Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sexta-Feira, 28 de Abril de 2017

09/03/2010

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O Estado de São Paulo
09/03/2010

Azul e Webjet ganham autorização para usar aeroporto de Congonhas
Empresas conseguiram espaços nos finais de semana no terminal; a gaúcha NHT também poderá operar

A partir do próximo mês, as companhias aéreas Webjet e Azul poderão voar para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo - o mais movimentado e lucrativo do país. As empresas participaram de uma redistribuição de slots (horários para pousos e decolagens) realizado ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O problema é que a presença conquistada pelas companhias ainda é irrelevante em comparação às principais empresas aéreas do País.

Depois do sorteio, a carioca Webjet ficou com apenas 18 slots entre sábado e domingo. A Azul recebeu menos ainda: 8 slots no fim de semana. A única das companhias que ainda não operavam no aeroporto que conseguiu espaço durante a semana - quando são vendidas as passagens mais rentáveis, para passageiros a negócios - foi a gaúcha NHT. A empresa, que faz voos regionais entre os três Estados do Sul, conseguiu 28 horários, sendo 10 entre segunda-feira e sexta.

Na mesma redistribuição, a líder TAM ficou com 54 slots, que somam-se aos 1.404 que já possui. A Gol, segunda maior companhia do País, aumentou sua presença em 56 slots e acumula, agora, 1.504 slots. Por fim, a OceanAir, que também já operava em Congonhas, vai ampliar em quase 30% sua participação com 38 novos horários.

As companhias já tradicionais em Congonhas não só tiveram acesso a um número maior de slots como puderam escolher primeiro - e, obviamente, pegaram os melhores horários. Do total de 355 slots disponíveis, apenas 202 foram distribuídos. Os 153 que sobraram não interessaram às companhias. Trata-se de horários durante os finais de semana.

"Vamos avaliar nas próximas semanas se vale mesmo a pena operar em Congonhas. Afinal, teremos o custo de colocar funcionários no aeroporto", diz Adalberto Febeliano, diretor de relações institucionais da Azul. "A operação tem de fazer sentido econômico: dar lucro ou então compensar como estratégia de marketing."

A Azul afirma que seu plano de crescimento está calcado em voos sem escala ligando capitais e cidades médias e que, portanto, independe de Congonhas. "Só não podemos ignorar Congonhas porque o aeroporto é como uma butique da (rua) Oscar Freire (em São Paulo). É lá que estão as tarifas mais altas do Brasil", diz.

A Webjet informou apenas que ainda vai escolher quais os destinos de seus voos que sairão de Congonhas, mas disse que não pretende desperdiçar a oportunidade de voar para o aeroporto.

Já a NHT acredita que conseguirá fazer de sua operação em Congonhas um negócio rentável. "Queríamos operar durante a semana para atender ao nosso público, que se concentra no viajante a negócios", diz Pedro Antonio Teixeira, presidente da companhia regional.

A Anac reconhece que a redistribuição alterou apenas timidamente a dinâmica em Congonhas, mas considera esse apenas o primeiro passo para o aumento da competição no aeroporto paulista. "Já é uma vitória. Fomos muito contestados na intenção de sortear os slots, mas agora temos um precedente", diz Marcelo Guaranys, diretor da agência.

O sorteio dos slots estava previsto para acontecer no começo de fevereiro, mas foi adiado diante de liminar da Pantanal, empresa aérea comprada pela TAM. A companhia esperava manter 61 slots que a agência pretendia redistribuir.

Até o fim do ano, a Anac espera mudar a atual regra de sorteio dos slots. Hoje, as companhias que já têm presença relevante no aeroporto recebem 80% dos slots disponíveis para o sorteio. As entrantes ou aquelas que possuem poucos voos durante a semana ficam com os outros 20%. "Essa porcentagem poderia aumentar para 50%, por exemplo", diz Guaranys.

Também está em estudo uma forma de aumentar o número de slots liberados para a redistribuição. Atualmente, só perdem espaço as companhias que cancelarem mais de 20% de seus voos em um período de 90 dias. A Anac espera colocar em vigor uma nova regra que considere também a pontualidade dos voos.

Além do esforço da Anac, as companhias aéreas ainda contam com outras oportunidades de redistribuição de espaço. Antes do acidente da TAM em Congonhas em 2007, o aeroporto permitia 45 movimentos de aeronaves por hora. Hoje, são permitidos apenas 34. "O maior número de voos não afeta a segurança do aeroporto. É possível aumentar a capacidade", diz Febeliano.

