Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017

09/06/2009

Notícias Anteriores

Coluna Claudio Humberto
09/06/2009

Boeing da Varig foi abatido por caças russos

O cargueiro 707-323 da Varig, que desapareceu em 30 de janeiro de 1979, quando sobrevoava o Pacífico entre Tóquio e Los Angeles, foi abatido por caças soviéticos. A revelação foi feita a esta coluna por um ex-agente de inteligência brasileiro que ouviu o relato de um ex-agente da KGB que participou da operação. Domingo, o“Fantástico”, da Globo, mostrou que familiares dos 6 tripulantes há 30 anos aguardam respostas.

Carga secreta

Os russos atacaram porque o cargueiro da Varig estaria transportando aos EUA, em segredo, partes de um caça soviético Mig 25 levado a Tóquio por um piloto desertor, Viktor Ivanovich Balenko.

Língua nos dentes

Cooptado pelo serviço secreto inglês, o ex-agente da KGB soviético veio ao Brasil em 1982 e contou tudo a agentes que fizeram sua segurança.

Ultra-secreto

O governo brasileiro jamais revelou às famílias dos tripulantes a decisão de colaborar com a CIA, levando pela Varig partes do Mig 25 aos EUA.

Outras vítimas

O Brasil perdeu também 153 telas do artista Manabu Mabe, que eram trazidas de volta no cargueiro da Varig após uma exposição em Tóquio.

 

 

Estadao
09/06/2009
- 19:40h
FAB e Marinha anunciam o resgate de mais 13 corpos do mar
Assim, sobe para 41 o número de vítimas resgatadas do Oceano Atlântico, onde o voo 447 da Air France caiu

SÃO PAULO - A Marinha e a Força Aérea Brasileira (FAB) informaram nesta terça-feira, 9, o resgate de mais 13 corpos no mar, aumentando para 41 o número de vítimas resgatadas do Oceano Atlântico, onde o Airbus A330-200 da Air France caiu na noite do dia 31. Ao todo, 228 pessoas estavam a bordo do avião. Outros quatro corpos já haviam sido resgatados nesta manhã.

Do total de 41, 16 corpos estão sendo periciados em Fernando de Noronha. Eles serão levados na tarde de quarta-feira, 10, para o Recife. A viagem entre Noronha e a capital dura uma hora e o transporte deverá ser feito pelo avião Hércules C130 da FAB.

Os outros 25 corpos estão à bordo da Fragata Bosísio e deverão ser levadas para o arquipélago do Nordeste brasileiro. As ações de busca e resgate, segundo a FAB, continuarão durante esta noite, a exemplo do que tem ocorrido, e estarão concentradas nos pontos onde foram localizados os corpos.

 

 

O Estado de São Paulo
09/06/2009

Empresas aéreas vão perder US$ 9 bilhões

As empresas aéreas terão prejuízo de US$ 9 bilhões em 2009, quase o dobro do que o setor esperava há dois meses. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), a crise financeira, assim como o impacto da gripe suína durante os meses de abril e maio, estão sendo os principais fatores das perdas. Só na América Latina, a estimativa é de perdas de US$ 900 milhões.

 

 

O Estado de São Paulo
09/06/2009

Airbus vê dificuldade para cumprir meta

A Airbus disse ontem que será difícil atingir a meta de receber 300 encomendas de aeronaves este ano. Até o momento, a fabricante recebeu apenas 30 encomendas. Apesar disso, seu diretor operacional, John Leahy, não alterou a meta. "Prevemos aumento da atividade econômica para o segundo semestre. Ainda me atenho ao número de 300 como um objetivo difícil para as encomendas."

 

 

Folha de São Paulo
09/06/2009

Pilotos exigem troca de sensor e podem parar
Membros de sindicato minoritário criticam Air France por não suspender voos mesmo após admitir problemas em sensores de velocidade
Grupo, que representa cerca de 10% dos comandantes, disse acreditar que falha está entre as principais hipóteses para queda de Airbus no mar

Um grupo de pilotos da Air France ameaçou ontem parar de voar até que a empresa substitua os sensores de velocidade da frota de Airbus.

Membros de um sindicato minoritário, o Alter, que representa cerca de 10% dos comandantes da Air France, criticam a empresa por não ter suspendido os voos dos Airbus-A330 e A340 mesmo após admitir, no sábado passado, que os sensores desses modelos haviam apresentado problemas.

Uma das mensagens automáticas enviadas pelo Airbus que caiu no Atlântico, com 228 pessoas, indicava problema nos sensores externos.

Para os pilotos, a falha está entre as principais hipóteses para o acidente. "Queremos proteger nossos tripulantes e passageiros", disse o sindicalista Christophe Presentier à emissora France Info.

No sábado, a agência francesa que investiga o acidente confirmou que a peça já havia mostrado falhas nos A330 e A340 e que a Airbus havia recomendado a troca. E acrescentou que o avião que caiu no dia 31 não havia passado pela atualização.

Cada avião tem três dessas peças, chamadas pitots. São tubos instalados na dianteira do avião, que medem a velocidade do vento e enviam os dados para outros sistemas.

Uma das mensagens automáticas enviadas pelo Airbus em seus minutos finais indica problemas na medição dos pitots, dentro da sequência de panes que o aparelho acusou.

Uma das hipóteses é que, com isso, o computador do avião tenha interpretado dados errados e induzido os pilotos a fazer manobras inadequadas.

Sem admitir ligação com o acidente, a Air France anunciou no sábado que iria "acelerar" a troca dos sensores. Ontem, disse que todos os aviões A330 e A340 já estão com pelo menos um sensor novo.

