Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017
09/10/2009

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Valor Econômico
09/10/2009

Efromovich cria aérea de US$ 3 bilhões
(Paola de Moura | Valor)

RIO - A companhia aérea colombiana Avianca anunciou fusão com Taca (Transportes Aereos Centroamericanos), de El Salvador, se tornando a maior empresa do setor de aviação na América Latina em rotas. O novo grupo passa a se chamar Holdco. Com a união, as empresas preveem faturar US$ 3 bilhões cobrindo 100 rotas no continente americano.

A Avianca faz parte do grupo Sinergy, do empresário Germán Efromovich, que também é dono da brasileira Ocean Air e da equatoriana Vip, que opera com aviões de pequeno porte. A brasileira passa por uma reestruturação e vai também ostentar a marca Avianca.

A união vai beneficiar os brasileiros, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo, Respício do Espírito Santo, já que haverá um maior número de oferta de voos na América Latina. " E a oferta maior acaba reduzindo os preços das tarifas " , diz o especialista.

Os executivos da nova companhia, Roberto Kriete, atual presidente da Taca, e Fabio Villegas, que ocupa o mesmo cargo na Avianca, observaram que, frente às companhias aéreas européias e americanas, a Holdco ainda será considerada pequena. Mas, apesar disso, os dois já vislumbram novas operações para a Europa, principalmente para a Espanha, para onde a Avianca já têm 17 voos semanais a partir da Colômbia.

Juntas as duas companhias latinas terão 129 aeronaves. Se somarmos com as 14 da Ocean Air, o grupo ficará com 143 aviões. Hoje, a TAM possui 132 aeronaves e a Lan Chile, 70.

A companhia chilena é considerada a maior companhia da América Latina, em vendas, com receita de US$ 4,28 bilhões em 2008, enquanto a TAM fechou o ano passado com R$ 2,8 milhões (US$ 1,6 bilhão).

A fusão se dará através de um aporte de ações das duas companhias. Para virar majoritário, a Avianca pagará US$ 40 milhões à Taca. No fim, o acionista da empresa colombiana, o grupo Sinergy, ficará com 67% da Holdco, enquanto o acionista da salvadorenha, Kingsland Holding, com 33%, segundo o contrato assinado na quarta-feira em San Salvador. Por enquanto, as empresas ainda ostentarão suas identidades corporativas, mantendo as marcas nas aeronaves. A fusão ainda depende de aprovação dos governos e dos órgãos de defesa da concorrência dos dois países. Por isso, as modificações nas companhias só começarão de fato em 2010.

O negócio ainda pode beneficiar a VarigLog já que o empresário Germán Efromovich será o novo gestor da companhia. Além disso, ainda tem um contrato de opção de compra da companhia de logística por US$ 100 mil, de três anos. A VarigLog opera hoje com apenas três aeronaves e passará a ter acesso a toda a frota no continente. Na última assembleia de credores da companhia, em setembro, Efromovich afirmou que uniria a operação da VarigLog à da Ocean Air.

 

 

Valor Econômico
09/10/2009

Embraer prevê dificuldades para setor comercial em 2010
(Assis Moreira | Valor)

GENEBRA - A Embraer prepara-se para mais um ano difícil na aviação comercial, em meio a desaceleração persistente dos negócios e aumento da concorrência.

" O mercado não está fácil para 2010 " , afirmou ontem o vice-presidente da aviação comercial da empresa, Mauro Kern, durante a assembleia anual da Associação das Empresas Aéreas Europeias (European Regions Airline Association - ERA), que reune companhias, aeroportos e fornecedores em Interlaken (Suíça).

Os participantes do evento previram novas reduções de capacidade e mais dificuldades. O mercado continua contraído, com as empresas aéreas procurando conter os custos e lidar com queda nos preços das passagens. " Os aviões estão relativamente cheios com a redução de capacidade, a tarifa média está baixa porque a proporção de passageiro de turismo aumentou, mas os passageiros de classe executiva, que pagam mais, diminuíram muito " , disse Kern.

Até o fim de 2010 haverá " muita dificuldade " e a expectativa é de alguma recuperação só em 2011. " A Embraer não tem recebido cancelamentos, mas alguns adiamentos, pequenos. O efeito maior sobre carteira de pedidos é o não exercício de opções " , acrescentou o executivo.

Alguns mercados reagem melhor, com o transporte aéreo crescendo no Brasil, no Oriente Médio e na China, mas os grandes, que são os EUA e a Europa, continuam em estado de crise. Na Europa, outros fatores são importantes, como a concorrência do trem de alta velocidade competindo com o transporte aéreo, mas conectando basicamente grandes centros.

