder Público foi o grande responsável pelo que aconteceu com a Varig - afirmou Dornelles.

 

 

O Globo
11/02/2009

Desfecho Próximo
Coluna Ancelmo Góis

Boa nova para os credores trabalhistas da velha VARIG. Jose Antonio Tóffoli, Advocacia-Geral da Uniao, reuniu segunda, em Brasilia, o Interventor do Aerus, Aubiergio Souza Filho, o gestor judicial da Flex, Aurelio Penelas, e a presidente do Sindicato dos Aeronautas, Graziella Baggio.

Discutiram um possivel acordo para a questao da defasagem tarifaria, cujo julgamento deve ser semana que vem no STJ. Em jogo, uns R$ 5 bi da velha Varig.

 

 

O Estado de São Paulo
11/02/2009

Azul lança cinco novas rotas

A Azul, que já voa de Campinas para Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Vitória, anunciou mais cinco destinos: Recife, Fortaleza, Manaus, Navegantes e Rio de Janeiro. Os voos entram em operação até abril. Apesar da guerra tarifária que vem travando com Gol e TAM em Campinas, a Azul diz que conseguirá obter lucro já em 2009.

 

 

O Estado de São Paulo
11/02/2009

Velocidade de avião definiu tragédia
Perito descarta combustível e excesso de peso; pane, chuva e possível erro humano causaram a morte de 24 pessoas
Mariana Barbosa e Liege Albuquerque, MANAUS

Uma conjunção de fatores denominada estol causou o segundo maior acidente aéreo da história do Amazonas - a queda no sábado de um turboélice Bandeirante no Rio Manacapuru, no meio da viagem entre Coari e Manaus, que deixou 24 mortos. O termo aeronáutico significa que houve perda de sustentação provocada por uma queda brusca na velocidade da aeronave. Isso teria ocorrido por causa de três fatores: falha mecânica, chuva e erro humano. Excesso de peso e combustível adulterado, as primeiras hipóteses levantadas, estão descartadas. O detalhamento está no primeiro laudo da queda do PT-SEA, que será entregue amanhã por um perito para a Bradesco Seguros, responsável por segurar o turboélice.

A tragédia começou por uma pane mecânica na turbina esquerda do Bandeirante, por motivos que ainda precisam ser esclarecidos pela Aeronáutica - que ainda pode mandar para o exterior a caixa-preta com as últimas gravações de voz do bimotor. "Essa pane não impediria que a aeronave continuasse até a pista, se não fossem os outros dois fatores: as péssimas condições meteorológicas na hora do acidente, um fato, e a possível falha do piloto", afirma o professor de gestão de riscos aéreos da Universidade Federal Fluminense (UFF), Gustavo Mello, contratado pela seguradora do avião para analisar e preparar auditoria sobre as causas do acidente.

Segundo Mello, cada avião tem uma velocidade específica para conseguir sua sustentabilidade no ar. A do Bandeirante é de 130 quilômetros por hora. "Essa velocidade baixou com a pane na turbina e por conta do temporal. Por fim, uma curva feita pelo piloto para tentar chegar à pista em Manacapuru ou voltar a Coari também afetou a velocidade. O piloto chegou a dizer à torre que iria retornar."

O engenheiro frisou que uma eventual falha do piloto numa hora de pânico não é decisiva numa análise de seguro, quando em conjunto com outros fatores que causaram a queda. Mello esteve no local do acidente ontem, investigando em paralelo com os técnicos do Centro Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Ceripa).

Segundo ele, o impacto da aeronave com a água foi "absurdo". "As pás da turbina direita, que estariam funcionando na hora do choque, estão totalmente empenadas e há um rombo no piso da aeronave feito por um tronco que está no fundo do rio", afirmou. Segundo os investigadores, outra prova da velocidade final exagerada está no laudo cadavérico: 80% das vítimas morreram com o impacto, com o pescoço quebrado, e não afogadas.

HIPÓTESES DESCARTADAS

"Tenho 90 dias para o relatório definitivo, mas neste primeiro já conseguiremos descartar excesso de peso e combustível adulterado, as mais apontadas nas especulações", afirmou Mello. O excesso de peso como causa - o avião tinha capacidade para até 21 pessoas, mas levava 28 - foi descartado pelo perito depois de uma estimativa de carga, somada ao peso da aeronave e à quantidade de combustível no tanque até o ponto do acidente.

O peso dos passageiros foi estimado com base em fotos das vítimas e sobreviventes e dados do MGO (Manual Geral de Operações) da Aeronáutica, que determina o peso médio das pessoas. "Embora o documento em que o piloto defina o peso das bagagens tenha se perdido, a estimativa (e a indicação da coleta inicial de peças) é de que era pouca, até pelo histórico dos passageiros. A maioria vinha para uma festa na capital", disse. De acordo com o engenheiro, o peso da aeronave estava abaixo do "envelope de voo" do Bandeirante, ou seja, de sua capacidade máxima de peso, que é de 5.670 quilos.

Quanto ao combustível adulterado, segundo Mello, é das hipóteses "mais improváveis e absurdas". "Não há abastecimento em Coari, apenas no Aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, que faz o abastecimento de todas as aeronaves que saem de Manaus, cuja pista tem toda segurança possível e apenas um posto da BR para abastecimento", disse. "Dizer que o combustível do Bandeirante estava adulterado é dizer que qualquer voo que sai da capital amazonense está em risco."

 

 

O Estado de São Paulo
11/02/2009

Empresa deve ser processada por quem fretou voo
Liege Albuquerque

O empresário Omar Melo Júnior, que fretou, por R$ 8 mil, o Bandeirante, deve entrar com ação contra a empresa Manaus Aerotáxi por ter vendido vagas no avião além das compradas por ele para levar 23 parentes à festa de aniversário em Manaus.

A contadora Ana Lúcia Reis Lauria disse que sua passagem foi comprada pela prefeitura de Coari, onde presta serviços. "Não fui de carona, a empresa cobrou pelas passagens. Estranhei saber que venderam passagens em um voo particular", disse. A Manaus Aerotáxi foi procurada pela reportagem para comentar o motivo de terem sido vendidos lugares em um voo fretado, mas não deu retorno. Hoje chegam ao Centro Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes os motores, turbinas e componentes eletrônicos do avião.

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