Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 26 de Abril de 2017
10/04/2009
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Valor Online
09/04/2009 - 19:12h

Boeing vai reduzir produção dos jatos 777

SÃO PAULO - A fabricante americana de jatos Boeing informou hoje que está reduzindo a produção de aviões comerciais de grande porte, em um movimento que irá afetar seus resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano. Aliada a efeitos relacionados aos preços, o lucro líquido da companhia poderá cair em US$ 0,38 por ação. A empresa informou que a partir de junho de 2010 derrubará de sete para cinco unidades mensais a produção do modelo 777. Além disso, irá postergar os planos de, aos poucos, aumentar a fabricação dos modelos 747-8 e 767.

Ainda de acordo com a Boeing, o momento econômico ruim tem contribuído para uma queda significativa nas variáveis que afetam os preços para os aviões comerciais já encomendados, o que também pode afetar o resultado.

 

 

Valor Econômico
09/04/2009

Pantanal tentará vender unidade em leilão

Roberta Campassi, de São Paulo

A Pantanal, companhia de voos regionais, apresentou na segunda-feira seu plano de recuperação judicial. Ele estipula a divisão da empresa em duas unidades - uma de operação de voos e a outra de arrendamento (leasing) de aeronaves - e a consequente venda da primeira em leilão.

A Pantanal tem dívidas superiores a R$ 50 milhões, sendo pelo menos R$ 40 milhões com o fisco e outros R$ 15,2 milhões com diversos tipos de credores, entre eles a TAM e a Infraero.

Segundo o plano desenhado pela empresa, a unidade de operação aérea englobará quase que exclusivamente os contratos de concessão da empresa, que incluem o direito de operação de 16 espaços para pouso e decolagem (slots) em Congonhas, aeroporto mais cobiçado do país. É um modelo parecido com o adotado na recuperação judicial da Varig, que já dura quase quatro anos.

Thomas Müller, advogado da Pantanal do escritório Sérgio Müller & Associados, diz que o plano de recuperação estabelece lance para compra dessa unidade no valor de R$ 38,7 milhões e autoriza somente as empresas detentoras de um Cheta - certificado de homologação de empresa aérea - a participar do leilão. "A restrição visa evitar a participação de investidores aventureiros que não conhecem o setor aéreo", afirma Müller.

O eventual comprador dessa unidade também assumiria obrigações em torno de R$ 7 milhões referentes a transportes a executar, leasings e remuneração do administrador judicial da Pantanal.

Os credores terão então 30 dias para apresentar contestações, contados a partir da publicação de um edital sobre o plano.

Com R$ 38 milhões provenientes da venda de uma unidade, diz Müller, seria possível quitar as dívidas da Pantanal com os credores incluídos na recuperação judicial (R$ 15,2 milhões); constituir reserva em torno de R$ 12 milhões para pagamento de credores que não aderiram à recuperação (como arrendadores de aeronaves e parte dos credores trabalhistas); e ter capital de giro para manter a unidade de leasing de aviões.

Müller afirma que a Pantanal manteve, nos últimos meses, conversas com TAM, Trip e Azul e que as três demonstraram interesse pela companhia, uma vez que ela tem direito de voar em Congonhas. A TAM já opera no aeroporto, com a maior quantidade de slots depois da Gol. Azul e Trip não operam no local e, pelas regras na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), só terão chance de ocupar slots em Congonhas a partir de 2011.

TAM e Azul não comentaram o assunto. José Mário Caprioli, presidente da Trip, afirmou que está observando a recuperação da Pantanal e que ainda há muitos detalhes sobre a empresa que precisam ser conhecidos. Uma das incertezas que cercam o caso é o tamanho do risco de sucessão de dívidas tributárias e trabalhistas. Para Müller, os riscos inexistem. Contudo, ainda não há pronunciamentos definitivos sobre esses riscos por parte dos órgãos superiores de Justiça.

No caso da Pantanal, não há um cálculo exato acerca do total da dívida tributária. "Na visão mais pessimista, poderia chegar a R$ 100 milhões; na mais otimista, a R$ 40 milhões", diz Müller. A quitação desses débitos vai ser feita pela unidade de arrendamento, conforme o plano de recuperação. A unidade tentará alugar dois aviões ATRs 42 próprios e com cerca de 15 anos de uso para outras empresas aéreas. A expectativa é que os aluguéis gerem receita mensal de R$ 200 mil e sirvam para honrar parcelas da dívida fiscal, caso a companhia consiga inscrever-se num programa de parcelamento.