"Em nove aviões já foram trocados dois ou três dos sensores", disse a porta-voz da Air France, Veronique Brachet.
A Air France tem 15 aviões do modelo A330 e 19 do A340. Segundo Brachet, a troca de apenas um dos sensores é suficiente para dar segurança imediata ao avião. Ela disse que a substituição total será "rápida", mas não falou em prazos.

A porta-voz disse não temer uma greve de pilotos (a empresa tem 4.000), já que a ameaça partiu de uma minoria.

Outro sindicato

O maior sindicato de pilotos da França, o SNPL (Sindicato Nacional dos Pilotos de Linha da França), também diz existir a suspeita que o desastre esteja ligado ao sensor, mas afirma estar satisfeito com as medidas adotadas. "O ideal seria a troca imediata dos três sensores, mas ter um trocado já dá uma boa garantia de que os dados de velocidade serão enviados corretamente", disse o vice-presidente do SNPL, Pascal Guerin.

Para Guerin, comandante de um A340, ainda é cedo para dizer o que derrubou o Airbus, mas está claro que uma falha simultânea dos três sensores coloca o piloto em apuros. "Sem eles o piloto perde todas as indicações de velocidade."

Ele classificou de "excessiva" a exigência do sindicato Alter, que orientou seus membros a se recusarem a voar enquanto ao menos dois dos sensores não forem trocados.

Indagada por que a troca não havia sido feita antes do acidente, a porta-voz da Air France disse que a explicação está no comunicado emitido pela empresa no sábado.

Nele, a Air France afirma que se antecipou à proposta da Airbus de realizar uma experimentação dos novos sensores e decidiu trocar todas as peças a partir de 27 de abril.

E conclui: "Sem pressupor uma ligação com as causas do acidente, a Air France acelerou este programa de troca".
Por meio de sua assessoria em São Paulo, a Airbus disse que recomendações como a de troca dos sensores "são frequentes e não relacionadas a incidentes específicos". Afirmou que a intenção "é melhorar a performance do equipamento, e não a segurança". A empresa não respondeu aos outros questionamentos para "não prejudicar a apuração".

 

 

Folha de São Paulo
09/06/2009

TAM diz que já trocou sensor de seus Airbus
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A TAM informou ontem que trocou um dos sensores externos que medem a velocidade da aeronave, o pitot, de toda a sua frota Airbus (125 aviões).

Mensagem automática enviada pelo AF 447 pouco antes de desaparecer indicou que os instrumentos aferiram velocidades diferentes, o que pode desorientar o sistema que mantém o avião no ar.

A TAM é a única empresa aérea nacional que possui Airbus. Ela é também responsável pela manutenção do avião presidencial, o Aerolula.

A Aeronáutica informou que estuda mudar o sistema da versão executiva do Airbus-319 que serve ao presidente.

 

 

Folha de São Paulo
09/06/2009

Sensor vira bode expiatório de acidente
IGOR GIELOW
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Os pitots, sensores externos que ajudam a fornecer dados de navegação aos aviões, tomaram feição de bodes expiatórios no acidente do voo AF 447.

Em parte, isso é culpa da necessidade inata da imprensa de identificar fatores que possam ter contribuído para uma tragédia dessa magnitude e impacto. Mas também revela algum grau de desinformação induzido pelas autoridades e pela própria Air France.

A questão é que a leitura incorreta de velocidade, que pode ter ocorrido devido a um congelamento ou falha nos pitots, é um dos poucos dados objetivos à disposição de investigadores.

Então o tubo vira um vilão, e sua troca em todos os Airbus voando por aí resolve a natural crise de confiança que a marca europeia teme enfrentar em um momento de retração no mercado de aviação.

Mas os problemas não acabam aí. Nos incidentes envolvendo A330s australianos em 2008, a leitura incorreta não decorreu de falha no pitot, mas na divergência entre dados do computador que usa o sensor externo com o que usa só instrumentos internos para determinar velocidade e orientação.

Num daqueles episódios, o computador "enlouqueceu" e fez manobras perigosas automaticamente, para corrigir erros que eram virtuais.

As autoridades francesas também descartaram uma quebra estrutural do leme do avião, a parte móvel do estabilizador vertical que ajuda a corrigir rota em baixa altitude e que é travada pelo computador a partir de 703 km/h para não se deslocar em seu próprio eixo. O AF 447, caso tenha mantido sua velocidade ao sair do controle de radar 22 minutos antes de começar a ter problemas registrados, estava a 840 km/h.

Diz o BEA (órgão de investigações francês) que a mensagem de falha no limitador do leme se deveu às leituras incorretas de velocidade -sem uma medição precisa, o sistema desarmaria. Descartou liminarmente a quebra física da peça.

A mensagem de quebra do sistema de limitação do leme aconteceu às 23h10, e a de leituras divergentes às 23h12. Talvez o BEA tenha acesso a mensagens anteriores não divulgadas, mas isso não foi dito.

O órgão afirma que a ordem das mensagens não é relevante. Como disse ontem um experiente piloto de Airbus-330 que foi proibido de fazer comentários por sua empresa: a ordem é sim fundamental.

Lendo a lista de mensagens automáticas, ele, a exemplo de dois pilotos ouvidos na sexta, afirma que, se a ordem foi aquela, não é possível descartar uma falha estrutural no leme.

Ou, como a Folha escreveu sábado, o computador assim entendeu e pode ter gerado a sequência de desligamento de sistemas que ocorre para deixar o avião na mão dos pilotos. Isso no meio de uma tempestade, se o 447 manteve a sua rota.

Por fim, a Air France não ajudou ao especular desde o primeiro minuto que o acidente havia sido provocado por motivos meteorológicos. A hipótese como fator contribuinte é apenas isso, uma hipótese, embora claramente melhor para a imagem da Airbus e da companhia aérea do que um eventual problema técnico ou estrutural em seus aviões.

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