A Embraer insiste que os jatos regionais são parte da solução para as empresas. Só que a redução da demanda de passageiros continua comprimindo a receita das companhias. " No curtíssimo prazo, não vemos mudanças nesse cenário " , segundo Kern.

Além disso, a competição está aumentando para a Embraer, com produtores de jatos regionais da Rússia, Japão e China entrando no mercado justamente no nicho dos novos aparelhos da companhia brasileira, com aviões de 70 a 120 assentos.

A Mitsubishi Aircraft anunciou ter recebido uma encomenda de até 100 aviões regionais da Trans States Holdings (TSH), segunda maior empresa aérea independente regional dos EUA, tornando-se a segunda cliente da Mitsubishi Aircraft depois da All Nippon Airways (ANA). É igualmente a primeira cliente da fabricante japonesa no exterior.

Com a competição se intensificando pela frente, a Embraer diz que quer manter um diferencial competitivo. " Muito importante é dar um suporte excelente à operação desses (novos) aviões, em termos de técnica, treinamento e peças de reposição. Enfim, poder expandir e consolidar a estrutura de suporte e assim assegurar o sucesso desses aparelhos " , afirmou.

Os E-jets continuarão a receber aprimoramentos, que trazem valor para as companhias. Os E-170 começaram a operar no Aeroporto de Lond City, o que exige melhor desempenho por causa da pista restrita.

Para o executivo, os E-jets têm aceitação ampla pelos mercados. Já são 600 aparelhos entregues, para um aviao certificado há apenas cinco anos. Além disso, 54 companhias aéreas já compraram esse avião, utilizado pelas empresas regionais, de baixo custo e tradicionais.

Em paralelo, Kern diz que Embraer está desenvolvendo tecnologias novas em preparação para aviões do futuro. Em março, a companhia demitiu 20% de seus empregados. Com a situação difícil também em 2010, a questão é se as demissões aumentarão. Kern não quis fazer comentários, porque é preciso levar em conta também a situação das divisões de aviões executivos e de defesa.

 

 

Valor Econômico
09/10/2009

Varejo é atendido até R$ 20.806 na oferta da Gol

SÃO PAULO - O investidor de varejo que tomou parte na oferta de ações da Gol Linhas Aéreas teve seu pedido de reserva atendido integralmente até R$ 20.806,50. Os investidores vinculados foram excluídos da oferta.

As novas ações começam a ser negociadas na terça-feira, dia 13 de outubro, sob o código GOLL4. A liquidação financeira fica para 15 de outubro.

O preço de emissão foi fixado, ontem, a R$ 16,50, o que representou um desconto de 3,28% em relação à cotação de fechamento do papel na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de R$ 17,06.

De acordo com o Anúncio de Início publicado pela empresa, foram emitidas 19.002.500 ações PN e a mesma quantidade de ações ON em oferta primária. O Fundo Asas, que controla a companhia, também vendeu 19.002.500 ação PN, em distribuição secundária. Tal montante já inclui o exercício do lote adicional, que elevou a quantidade de papéis em 10% sobre o inicialmente previsto. Com isso, a oferta movimentou R$ 940 milhões, sendo que R$ 627 milhões vão ao caixa da companhia.

Cabe ressaltar que o controlador utiliza o dinheiro levantado na venda secundária para a compra das ações ON vendidas na distribuição primária.

Já está registrado na Comissão de Valores de Mobiliário (CVM) o exercício do lote suplementar, que soma 5.182.500 ações PN de titularidade do acionista vendedor. Com isso, o valor global da oferta chega a R$ 1,026 bilhão. Essas ações poderão ser vendidas nos próximos 30 dias, a critério dos coordenadores da oferta para atender a um eventual excesso de demanda.

Com os recursos levantados na oferta primária, a companhia vai reforçar o balanço patrimonial, visando alcançar o objetivo de contar com caixa equivalente a, no mínimo, 20% da receita líquida operacional referente aos 12 meses anteriores.

A venda dos ativos está sob coordenação do Bank of America Merrill Lynch, Itaú BBA, Morgan Stanley, Bradesco BBI e BB Investimentos.

A Gol chegou à Bovespa em junho de 2004, com um oferta primária e secundária de R$ 878 milhões. Na época, cada ação PN foi vendida a R$ 26,57.

 

 

O Estado de São Paulo
09/10/2009

Avianca e Taca unem operações
German Efromovich, dono também da Oceanair, fecha acordo de fusão com companhia aérea de El Salvador
Mariana Barbosa

O empresário German Efromovich, dono da empresa aérea colombiana Avianca e da brasileira OceanAir, fechou um acordo de fusão com a Taca, de El Salvador. A nova empresa nasce com um faturamento de US$ 3 bilhões e como a quarta companhia aérea da America Latina, atrás de Gol, TAM e da chilena Lan. Os números do negócio não foram divulgados. Na holding que controlará as duas companhias, cujo nome não foi definido, a Avianca será controladora, com 67% do capital, e a Taca ficará com os 33% restantes.