 

 

Valor Econômico
09/04/2009

Setor aeroespacial cresce até na crise
Virgínia Silveira, para o Valor, de Brasília


O setor aeroespacial brasileiro é o único no campo da alta tecnologia que possui marcas reconhecidas mundialmente - como Embraer, Avibrás e Atech. Em 2008, de acordo com levantamento da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), mesmo com a crise mundial, as empresas do setor faturaram 15% a mais em relação ao ano anterior, com receita de US$ 7,2 bilhões.

Segundo o presidente da AIAB, Walter Bartels, os setores aeroespacial e de defesa têm grande potencial para contribuir com o aumento do PIB. Em seminário sobre defesa nacional realizado em Brasília na terça-feira, ele comparou o valor de exportação das commodities, que contribuem com US$ 35 por kg, com o de um avião, que agrega US$ 1 mil por kg vendido no mercado internacional. Em um produto eletrônico, o valor agregado chega US$ 2 mil e no caso de um satélite, a US$ 50 mil.

Para o presidente da AIAB, uma indústria de defesa forte só é possível quando há o domínio de tecnologias incorporadas no desenvolvimento completo de produtos de ponta.

Para sobreviver no mercado, segundo Bartels, a indústria aeroespacial brasileira precisa de programas de desenvolvimento e recursos de longo prazo. No curto prazo, o governo optou por comprar no exterior alguns equipamentos de defesa considerados prioritários: submarino nuclear, caças do programa FX-2, helicópteros franceses de transporte e helicópteros russos de ataque.

No total, esses projetos somam ? 10 bilhões, mas o governo espera que a contrapartida comercial e tecnológica dos contratos reverta em benefícios de absorção de tecnologia para o parque aeroespacial brasileiro. É preciso estar atento, no entanto, segundo Bartels, às tentativas de cerceamento tecnológico por parte dos países que dominam essas tecnologias.

Bartels cita o exemplo da tecnologia de propulsão líquida prevista em acordo de transferência de tecnologia, feito com o governo da França em 1994, como contrapartida ao lançamento dos satélites brasileiros de telecomunicações no foguete Ariane. "Esse acordo não foi cumprido e os israelenses também tiveram uma experiência semelhante com os Estados Unidos, que não abriram o software operacional dos caças F-16."

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), Carlos Frederico Queiroz de Aguiar, além dos offsets, o governo precisa incentivar os acordos bilaterais de defesa. "Temos um acordo desse tipo em negociação com a Argélia, que contempla a aquisição de aviões de vigilância e jatos executivos da Embraer."

O programa espacial brasileiro, diz Bartels, não tem levado a um resultado econômico importante porque a engenharia de sistemas tem ficado dentro dos institutos de pesquisa. "A indústria nacional precisa dominar o ciclo completo de um satélite e hoje só é chamada para fazer partes". O satélite que o Brasil faz em parceria com a China, o CBERS, explica, é dominado pelos chineses." Quando o Brasil propôs aos chineses uma participação no sistema de controle de atitude do satélite, o pedido foi negado."

 

 

Jornal de Turismo
09/04/2009

Webjet oferece tarifas com descontos de até 90% durante a Páscoa

A Webjet Linhas Aéreas promove, neste fim de semana, a Super Web Promoção, com descontos de até 90% (em relação à tarifa cheia) em todos os trechos operados pela companhia. A promoção é válida para compras feitas a partir das 22h desta quinta, dia 9, até as 6h da segunda, dia 13. Os bilhetes podem ser usados até o dia 30 de maio. As tarifas promocionais não exigem a compra de ida e volta, e podem ser combinadas com todas as outras classes tarifárias.

Durante a promoção, as passagens custarão a partir de R$ 65 ( Paulo / Curitiba), sem taxas. Outros trajetos também terão tarifas imperdíveis, como o Rio de Janeiro / Belo Horizonte, por R$ 79, e Salvador / Recife, a partir de R$ 85, sem taxas. A oferta é válida nas 12 cidades atendidas pela companhia e sujeita à disponibilidade.

A Webjet voa atualmente com 11 Boeings 737-300 para as cidades de Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro (Galeão), Salvador e São Paulo (Guarulhos). sobre os horários de voos e tarifas podem ser obtidas pelo telefone 0300 21 01234 ou pelo site www.webjet.com.br.

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