 

 

Folha de São Paulo
09/03/2010

Anac dá espaço a 3 novas empresas em Congonhas
Webjet, NHT e Azul terão 30 dias para iniciar voos ou podem perder o direito
Gol, TAM e OceanAir, que já atuam no aeroporto, foram as principais beneficiadas no processo de redistribuição
realizado pela Anac

MARIANA BARBOSA
DA REPORTAGEM LOCAL

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) distribuiu ontem novos horários de voos em Congonhas, abrindo espaço para as companhias aéreas Webjet, NHT e Azul operarem no aeroporto mais rentável do país. As três empresas terão 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para iniciar suas operações no aeroporto. Caso contrário, perdem o direito. Dos 355 slots oferecidos, só 202 despertaram interesse das companhias.


Ainda que a chegada das três empresas aéreas represente um aumento da concorrência, foram as companhias TAM, Gol e OceanAir as que mais se beneficiaram da distribuição de slots feita pela Anac. Pela regra em vigor, sempre que houver uma redistribuição de slots em um aeroporto concorrido, as companhias atuantes terão direito a 80% da nova oferta.

A Gol, que já opera 1.448 horários em Congonhas, ganhou mais 56. A TAM, que já tem 1.404 slots, acrescentou outros 54. Já a OceanAir foi quem mais se beneficiou proporcionalmente. A empresa aérea tinha 132 slots e ganhou mais 38 -aumento de oferta de quase 30%. "Vamos aumentar frequências em rotas já existentes, sobretudo na ponte aérea aos finais de semana", afirma o diretor-executivo da OceanAir, Renato Pascowitch.

A distribuição é feita por uma ordem estabelecida em sorteio. Cada uma escolhe, na sua vez, um horário disponível. Entre as entrantes, nem todas decidiram se vão de fato iniciar operação em Congonhas. "Ainda precisamos fazer estudos da viabilidade econômica", afirmou o diretor de Relações Institucionais da Azul, Adalberto Febeliano.

"O David [Neeleman, fundador da companhia] defende que a companhia opere no aeroporto, uma vez que tem o direito, mas a questão não está decidida", afirmou Febeliano. A companhia aérea, que tem base operacional em Campinas (SP), recebeu quatro pares de slots de fim de semana. Ela era a última no sorteio. A gaúcha NHT pegou 28 horários, sendo dez em dias de semana, e a Webjet, 18, todos aos finais de semana. "A partir de agora, vamos repensar uma nova companhia", afirmou o diretor de planejamento da NHT, Jeffrey Kerr. A companhia possui uma frota de seis LETs, avião tcheco de 19 lugares.

De acordo com o diretor de Regulação Econômica da Anac, Marcelo Guaranys, a regra de distribuição de slots não é "perfeita", mas pelo menos a agência conseguiu, enfim, distribuir os slots. Nos últimos meses, o órgão regulador enfrentou uma batalha judicial para garantir o direito de redistribuir slots subtilizados pelas companhias aéreas. Na semana passada, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) deu ganho de causa à Anac, decidindo que o slot é de propriedade da União, e não das companhias.

A Anac chegou a abrir uma consulta pública para discutir novas regras de distribuição de slots em 2008, mas enfrentou a resistência das grandes companhias. A expectativa da Anac é iniciar, ainda neste ano, um novo processo para estabelecer novas regras para os slots.

 

 

Valor Econômico
09/03/2010

NHT, Webjet e Azul ganham espaço em Congonhas
Gol e TAM, as maiores companhias aéreas do país, obtêm o maior número de "slots" em sorteio da Anac
Tarso Veloso, de Brasília

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizou, ontem, a redistribuição dos horários de pouso e decolagens ("slots") do Aeroporto de Congonhas. Do total de 355 "slots", apenas 202 foram escolhidos por seis companhias aéreas que participaram do sorteio. Os 153 restantes podem ser incluídos em uma próxima sessão ou disponibilizados para ser utilizados de acordo com a demanda. Entre as empresas que já operam no terminal paulista, a Gol foi a que mais obteve "slots", ou 56, seguida da TAM, com 54 e OceanAir, com 38. Entre as novatas, a NHT foi a que mais conseguiu intervalos (28), depois Webjet (18) e Azul (8).

O resultado ainda precisa ser publicado no Diário Oficial da União (DOU) para entrar em vigor, após homologação da diretoria da Anac. Em seguida, as empresas têm 30 dias para começar a utilizar os horários. Este prazo, no entanto, pode ser estendido por mais 30 dias, principalmente por causa das três companhias "entrantes", que ainda não atuam no aeroporto. A necessidade do prazo maior, de acordo com representantes da NHT, WebJet e Azul, é a demora para se montar a estrutura da empresa no aeroporto. Caso não operem os voos até o prazo determinado, as empresas devem devolver os slots para a Anac, que os redistribuirá novamente.