A nova empresa terá uma frota de quase 160 aviões e operações em 100 destinos. "A nova empresa é a única que está presente em todos os países do continente latino americano", explicou uma fonte na companhia que não quis se identificar.

A OceanAir não faz parte do negócio diretamente, mas a companhia está em processo de ser incorporada pela Avianca - processo que ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Quando a integração acontecer, a OceanAir poderá ser rebatizada de Avianca. Já a bandeira Taca, que é forte na América Central, será preservada.

O acordo entre Taca e Avianca foi firmado depois de um ano de negociações - e por três vezes as negociações quase foram abandonadas. As empresas possuem rotas complementares e um potencial de sinergias de custos operacionais. Juntas, as duas ganham mais poder para competir com as companhias dos EUA em rotas de longo curso.

Efromovich também negocia a compra da VarigLog, ex-subsidiária de cargas da Varig que está em recuperação judicial. Esta semana, o empresário assinou um contrato de gestão com a controladora da VarigLog, Lup Wai Chan, com uma opção de compra futura e sujeita a pendências judiciais. Mas a entrada de Efromovich na VarigLog só foi possível depois que a 1ª Vara de Falências e Recuperação de Empresas decidiu, no início da semana, aprovar o plano de recuperação judicial, contrariando decisão da assembleia de credores, que rejeitou o plano na semana passada.

"Quando adquirimos a Avianca, em 2003, em recuperação judicial, o quadro era igual ao da VarigLog", afirmou o empresário. "E conseguimos recuperar a companhia." Ele lembra que, até 2015, a Synergy, holding que controla todos os seus negócios, terá investido US$ 5 bilhões na compra de aviões para a Avianca.

 

 

O Estado de São Paulo
09/10/2009

Gol levanta R$ 1,02 bilhão em oferta de ações
VINÍCIUS PINHEIRO

A oferta de ações da companhia aérea Gol movimentou um total de R$ 1,026 bilhão, segundo informações enviadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A empresa conseguiu um preço de R$ 16,50 por ação, o que representa um desconto de 3,28% em relação ao fechamento do pregão de ontem (R$ 17,06). Em relação à cotação da companhia na bolsa antes do anúncio da oferta, de R$ 19,84, a queda chega a 16,83%.

Pelo menos mais quatro empresas devem vir a mercado este mês: a incorporadora Brookfield, o frigorífico Marfrig e a empresa de concessões rodoviárias CCR, além da abertura de capital da Cetip.

 

 

Folha de São Paulo
09/10/2009

62% dos voos no Santos Dumont são cancelados
DA SUCURSAL DO RIO

O mau tempo causou ontem o cancelamento de 62% dos voos previstos para o aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio. Houve filas e muita reclamação dos passageiros.

O aeroporto, que normalmente abre às 6h, só começou a funcionar às 13h. A Infraero o manteve aberto até as 21h, mas nesse intervalo coube a cada companhia decidir se usava a pista, cancelava o voo ou o transferia para o Galeão, na zona norte.

Até as 21h, segundo a Infraero, 74 das 119 partidas do Santos Dumont haviam sido canceladas. Outros 19 voos seguiram atrasados. Das 116 chegadas, 73 haviam sido canceladas ou transferidas e 19 atrasaram.

O arquiteto Fernando Barros, 42, voaria para São Paulo às 20h40 pela Gol, mas, às 21h, preparava o espírito para trocar os 40 minutos da viagem aérea pelas seis horas de ônibus. "Vim a trabalho, não tenho onde dormir e preciso estar em São Paulo amanhã [hoje] de manhã." Ele terá um crédito de R$ 180 -valor da passagem- a ser utilizado em até um ano.

O consultor de informática André Lovato, 30, cujo voo para São Paulo também foi cancelado, resolveu permanecer no Rio. Ele mora em Mogi das Cruzes (Grande SP) e viajaria pela TAM, às 20h40. "Só consegui remarcar o voo para as 9h45 de amanhã [hoje]."

"Pedi à TAM que pagasse meu gasto com hospedagem, mas eles disseram que, como é um problema meteorológico, não têm responsabilidade", afirmou Lovato.

Segundo um supervisor da TAM que se identificou apenas como Marcelo, todos os passageiros foram transferidos para voos no Galeão, ontem, ou hoje. A reportagem não conseguiu falar com a assessoria da Gol.

Em SP, o aeroporto de Congonhas operava por instrumentos ontem à noite. Até as 22h, 73 voos tinham atrasado e 35 haviam sido cancelados.

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