A ordem de distribuição já havia sido definida desde o dia 3 de fevereiro. As empresas atuantes, aquelas que já estão em Congonhas, têm prioridade para escolher os horários. Os mais requisitados, de início, foram os trechos nos dias de semana, que pertenciam à Pantanal. Das entrantes, apenas a NHT obteve "slot" para dias úteis, período mais lucrativo do aeroporto. A distribuição é dividida em rodadas e são fixados critérios técnicos para que cada companhia escolha seus "slots" e entre no rodízio para fazer novas opções.

O principal benefício da redistribuição, para a Anac, é o aumento da concorrência e a esperada diminuição dos preços das passagens, disse o diretor da agência, Marcelo Guaranys. Para ele, o fato de novas empresas passarem a atuar no aeroporto e outras elevarem a participação faz com que os preços tenham uma tendência a cair, favorecendo o consumidor.

A TAM vai somar 54 "slots" aos atuais 1.404 horários e a Gol, que opera hoje 1.448 pousos e decolagens em Congonhas, terá mais 56. A OceanAir vai ampliar em um terço sua participação no aeroporto. O sorteio foi adiado por três vezes, por causa de recursos ajuizados pela Pantanal, que queria congelar os 61 horários que perdeu por não cumprir com uma norma que determina regularidade de 80% dos voos, durante 90 dias, sob pena de perder os intervalos, o que acabou acontecendo.

 

Site Invertia - terra
09/03/2010

Após conseguir horários em Congonhas, Azul diz que mira Galeão
Rafael Nardini
Direto de São Paulo

Depois de conseguir junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) o direito de utilizar oito slots - horários de pousos e decolagens - no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a companhia aérea Azul afirmou nesta segunda-feira que na verdade seu alvo é outro: o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro.

Segundo o diretor de Relações Institucionais da empresa, Adalberto Febeliano, a possibilidade de realizar seis voos aos sábados e os outros dois aos domingos em São Paulo pode nem chegar a ser concretizada. "Olhamos os slots disponíveis que faziam algum sentido para a companhia. Mas o fato de pegar eles não quer dizer que vamos usar esses horários de fato", disse.

De acordo com Febeliano, Congonhas "nunca foi um alvo" da Azul pelo encarecimento da operação trazido pela possibilidade de realização de poucos voos no aeroporto. "Quem disse que isso era um alvo? Congonhas nunca foi um plano da Azul. Não precisamos dele para crescer. É claro que Congonhas é uma boutique na Oscar Freire, que tem as maiores taxas, tem um cliente diferente... mas nunca foi nosso objetivo", afirmou.

A Azul, segundo o diretor, já foi para a reunião de distribuição dos slots da Anac com a consciência das dificuldades que teria para escolher os horários desejados por conta da reserva feita às empresas que já operavam no aeroporto paulista (Gol/Varig, TAM e Ocean Air).

"Mesmo que pegássemos um voo durante a semana seria muito difícil viabilizá-lo. Com uma agenda só é pouco provável que conseguíssemos pagar todas as despesas com funcionários e gastos com a manutenção do trecho", disse Febeliano, que também não vê vantagens para Azul em operar no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.

No entanto, a posição do executivo é diferente quando se fala no maior aeroporto carioca. "O aeroporto do Galeão é muito importante e a Azul vai operar certamente lá. O (aeroporto) Santos Dumont tem uma pista muita curta. De lá não conseguimos fazer voos para Recife, para Fortaleza. Nós precisamos do Galeão e vamos utilizá-lo. Pode ter certeza", disse Febeliano.

Atualmente, a Azul voa para 17 destinos no Brasil (Manaus, Fortaleza, Natal, Recife, Maceió, Salvador, Goiânia, Campo Grande, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, Campinas, Maringá, Curitiba, Navegantes, Florianópolis e Porto Alegre) e conta com 15 aeronaves, número que deve ser acrescido e chegar a 21 até o final deste ano.

 

 

Site Invertia - terra
09/03/2010

STJ suspende leilão de fazenda para pagar dívidas da Vasp

Uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedida na noite desta terça-feira suspendeu o leilão de uma fazenda avaliada em aproximadamente R$ 615 milhões para quitar dívidas trabalhistas da companhia aérea Viação Aérea de São Paulo (Vasp), que teve falência decretada em setembro de 2008. A venda seria feita nesta quarta-feira. Os ex-empregados da Vasp têm ainda R$ 486 milhões a receber.

O pedido de suspensão foi feito pela Agropecuária Vale do Araguaia, dona da Fazenda Piratininga, em Aruanã (GO). A liminar foi concedida pelo ministro Fernando Gonçalves.

O empresário e proprietário da fazenda Wagner Canhedo era o principal acionista da Vasp, antes da falência da companhia aérea em setembro de 2008. Na época, uma outra fazenda avaliada em R$ 421 milhões foi usada para abater parte da dívida acumulada em R$ 906 milhões.

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